Pra quando eu voltar – Anorkinda Neide

Era uma tarde fria que se estendia lânguida pela paisagem tranquila, instabilidade, tensão e uma quentura nauseante apenas a meu interior perturbava. Acabara de naufragar, eu que tão habituada estava a navegar sozinha por estas águas… Mas a tormenta hoje fora implacável!
Há alguns dias eu observava o céu e sabia que ela viria forte, porém desdenhei de seu poder e segui com meus planos e minha rota. Eu deveria ter recuado… Mas que bobagem pensar no que deveria fazer e não se fez, o momento agora é trabalhar com o que se tem.

Eu sentia que o frio aumentaria ao cair da tarde. Nada de minha embarcação veio comigo até a praia, minhas roupas molhadas… Preciso secá-las. Observo toda a calmaria ao redor, nenhuma semelhança com a borrasca que caíra há pouco. O mar está levemente agitado, mas já não grita em furor como antes…

Estendo minhas roupas na vegetação à beira-mar… Venta. Protejo-me encostada a uma grande rocha, em sua solidez ela resguarda o calor do sol que a banhou durante toda a manhã. Sinto-a. Preciso ter a sua firmeza para encontrar o rumo de casa. Onde estarei?

Este lugar me é familiar como quando se quer lembrar de um sonho, mas ele não vem à memória… É uma sensação vaga. Olho para aquela calma toda e parece-me que ela já fez parte de mim, um dia.

Visto-me e procuro por um abrigo para passar a noite. Não vou adentrar-me na ilha, encontro logo perto da grande rocha uma árvore com um oco ótimo. Sento e espero a noite chegar e espantar dele uma coruja, moradora por direito e natureza.

Penso em minhas possibilidades, não posso esperar por ajuda náutica. Ninguém é responsável por ninguém nas águas deste oceano imenso, ninguém perceberá meu naufrágio. Precisarei alcançar minha própria salvação!

 

Quando amanhece estou nauseada de fome e por não ter dormido quase nada naquela desconfortável toca de coruja. Procuro frutas silvestres… Eu, como todos de minha aldeia, sei sobreviver sozinha em lugar inóspito.

 

Separo alguns gravetos para secarem ao sol, farei uma fogueirinha para o almoço mais tarde. Olho para a pequena floresta que se segue ao interior da ilha, não é densa, é ensolarada e muitos pássaros cantam esta hora da manhã. Cantos combinados, parece uma sinfonia alegre, alguns deles passam rasantes em direção à areia da praia.

Não tenho tempo para devanear mas esta cantoria e estes pássaros cavoucando a praia me parecem tão familiares…

 

Começo a trilha ilha adentro, preciso planejar uma maneira de escapar-me daqui e voltar a minha vida rotineira pelos mares da região. Um animal me fez parar, olhava-me tão atentamente, também ele parou. Sua refeição ficara estagnada em meio à boca. Parecia que ele me reconhecia, se eu lesse pensamentos, diria que ele pensou: ‘Oh! Há quanto tempo!’ Era um cervo. Grande, bonito, lustroso, com uma imponente
galhada.

Me veio um flash à mente de um filhotinho de cervo, dengoso, amigo, de olhar atento… Não sei o que são estas sensações todas, sigo pela trilha, o cervo começa a acompanhar-me. Presto mais atenção a ele do que ao caminho ou às ideias que preciso ter para voltar pra casa.

Quando percebo entrei numa pequena clareira, perfeitamente circular, há matos e trepadeiras crescidas, mas vê-se que um dia aquele espaço fora cuidado por mãos humanas. E no centro dela, uma pequena casa… Senti-me sem pensamentos, um arrepio perpassou-me o corpo, o cervo seguiu até a casinha e parou cheirando uma porta escondida pelas plantas.

Mas eu simplesmente não podia ir até lá… Minhas pernas não moviam-se. Sentei ali mesmo temendo desmaiar. Olhei à volta e comecei a nomear as árvores ali existentes. Ali uma macieira de frutos bem cheirosos, aquela outra é um pessegueiro com suas lindas flores… Aquela outra… Como eu sei delas? Fecho os olhos. Revejo minha vida, sempre singrando, compartilhando com meus amigos da aldeia das pescas, das aventuras, dos mistérios do mar. Como posso saber das coisas desta ilha?

 

Olho a posição do sol, já seria hora de voltar à praia e preparar algum almoço. Mas não estou disposta a abandonar esta clareira, sem decifrar todas estas sensações estranhas. Levanto-me e vou até a porta da pequena casa, o cervo está alimentando-se por perto. Quebro vários galhos de uma trepadeira que reconheço ser plantada por alguém, não é nativa. Abro a porta sem dificuldade… Meus olhos deparam-se com um sonho!

Reconheço extamente tudo o que há ali e misteriosamente os móveis não estão estragados ou mesmo empoeirados. Está tudo razoavelmente limpo, se não fosse o mato crescido impedindo a entrada e a abertura das janelas, eu diria que alguém vinha limpar aquela casa de vez em quando.

Revisto tudo, tudo, tudo… Conheço tudo o que há ali! Mesa, cadeira, armários, a um canto, duas camas… Em cima do travesseiro vejo uma carta. Em papel bonito, feminino, a letra infantil mas delicada, de menina, penso eu.

“Para quando eu voltar…

Esta minha casa querida onde vivi desde que nasci, vai ficar me esperando, meu amigo pequeno cervo vai ficar me esperando, minhas árvores preferidas também. Minha mãezinha diz que vou esquecer daqui, porque vou conhecer muita coisa bonita lá fora, mas eu não vou e quando eu voltar tudo estará aqui para mim.

Eu não quero esquecer de ser feliz!”

Atiro-me à cama que agora lembro que era de minha mãezinha… Lembro perfeitamente de quando ela disse que todas as pessoas esquecem-se completamente da felicidade de ser criança. Não mamãe… Eu não esquecerei novamente!

Levanto e corro a abrir as janelas pelo lado de fora, arrancando os excessos das trepadeiras… Estou de volta e daqui, do meu lugar, eu poderei lançar-me a novos desafios e navegar pelos antigos também, por que não? Agora sei que todas as soluções me encontrarão assim como eu encontrei-me…

Anorkinda

30 comentários em “Pra quando eu voltar – Anorkinda Neide

Adicione o seu

  1. O homem nunca se repete o mesmo, mas você, Kinda, escavou uma ternura perdida e brindou-nos com estes retalhos de sensibilidade. Uma técnica conduzida pela lucidez para nos encontrarmos na sua humanidade. Parabéns por este emocionante texto, crescemos todas com ele. Beijos.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Ui, que bom, Fátima.
      Escrever este texto me tocou demais, acho q busquei umas entranhas aí.. rsrs
      Obrigada!
      bj

      Curtir

  2. Querida Kinda,

    Tudo bem?

    Seu conto é uma viagem ao mais recôndito de nossas almas. Onde estará escondida a infância perdida? A inocência? A alegria despreocupada de quem não sabe dos compromissos, das dúvidas, do dia de amanhã? Onde os sonhos da infância feliz. Aquela a qual toda criança deveria ter direito.

    É interessante notar suas escolhas como autora. Ao iniciar o conto em um naufrágio, você nos mostra que a vida adulta da protagonista não deve ir muito bem. Ela naufraga. Precisa “morrer” para renascer. Ir ao fundo do poço para juntar os seus cacos. Em seguida, sua personagem desagua em uma praia deserta, um ilha, uma floresta densa que deverá ser descortinada para que ela chegue à própria essência.

    Outro ponto que me chamou a atenção foi o servo. Lembrei-me do Bambi de minha infância e sua perda da mãe. O Bambi da época pode ter um paralelo com o Rei Leão de hoje. O personagem perde algo, rompe um elo para poder adentrar com dignidade na vida adulta.

    Em seu caso, Bambi convida a personagem a vislumbrar o que foi. Ou seria o que ainda é? É o personagem amigo de sua infância que a segue durante toda a jornada de volta. Ele está ali, fiel e pronto para acompanhá-la nessa volta para dentro de si mesma.

    Gostei demais desse conto. Um trabalho que aborda a psique humana de maneira bela e muito poética.

    Parabéns Contista!

    Beijos
    Paula Giannini

    Curtido por 1 pessoa

    1. Ai, Paula.. os teus comentarios..nossa… o que dizer? rsrs
      Esse conto é muito forte pra mim, sempre choro ao reler (adoro ler o q eu escrevo, narcisismo? rsrs)
      E tá, já chorei de novo ao ler teu comentario 🙂
      Realmente fiz isso, e acredite quando escrevi eu nao tinha a menor noção do que tava fazendo, essa viagem psicológica ae foi totalmente intuitiva.
      Tanto q EU me surpreendi com o final.
      Engraçado né? ao colocar a carta ali em cima da cama, eu nao sabia o q ela continha… e as palavras vieram.
      Eu adoro quando a mágica acontece.
      Bjão!
      Obrigada por Ser!!!

      Curtido por 1 pessoa

  3. Uau! Uma viagem de volta a infância. Onde todos os sonhos, desejos e alegrias se tornam real.
    Gostei muito mesmo, apesar de não ter nenhum desejo em voltar a minha infância, eu tenho ciência que é assim que deveria ser com todos.Então… vou fantasiar que essa personagem sou eu.
    Um grande abraço querida amiga.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, amor!! Eu sei q infâncias podem ser duras.. mas dentro da gente tem um lugarzinho especial que fica a salvo do mundo.. acredite.. ele está lá! 😉
      Que bom que o texto te fez fantasiar, isso é muito bom!!

      Bjaços!

      Curtido por 1 pessoa

  4. Nostalgia, para mim é a melhor palavra que descreve este conto. É impossível findá-lo sem deixar uma lágrima cair. Que bom que a personagem conseguiu voltar e reaver sua infância, e que bom que ela teve motivos para sorrir e não chorar. Lindo conto, Anorkinda, muito lindo. Abç ❤

    Curtir

    1. Ahhh que bom que choraste!! haha Eu acho q esse poema nasceu pra fazer chorar, é uma coisa louca!! Obrigada pelas palavras, menina! bjão

      Curtido por 1 pessoa

  5. Olá, Anorkinda!
    Um texto singelo e sensível sobre a volta às origens. Do que somos feitos? De lugares que guardamos nossos, com suas peculiaridades, trepadeiras e animais sem os quais não nos reconhecemos. Ao não nos reconhecer, naufragamos , sempre em busca de sobrevivência, de um lugar seguro que nos reconstitua. Muito bom. Notei apenas um erro de grafia, talvez, na ânsia de terminá-lo, deva ter passado despercebido:

    Reconheço extamente tudo > Reconheço exatamente tudo

    Curtido por 1 pessoa

    1. Uia, faltou um ‘a’, nem vi.. rsrs Obrigada, vou consertar.
      Ao não nos reconhecermos, naufragamos. Exatamente, nao é? Eu considero a busca pelo auto-conhecimento a tarefa mais importante da vida!
      Fico feliz que o texto tenha te alcançado… Beijão!

      Curtir

  6. Se um dia pudéssemos voltar à infância teríamos na infância, um lugar seguro, ao menos para mim. Porque as dúvidas, as mágoas, os erros, todos os desacertos, os dissabores e frustrações, carregamos quando a inocência nos abandona. A segurança dos sonhos, das fantasias, dos amores intensos, é lá, que guardamos. É para onde queremos voltar. Amadurecer nos custa caro, nos destrói um pouco, nos transforma muito.
    Parabéns pelo texto, Anorkinda.
    Um grande e carinhoso abraço!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigada, Evelyn, querida!
      É a segurança que sentíamos que vivemos buscando, é ou não é, né? rsrs
      Fico tão feliz que tenhas gostado deste textinho…
      Bjão

      Curtido por 1 pessoa

  7. Nossa, que belo conto, profundo e de leitura fácil, fiquei imaginando mil possibilidades, menos essa, a que você tão lindamente conduziu, Anorkinda.
    Uma viagem psicológica, viagem de alma ao (re)encontro daquele nosso “eu” que deixamos escapar de nós, ou pior, do qual tantas vezes tentamos nos livrar, por vontade.
    estou emocionada aqui, cabe perfeitamente ao momento que vivo, acho que é válido para todos, ou como “encaixe”, ou como convite à reflexão.
    Você tem uma criatividade e uma doçura ímpares, amo essa escrita.
    Parabéns!!
    Beijos

    Curtido por 1 pessoa

    1. Ohh.. eu tb me emociono sempre que releio este texto.. rsrs
      Ele foi fundo né?Este nosso reencontro conosco mesmo é deveras importante!
      Obrigada pelas palavras quanta a minha escrita, me derreti toda 🙂
      Bjão

      Curtir

  8. Olá Kinda. Uma narrativa repleta de simbolismos: um naufrágio, uma coruja e um cervo, uma casa em uma clareira circular. Não sei decifrá-los mas me senti muito a vontade nesse cenário de conto de fadas. Sobre cervos com galhadas enormes, já vi um pessoalmente, livre, em uma clareira. Estava no Kenia, viagem de turismo, em uma canoa fazendo observação de pássaros quando ele surgiu. Paraceu-me realmente uma figura mágica, com seu olhar hipnótico e sua beleza incomum. Seu conto me fez lembrar esse momento único. Parabéns pelo excelente conto. Beijo grande.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Bacana, né?! Tantos animais são tão singulares que nos deixam extasiados mesmo! Eu tenho um outro texto bacaninha com o cervo, de repente trago no off srsrs Cenário de conto de fadas… hummm.. gosto disto! 🙂
      Obrigada pelo elogio, querida!
      Bjão

      Curtido por 1 pessoa

  9. Que grande oportunidade esta volta cheia de simbolismos que a sua personagem teve ao voltar para o lar da infância! O cenário, com a corça me lembrou da Branca de Neve. O fato do reconhecimento ter sido gradual me fez entender que a viagem era representativa, e não real. Achei tudo muito mágico e doce. Combinou com você. Bom te ler. Beijos.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, Iolandinha! é uma viagem representativa.mas tão real, não é mesmo? Que bom que o mágico e o doce combina comigo! haha adoro!
      Bjão, guria!

      Curtido por 1 pessoa

  10. Que coisa mais linda, Kinda!!Fiquei apaixonada por esse seu conto tão delicado, tão sutil, tão encantador!!Muito chub! Você é a rainha dos Chubs mesmo. Se lembrar de como era simples e perfeita a vida antes de ter que crescer. Me lembrou muito os contos de fadas, e essa imagem está muito fofa. Parabéns amiga!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Contos de fada? Oba!! \o/
      Obrigada, amada por suas palavras tão fofas!! hhaha
      Acho que tem lugares dentro da gente que é preciso revisitar, sempre!
      Bjs!

      Curtido por 1 pessoa

  11. Oi Kinda, uma delícia o seu conto, muito autoconhecimento embutido no texto, daria vários post´s pro Face. Afinal tudo se resume à jornada de volta pra casa, não é o que a nossa alma anseia tanto? Mas antes precisamos viver as experiências da vida e com a dureza de muitas situações, aprendermos a ser mais fortes. E força foi o que a protagonista passou, mesmo não tendo sido apresentado a descrição dela, percebe-se a :sua força, a determinação, como em “Precisarei alcançar minha própria salvação!”, a alegria, e a sua presença, pois ela vive o momento presente, o aqui e o agora, como na passagem “Mas que bobagem pensar no que deveria fazer e não se fez, o momento agora é trabalhar com o que se tem”. Parabéns, bela composição. bjs.

    Curtido por 1 pessoa

    1. É, né, Rose!
      Meu inconsciente acho que foi pegando tudo que já estudei e apliquei :(graças a Deus) e jogou neste texto!
      E não é q ficou bom? rsrs
      Só tenho a agradecer aos meninos de uma antiga comunidade do orkut q puxaram de mim pra q eu escrevesse isso, o Luis Fernando, o Sanchel, o Wesley, o Luna, o Arcadia e Fabio D’Oliveira ❤

      Curtir

  12. Uma metáfora muito bem construída das perdas irreparáveis de crescer. O suspense foi costurado com agulhas de tricô especiais, com pontos de sabedoria e fantasia.
    “Eu não quero esquecer de ser feliz!” – Eu também não, Kinda, eu também não!

    Curtido por 1 pessoa

  13. E cada conto que leio, um é mais lindo do que o outro. Aff
    Foi preciso que a narradora naufragasse, libertasse de todas as suas raízes já maduras, para poder regressar ao mundo mágico da sua infância. Só as crianças são genuinamente felizes, sem a contaminação do que se considera ideal, sem buscar explicações, apenas sentindo e vivendo o que recebem da vida.
    Tudo muito bonito, principalmente as descrições carregadas de poesia.
    Parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Então, que sejamos crianças pra sempre!!
      Obrigada pela leitura, Claudinha… e pelas palavras e pela emoção!
      Bjú

      Curtir

  14. Olá Anorkinda. ““Para quando eu voltar…” que pena que não fiz uma carta dessas para mim. Muito bonito o seu conto, todo ele perpassado duma poesia discreta que nos guia lentamente por entre o subconsciente da mulher-menina que tarda em reconhecer-se. A si, ao seu passado, à sua casa… pergunto-me, se pudéssemos fazer essa revisitação, se nos reconheceríamos em quem fomos, em onde vivemos… decerto seria um encontro estranho. E o cervo, qual anjo da guarda, para a receber e acompanhar. vamos continuar a ser felizes? Um abraço.

    Curtido por 1 pessoa

  15. Oi, Anorkinda….demorei mais cheguei >.< desculpa.

    Eu tinha lido seu conto a primeira vez e fiquei bem pensativa. Você usou como ninguém as metáforas aqui, foi tudo muto bem construído e o fato de você não ter planejado como seria o final ( eu pelo menos começo meus contos inevitavelmente pelo fim) vejo que você se doou tanto nesse texto que muito de você foi mostrado aqui, acredito que de vez em quando você faz essa viagem, não é?

    O que fiquei imaginando depois que li, e naqueles que não conseguem fazer isso, aqueles que se perdem e nunca mais se encontram, aqueles que até tentam mas ficam pelo caminho, ou mesmo os que temem fazer isso pq as lembranças estão longe de ser doces como foi o caso da sua história. Acho que pra gente se conhecer hoje, temos que nos lembrar do caminho que foi percorrido até aqui.

    Gostei da atmosfera com qual crio a história, como em um conto e fadas, deixa tudo mais sutil, mais sublime, se a gente se concentrar dá pra ouvir os cantos dos pássaros. 🙂

    Como você já disse, é um conto importante pra ti, e está nítido o porquê.

    Parabéns! e Vamos sempre fazer essas viagens, faz um bem danado pra alma.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: