Ninhada – Elisa Ribeiro

 

Era um sábado quando ela apareceu na quadra onde morávamos. Vagou por um tempo até escolher a sombra do pequizeiro na frente da nossa casa para descansar. Era feia, mal cuidada e parecia adoentada.

Sei que era sábado porque não era dia de escola. Fiquei observando da janela do meu quarto o jeito como ela perambulou pela rua antes de escolher a nossa casa, a única da rua onde não havia cachorro no quintal. Eu só tinha tempo de ficar assim, à toa pela manhã, nos dias em que não tinha escola.

Não era do tipo que costumava aparecer por ali onde morávamos. Normalmente eram mais velhos e ainda usavam as antigas coleiras quando surgiam, abandonados, por lá. Meu pai tinha uma tese de que os donos os descartavam com as coleiras para que fossem acolhidos mais rápido, por darem a impressão de terem fugido e não de terem sido rejeitados. Além disso, havia a possibilidade de recompensa, um apelo adicional até para as índoles mais generosas, era o que ele dizia.

Primeiro minha mãe colocou uma vasilha com água. Depois do almoço, outro pote com uma sobra de comida.  À noite, por influência da minha avó que passava uns tempos conosco depois do vovô ter nos deixado, abriu o portão e arrumou um cantinho para ela dormir na garagem.

O nome, fui eu quem escolhi. Mais ou menos, na verdade. Era para ser Amanda. Minha mãe, entretanto, não achou conveniente porque era como se chamava a filha do vizinho do lado e sugeriu Amy, nome de uma artista de que ela gostava.

O veterinário explicou que Amy tinha um problema de saúde, uma hérnia no abdômen, provavelmente havia nascido com ela. Disse que era possível corrigir com cirurgia, mas caso optássemos por não operá-la, Amy deveria ser poupada de fazer esforços como subir escadas ou fazer longas caminhadas e não poderia ter filhotes. Minha avó, que havia vivido na roça cercada de animais na infância e juventude antes de casar, decidiu rápido por minha mãe antes que ela raciocinasse.

– Não vamos operar, não, por enquanto, doutor veterinário.

Começou a tratá-la com ervas, umas infusões preparadas com folhas, flores e frutos recolhidos no quintal ou comprados pela minha mãe a mando dela. Amy em pouco tempo ganhou peso, o pelo ficou brilhante e o ânimo alegre ao invés de melancólico, como nos primeiros dias depois que chegara. Na época pensei que eu bem podia tomar um pouco da poção para ver se meu cabelo enchia ou se eu crescia mais depressa.

Como o lugar onde morávamos era cheio de cachorros, quando alguma cadela ficava no cio, fosse perto ou mais longe, num raio de cerca de um quilômetro de casa, a cachorrada surtava. Uivavam, um em seguida ao outro, como se tivessem ensaiado e passavam as noites indóceis, para lá e para cá, confinados, como viviam, nos canis, nos jardins ou nos quintais. Minha avó, que às vezes, por causa da minha insistência, dormia comigo, dizia:

– Não conseguem dormir porque estão apaixonados, Julinha.

Talvez por isso  eu nunca tenha até hoje me apaixonado. A loucura dos ganidos imbricados infindáveis e das noites insones dos cães da vizinhança a me assombrar. Como se a paixão fosse uma espécie de loucura própria aos animais.

A despeito dos nossos cuidados, aconteceu com Amy o inevitável. No primeiro cio, já fortalecida e embelezada com as garrafadas da minha avó, pegou filhote.

Como ela vivia só dentro de casa – quintal e jardim, muro e grade – a concepção permaneceu por um bom tempo um mistério insondável. Para mim, para sempre, um aprendizado. A certeza de que a vida arruma uma brecha para se multiplicar e que é preciso ter muita astúcia, atenção e sorte quando se pretende realmente evitar uma gravidez indesejável.

Na casa vizinha da direita havia três labradores, dois chocolate e um pretinho.  Zeus era o nome desse último, o preto, especialmente endiabrado. Quando novinho, cavava túneis por baixo do muro entre as casas e invadia nosso quintal para se atirar na piscina. Como não conseguia sair porque escorregava no azulejo, alguém tinha que mergulhar para tirá-lo da água. Essa perturbação durou até que o vizinho reforçou a grade por baixo com um arame horroroso, farpado,fazendo o bicho se aquietar depois de machucar o focinho várias vezes antes de desaprender a cavar os tais buracos.

Só depois que a gravidez de Amy era um fato visível e consumado, a cada dia mais angustioso para nós, fomos descobrir, no fundo do terreno o  túnel por baixo do muro conectando o quintal do vizinho com o nosso,  indicando que Zeus era certamente o culpado.

– Esse Zeus…nunca vi nome mais adequado. Transformou-se em tatu para engravidar sua cadela, Júlia.

Foi o que disse minha avó, meio mística, meio bruxa, entendida das coisas da natureza e versada em mitologia e história.

A gravidez foi tormentosa. Dois filhotinhos se alojaram no local onde o músculo havia sido esgarçado pela hérnia. Além do abdômen redondo havia aquele apêndice, assemelhado a uma deformidade. A cada dia que passava sua vitalidade diminua e seus movimentos ficavam mais limitados.

Eu sofria junto com ela. Mais ainda, sentia pena de todas as cadelas do mundo porque um dia também ficariam grávidas, além de uma espécie de raiva dos cachorros machos que fariam aquilo com elas, mesmo que elas não quisessem ou não pudessem.

Ao final da gravidez, Amy quase não se movia mais, apenas aguardava conformada, sempre deitada, desanimada e inapetente o nascimento dos filhotes.

Um dia notei a Amy bem agitada, percebi uns tremores e os pelos das costas arrepiarem. Corri na cozinha onde minha mãe conversava e tomava café com minha avó.

– Mãe, acho que a Amy está tendo um troço.

Correram as duas, segui atrás, excitada igual.

Minha avó examinou-a enquanto mamãe tentava localizar o veterinário no celular.

– Não adianta nem ligar, filha. Não vai dar tempo – disse, enquanto apalpava a bichinha que gania baixinho, e a examinava por baixo do rabo.

– Vamos ter que dar conta disso, mãe?

– Não há de ser difícil. Na roça, já vi de cavalo e bezerro. Também já vi gente nascer, você, por exemplo, de parto normal. É tudo igual.

Foi mais ou menos o que elas conversaram antes de mamãe perceber que eu espiava aquele movimento todo com os olhos muito arregalados.

– Julinha, vai lá pra dentro.

– Deixa ela ficar, minha filha. Bom que ela aprende logo – retrucou minha avó, me autorizando ficar por perto.

As duas fizeram o parto ali mesmo no chão da garagem. Meu pai só foi aparecer quando todos os filhotinhos já estavam do lado de fora.

A Amy tremia, fechava os olhinhos, suspirava e isso me dava uma bruta agonia. Por trás da minha mãe, observando aquilo muito assustada, pensava no que vovó havia dito: que era do mesmo jeito com os bebês, os bezerros e os cavalos. Murmurei baixinho entre os dentes:

– Nunca na minha vida quero ter filhos.

Mamãe e vovó não disseram nada. Talvez nem tenham escutado.

Mas quando o primeiro filhotinho saiu, tão pequeno, quase sem pelo, senti a garganta apertar, a boca tremer, os olhos encherem de água. Alegria, alívio, encantamento, sei lá, de ver a Amy se dividir e se multiplicar.

Minha avó o colocou em uma bacia de plástico forrada com um lençol gasto, já preocupada com o próximo. Fiquei olhando para aquela coisa feinha que mais parecia um rato do que um cachorro filhote.

Foram nove no total, todos pequeninos, quase sem pelo, inacabados. A operação foi demorada, não sei quanto tempo, só sei que quando terminou já era noite. Meu pai havia chegado e jantado sozinho enquanto nós três continuávamos na garagem. Disse que as duas, minha mãe e vovó, eram doidas, deviam ter chamado o veterinário.

Eu olhava embevecida os filhotinhos amontoados na bacia, melhor que qualquer filme, desenho, joguinho ou imagem, quando minha avó disse que agora tínhamos que colocá-los ao lado de Amy para a primeira mamada.

– Com muito cuidado, Julinha. Eles são muito frágeis.

Foi nesse dia que decidi o que queria ser na vida. Nem engenheira como meu pai, nem professora como mamãe, tampouco escritora, como eu própria me imaginava nessa época, compenetrada toda noite registrando coisas no meu diário. Queria ser veterinária, saber cuidar de animais, uma versão estudada da minha avó. Com sorte ajudar a nascer muitas e muitas ninhadas.

18 comentários em “Ninhada – Elisa Ribeiro

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  1. Querida Melisas,

    Seu conto me deixou rendida. Você roubou meu coração desde a foto até o final da história em si.

    A narrativa, partindo do ponto de vista de uma pequena criança, é meiga, delicada, apaixonante. Como uma história tão simples pode cativar tanto? Não sei. Talvez na simplicidade é que resida o grande segredo desse seu texto. Através dos olhos da menina, somos convidados a espiar nossas próprias infâncias. Um trabalho que causa grande empatia e nos faz torcer para que tudo dê certo para a cachorrinha, para essa família tão cheia de amor por sua criança e por seus animais.

    Também tenho uma labradora (além de outros 9 adotados) e os detalhes sobre Zeus, me fizeram rir aqui, sozinha. 😉

    Autores são criadores de universos e você criou um mundo perfeito, ao menos para mim.

    Parabéns por sua verve.

    Beijos
    Paula Giannini

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  2. Que delícia o seu conto. Eu sou louca por animais e já ajudei em alguns partos, de gato e de gente… rs
    Adorei sua linguagem simples e direta, a história contada sem rebuscamentos, de forma cronológica, mas que mantém o leitor ligado o tempo todo. A experiência de assistir o nascimento de uma vida, seja ela de gente, de bicho, até de planta, é algo que a gente não esquece, algo que a gente guarda no cantinho mais terno do nosso coração. A brutalidade fica em outra parte, não cabe junto dessa emoção do nascer. Mesmo que o nascer às vezes seja meio abrutalhado… Talvez seja porque nesse momento a gente percebe que nascer é o que une toda a Natureza (e essa palavra vem de onde?). Outra coisa: A paixão é uma sim loucura própria dos animais. E o q somos nós afinal de contas? rs Parabéns!

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  3. Olá! Escrevo este comentário com lágrimas nos olhos! Que conto mais lindo! Quando eu era pequena, e vivia cercada por gatos e cachorros, também falava que queria ser veterinária. Acabei esquecendo disso no decorrer da adolescência, mas ainda mantenho um grande amor pelos bichinhos. Parabéns por tão belo conto.

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  4. Gostei muito do conto que me parece um relato, mas que toca com sutileza nossa sensibilidade. Como eu já disse em um conto anterior, o verbo cuidar está muito ligado ao verbo amar. E esses pequenos grandes seres que nos rodeiam vieram ao mundo para nos ensinar a amar e cuidar. Parabéns. Grande abraço!

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  5. Olá Melisas. O seu conto lê-se no embalo de um sorriso de ternura. A história parece verdadeira (não sei se é, mas acreditaria que sim). Está narrada com a simplicidade do olhar e do entendimento infantis – a simplicidade que despe de artifícios e deixa apenas o que interessa, assim o realçando. Uma avó sábia, sábia de mezinhas e da vida. Uma avó como deveríamos ter tido. A foto é logo uma fofura. Esse pai Zeus, quase consegui vê-lo. Enfim, um relato delicioso. Parabéns. Um beijo.

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  6. Olá! Uma história de cachorrinhos me seduz. Talvez porque tenha perdido o meu no começo do ano e eu ainda esteja tocada pelo acontecimento. Pareceu-me um relato terno de uma menina que é também seduzida pela alegria de ter um animal como esse, tão companheiro, tão fiel, tão encantador que define sua vida profissional, seu empenho e sua índole. Muito bom!

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  7. Olá colega,

    Uma narrativa segura e fluida como as histórias inesquecíveis são contadas. Costumo pensar que um conto para atingir o leitor precisa roubar-lhe a identidade. Você conseguiu.

    Adorei isso: ““sei lá, de ver a Amy se dividir e se multiplicar.”

    Sugestões:

    1 – No fim da frase “…engravidar sua cadela, minha neta.” Eu tiraria a “minha neta” por dois motivos. Primeiro por dar a impressão de que a neta é a cadela e sabemos não ser o caso. Rsrsrs. E em segundo porque em seguida você já indica que a fala é da avó.

    2 – Aqui também dá um duplo sentido a falta da vírgula antes do “o” : “desanimada e inapetente o nascimento dos filhotes.” A cadela está inapetente ou o nascimento é inapetente?

    Curtido por 1 pessoa

  8. Ahh que delicinha…
    Tava empolgada, daí acabou.. rsrs
    Achei todas as personagens umas graças, inclusive o pai. O texto está encantador mesmo, até mesmo o labrador terrível está bem ‘pintado’ neste conto. Tão pequeno conto e tão cheio de vida.
    Parabéns.

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  9. Método TFI – Trama – Fluidez – Impacto

    Trama: Depois de ler vários contos de terror seus, é uma grata surpresa encontrar este aqui, fofo, intimista, doce. As personagens femininas dominam a história, especialmente a cadela, a menina e sua avó. Não sei se foi proposital mas a autora reuniu três dos estereótipos emocionais com maior apelo, isso sem falar nos bebês caninos, e no pai, cavador de buracos. Uma história feita para cativar as leitoras contistas.

    Fluidez: Tranquila no começo e do meio para o fim ficou super envolvente. Top!

    Impacto: Muito bom, a gente começa impactada só de olhar para a foto. Fofura sem fim.

    Iolanda.

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  10. Oi Melisas, é com “s” mesmo? Adorei o seu conto , tenho um linguicinha, e sei o que é amar um bichinho, até já escrevi um conto pra ele. Legal na sua história, além do drama de Amy, foi a composição dos personagens que foi desenrolando-se junto com a narrativa, como a personalidade do pai, a avó, enfim, um belo conto sobre nascer e amar. Parabéns garota.

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  11. Conto com cachorrinhos sempre cai bem, né? Ainda mais quando aparecem filhotes nascendo sob o olhar de uma menina.
    Um relato delicado, bem narrado, com boa descrição dos fatos e imagens do “nascer”.
    Narrativa delicada, sem entraves que cansem o leitor.
    Parabéns!

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  12. Oi, Melisas

    Ah, que conto fofo, eu adorei do início ao fim. Cachorrinhos sempre causam esse efeito em mim. Fiquei preocupada com o parto, se daria alguma coisa errada…não queria ler uma história triste sobre cachorros de novo. rs mas você foi muito feliz e fez com que tudo desse certo. ( Tive uma cachorra que ao longo da vida teve muitas ninhadas, até que um vez, uma em que fizemos de tudo pra que ela não engravidasse porque já era idosa, não teve jeito, ficou prenha e teve dificuldades no parto, acabou que ela veio a falecer na cirurgia, e os filhotinhos por mais esforço que fizessemos pra salvar, tbm) nossa só de lembrar disso já me veio aquela dorzinha incomoda no coração. Enfim, só pra mostrar o quanto agradeço por ter dado um final feliz.

    A narradora é uma graça e entendi perfeitamente todas as suas dúvidas e medos sobre tudo. E gostei bastante como essa situação a mudou de tal forma que os vislumbres de um futuro passou a torna-se tão nítido pra ela.

    Parabéns!

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  13. Oi Melisas, seu conto está tão fofinho!! Acho que o primeiro nascimento que presenciamos nos marca muito. Meu primeiro foi de minha gatinha, segurei a patinha dela e tudo. Foi encantador, assim como o seu conto. A menininha aprendendo sobre o cuidado e o amor, descobrindo sua vocação! Muito bonito e bem escrito! Parabéns!!

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  14. Oi Melisa,
    Olha, teu conto fala muito mais do que as palavras ali escritas.
    Ele é um conto sobre a aliança feminina, menina! É sobre a força, a garra e o poder femininos.
    Talvez nem tu mesma tenha percebido como está exacerbado esse enfoque. E se foi essa a intenção, eu percebi.

    A menina, a mãe, a avó a a cadelinha são vencedoras!
    Veja como o pai da menininha é praticamente um banana, alheio a um fato tão importante e milagroso como o do “nascimento”!

    Percebi toda a feminilidade e poderio feminino no apontamento tão singelo e doce da menina, que a seguir transcrevo:

    “Mais ainda, sentia pena de todas as cadelas do mundo porque um dia também ficariam grávidas, além de uma espécie de raiva dos cachorros machos que fariam aquilo com elas, mesmo que elas não quisessem ou não pudessem.”

    A menininha Julia mostra a consciência – ainda que inocente – sobre a importância de as mulheres se unirem de forma a se protegerem.

    Parabéns! Esse não é um conto sobre cachorrinhos, é muito mais.

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  15. Narrativas com animais sempre cativam, sobretudo cães. E, difícil quem já não tenha experiência com eles. Morei em um sítio e houve uma época em que eram oito cães por lá. Foram muitas ninhadas, precisei passar por veterinária diversas vezes.
    O foco narrativo emprestou ao texto mais emoção, um tom doce de quem descortina a vida. Faço minhas as palavras de Sabrina no comentário acima: “Esse não é um conto sobre cachorrinhos, é muito mais.” O enredo é simples, não há grandes conflitos, as personagens não foram construídas de forma especial, mas o conjunto, a partir do qual, cada fragmento pode ser sentido e assimilado, é perfeitamente elaborado e captura o leitor. Parabéns! Abraços!

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  16. Oi, Melisas!
    Termino de ler o conto com lágrimas nos olhos (de felicidade, tive medo que Amy não fosse aguentar).
    Já assisti e ajudei em muitos partos de cadelinhas, e no caso mais recente tivemos uma perda, um filhotinho muito grande que ficou preso, a mãe foi encontrada prenha nas ruas, e com TVT, foi bem triste, e a filhotinha sobrevivente está comigo, e tem alguns problemas…enfim, seu conto me envolveu, prendeu, emocionou.
    Meus parabéns!!

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  17. Olá, Elisa!

    Você escolheu narrar com voz infantil e o fez com sucesso. Gostei de como a narrativa nos coloca lá na garagem com a Amy (tadinha!). A reflexão acerca de paixão me deixou pensativa ( loucura própria aos animais). Achei o conto doce, a cadelinha se dividindo e multiplicando como o amor e a vontade de a narradora também ser veterinária. É um conto para ler para os filhos.
    Parabéns!
    Abraço.

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