O afeto está servido – Anorkinda Neide

-Tá certo o troco, filha?

– Sim, sim… claro.

Heloísa guardava as moedas numa niqueleira e antes de pegar suas sacolas de compra, com as duas mãos segurou na mão da ervateira num gesto de carinho e agradecimento:

– Obrigada, D. Rosa. Tenha um bom dia!

 

Heloísa conhecia bem das ervas e seus poderes. Conhecimento passado de avó para mãe e para a filha. Certamente vinha de mais longe ainda esta sucessão de conexões com as plantas, mas disso Heloísa pouco sabia, sua mãe e sua avó apropriaram-se do que precisavam para si próprias e sua família não aprofundando-se em demasia porque a vida corria e não lhes sobrava tempo. Porém, Heloísa queria diferente, sentia ser essa sua missão: curar e proporcionar bem-estar.

No terracinho de seu apartamento, a moça cultivava todo o tipo de plantas medicinais a que podia ter acesso. O espaço era uma verdadeira farmácia verde que além de sua importância ainda enchia os olhos de beleza e a atmosfera de pureza.

Heloísa acondicionava as sementes que acabara de comprar na banca de D. Rosa quando o interfone soou. Era Adriana. Sua amiga de infância, viam-se sempre, na medida que Adriana tinha algum tempo livre em sua agenda de festas, passeios e badalações.

– Ai, Helô…

Adriana já entrou chorando e jogou-se no sofá, abraçando uma almofada como se esta fosse uma tábua de salvação.

– Que aconteceu, pelo amor de Deus!

Heloísa ficou realmente assustada, nunca tinha visto a amiga naquele estado. Adriana não parava de chorar, como se tivesse segurado todo o choro do mundo por muito tempo.

– Vou te trazer um chá calmante, fique bem aí.

Quando Heloísa voltou, fez com que a moça sorvesse o chá vagarosamente e então lhe perguntou enquanto alisava seus cabelos:

– Que aconteceu, meu bem?

– Helô, você precisa me dar um outro chá. – Adriana olhava para o conteúdo da xícara em suas mãos.

– Que chá você quer? – Ela estava estranhando aquilo, Adriana não se preocupava com seus chás…

A amiga com as mãos tremendo largou a xícara na mesinha e pegou nas mãos de Heloísa:

– Um abortivo. Você tem aí no seu terraço, não tem? Por favor…

– Tá doida, Adriana? Você tá grávida? E quer tirar? Gente!  Deixa eu processar isso na minha cabeça!

– Só me diga qual é, eu tomo e pronto, você não precisa participar de nada mais.

– Ahhh, claro… É só dar a erva! Mas que coisa doida, Adriana! Pensa! Você não tá raciocinando direito.

– Estou, sim! – E a moça desatou a chorar novamente com toda a força de seus pulmões.

Heloísa deixou que a explosão continuasse e foi ela própria tomar um pouco do chá de melissa. Adriana acabou adormecendo no sofá abraçada à almofada.

 

Já ia anoitecendo quando acordou e viu um lanche preparado em cima da mesa de centro da sala, pegou o copo de suco de maracujá, que estava bem cheiroso e levantou-se a procurar a amiga que estava no terracinho cuidando de suas plantas.

– Então, Helô? Qual destes é o chá que eu preciso?

– Precisa, não… Que você quer! Deixa eu te contar uma coisa, não tenho aqui nenhum chá deste tipo.

Adriana fez um muxoxo e sentou-se num banquinho tomando seu suco.

– Como aconteceu isso, Adriana?

– Aff, como se fazem bebês? – A moça revirou os olhos.

– Ok. Mas você não se cuidou? Quem é o pai? – Heloísa não sabia de nenhum namorado com Adriana ultimamente…

– Um cara aí com que eu saí e eu me cuido, não sei como aconteceu.

– Você nem sabe quem é, né?

– Sei, sim. Mas não importa, vou tirar.

– Você tem que contar pra ele.

– Por quê? Pra ele pedir teste de DNA?

– De repente, ele assume!

– Ahh sim, dá um sobrenome e paga uma pensão mas todo o trabalho fica pra mim.

– De repente, ele é daqueles que até troca fraldas!

– Ahhh sonha, Helô, sonha…

– De qualquer forma é importante ele ficar sabendo que todo ato tem sua consequência.

– E mais:  meus pais não podem saber!

– Criatura, você não é uma adolescente pra ter medo dos pais!

– Não quero, Helô e pronto!

– Olha, eu cuido de você e do bebê, prometo! Vocês ficam aqui, vamos passar por isso juntas… que tal?

– Ahãm… e quem vai enjoar, vomitar, engordar…

– Pensa, amore… Um bebê cheirosinho engatinhando por aí…

– Cheirando à fralda suja! – E Adriana deu uma gargalhada com tanto alívio que nem ela mesma acreditou!

 

Adriana relutava, mas acedeu em ir passar uns tempos com Heloísa, sempre falava em abortar mas não procurou nenhuma clínica clandestina nem outros meios quaisquer.

Com muita insistência de Helô, a moça procurou o pai da criança, mas este foi muito bem grosso e cínico e distante, disse que ela voltasse com o teste de DNA dali a nove meses, Adriana ficou bastante deprimida.

Numa segunda-feira quando Heloísa chegou do trabalho percebeu que suas plantas estavam um tanto remexidas e a cozinha uma bagunça, ouviu um barulho no banheiro, era a amiga vomitando um líquido verde.

– O que você fez?

– Fiz alguns chás e algumas ervas eu comi puras mesmo.

– Como assim? Por quê?

– Você não quer me dizer qual delas é abortiva, vou usar todas até acertar!

– Nossa senhora! Nós vamos pro hospital agora mesmo! Eu não tenho ervas abortivas, sua maluca! O máximo que vai conseguir é uma dor de barriga e alguma alergia mas como você está grávida o melhor é o médico analisar a situação!

E Heloísa apanhou as folhas que viu espalhadas pela bancada da cozinha jogou-as dentro da bolsa e correu com a amiga ao pronto-socorro.

 

Adriana passou a consultar com um psicólogo uma vez por semana e aos poucos a vida foi voltando ao normal, depois dos vômitos matinais. No trabalho, os colegas entraram no clima falando sobre e comprando coisinhas para o bebê. Parecia que todos estavam grávidos.  E Heloísa cuidava da amiga com todo o zelo, exceto por umas escapadinhas…

– Chegou, D. Helô? Agora você que é baladeira, é? – Resmungou Adriana tarde da noite de uma sexta-feira quando a amiga surgiu à porta.

– Nada… é só um casinho que tô começando.

– Para tudo, amiga! Me conta que bofe é esse? Quero todos os detalhes sórdidos!

– É só um carinha interessante que me chamou pra sair.

– Hum hum … E estes olhinhos brilhantes, aí?

– Tá bom, vou te contar…

– Qual é o nome dele?

– Ah não… você vai rir!

Adriana já deu uma gargalhada antes mesmo da resposta.

– É Ariosto!

– Não preciso nem perguntar se é o nome do avô! – Adriana ria até não mais poder, segurando a barriga que já remexia-se sozinha muitas vezes.

As duas amigas passaram quase toda a madrugada conversando e achando divertido um possível futuro de Heloísa e Ariosto.

– Agora vamos dormir, né, mamãe! Esse bebê não pode ficar acordado a noite toda.

– Que isso, ele só dorme pra poder passar muito tempo acordado depois, o safadinho. Estive lendo umas revistas e parece que essas criaturinhas não gostam de dormir muito depois que nascem, não. São só umas dormidinhas breves, sinto que terei problemas.

– Adoráveis problemas… – Heloísa alisava a barriga da amiga, as duas se olharam como que pensando a mesma coisa:

– É uma grande responsabilidade, mas estamos juntas nisso, Adriana.

– Eu sei, meu bem. Obrigada por tudo!

 

Quando nasceu, enfim, uma linda menininha que Adriana nomeou como Melinda as duas , mãe e filha, foram passar os meses de licença maternidade no interior com os pais de Adriana.

Heloísa estava namorando Ariosto mas nada assim muito empolgante e não foi doloroso para nenhum dos dois quando ele recebeu uma proposta para trabalhar no Canadá. A moça passou longos dias no terracinho sentindo que a terra e o verde lhe fortaleciam como se as plantas quisessem dizer algo a ela, algo delicado e difícil.

Ao sentar, em sua poltrona preferida ao lado da janela, sorveu alguns goles de um chá de hortelã e concentrou-se na foto que Adriana lhe enviara com a pequena Melinda. De repente, Heloísa sentiu um frêmito ligeiro no ventre, bem embaixo, no útero. Ela pressentiu.

Passadas duas semanas, Heloísa bate à porta de uma casa grande e avarandada. Está frio e um vento forte parece atravessar sua alma. Uma senhora com o rosto gentil porém firme abriu a porta e ao ver a moça, a abraçou com carinho como se soubesse de todo o seu tormento.

Adriana veio logo atrás:

– Helô! Você não disse que vinha, amiga! – Ela ficou intrigada ao ver as lágrimas que rolavam pela face de Heloísa.

– Eu não vou conseguir passar por isso sozinha…

Com as mãos trêmulas, a moça entrega a Adriana o resultado de um exame de gravidez.

38 comentários em “O afeto está servido – Anorkinda Neide

Adicione o seu

  1. Olá, Anorkinda! Uma estória tragicômica que nos envolve desde o início. Pimenta nos olhos dos outros nunca dói, não é verdade? A personagem é bem definida e o leitor, desde o início, tem uma empatia por ela, pelo seu jeito doce, até quando nos surpreendemos ao final. Muito bom!

    Curtir

    1. Que bom que gostou! Obrigada por suas palavras.
      Pois, quis mostrar que a situação nunca será fácil de enfrentar sozinha, a amizade é o melhor ‘chá’!
      Abraços

      Curtido por 1 pessoa

  2. Um conto cheio de amor e cuidado para com o outro. A amizade é uma benção. Muitas vezes, os amigos nos dão a chance de abraçar a felicidades. Gostei do que li. Parabéns pela construção. Grande abraço!

    Curtir

  3. Querida Kinda,

    Tudo bem?

    Escrito quase de forma dramática, com muitos diálogos (que muito me agradaram), seu conto fala de amizade, de nascimento, de liberdade de escolha, de vida. E, sobretudo, de ética.

    É interessante notar que, a personagem que trabalha com as ervas, uma espécie de bruxa dos tempo modernos (simbolicamente ligada ao feminino e à fertilidade) é fiel a seu objetivo primeiro de curar, de oferecer vida e não morte ou dor. Principalmente a uma amiga querida.

    Outro ponto que notei é que o conto, todo escrito no tempo passado, transporta-se para o presente nos últimos dois parágrafos. A sensação que ficou para mim, como leitora, foi quase como a de um “trem” chegando a seu destino. Quase como se o andamento da história desacelerasse e, ao findar, dissesse ao leitor (à leitora): isso acontece com todas nós, mulheres, de uma forma ou outra, mais cedo ou mais tarde, mas invariavelmente (ou na grande maioria dos casos), sempre acontece. E nos tornamos mães.

    Parabéns.

    Beijos

    Paula Giannini

    Curtir

    1. Obrigada, amore!
      E sempre precisamos de uma força, não é? Preferencialmente do parceiro, mas… enfrentar todas as barras é preciso.
      Tuas leituras são um espetáculo à parte! Pensei em permanecer com o pretérito mas aqueles últimos parágrafos se impuseram e eu respeito suas vontades.. rsrs
      Que bom que captaste a essência da personagem Heloísa, ela esteve cantando aqui no meu ouvido até que eu a pusesse no ‘papel’.
      Bjins

      Curtido por 1 pessoa

  4. Oi, Anorkinda!

    Que gurias descuidadas! rsrs. Fiquei pensando se Heloísa não fez isso de proposito, já conheci um caso assim, sabe? Uma amiga ficou grávida e a outra foi lá pelo mesmo rastro. Gostei de Heloísa, imaginei que a história tomaria outro rumo, pelo lance da sabedoria das plantas.. como uma bruxa mesmo ( não considero bruxa algo pejorativa) Mas foi algo mais leve, delicado. Uma história sobre amizade, companheirismo e decisões difíceis. O texto está quase todos em diálogos, eu gosto bastante desse tipo de narrativa, então foi bem rápido, quando vi já acabou.

    Parabéns! 🙂

    Curtir

    1. Obrigada, Amanda!
      Que bom que fluíram bem estes diálogos.
      Até pode ter acontecido isto que vc mencionou na cabeça da Heloísa, quem sabe, né? rsrs
      Eu tentei levar à desconfiança de que alguma delas faria um aborto, por isso o lance dos chás e depois Helô chegando a uma casa desconhecida…
      Mas achoque texto ficou foi leve demais.. 🙂
      Abração, guria!

      Curtido por 1 pessoa

  5. Querida Anorkinda, que delicinha de conto, tão fofo… gostei demais!! As duas personagens são muito reais, quase pulam pra fora do “papel”. A estória de amizade, conpanheirismo e apoio entre as duas se formou belamente e suavemente, não se impois ao leitor. Adorável o seu conto! Parabéns!!

    Curtir

  6. Método TFI – Trama – Fluidez – Impacto

    -Trama: Uma história sobre amizade e troca. Os personagens são muitíssimo bem construídos e verossímeis. Parece até que a gente conhece uma Heloísa e uma Adriana. As falas das conversas são muito naturais. Parabéns por isso, a coisa que eu acho mais difícil em um conto é escrever diálogos. Pensei que ia ser um texto sem impacto mas no fim o mini Ariosto dá o ar da graça e promove a troca dos papéis. Achei esta solução muito inteligente e serviu para dar uma marca mais profunda à narrativa.

    Fluidez: Um conto facinho de ler e com os ingredientes necessários para instigar o interesse do leitor, sem a intenção de deixá-lo roendo unhas.

    Impacto: Um bom impacto. Adorei o arremate, deu muita graça ao conto.

    Uma abraço, Kinda.

    Iolanda

    Curtir

    1. Obrigada pelas palavras!
      Eu gosto muito dos diálogos, é a forma de eu escrever sem sofrer! Flui fácil.
      Pois é, foi a forma como consegui abordar o tema aborto e na verdade, transformá-lo no tema: Nascer.. hehe
      Abração

      Curtido por 1 pessoa

  7. Oi Anorkinda,

    Um adorável conto sobre a amizade e o apoio recíproco entre mulheres as voltas com as inseguranças e responsabilidades da maternidade.
    O conto é uma doçura, pleno de otimismo. O relacionamento entre as amigas é retratado com muito realismo. Como leitora, me vi transportada para a intimidade e cooperação entre as duas.
    Parabéns pelo lindo texto! Beijo grande.

    Curtir

    1. Ahh.. que delicia ler teu comentário! (tava esperando por ele… kkk)
      Obrigada, tuas palavras me fizeram muito bem!
      Que bom que minhas personagens te abraçaram!
      Abraço meu tb!

      Curtir

  8. Oie, Kinda!

    De forma inteligente, você abordou o peso da dúvida, o medo da responsabilidade com a leveza dos passos de uma poetisa.

    Sei que as meninas já falaram dos diálogos, mas meu comentário estaria incompleto se não falasse deles também. Além de tornar o conto mais fluído, você os explorou de forma que através deles foi possível perceber a personalidade e o dilema de cada uma. Valorizo quem talha essa ferramenta, porque nesse quesito, minha faca é cega. rs

    E de fato, há amigos mais chegados que irmãos.

    Beijos, Kinda! 💋

    Curtir

  9. Um conto fácil de ler, de preferência to.ando chá e comendo bolinho de chuva
    A construção delicada das personagens tornando o enredo mágico. As ervas representando as forças da natureza e a amizade culminando cumplicidade. Gostei! Parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, Claudia, que bom q vieste ler!
      Vamos sim, tomar um chá com bolinhos enquanto as meninas ali trocam fraldas! hehehe
      Obrigada pelas palavras!
      Bjão

      Curtido por 1 pessoa

  10. Olá Anorkinda. Bem, você fez de propósito, tenho a certeza: no final estava a ver que era Heloísa quem ia fazer um aborto, dando assim razão ao velho dito: “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”. Embora ao mesmo tempo estivesse com dificuldade em equacionar essa “feiticeira” a resolver assim o assunto. O desfecho foi muito bom nessa medida; você prepara-nos para uma desilusão e nos final dá-nos um doce embrulhado num papel bem lindo. Também a cumplicidade dessa amizade entre duas mulheres, tão rara e simultaneamente incomum, está muito bem desenhada. Gostei da ancestralidade que animava Heloísa, da sua sabedoria. Muito bonito. Parabéns.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Ahhh que bom.. era isso mesmo que eu quis fazer.. desiludir e depois agradar.. haha Que bom que captaste tudo o que quis passar.
      Obrigada por suas palavras, são um verdadeiro incentivo.
      Abraços

      Curtido por 1 pessoa

  11. Oi Kinda, a imagem do conto já é uma fofura, um convite à leitura.Hum..chás, ervas que curam, eu gosto disso. Uma história de amizades e escolhas, contada, em boa parte, por meio de diálogos verossímeis. Vamos ter bebês! Muito bom, parabéns!

    Curtir

    1. Rose! Obrigada, guria!
      Que bom que curtiu a história!
      Pois é, eu tava procurando outras coisas no google imagens, dae elas apareceram, eu ainda tava com o conto por terminar , olhei e disse: Olha, é Adriana e Heloísa! hehe
      Bjão

      Curtido por 1 pessoa

  12. Querida conterrânea Kinda!

    Um belo conto, muito suave, que traz um final com uma boa reviravolta. Muito interessante como essa trama pode muito bem acontecer na vida real, com uma amiga bem perto da gente…

    Eu sei mais ou menos como tu escreves, pois já faz um tempo que leio o que tu apresentas em desafios. Assim, arriscaria dizer que tu escreveste esse sem uma revisão mais criteriosa, como tu costumas fazer. Eu senti o descompromisso do texto, quero dizer, tu escreveste tudo de forma fluida, como em um só suspiro. Toma lá, dá cá! E a ideia saiu.

    Por que parece? Por alguns equívocos de revisão, veja:

    “Certamente vinha de mais longe ainda esta sucessão de conexões com as plantas, mas disso Heloísa pouco sabia, sua mãe e sua avó apropriaram-se do que precisavam para si próprias e sua família não aprofundando-se em demasia porque a vida corria e não lhes sobrava tempo.” -> construção confusa. Acho que há sujeitos demais na mesma oração.

    “– Que aconteceu, pelo amor de Deus!” -> creio que seria um ponto de interrogação.

    “Quando nasceu, enfim, uma linda menininha que Adriana nomeou como Melinda as duas, mãe e filha, foram passar os meses de licença maternidade no interior com os pais de Adriana.” -> construção também confusa; creio que poderiam ser divididas em duas frases.

    Gostei muito do enredo, mas deixo essas breves contribuições. Um grande abraço!

    Curtir

    1. Oi, Sabrina!
      Que bom que curtistes a história!
      É mesmo, acho que iria uma interrogação ali.. esqueci-me dela. vou arrumar.
      Realmente a última sugestão tua poderiam ser duas frases, acho até q eram, depois as uni rsrsrs
      Já na tua primeira colocação, quis assim, mesmo, uma frase mais na pegada poética, será q tá difícil de entender?
      Um abraço!

      Curtido por 1 pessoa

      1. Querida, apenas sugestões minhas. Obrigada por considerá-las. O texto está muito bom! beijos

        Curtir

  13. Olá, Anorkinda. Um conto que causa reflexão. Primeiro, por causa da questão da responsabilidade. Se fizemos algo, temos que arcar com as consequências, certo? Certo. Mas, nem sempre é fácil. E aí entra uma forma de amor mais sublime que existe: a amizade. Um amigo é capaz de amparar o outro na hora de tristezas e anseios, e essa imagem é linda. Mas daí, cai a realidade, e vemos que não é só o amigo que tem problemas, a gente também tem. E é aí que descobrimos quem realmente é “amigo”, visto que há quem nos procure apenas quando sentem-se necessitados, mas os fiéis, permanecem ao nosso lado também nas nossas horas ruins. Muito bonito seu conto! E força para essas duas amigas, coitadas rsrsrsrs. (suspeito que se tornarão comadres hehehe).

    Curtir

    1. Oi, Vanessinha!
      haha adorei tu chamar as meninas de coitadas! 🙂
      Mas é isto mesmo… amigo não pode só amparar, precisa ser amparado tb! Tu disseste bem direitinho, tão direitinho que tô com vontade de copiar e compartilhar esta tua colocação.. posso? ^^
      Que bom que gostou da historia, adoro tua companhia neste mundo das letras! Bju

      Curtido por 1 pessoa

  14. Olá, amiga! Esbanjou no nascer, hein? As duas crianças, a responsabilidade, o apoio recíproco. Parabéns pelas ideias e execução. O texto, construído com diálogos verossímeis, ficou leve e agradável, em tão bom ritmo, que até suavizou as polêmicas discussões sobre aborto, exigência de testes de DNA e fuga dos homens. Amei sua meio-bruxa Heloísa.(Temos uma Helô em casa e ela é uma bruxinha encantadora – mal do nome?) Gostei de tudo no texto, não tenho nenhum senão. Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Olha, que legal, uma Helô bruxinha tb? Show demais!
      Que boas as tuas palavras.. uau, me senti acarinhada. Obrigada, Fátima!! ❤
      Eu quis realmente, abordar os temas polêmicos de forma leve pra não gerar polêmica hauhua meus paradoxos!
      Bjão

      Curtir

  15. O conto trata de um problema social sério, a maternidade sem pai, com muita delicadeza. O estilo Kinda dá força ao texto. Fiquei assustada com a suspeita de que Helô estava entrando em uma clínica de aborto e não na casa da amiga. Claro que foi uma maldade proposital.

    Sugestão:

    Intensificar essa suspeita.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi. Catarina!
      Eu achei mesmo que queria e deveria intensificar este momento suspeito do conto hehe não sei pq não o fiz, farei!! 🙂
      Que bom que tu notas um estilo Kinda ae, seria ele leve e forte ao mesmo tempo? espero que sim!
      Bjão

      Curtir

  16. Anorkinda, que bonito isso…ervas, sucos, carinho, abraço na hora que mais se precisa, a mão que acalma, afaga e orienta…amizade de verdade. E mútua.
    A força do feminino. A força da criiação.
    A incrível capacida de superação feminina, isso de sermos criaturas mutantes, meio bruxas, meio santas, fortes e ao mesmo tempo prontas para as lágrimas, e para os combates.
    Gostei muito, parabéns!!
    Beijos

    Curtido por 1 pessoa

    1. Que bom que gostaste, Renata!
      Gostei de tuas palavras.. Mulher é tudo de bom, né mesmo?
      Que seria do mundo sem nós? rsrrs
      Muita força pra todas nós!
      Abração

      Curtido por 1 pessoa

  17. Oiiiii Kinda, minha querida amiga. Não sei se nos conhecesse pessoalmente nossa amizade seria como de Heloísa e Adriana, eu sonho que sim, pois nossa amizade virtual é enormeeeee. Esse é um conto que fala forte de uma coisa rara, uma amizade verdeira. Amei seu conto onde nasce crianças e boas amizades e também uma bruxinha boa. 🙂

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: