Pequenas dúvidas sobre Lurdinha – Bia Machado

Desde que Lurdinha se suicidara, a pequena cidade de Santa Cruz não sabia mais o que era sossego. Ninguém conseguia se decidir: a alma da moça que tinha sido abandonada no altar e se enforcara com o próprio véu agora deveria ser considerada santa milagreira ou fantasma? Se eu não tivesse visto como tudo aconteceu, não teria acreditado. Convenhamos, o que vou contar é coisa de novela. Mas eu vi.

Claro, qualquer um tem o direito de não acreditar, mas…
Era uma dúvida cruel essa, como ia dizendo, começada há três meses quando Lurdinha, moça pura, prendada e bela, foi abandonada no altar por Adilson, que disse não poder fazer aquilo com ela por estar apaixonado por Lorena. Safado! Isso depois de cinco anos de namoro e dois de noivado… E logo com a Lorena, aquela menina de caráter duvidoso, que namorava um por mês (dizem até que era um por semana, isso sim!)… Lurdinha, coitada, não aguentou ver seu amado e a sem-vergonha (sim, ela tinha ido à cerimônia!) saírem da igreja juntos, correndo, para sumir da cidadezinha na moto do rapaz. Foi para casa, entrou em seu quarto e deu fim à vida. E antes que digam que estou inventando coisas, afirmo: eu vi. Vi quando retiraram o corpo da moça de dentro da casa, coberto por um lençol.
Até aí, infelizmente, nada de extraordinário. Afinal, é mais do que fato que muitas pessoas tiram a própria vida diariamente no planeta. Mas não para o povo de Santa Cruz. O caso era comentado, mesmo que com certo receio, pois não era sempre que acontecia alguma coisa de anormal naquela cidadezinha. Era até bom, ajudava a passar o tempo naquele lugar esquecido de meu Deus, onde não havia teatro, cinema, poucos aparelhos de televisão, poucos carros na rua (praticamente só os dos vereadores e o do prefeito)…
— Coitadinha, tão moça… Esperou tanto para o dia chegar e aí… Que pena de Lurdinha! – comentava um.
— É uma pena mesmo, mas só ela e a família que não enxergavam a “boa” peça que era o Adilson! – comentava outro.
— Se eu fosse ela, não tinha me matado, tinha era dado uma festa e convidado a cidade toda, para comemorar o fato de finalmente ter me livrado daquele indecente! Não sei como ela chegou pura ao dia do casamento… Isso é, será que ela chegou mesmo pura? Eu tenho minhas dúvidas! – comentava outro, com a língua mais afiada ainda.
— Deixem quem morreu em paz! Vai que a alma dela ouve? Eu, hein! – disse alguém, mais ressabiado, fazendo o sinal da cruz.
Como ia dizendo, a coisa complicou quando, depois de algum tempo, coisas estranhas começaram a acontecer. Primeiro foi o Adilson, que retornou. Quer dizer, o corpo dele… Ou melhor (ou será que eu deveria dizer “pior”?), as partes do corpo dele, em um caixão fechado, nem puderam abrir para velar…
— Pobre Adilson! – disseram as línguas mais falsas. – Não merecia uma morte dessas… Ser feito em pedaços nos trilhos do metrô…
— É por isso que eu não quero saber de ir morar em cidade grande! Metrô assassino!
Concordo. Só de ver aquele povo todo entrando e saindo daquele bicho já me dá um desespero. Mas cá entre nós: foi bem merecido.
Notícias de Lorena? Sim, todos souberam que estava presa. Era a assassina de Adilson: em uma violenta discussão entre os dois, a respeito de quem seria realmente a criança que ela trazia no ventre, a moça tinha empurrado o “pobre” rapaz para a morte.
— Deus que me perdoe, mas tiveram o que mereciam! – gritou uma beata, no enterro do infeliz, para quem quisesse escutar.
E não demorou nada para que logo surgisse o comentário: a causadora da tragédia tinha sido Lurdinha. Sim, a alma de Lurdinha, que não tivera descanso, que queria vingança, que estivera vagando até encontrar as duas pessoas que haviam lhe causado a morte tão prematura. Principalmente depois que Lorena, na prisão, teve um ataque de loucura, gritando descontroladamente que “Lurdinha estava atrás dela”. Parece que até perdera o filho que estava esperando… E que, por sinal, diziam que nem era dele, que era do… Bem, deixemos para lá esse detalhe! Foram apenas alguns comentários do povo de Santa Cruz… E quem começou a boataria? Já nem sei, juro. Só tenho certeza de que não chamaria isso tudo de boataria. Não mesmo.
Como se não bastasse o que já tinha acontecido, muitos dos parentes do desafortunado rapaz começaram a viver uma verdadeira história de terror! Era um tio que perdia o emprego, o pai que descobriu doença terminal, a prima que desquitou (veja se pode uma coisa dessas?), uma sobrinha que sofreu um sequestro relâmpago quando foi fazer a prova do vestibular na capital… Um caos, o pior!
A mãe de Adilson, atormentada pelas conversas que ouvia, de que a culpa daquilo tudo era da alma de Lurdinha, foi cumprir penitência no túmulo da moça: todo dia ia lá, cuidava da lápide, fazia orações, pedia perdão de joelhos, da janela da sala aqui de casa eu conseguia ver tudo (bem, quase tudo…), juro, juro… Dava até dó… Mas parecia que tudo isso não estava dando muito resultado não: o tio que perdeu o emprego foi preso por não pagar a pensão, a doença do pai estava em estágio avançado e ele partiu dessa para melhor em menos de dois meses, a prima desquitada virou o que chamam por aqui de mulher da vida e a sobrinha passou no vestibular… Mas foi morar em um barraco, com o próprio sequestrador: segundo ela, era um homem de atitude.
O que deixou o povo da cidade zonzo, mas zonzo mesmo foi o fato de que, enquanto essas coisas terríveis aconteciam, a alma da Lurdinha ganhava fama de milagreira também. De um dia para o outro, algumas moças que já se conformavam em ficarem para tias começaram a casar. E diziam que a grande ajuda para que isso acontecesse tinha sido a novena que tinham rezado para a defunta. Só que os rapazes que estavam noivos também contavam coisas estranhas: tinham tido pesadelos com o fantasma de Lurdinha, que surgia ameaçadora. O Geraldinho veio se queixar comigo desses pesadelos. Falei para o coitado procurar a Riva benzedeira, ela havia de dar conta dessa situação.
Dias depois, lá veio o Geraldinho de novo, desesperado. A reza da Riva tinha afastado a agonia durante uns dias. Depois, a coisa tinha piorado. Se eu não tivesse visto com meus próprios olhos o rapaz, todo amofinado… Dava dó. Juro, juro! Ah, se dava!
Em pouco tempo, quase não tinha mais nenhuma moça noiva na cidade. E o túmulo de Lurdinha vivia repleto de flores, grinaldas, buquês, véus, tudo deixado lá pelas noivas agradecidas.
Só que a situação não podia continuar daquele jeito. Afinal, a noiva suicida era um fantasma vingativo ou uma santa milagreira?
O assunto não saía da roda de conversa das beatas:
— Como é que pode uma santa que assombra? Nunca vi isso, valei-me! — Claro que é fantasma! E fantasma das mais perigosas, porque tenta se disfarçar de santa ainda por cima…
— Coitadas dessas que ficam fazendo novena para Lurdinha! Com um casamento “facilitado” pela alma perdida da coitada, não duvido nada que a coisa não termine bem, podem escrever!
A coisa chegou ao extremo quando, na data de um ano da morte da jovem, a mãe de Lurdinha, Dona Genoveva, resolveu fazer uma cerimônia no túmulo da moça, para ver se com isso dava um pouco de paz ao espírito da filha. Convidou as pessoas mais próximas, só que em cidade pequena como Santa Cruz não adiantava só chamar os mais próximos, pois a informação se espalhava tal qual rastilho de pólvora. Eu mesma, soube no mesmo dia, só porque fui ajudar as beatas nos preparativos da quermesse, só por isso mesmo. E eu não ia faltar, é claro. Que mal eu faria indo até lá?
E na data marcada estavam todos presentes: a família, os vizinhos, as beatas, as moças casadas que tinham sido atendidas, a família do Adilson (ou o que tinha sobrado dela), eu…
Dona Serafina, uma das mais beatas, antes que a coisa começasse, tratou logo de ver se resolvia a dúvida que pairava sobre a “fantasmice” ou “santice” da Lurdinha:
— Acho que devíamos resolver isso logo, afinal essa situação está terrível, não há como acender uma vela a uma alma sem saber se ela é mesmo alma penada ou santa milagreira! E em minha opinião, ela é alma penada, sim, e das mais penadas que eu já vi! Acabou com a família do Adilson!
— Velha linguaruda! – gritou a Clara, que estava abraçada ao marido, bem do meu lado. – Dobre a língua quando falar da Santa Lurdinha, graças a ela é que estou casada, depois de esperar quase oito anos pelo enrolado do Maneco! Não é, meu bem?
— É… Mas se ela não tivesse me ameaçado no sonho, eu tinha esperado um pouco mais… A coisa está difícil, né, Clarinha? – confessou o rapaz, meio envergonhado.
E começou o falatório. Todo mundo, matraqueando ao mesmo tempo, destacando os defeitos e as qualidades da noiva defunta. Até eu, que não sou de falar muito (juro, juro) dei meus palpites. Só não comento o que falei na época porque acho que não seria coisa de gente direita. E a Dona Genoveva, coitada? Chorando, só agradecia, por seu marido não ter que ver aquele quadro deprimente. Começou a pedir, em pensamento, pela alma da filha, pois a moça não merecia aquilo tudo, ah, não merecia… Rogava para que tudo se esclarecesse logo. Não queria a filha nem como alma penada, nem como santa. Queria mais era que ela tivesse sossego.
O que aconteceu e que acabou calando a boca do povo no cemitério foi algo inusitado, ninguém ali poderia esperar! O túmulo vizinho era o do finado compadre Sebastião, que em vida tinha sido justamente casado com a beata Serafina, a mesma que tinha começado o rebuliço no cemitério. Pois não é que o fantasma do próprio apareceu, mais bravo ainda do que costumava ser em vida? Todo mundo ficou paralisado ao ver a coisa do outro mundo, só a viúva do morto ainda conseguiu esboçar alguma reação:
— Tiãozinho… – um fio de voz.
E o Sebastião, gritando para quem quisesse ouvir:
— Tinha que ser você, mulher, logo vi! Reconheci seus gritos lá das profundezas! Com essa mania de beatice, já passou da hora! Agora vai receber o que merece!
Ao dizer isso, Tião apontou para a mulher e de sua mão todo mundo viu sair um raio que acertou Dona Serafina, fazendo com que caísse fulminada, tostada, em meio ao pessoal assombrado. O povo viu o fantasma fazer mais um movimento e, nisso, a alma da beata Serafina foi puxada de encontro a ele… Juro, juro!
— Já estou até arrependido, tudo estava tão tranquilo por lá… E vocês, parem com essa coisa toda! Vão procurar o que fazer, porque a Lurdinha acabou de pedir para avisar a todos que ela não tem nada a ver com nenhuma dessas histórias aí não, nem de fantasma e nem de santa! Ela só não vem aqui falar a vocês porque a garganta ainda está dolorida do enforcamento… E passem bem! – disse aquilo e foi-se embora, puxando a alma da mulher pela mão.
Dona Genoveva agradeceu aos Céus por esse verdadeiro milagre. Não esperou mais nenhum segundo para tirar de cima do túmulo tudo que era objeto ofertado à filha… Os outros? Saíram todos correndo, com os cabelos em pé, do susto que levaram. Dizem que tem gente que está correndo até hoje… Bem, eu não corri… Afinal, essa história toda precisava de uma testemunha idônea, senão quem é que iria acreditar?

 

Sobre o conto:
Foi o primeiro conto selecionado por uma editora apenas por seu mérito, sem que eu precisasse pagar para isso. Publicado na antologia independente Certa Estranheza, em 2011.

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17 comentários em “Pequenas dúvidas sobre Lurdinha – Bia Machado

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  1. Que conto bacana! Gosto muito de histórias de fantasmas e assombrações, mas igual a esta, com toque de humor, ainda não tinha lido uma que me cativasse tanto. Engraçado como, em cidades pequenas, o povo realmente conta histórias similares, e tem mesmo mania de “jurar” que é verdade!! Muito bom.

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  2. Muito divertido seu conto! No começo, parecia coisa de Nelson Rodrigues. Depois, virou uma divertida comédia sobre santices, demonices, fantasmices, beatices e tudo mais que tem numa cidade pequena do interior. E com direito a um final apoteótico no cemitério!!! Adorei! Parabéns!

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  3. Gostei da trama e do desenrolar do conto. A surpresa do final, absolutamente inesperada e a leveza, com um leve toque de humor por parte do narrador, com que a história é contada, nos faz querer ler mais e mais. Boa estreia.

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  4. Querida Bianca,
    Tudo bem?
    Adorei o conto. Tem um toque de humor muito bom e leve, a gente lê em um susto, querendo saber o que vai acontecer a seguir.
    A narrativa remete demais ao interior do Brasil com suas cidadezinhas cheias de histórias de crendices e acontecimentos fantásticos e me lembrou muito o “AmorTeAmo”, você assistiu? Não pela história em si, embora também seja sobre uma noiva que se suicida, mas pela atmosfera criada, mesclando suspense e comédia.
    Uma belíssima escolha para o conto de estreia.
    Parabéns.
    Beijos
    Paula Giannini

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  5. “Pequenas dúvidas sobre Lurdinha” traz um cenário fictício que representa uma certa (e gostosa) realidade das cidadezinhas mais afastadas das capitais.

    A autora estabelece uma criativa relação na experiência cultural. Destaca a religiosidade como muleta para engrenar os acontecimentos, onde a ingenuidade é pano de fundo para tecer a tragédia não apenas da noiva suicida, mas a de cair na boca do povo.

    A comicidade tira o peso da sequência trágica, fazendo o leitor – no caso, eu – rir um pouco da miséria alheia – ri muito.

    Narrativa atraente, com a pitada certa do “tom de causo”.

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  6. Mas eu ri muito! Tadinha da alma da Lurdinha! A leitura dessa história é deveras agradável. Tudo flui e vamos para o fim sorrindo, mesmo com os acontecimentos trágicos. Culpa da boia escrita. Parabéns.
    Grande e carinhoso abraço!

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  7. OI, Bia.. achei divertidíssimo!
    Realmente um causo de interior.. a narratva pela ótica da moça, conseguiu nos mostrar como ela é, de maneira indireta, achei interessante isto.
    parabéns pela conquista do conto
    Bj bj

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  8. Oi Bia, que conto gostoso de ler… tudo contado com um jeitinho de gente do interior, até imaginei o incidente se passando aqui no sul de minas…kkk Gostei demais do conto, juro que gostei… kkk Parabéns!!!!

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  9. Oi. Bia.

    Gostei bastante desse causo, a narrativa é muito gostosa e o narrador muito carismático também. Gostei da forma como foi contando, bem detalhado e embora não tenha uma ambientação mais profunda eu consegui visualizar os personagens com riquezas de detalhes, gosto quando isso acontece.

    Parece com aqueles filmes antigos, ou mesmo livros bem regionalistas onde a gente nem precisa saber muito pra entender o quão real é aquilo tudo, não na parte da assombração , claro rs. Mas toda a natureza dos personagens, eles são bem reais.

    No começo eu estava esperando uma história mais linear, mas a partir do momento que as tragédias começam a acontecer eu fiquei bem mais interessada, coitado do cabra e sua família, kk foi pesado esse karma em cima dele.

    O legal também é que são muitas informações, aconteceu mesmo bastante coisas. A aparição da alma do falecido levando a velha com ele foi bem engraçada também. Trouxe o toque de surrealidade, tirando o leitor da zona de conforto e pensando ” uai, o que foi que eu perdi?”

    Eu confesso que fiquei em duvidas quanto a identidade do narrador, ou me passou despercebido, ou não é revelado de fato. Me perdi nessa parte.

    Parabéns, gostei.

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  10. E de repente eu me senti transportada para Saramandaia com as suas muitas estranhezas. Uma boa dose de imaginação e tipos os mais peculiares no texto, que lembram muito as pessoas simples e desconfiadas das cidades pequenas. Um conto muito gostoso e fácil de ler. A narradora é um encanto à parte. Eu juro, juro mesmo, ah se juro! Hahahaha. Abraços aí, mulher.

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  11. Eu sofrendo para puxar da memória e a Iolandinha matou a charada, Saramandaia, contos do absurdo de cidade pequena, um causo bem contado, uma “dilícia” de se ler. Beijos,

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  12. Eu AMEI o toque de humor que perpassa todo o texto, tornando-o leve, gostoso de ler, envolvendo o leitor de maneira que a gente nem percebe que está sendo conduzido a uma cidade peculiar, remetendo (concordo com as colegas) a prosas como Saramandaia, O Auto da Compadecida, o Bem amado e tantas outras gostosuras. Parabéns pelo texto!

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  13. Olá Bia. Não admira que esse conto tenha sido escolhido por mérito próprio. Ao que parece é difícil, não sei, porque até hoje apenas uma vez enviei dois contos para uma antologia (e por acaso foi consigo), mas reconheci à partida que nenhum deles vestia bem o tema “Redrum”. O que quero dizer é que não tenho a menor experiência de ser aceite ou rejeitada, a este nível, – mas oiço comentar. ora bem, este conto está uma delícia de ler, muito bem contado, dá gosto ler. E a protagonista/narradora confere-lhe imensa verosimilhança (a verosimilhança que tem alguém a relatar aquilo que acredita que viu, não necessariamente o que se tenha passado). E é precisamente esta “nuance”, com um misto de humor à mistura, que lhe confere nota máxima em qualidade. Muito bom. Parabéns!

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  14. Eu que moro no interior com mais ou menos outras cinco mil pessoas, juro, juro por tudo quanto é santo, que é assim mesmo a nossa vidinha. Parabéns pela verossimilhança, pelo tom entre assustador e divertido, pela narradora durona e principalmente pelo Tião – o salvador da alma de Lurdinha. Estou amando o projeto todo e agradeço a oportunidade, Bia. Beijos.

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  15. Olá, Bia!

    Então, acho que já vi essa sua técnica em outro conto. Essa forma de narrador- personagem- expectador, foi usada também no conto “O Quatrilho”, não? Bem, ambos os contos são muito bons. Acho que essa forma de narrar acelera as coisas porque se vai desvendando acontecimentos e conhecendo os personagens ao mesmo tempo. Ficou uma coisa campestre, simples e cômica também. Acho que você devia apostar mais em outras narrativas assim, onde o narrador não é bem identificado,
    Abraço!

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