Pirulito de açúcar – Paula Giannini

(de Paula Giannini)

Da primeira vez que aconteceu, ainda não sabia, mas já estava grávida. O marido embarcava em um ônibus caindo aos pedaços e logo mandaria buscá-la. Entre as promessas e os sonhos de uma vida melhor para os filhos que um dia sonhavam em ter, a esperança de comida à mesa todos os dias. E foi assim, ao se despedir de seu amor, que seus olhos se encheram de água e sua boca foi surpreendida por um inesperado sabor.

E agora, ria sozinha sempre que pensava nele.

Nunca mais foi capaz sequer de ouvir o nome do marido sem ter os sentidos invadidos por uma fortíssima e azeda sensação. Sentia como se o provasse. Limão, o Rosa, que crescia como mato no fundo do terreno ao lado de sua casa. Suculento, perfumado, ácido e com a casca ferida, levemente enrugada.   

 Ingredientes

1 kg de açúcar (cristal ou refinado)

 Suco de um limão pequeno

1 copo (de 200 ml) de água  

100 ml de mel

Dessa forma, também, descobriu que estava grávida.

No momento imediato em que foi tomada pelo gosto de mel na boca. Há semanas estava diferente. Não tanto pelos enjoos, ou mesmo pelos seios doloridos, mas por aquele estranho e novo fenômeno. Tudo para ela agora tinha um sabor. A angústia muda pela falta de notícias de Arthur dava-lhe ao paladar a lembrança de amendoim torrado. O passar lento das horas, por mais que evitasse pensar nisso, o aroma da manteiga. Só as panelas, a cada dia mais vazias, insistiam em não ter gosto de nada.  

Nada.

Abriu a última lata da prateleira.

Dentro dela, o único ingrediente restante enchia-lhe o paladar de um inusitado toque de calangos. Não que jamais os houvesse provado, não poderia sequer imaginar o horror de algo assim, mas, por algum capricho daquele fenômeno singular, lhes adivinhava o gosto, a textura. Eram os últimos a resistir por aquelas bandas. Os lagartos e ela.

Tentando se desfazer da agonia, levou a mão à barriga que há 9 meses ao compasso da espera por notícias, arredondava aos poucos e a cada dia mais.

− E o que se faz, meu santinho, com um punhado de açúcar e só?  

Pirulitos.

A resposta lhe veio súbita, assim como súbitas lhe vieram as primeiras contrações. Mansas. Como que avisando que ainda havia tempo. Algum. Mas nem tanto.

 Modo de Preparo

Ligou o fogo. Brando. Em uma panela, colocou a água e espremeu o suco de um limão. Tateou a prateleira. Na falta de mel, que era o ingrediente certo da receita, com sorte encontraria um pouco de melaço. Lá estava. Escondido, já no final e cristalizado, mas pronto para ser cozido junto ao resto. Depois, despejou o açúcar. Aos poucos e mexendo sempre. 20 minutos. E a calda amarela e levemente consistente, estava pronta para descansar. 5 minutos. Só o tempo de deixar o calor escapar. Só um pouco e o suficiente para não queimar a mão.

A ideia do doce viera acompanhada do plano de fuga. Faria pirulitos de açúcar, os mais bonitos que conseguisse com o pouco que tinha. E os venderia na praça do centro da cidade vizinha. Em frente à rodoviária. Do lado da escola. Aquela com meninos filhos de gente rica. Meninos com camisa branca e com piscinas dentro de casa. Um mundo de água bem no meio do nada.

Iria até a cidade a pé. 14 quilômetros.

E com o dinheiro arrecadado, não muito, mas o suficiente para comprar uma passagem, viajaria para a capital procurar pelo marido. Também seu filho, um dia, usaria camisa engomada em uma escola da cidade grande.

Luiza sonhava enquanto subia no banquinho.

Sobre o guarda-roupa, o Material que precisava para embalar os docinhos. Dentro de uma caixa de sapatos, o álbum de fotografias. Um daqueles antigos com as fotos presas por cantoneiras e as páginas divididas entre si, uma a uma, com papel manteiga. Retirou duas folhas e beijou a fotografia da mãe. Tinha gosto de cupuaçu.

Os palitos não seriam problema. Arrancaria a cabeça dos fósforos que descansavam ao lado da vela. O santinho, certamente entenderia a necessidade de seu gesto. Para compensar, rezaria o terço duas vezes, assim que tivesse oportunidade.

Fez as contas.

Se tudo desse certo, arrecadaria 25 reais. A receita rendia 60 pirulitos. Contava nos dedos os 50 que venderia, e além dos 2 que comeria, única refeição de seu dia, ainda poderia usar outros 8 como reserva. Seu plano era perfeito.

 Modo de Embalar

Cortou o papel em pequenos retângulos, 9 X 6 cm, era meticulosa, e os enrolou formando cones delicados. Depois, fechou o fundo para não vazar. Fazia como aprendera com a mãe. Vira-a moldando açúcar, durante toda a vida. Naquele tempo, conseguia criar os filhos só com a renda dos pirulitos. Talvez ainda fosse possível. Talvez na cidade grande, um lugar cheio de meninos e gente rica, e moças bem vestidas que gostavam de passear felizes, com os namorados e com um doce sempre à mão. Moças bonitas que sorriam à toa e se admirariam com o sabor de algo tão normal.

Abriu alguns buracos no fundo da caixa de papelão e encaixou neles os papeizinhos moldados. Agora era só preencher com a calda e deixar esfriar por dez minutos antes de colocar os palitos.

Suspirou. Estava pronto. Admirou seu pequeno tesouro em forma de sombrinhas fechadas e os deixou descansar em temperatura ambiente. No dia seguinte, se tudo desse certo, estaria livre daquele gosto de casca de gabiroba queimada que a solidão insistia em lhe causar.

Dormiu um sono entrecortado pelas contrações ainda leves. E pela ansiedade que agora também tinha um novo aroma. Araticum. Quando pudesse, acrescentaria este e muitos outros sabores à sua pequena fábrica.

Quando pôs o pé na Estrada, o sol já nascia e um forte sabor de tamarindos a acompanhava. Tinha tempo de sobra para pegar os meninos ainda na entrada da primeira aula.

E caminhou.

A cada passo um novo gosto.

A cada gosto, uma nova ideia.

A cada ideia, um novo aperto em seu ventre.

As dores lhe vinham agora, aos poucos, a cada minuto mais próximas. Aquela vida com gosto de mel insistia, não via a hora de rebentar.

Vendeu as duas primeiras guloseimas antes mesmo de chegar ao portão do pátio de entrada. Uma mãe, também ela grávida, comprou o mimo para o mais velho e, sentindo-se cheia de graça pelo gesto que julgou ser de genuína caridade, comprou o segundo. Sorrindo.

Assim como sorrindo, ela guardou a moeda no sutiã, e, já se arrependendo de não ter pensado em algum tipo de bolsa ou cofre, voltou-se para atender o cliente que encostava a mão pesada em seu ombro.

Bom dia.

A senhora tem licença?

Luiza custou um pouco a compreender.

Não sabia nada daquela coisa de licença. A mãe, certamente nunca tivera uma. Alvará. A palavra lhe dava algo que a língua não conseguia identificar.

E foi assim, tentando decifrar aquela sensação desconhecida, que viu o moço da prefeitura levar consigo e sem pagar, os outros 56 doces que fizera. Todos. Ou quase isso. Já que o fiscal devolvera os 2 que ela afirmava, eram apenas para comer. Não era ele, afinal, nenhum tipo de desalmado. Apenas cumpria sua função em uma terra de trabalho escasso e excessivas bocas a alimentar.  

E foi assim, igualmente, que sentiu as pernas bambearem, vendo a moeda cair sobre o líquido que escapava quente de seu ventre.

Mel.

Assim seria o nome da menina. A primeira de sete que, também não sabia ainda, logo viria a ter. Todos meninos. Todos de Arthur. Todos com os nomes de ingredientes que iria aos poucos redescobrir. Umbu, Juá, Marmelinho, Cajá, Cambuzinho e Coralito. Coisas de sua terra. Frutos de sua gente. Sabores acrescentados, um a um, à sua pequena fábrica de pirulitos. Nenhum na cidade grande, mas todos com o sabor do orgulho.  Quem sabe um dia com alvará.  

Já deitada no banco da praça, as dores lhe vieram intensas, e olhou para o lado da rodoviária fechando os olhos, mordendo os lábios, e já sentindo, aliviada, o esperado gosto do limão. O rosa.  

 

33 comentários em “Pirulito de açúcar – Paula Giannini

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  1. Que história! Carregada de emoção. Cada pedacinho dela regado à esperança e, lá no final do horizonte, a desilusão apontando. Fico imaginando essas mulheres todas no mundo, tantas vidas geradas, tantos amores idos, tantos sonhos impregnando a pele. Essa história é para pensar, não apenas ler. É para sentir, não apenas ler. Carrega uma carga emocional tão grande!
    E uma escrita impecável.
    Parabéns. Grande e carinhoso abraço.

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  2. Meu Deus, que história!! Cheia de tantos sabores, tantos cheiros e amores… Um conto muito lindo, e um pouco triste, por saber que tantas pessoas passam por dificuldades similares.

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    1. Obrigada pela leitura, minha querida Vanessa.
      É verdade, infelizmente, quanta gente passa por isso. Quantas mulheres e mães.
      Um grande beijo
      Paula Giannini

      Curtido por 2 pessoas

  3. Olá, Paula!

    Eu ainda não conhecia este seu conto. Foi uma grata surpresa lê-lo. A forma que você o escreveu ressalta as sensações da personagem de uma forma doce, ainda que haja bastante tristeza. Ao meu ver o ponto alto do conto foram os vários significados para a palavra mel. Secreção/Nome da criança/Pureza, doçura, integridade. O mel é o único alimento que não estraga, e talvez seja assim também a esperança no peito da personagem.
    Parabéns pelo conto!

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    1. Querida Maria Santino,
      Que bom que gostou. Fico muito feliz mesmo.
      Mais que isso, fico feliz que tenha percebido o detalhe do mel.
      Beijos
      Paula Giannini

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  4. O conto nos dá um sabor amargo de desilusão, mas também um sabor doce de quem resiste, de maneira pungente. Não tem como não se emocionar! O que eu admiro em sua prosa, Paula, é sua criatividade, sua capacidade de brincar com as palavras. Transformar um pirulito num conto de amor. É isso! Muito bonito!

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    1. Querida,
      Fico muito feliz que tenha gostado. Você é sempre muito generosa.
      Obrigada por ler e comentar por aqui.
      Beijos
      Paula Giannini

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  5. Paula, você deveria publicar um livro de receitas em contos… eu amei o seu biscoito de queijo e agora o pirulito de açucar ficou perfeito!! A personagem é forte e doce e a estória tem uma delicadeza imensa ao falar das dificuldades da vida. Parabéns!!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Ah, Priscila. Você descobriu meu Projeto. kkkk Será meu próximo livro. Já tenho uns 10 contos receita prontos. Com esse aqui, tive a alegria de ser um dos 10 (a décima) selecionados para o Concurso da Universidade de Salamanca.
      Fico muito feliz que você tenha gostado. Muito mesmo.
      Obrigada por ler e comentar.
      Beijos
      Paula Giannini

      Curtido por 1 pessoa

  6. Oi, Paula!!
    Já conhecia este belo e singular conto, a doce e um tantinho triste narrativa sobre a vida de uma mulher como tantas deste nosso Brasil….com certeza nordestina e como todas, guerreira, pelo que entendi.
    O amargo da vida de quem simplesmente vive, sobrevive, aceita e dobra os desafios que a vida oferece. A resiliência e o otimismo que, contrariando toda a história de suas vidas, permance. Prevalece.
    O nascimento de Mel, em meio ao amargor da situação de Luiza, nos remete, no final do conto, à esperança de um final, se não feliz, digno, afinal Arthur retorna, nascem outros filhos, vem a pequena fábrica de pirulitos (ainda que sem alvará, ‘quem sabe um dia…’).
    O livro de contos em forma de receita será um sucesso, eu quero 🙂
    Parabéns, Paula, sempre belo seu trabalho.
    Beijocas!!

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    1. Querida Renata,
      Que bom que releu e gostou.
      Nosso país é cheio de desigualdade. Talvez o mundo todo assim o seja…
      Feliz em saber que o livro de contos receita agradará algumas pessoas. rsrsrs
      Obrigada por sua generosa leitura, sempre.
      Beijos
      Paula Giannini

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  7. Então esse é o famoso pirulito de açúcar…valeu a espera, superou as expectativas. Que mundo agridoce o da heroína, todo o açúcar das guloseimas como pano de fundo de uma vida miserável, grande sacada. Também me fisgou um certo metodismo na forma de contar a história, misturadas com a descrição das receitas, e eis que descobrimos que a própria personagem é metódica, muito bom. Parabéns Paula, e que venha mais jujubas!

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    1. Oi Rose,
      rsrsr
      O famoso fica por sua conta, né?
      Obrigada por ter lido e comentado com tanto carinho. Fiquei feliz com suas palavras. 😉
      Beijos
      Paula Giannini

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  8. Pungente, Paula..muito de tocar o coração…
    Já passei uns perrengue de comer bala de açúcar pra enganar a fome, pq nao sabia fazer pirulito!
    E dae a leitura toca lá no fundo da ferida mesmo, que bom que tem uma revelação, sutil e muito bem colocada de que tudo vai mudar na vida da protagonista, graças a Deus, na minha mudou também.
    é uma delícia cada conto receita teu.. hummm de salivar!
    Abração, guria!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Querida Kinda,
      Que delícia de comentário.
      Obrigada por ler e por compartilhar comigo um pouquinho do que viveu e sentiu.
      Sobre água na boca, tenho sempre que fazer a receita depois de escrever os contos. rsrrsrsrs
      Beijos
      Paula Giannini

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  9. Nossaaa, Paula! Deu um nozinho na minha garganta. 😢

    Esse sonho de buscar uma condição melhor em outro estado, não tanto quanto antes, ainda existe. Principalmente na região mais seca, mais carente do nordeste. E esses pirulitos em forma de guarda-chuva ainda são vendidos por aqui.🌂

    Uma receita em que o azedo do limão – a dureza da vida – perde sua acidez ante o poder medicinal do mel – a renovação da vida.

    Um retrato tão nosso, não apenas por representar uma fatia social, mas por trazer uma mulher grávida, que mesmo com tão pouco, além do filho no ventre, também gera sonhos. Deseja o reencontro com o marido, que o bebê estude. Sonhos tão modestos, tão pequeninos para quem olha de longe, mas carregados de significados para Luíza. Isso foi o que impulsionou o capricho na embalagem, deu força para longa caminhada já sentindo dores, e dores de parto.

    No final, você pisou no meu coração. Mas, eu adorei! Aliás, a moça é muito boa na cozinha – o Javali que o diga! ❤

    Curtido por 1 pessoa

    1. Querida Lee,
      Obrigada pela leitura e pelas palavras sensíveis. Espero que pisemos muito no coração umas das outras por aqui. rrsrss Além de fazer rir, claro.

      Sobre o pirulito e o nordeste, já morei no Brasil todo, ou quase. Salvador, Recife, Vitória, Rio de Janeiro e interior dele, Curitiba. Talvez, por isso, eu traga tantas referências de diversas regiões, não sei. Só sei que adoro e para mim esse pirulito tem sabor de infância.

      Um detalhe sobre esse projeto é que cada receita tem o nome da pessoa que costumava cozinhá-la. No caso do rebuçado (nome com que a receita chegou em minha família), eram feitos por Luiza, babá portuguesa de minha mãe.

      Beijos
      Paula Giannini

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  10. Nesse conto o que mais me encanta é o contraste entre a delicadeza da personagem e a aspereza do ambiente onde ela vive, entre as esperanças que ela alimenta e a realidade. A maneira como você nos apresenta esse diálogo é brilhante. Dentre os bons contos de sua autoria que li, esse é o mais especial até o momento. Que venham muitos outros. Beijos

    Curtido por 1 pessoa

    1. Querida Elisa,
      Obrigada por seu carinho e generosidade.
      Que venham muitos contos, meus, seus, de todas nós!
      Beijos
      Paula Giannini

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  11. Muito triste e muito com a sua marca. A moça que cozinha. Aqui no Ceará se vê muito disso, mas, geralmente os homens vão embora depois de terem tido vários filhos com a mulher. Uns até voltam,outros até dão notícias, mas a maioria some depois que a poeira do caminho baixa. Arrumam outra família, esquecem da antiga. Seu conto está muito bonito e sensibiliza a gente. A parte em que ela considera a possibilidade de comer calangos é cruel. Dá vontade de chorar. A miséria é terrível e vc soube construir o processo dela de modo paulatino, até chegar na última lata da prateleira. Coisa de profissional. Adorando fazer parte de um grupo tão seleto e de nível tão alto. Grande abraço.

    Curtido por 1 pessoa

  12. Um texto doce, envolvente, a ousadia de criar fora dos recursos convencionais. (Ainda vou plagiar essa ideia de desenvolver a história integrada a uma receita culinária… Se já amei os “Biscoitos de Queijo”, os “Pirulitos de açúcar” vão me destruir os dentes! ) A técnica de composição me encantou, as frases curtas, as etapas da receita amarradas às situações, a divisão em partes, os tópicos frasais, tudo. Parabéns ! Beijos.

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    1. Querida Fátima,
      Obrigada por suas palavras gentis.
      Sobre o formato, gosto muito de me arriscar por novos caminhos. Assim é com os “contos receita”, que em breve reunirei em um livro, bem como foi, por exemplo, com o “Matéria Prima”, no qual as letras vermelhas emprestavam uma nova camada ao texto.
      Fico feliz que tenha gostado. Experimente, sim. Não só com o formato, no papel, mas com as receitas, no fogão!
      Em breve postarei mais uma, sob a premissa do verbo nascer.
      Beijos
      Paula Giannini

      Curtido por 1 pessoa

  13. Olá Paula.Que delícia de leitura. Que bem mistura, na cena da vida real, o doce do mel com o travo amargo da pobreza, (ops, queria dizer do limão). Tudo neste conto é mel, tudo tem a sua doçura, o seu calor intrínseco, a sua longevidade. Luiza não está grávida, ela é grávida. Grávida da sua menina, do seu amor, dos seus sonhos e planos. Muito bom, muito bonito, muito saboroso. Parabéns. Beijos.

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    1. Querida Ana,
      Fiquei muito feliz com sua leitura e comentário.
      Obrigada pelas palavras doces e pela generosidade.
      Beijos
      Paula Giannini

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  14. Nossa! Esse me emocionou de verdade. Quando lemos algo tão bom! Escrito com tanta maestria. Algo tão triste por sabermos que essa situação é real. Algo maravilhoso que é a esperança. Algo tão verdadeiro que é a luta pela sobrevivência…
    Deus meu…
    Fiquei sem palavras para descrever meu envolvimento com este conto.
    Amei

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