O nascimento de uma mãe – Priscila Pereira

 

Quando percebi o resultado positivo no teste de gravidez, eu chorei. Não foi de alegria. Não, não foi de tristeza também. Foi de medo. Meu marido perguntou se eu não estava feliz, afinal, depois de seis anos de casados, iríamos ter nosso bebezinho. Ele não entendia. Como poderia entender? Como eu iria explicar que naquele momento eu morri? Não, não estou exagerado. Naquele instante em que vi os dois pauzinhos indicando que eu estava mesmo grávida, tudo que eu conhecia, minha identidade como mulher, meu estilo de vida, meu conforto e tranquilidade morreram. Dali pra frente eu iria ser gestada para uma vida nova e desconhecida e então, quando o bebê nascesse, eu iria nascer também. Uma mãe, novinha em folha.

Sabe, ninguém te prepara para uma coisa dessas. Uma mudança tão profunda em quem você realmente é. Uma vez que a mãe nasce, é mãe até a morte, mesmo que perca seus filhos. Nunca deixa de ser mãe.  E como em todo nascimento, dói. E dói muito.

Na minha gestação, tanto eu, como o bebê, passamos bem. Claro que depois do choque, medo e desespero inicial, o luto que senti por mim mesma foi passando e um sentimento novo foi aflorando. Ansiedade.  Não via a hora de nascer de uma vez, não gostava de me sentir incompleta. E é claro, queria muito que meu bebê, que logo descobri que seria menina, nascesse também. Desejava ver o rostinho dela.

Fiz questão de ler tudo que achava sobre o nascimento e o puerpério, sobre os cuidados com o bebê, sobre a saúde mental da mãe depois do parto, que aliás, era motivo de completo desespero. O parto. Eu achava que não seria forte psicologicamente para uma coisa tão traumatizante quando o parto normal. Minha vontade era fazer uma cirurgia. Rápida, asséptica, psicologicamente indolor, livre te toda vergonha e humilhação que o parto normal parecia ter, para mim, mãe em gestação, nascer em parto normal seria brutal, na minha imaginação, é claro.

Quando minha filha estava pronta pra nascer, ela demorou 42 semanas, vi que não tinha pra onde correr, havia chegado a hora e eu iria nascer. Como uma mãe recém nascida pode ter condições de criar um bebe recém nascido? Logo eu descobriria.

As dores foram fracas no começo, quase não senti nada nas primeiras horas. Entrei em trabalho de parto (sempre me perguntei o porquê do trabalho, agora eu já sei) no fim da noite, começo da madrugada, ainda tive que ir para outra cidade, na minha não estavam fazendo parto de pessoas pobres.  Minha sorte foi que a parte do trabalho começou quando eu já estava de camisola hospitalar, confortavelmente instalada em um pequeno quarto, tendo minha mãe sempre ao meu lado, coitada, passou a noite toda acordada comigo.

Para meu azar, ou sorte, o parto seria mesmo normal. Pobre de mim, mulher tímida do interior, ficaria naquela horrível maca, com as pernas amarradas para cima, na frente de um médico desconhecido. Não tinha outra escolha. Era hora de nascer.

A dor era tanta, que nem prestei atenção no médico que anestesiava e cortava minha área inferior. Para ajudar, ou atrapalhar, me deram oxitocina, e a dor triplicou, se isso fosse possível. O médico dizia: “empurra”. Quem já passou por isso sabe que empurrar é muito difícil estando deitada, mas passando o embaraço inicial, consegui colocar minha filha pra fora. Pude ver exatamente quando ela saiu. O médico segurou os pezinhos dela e ela ficou de cabeça pra baixo, então notei o tanto de cabelo naquela cabecinha. “Ela não está chorando!” foi a primeira coisa que eu, mãe recém nascida, disse. Como um choro profundo pela cria recém parida. O médico deu uma palmada de leve no bumbum do bebe e logo ela chorou. Foi o som mais maravilhoso que eu já ouvi.

O primeiro sentimento que tive como mãe foi alívio. Um alívio enorme por ter conseguido colocar aquele serzinho tão esperado para fora do meu corpo. Eu me sentia poderosa. Invencível! Naquele primeiro momento eu estava dopada de oxitocina, me sentia feliz, tranquila, realizada.

Quando recebi meu bebe nos braços, vi o quão frágil, pequena e indefesa ela era, e tive medo. Como eu iria cuidar dela? Ela chorava e eu não sabia o porque. Não tinha ideia do que fazer. Quando o efeito da oxitocina passou, eu estava dolorida e preocupada. Agora sim minha vida de mãe começava.

Como fiz um parto normal sem complicações, no outro dia já estava em casa. Não dormia um segundo sequer  há duas noites e precisava desesperadamente dormir. Preparamo-nos para dormir, meu marido, eu e o bebe, mas acho que ela não estava nem aí para os meus planos ou necessidades. Ela chorou a noite toda. Agora me dói o coração ao lembrar que em determinado momento daquela noite eu, chorando junto com ela, tive vontade de jogá-la pela janela e pular logo em seguida. Quem sabe eu dormiria um pouco.

Meu nascimento como mãe foi bem mais complicado do que o nascimento de minha filha. Eu queria parecer forte e não queria que ninguém notasse que eu estava exausta, confusa, que eu não conseguia amar aquele bebe que eu nem conhecia direito ainda, que eu queria desesperadamente que tudo voltasse ao que era antes. Se eu pudesse tinha devolvido o bebe ao fabricante.  Mas graças a Deus, assim como os bebes vão crescendo, assim eu também fui evoluindo, aprendendo e principalmente conhecendo profundamente aquele serzinho maravilhoso. E mesmo com todas as dificuldades enfrentadas (eu ainda não consegui dormir uma noite inteira até hoje) ter me tornado mãe foi a coisa mais maravilhosa, trabalhosa, dolorosa, majestosa e recompensadora que me aconteceu.

34 comentários em “O nascimento de uma mãe – Priscila Pereira

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  1. Olá Priscila. Realidade? Ficção? Mistura de ambas? Nascer para a maternidade é realmente uma obra e tanto. Comigo não foi nada assim, pois sucedeu algo muito estranho durante a nesse período: Nunca me senti tão calma e segura como durante a gravidez – nem parecia eu. No entanto, acredito e testemunhei muitos casos como o que tão bem relata. E, após o nascimento da minha filha, também tive que aprender a ser mãe, claro. Uma aprendizagem que não termina nunca. E a concretização da maternidade trouxe-me uma autoestima que nunca experimentara. Senti-me majestosa e magnífica e encantada com a capacidade, antes inimaginável, de criar algo tão perfeito. Ficava horas a olhar para ela enquanto dormia, sabendo que era verdade mas tendo até dificuldade em acreditar em semelhante milagre. Foi assim que nasceu esta mãe que, até muito tarde, relutou imenso em sê-lo. Você colocou em palavras um tema muito interessante e em que raramente se pensa, fala ou valoriza. Essa metamorfose enquanto somos casulo, crisálida e de que florescemos borboletas. Muito bom. Um beijo.

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    1. Querida Ana, essa foi minha experiência real com a maternidade. Foi difícil no começo porque, como você disse, não se fala muito disso e eu achava que só eu tinha dificuldades. Agora minha filha é o amor da minha vida e ser mãe é minha melhor versão!! Obrigada pelo carinho!!

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  2. Olá Priscila. Acabo de ler seu conto que me pareceu um relato de algo que nos acomete a todas: nenhuma mãe está totalmente preparada para a experiência de maternidade. A maternidade que começa no dia do parto, mas que não tem validade de acabar, mesmo depois da morte de um filho querido que é a coisa mais traumática que pode acontecer a uma mãe. Um relato honesto, por isso mesmo, cativante. Muito bom.

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    1. Obrigada Sandra!! Eu queria mesmo falar da parte menos glamurosa da maternidade, a parte que quase ninguem comenta mas muitas passam por isso.

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  3. Um relato e tanto! Acho que nossas vidas todas são assim. Muitas vezes confusas, outras precisas. Queremos parecer uma fortaleza, mas somos frágeis. E quando parece que não temos força, nos erguemos como fortalezas enormes, tão imponentes e eternas quanto a memória de quem amamos. Somos femininas, feministas, ora machistas, ora doces, outras vezes mandonas e determinadas. Temos o mundo dos sentimentos em nós. E quando somos mães, as coisas se multiplicam, se eternizam, e nos maravilhamos, nos surpreendemos. Sabe aquela frase? Ser mãe é ter um coração batendo fora do peito? É isso. O mundo passa a ser enorme e o sentimento abraça o mundo.
    Parabéns pelo conto.
    Grande e carinhoso abraço!

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  4. Olá! Realmente “nascer” para a maternidade não é algo muito fácil. Comigo também foi assim, acompanhado de medos e insegurança. Só pra te contar, meu caçula tem quase cinco anos e até hoje não dormi uma noite inteira rsrsrs. Só não passei pela experiência do parto normal. Tenho pavor só de imaginar, desde o primeiro mês já planejei a cesárea. Mas, cá entre nós, nada desse mundo traz mais alegria que ser chamada de “mamãe”, não é? Parabéns pelo seu conto e pelo relato de vida maternal.

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    1. Oi Vanessa, obrigada pelo comentário!! Posso te dizer com toda a certeza que baseada na minha experiência e vendo as outras mulheres que tiveram seus bebes de cesariana no mesmo dia, se eu tiver outro filho farei outro parto normal, se for possível!! E já desisti de dormir… kkk

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  5. Ser mãe é assim mesmo: um amontoado de sentimentos, sensações e até ações desencontradas – amar, mas precisar castigar; rir, mas precisar corrigir. Se sua filha é pequena, está apenas no começo, haverá infinitas inspirações para outros textos tão cativantes como este. Parabéns! Abraços!

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    1. Oi Fátima, obrigada pelo comentário!! É verdade mesmo… ser mãe é maravilhoso e assustador e estou aprendendo a cada dia com minha princesinha!!

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  6. Oi, Priscila,

    Tudo bem?

    O nascimento de uma mãe foi um grande acerto na escolha da premissa. Mais que isso, na abordagem e no ponto de vista.
    Todas nascemos como mães junto a nossos filhos, calmas, nervosas, tensas. Todas, porém, temos algo em comum. O amor por aquele pequeno ser que a partir daquele momento depende de nós se constrói no dia a dia.
    Talvez por isso, ao sermos avós, nos jogamos àquele amor com tamanha entrega. Passamos a vida treinando para aquilo e vemos naquele novo nascimento a chance de fazer melhor, de reviver o que foi vivido.
    Seu conto causa muita empatia nas mulheres, com a mais pura das certezas. E comigo não foi diferente. Identifiquei-me totalmente.
    Sobre dormir… Esqueça. Nunca mais teremos essa dádiva. Não dormiremos jamais. Nem quando forem adolescentes, tampouco quando adultos.
    Parabéns
    Beijos
    Paula Giannini

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    1. Oi Paula, obrigada pelo comentário!! Já desisti de dormir… kkk
      Gostei muito que meu texto tenha causado empatia. Não sabia se tanta sinceridade, se tratamdo de um tema tão delicado, seria bem aceito.

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  7. Oi Priscila,

    Parabéns pelo relato corajoso e emocionante da experiência da maternidade.
    Gostei especialmente de sua abordagem do tema. Falar do nascimento de uma mãe, que ocorre simultaneamente ao do filho, foi uma ideia muito feliz.
    Os sentimentos conflitantes que você relata no seu texto são reais e acho que passam pela cabeça de todas as mães, embora sejam pouco verbalizados. Eu mesma, nunca tive coragem de ser mãe e muitos dos meus receios estão refletidos nas sua palavras.
    Parabéns pelo trabalho. Um abraço.

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    1. Oi Melisas, obrigada pelo comentário. Eu acho que as mulheres deveriam ser mais sinceras sobre a maternidade… ajudaria muitas outras com seus dilemas. Posso te afirmar que hoje se eu pudesse voltar atrás e escolher ser mãe ou não, com toda a certeza eu seria mãe de novo, mesmo com as dificuldades. É maravilhoso, embora não seja indolor, em todos os sentidos! Um abraço!!

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  8. Olá, Priscila!
    Nossa, quanta emoção, imaginei você escrevendo, revivendo e emocionando enquanto escrevia.. rsrs O resultado é que emociona a quem lê também. Eu tenho visto outras corajosas que tem assumido seus temores e antipatias e stresses com o fato de tornarem-se mães. É o fim de uma hipocrisia e também o surgimentos das novas mães,, afinal os tempos mudaram e o ‘ser mulher’ também mudou e muito!
    Impossível não transportar a gente para o nosso momento ‘nascimento’, ao ter o primeiro filho. Também tive uma filha na primeira vez e tudo foi tranquilo e fácil e confesso que achei tudo muito gostoso, exceção lógica pra dor das contrações, mas o parto foi perfeitamente indolor, senti aquele serzinho quentinho saindo de dentro de mim e logo instalou-se um frio na barriga que só aqueceu novamente na segunda gestação… hehehe
    Mas eu não tive estes sentimentos de luto, talvez pq eu era bastante jovenzinha e eu tenho um jeito natural de mãezona mesmo. Posso te dizer que os verdadeiros desafios vem quando eles crescem adolescem e maturam! Ao menos pra mim, é.
    Quanto a dormir, só se eles estão bem, do contrário, sem chance.
    Abraço, guria, obrigada por esta leitura.

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    1. Oi Anorkinda querida, obrigada pelo comentário!! Foi muito emocionante escrever esse texto mesmo. Tive que usar uma sinceridade quase brutal para que o texto fosse totalmente verdadeiro. Mas era o que eu queria fazer, mostrar que nem tudo são flores, mas que apesar disso, vale muito a pena. Obrigada pelo seu relato, acho que quanto mais velhas somos, menos nós gostamos de mudanças, eu fiquei grávida depois dos 30 e de um longo tempo de casada e já muito habituada com minha rotina diária. Mas hoje não trocaria por nada!!!!

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  9. Oi, Priscila.

    Primeira parabenizo pela escolha de premissa. O verbo nascer aqui foi usado com bastante originalidade e sinceridade.

    Eu não sou mãe, nem me vejo sendo pra ser sincera…confesso que fiquei mais assustada ainda com essa possibilidade lendo seu relato haha, eu ainda não morri pra isso então minhas neuras de leiga são bem isso mesmo. Então, eu posso apenas imaginar como é passar por essa experiência, como é morrer e resnascer desta forma, e claro, cresce a minha admiração pelo que é ser mãe, pelo quão difícil e assustador é, e mesmo assim o amor transborda.

    Deu pra sentir suas emoções em cada palavra, imaginar os detalhes é, perceber como escrever sobre isso pode ter sido uma experiência libertadora pra você, ao menos eu senti que foi.

    Parabéns pelo conto, parabéns pelo nascimento de vocês duas.

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    1. Amanda…. me desculpe se te desencorajei ainda mais, não foi minha intenção, muito pelo contrário, quero mostrar que é difícil e doloroso sim, mas que apesar disso, eu não trocaria por nada. Ser mãe é maravilhoso, se tiver a chance, agarre-a, não vai se arrepender!!! Beijo!!

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      1. Não, Priscila! Rsrs não leve ao pé da letra. Você expressou muito bem o que deve acontecer com um mãe , principalmente as de primeira viagem. É algo que sempre vou admirar, mas até onde eu já busquei em mim, nunca tive essa vontade. Mas quem sabe o que o futuro me reserva. Não se desculpe 😮 . Beijo!

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  10. Método TFI – Trama – Fluidez – Impacto

    Trama- O conto é o relato de dois nascimentos, de uma mãe e uma filha. Eu me identifiquei em várias partes com a história porque a mãe que eu fui (e ainda sou) também teve seus dramas pessoais. As pessoas pensam que a gente nasce pronta para tudo: ser mulher num mundo feito para agradar aos homens, trabalhar e cuidar da casa, e ainda ser mãe. Ter um filho é um compromisso para o resto da vida. Nunca mais você poderá relaxar. A mãe da minha bisavó tinha uma frase bem engraçada: ” A mulher (quando engravida) passa nove meses aleijada e o resto da vida, doida”. E eu concordo com ela, as preocupações são para sempre, só mudam o formato. A gente perde até o direito de morrer. O processo de amar alguém não é automático, comigo foi assim, meu bebê foi me conquistando a cada dia, e virou a pessoa que mais amo na vida, no mundo, no universo.

    Fluidez: A identificação gerou uma fluidez incrível. Como este blog é formado só por mulheres, acho que todo mundo se viu no texto.

    Impacto: Muito bom porque a história da autora tem muitos pontos parecidos com a minha. Minha tensão se deveu também ao fato de estar em um momento muito difícil do casamento quando ao Gabriel veio para nós. Tão difícil que anos depois terminou em divórcio.

    Abraços em mãe e filha

    Iolanda

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    1. Iolandinha, obrigada pelo comentário!! Você disse muito bem, a gente perde até o direito de morrer!! Deus nos livre de morrer quando eles ainda são pequenos!!! O amor vai se instalando aos poucos e quando você vê, já é tão grande que até dói!! Beijos!!

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  11. Oie, Priscila!

    Sabe, dos contos seus que já li, esse sem dúvida é o mais bonito.
    Não há a santificação do ser mãe, nem o medo por ter sentido medo. Foi essa “crueza” que me encantou.

    Sim, também voltei no tempo. E me vi com medo de uma bebezinha, indefesa, dentro da incubadora. Sem saber que eu já era completamente refém do sorriso dela.

    Você foi de uma sinceridade tocante. A sua verdade atravessou a tela e me fez ser você por alguns momentos.

    ⏩”Dali pra frente eu iria ser gestada para uma vida nova e desconhecida e então, quando o bebê nascesse, eu iria nascer também. Uma mãe, novinha em folha.”

    ➡️Isso foi como flecha no meu coração!

    P.S.
    Amei a imagem! ❤

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    1. Lee querida!! Que bom que você gostou do meu conto!! Eu tenter sem cem por cento honesta e verdadeira. Tanto que não tive coragem de publicar no meu face pra minha família não ver… kkk Tanta sinceridade não agrada a todo mundo.
      A imagem foi meu primeiro momento de sono, enquanto meu marido cuidava dela!! Que bom que gostou!!😘😘

      Curtido por 2 pessoas

  12. Priscila, escolha acertada a sua ao relatar a própria experiência com o verbo Nascer. Imaginei que o seu conto seria o de comentários mais longos, já que as comentaristas são, em sua maioria, mães. Vai dizer que tem assunto que mexa mais com a gente do que esse? Acho que nem a escrita ganha. Amei a frase “Como uma mãe recém nascida pode ter condições de criar um bebe recém nascido? O seu relato é honesto, por vezes cru e assustador, como é a maternidade. Optaste por tirar o endeusamento da maternidade, o que considerei de bom tom, tb já tive vontade de atirar meu rebento pela janela, quando ele era bebê. Bom, agora ele é um adolescente, e confesso que, ás vezes, a vontade bate de novo, rsrs. Parabéns e beijocas aí na filhota.

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    1. Oi Rose, obrigada pela leitura! Fico feliz que tenha gostado. Acho que é um desserviço para as mulheres o endeusamento em ser mãe, falar só as coisas boas e esconder as ruins só faz as outras mães se sentirem desajustadas.Não é? Um abraço!

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  13. Priscila querida,
    Teu conto é muito inspirado e nitidamente revela conhecimento de causa, não se pode negar.
    O que mais chama atenção é o fato de ele não descrever propriamente o nascimento da criança, mas ir rompendo as fases de sentimento da mulher, enquanto ela nasce como mãe.
    Se a ideia foi narrar as dificuldades de uma mulher sem muitas posses para ganhar o bebê, não deu certo, pois o texto foi além: acompanhamos as inseguranças e incertezas dela, não os empecilhos do sistema de saúde. E aí te parabenizo.
    Ele é cru! Vem e fala mesmo!

    Destaco essa parte: “Naquele instante em que vi os dois pauzinhos indicando que eu estava mesmo grávida, tudo que eu conhecia, minha identidade como mulher, meu estilo de vida, meu conforto e tranquilidade morreram.”

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Sabrina, obrigada pelo comentário!!
      Na verdade não pensei muito nos empecilhos do sistema de saúde, nem nas poucas posses…kkkk Escrevi a minha experiência com a maternidade, tudo o que senti, os sofrimentos e encantamentos que tive. Que bom que gostou!!

      Curtido por 1 pessoa

  14. “Como eu iria explicar que naquele momento eu morri? “ – Realmente inexplicável, mas possível de ser retratado, como nesta emocionante crônica. Todas as mulheres morrem ao engravidar. Mesmo as que não chegam a parir. Porque nunca mais verá o mundo da mesma forma.

    Sugestão:
    Transformar em um conto.

    Curtido por 2 pessoas

    1. Oi Catarina, obrigada pelo comentário.
      É verdade, o texto não pode ser considerado um conto. Mas não resisti a tentação de colocar aqui, nesse espaço tão especial de contistas, a minha história. Vou tentar sim, transformar em um conto. Obrigada pela sugestão.

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  15. Como não me identificar com este conto/relato? Que mãe não se leria nas suas palavras? Claro que cada experiência é pessoal, mas há um quê de subconsciente coletivo.
    Às vezes, me pergunto como sobrevivi nos primeiros tempos da maternidade. Não lembro direito de dormir, de comer, de ser eu mesma. Foi como viver outra vida em um mundo paralelo. E adorei! Não foi sofrido porque os hormônios anestesiaram tudo – pra que dormir, não é mesmo?
    Melhor experiência ever!
    Acho que você trocou o quanto pelo quando em “uma coisa tão traumatizante quando o parto normal.”
    Gostei do seu estilo, direto, franco e ao mesmo tempo sensível. O nascer de uma mãe foi muito bem descrito.

    Parabéns!

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  16. Olá, Priscila!
    Então, como eu vi realidades no seu conto, quantas cenas narradas por você me levaram até o nascimento dos meus filhos, há 9 e 8 anos (sim, tive 2 em 1 ano rs)….e como é definitivo e impactante esse nascimento de uma Mãe.
    Nasce um filho, nasce uma mãe…o detalhe é que ele, o filho, não percebeu nada, tudo normal, mas a mãe…ahhhh, a mãe, quanto de alegria-desespero-euforia-vontadedesaircorrendo, tudo junto e misturado.
    Momento único e lindo, amei o seu conto.
    Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

  17. Oi Priscila seu relato é muito bom, todas nós passamos por isso, talvez com apenas algumas pequenas diferenças e digo isso por experiencia própria, já que nasci como mãe por quatro vezes, e em todas elas alguma coisa mudou.
    Parabéns pelo conto.

    Curtido por 1 pessoa

  18. Oi, Priscila!

    Poxa, gostei bastante deste relato sobre tornar-se mãe. Acho que essa parte sobre as dificuldades, não pensar mais só em si mesma e demais sensações e sentimentos egoístas, por assim dizer, são suplantados pelo amor e evolução como mãe e como ser. Gostei do que pude perceber além do exposto e achei muito válido focar mais na progenitora do que no bebê. Sua linguagem é bem clara e sem floreios. Isso faz parecer mais com uma conversa informal e acaba aproximando a pessoa leitora. Eu ri, me envolvi, senti dó e fiquei feliz com o seu escrito. (obrigada por isso!)

    Posso dá um pitaco na revisão? Observe >>>Não, não estou exagerado (exagerando)… tão traumatizante quando(quanto) o parto normal… e a
    palavra bebê que está sem acento (todas elas).

    Parabéns pela ideia e pela condução.
    Sucesso!

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