02 de fevereiro – Renata Rothstein

*Os acontecimentos a seguir são inteiramente verídicos, aconteceram em 2013, e só, porque até hoje não tive coragem de repetir o feito, na mesma data.

Não obstante, essa praia faz parte da minha vida, do meu ser, da minha história*

Ontem, dia 02 de fevereiro, resolvi que tinha que ir a praia, rezar e tals. Não, não levei oferendas.

Pensei: hum, para onde vou assim, digamos, rapidinho?! La respuesta, rápida e rasteira, como minha sandália dourada: “Esbarra em Guaratiba” .

Explico: o Esbarra é uma piada interna, pois o local em questão (belíssimo, diga-se de passagem), chama-se Barra de Guaratiba, e como o que mais se faz por lá é encontrar gente conhecida, desconhecida, e até aquele primo que você não via desde a Primeira Comunhão em 1988, saquei essa do Esbarra. Sou demais, eu sei.

Olho as roupas no tanque, que devem ser jogadas delicadamente na máquina, penso no mercado – hoje é dia de promoção de carnes e laticínios, quem tem criança em casa, eu sei, super me entende!

Daí me ocorre que há um tempinho, não muito distante, neste mesmo dia, estava eu, véu e grinalda, sábado de Carnaval, 41 graus à sombra, fazendo o quê? Indo à praia, claro! Só que não.

É. Eu estava casando, grávida de três meses, calor, barriga nenhuma (o que me causou muito complexo, sonho do barrigão só um ano depois), enjoos alucinantes e suores frios que me faziam ter a vontade incessante de viver chupando gelo, no ar-condicionado, balde a postos e aquele biscoito que – fica a dica -, tira qualquer azia: o Cebolitos, o biscoito de vento.

O resumo de tal ato impensado foi o casamento, igreja com menos da metade dos convidados durante a cerimônia religiosa, e festa com triplo de convidados.

Achei estranho, grávida às vezes fica abobalhada, haviam me dito.

Pouquíssimos anos depois, ali estava euzinha: dois filhos, nem sei quantos cachorros, coelho, hamster, e uma vontade singela: dar um bom megulho no mar, naquele dia tão significativo, tão bonito, tão emocionante, tão…já disse que me divorciei?

Vida que segue.

Decido. Não vou. Ah, vou sim, o dia está lindo! Mas não vou. E acabei indo!

E fui. Já no caminho minha sensibilidade aguçada captou indícios do que me esperava. Muita gente, muita flor, muito calor, muita gente sem educação junto, coisa que não podia dar certo mesmo, é contra todas as leis conhecidas, deve ser até contra a Lei da Gravidade, um troço grave desse.

Aí, beleza. Chego ao local, salto em frente ao mar cheia de reverência, me concentro e escuto… o quê? O canto sublime de Iemanjá? Não! Um maldito funk, nas alturas: “Minha vó tá maluca, minha vó tá maluca, tanta coisa pra comprar, foi comprar uma peruca!”.

Olhei em direção ao som, vinha de um trailer que eu até costumava frequentar, nos dias de inverno, dias de praia vazia, o paraíso na Terra.

 Tentei levar em consideração, vai que aquela fosse a voz de Deus falando comigo.

Mas (pensei), se nem avó eu sou, por que Ele falaria justo aquilo comigo?…Enfim,vai quê!

Sigo meu caminho, me desviando de isopor, latinha de cerveja, pneu de caminhão, despacho para tudo que é lado, várias demonstrações do quão belo é, viver num país tropical.

Não desisto, peço clemência e que tudo dê certo, tudo vai dar certo, vai, sim!, meus pés queimando, areia fervilhando – saio pulando, areia para todo lado, uma coisa meio “O labirinto do Fauno” com “Férias Frustradas”.

E pulei, pulei, encontrei no caminho 2.437 católicos praticantes de macumba, moradores daqui mesmo, exercendo o que nosso estado laico nos permite, e nosso estado hipócrita não permite admitir que curtimos (momento filosófico “feissibuquiano”).

Devagar, devagar, devagarinho cheguei até uma vaguinha que eu já tinha mentalmente reservado para mim, lá de cima, de onde temos um panorama da praia, mar, ilhas, e mais mar.

Sento numa cadeira de praia meio gosmenta (não sei de que, aluguei por lá – peloamor!) e depois de me besuntar com filtro solar 60, porque os raios estão cada vez mais ultra ‘violentos’, olho a natureza, o mar, o céu e a temperatura no relógio: 45 graus!

Deus que me perdoe! Sabe quando a gente pensa: o que é que eu “tô” fazendo aqui?

Pois é.

Mas sou brasileira e não desisto nunca. Burra teimosa, preciso urgentemente de um tutorial que ensine a ser brasileira e eventualmente, desistir, sim. Por que não?

Olho para o lado e um casal num beijo perereca vem, perereca vai, dois jovens pombinhos, que certamente escaparam do Egito, quando Moisés abriu o Mar Vermelho.

Aí respirei fundo e pensei: o mar! Sim, ele vai levar embora essa catinga, vai lavar essa alma, vai me descarregar,  abrir os caminhos, enfim, sinceramente, pensei: vai aliviar o calor.

Dando um duplo twist carpado com um mortal e vários pulinhos ao som de ui, ui, tá quente, tá quente, chego na água e quase posso jurar que ouvi um barulhinho de coisa quente, quando cai na água: xxxsssssii.

Foi aí que eu descobri o que é desilusão de verdade. A água estava boa!

Só que boa p’ra colocar aquelas latinhas das cervas dos “pessoal” do “minha vó tá maluca”.

Geladééérrimaaaaaaaaaa…me concentrei no objetivo, desistir é para os fracos (oi?), fiz a minha reza braba, e lembrei que para dar certo mesmo teria que mergulhar e molhar a cabeleira.

Depois de breves 38 minutinhos de adaptação ao meio gélido em que me encontrava, consegui afundar a cabeça, sim, afundar, porque mergulhar não seria palavra apropriada e foi nesse mmento que senti o lado direito do rosto dormente.

P…* que p….u! – pensei. Pronto, agora tive um derrame, me estrepei de vez, senti tonturas, náuseas, pânico, olhei para o lado e o mesmo casal se agarrando, agora dentro d’água, no mesmo ritmo (ou falta de), lembrei do filme A profecia, até hoje não sei por quê.

Respirei fundo, tossi, pensei no motivo de estarmos aqui, nesse planeta de expiações. Melhorei.

Sei lá, fiquei bem, foi só stress mesmo. Distúrbio neurovegetativo.

Fricote, acho.

Voltei p’ra areia com a alma bem mais leve, é verdade, dizem que o que arde cura…meus pés ardiam, queimados, resfriados, queimados novamente, flambados, tratamento de choque!

Como se pé de bailarina fosse algum mimo. Coisinha fofa, ainda bem que existe coturno.

Refaço meu caminho de volta. Dá licença? E é isopor, churrasquinho, o carinha simpático, bem simpático, até, da empadinha, e os frequentadores, “tudo” lá, repetindo freneticamente: “ai, se eu te pego! ai, ai se eu te pego!”.

Consigo fugir da turba e agora chego ao lugar mais quente do RJ. Ou um dos top 10.

E encaro mais essa incrível experiência de minha vida como uma baita idiotice da minha parte.

É, mais uma!

Para quem não conhece, “Esbarra em Guaratiba” é um lugar lindo, com pessoas assim, digamos, pimbas avec decadence, non sense geral, mas muito lindo. É.

E onde todo mundo se esbarra!

De verdade. Eu amo Barra de Guaratiba.

Precisava desabafar…o caminho nunca é fácil, mas nós sempre podemos dificultá-lo.

Veio agora uma coisa, uma espécie de crise existencial, sei lá!

Barra de Guaratiba, aqui eu cresci, brinquei, troquei beijos adolescentes, aqui eu venho quando quero pensar, por aqui faço minhas trilhas, trago meus filhos para brincar, aqui eles também estão crescendo.

Qualquer hora eu volto num dia 02 de fevereiro, só para esquecer o trauma.

Pensando bem, não vou.

Vou não, quero não, posso não…

Se der, fim de semana estarei lá de novo!!

 


Conto 02 de fevereiro, editado em 01/1/2017.

Obrigada às minhas amigas contistas pelas dicas,  e meu muito obrigada aos leitores!

26 comentários em “02 de fevereiro – Renata Rothstein

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  1. Olá, Renata!
    Realmente, ir à praia no Rio é sempre uma aventura, especialmente nos fins-de-semana. Uma verdadeira guerra que você nos retrata com uma boa dose de humor. Sem falar na água fria demais para um calor ambiente tão elevado. Um disparate, uma ironia, uma empreitada.
    Gostei do conto, mas fiquei sem saber:
    Se a protagonista foi com seus dois filhos, eles não entraram na estória?
    Se não foi, com quem ela os deixou?
    Observei que a protagonista vai falando de suas agruras ao resolver fazer o passeio até Barra de Guaratiba, mas me parece que faltou um clímax, um evento mais importante de todos que a fará voltar (ou não) para o lugar.
    Observei alguns erros quanto à gramática:

    resolvi que tinha que ir a praia > resolvi que tinha que ir à praia
    trailler que eu até costumava freqüentar > trailer que eu até costumava frequentar
    palavra apropriada e foi nesse mmento que > palavra apropriada e foi nesse momento que
    freqüentadores > frequentadores

    No mais, muito bom e divertido! Sucesso!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, Sandra!
      Obrigada pela leitura e comentário.
      Na verdade esse conto foi baseado numa história real, na minha…e tudo aconteceu realmente.
      As crianças ficaram em casa, com a minha mãe 🙂
      Estou sempre indo à Barra de Guaratiba, desde criança, semana passada mesmo estive por lá.
      Obrigada pelas dicas, algumas passaram por falta de revisão.
      Bjokas!!

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  2. Querida Renata,

    Quem nunca? É a pergunta que fica após ler seu conto. A empatia é a chave para a comédia e esse seu texto causa empatia certa. Afinal, se não todas, ao menos algumas das situações vividas pela personagem, serão familiares para todos nós.

    Atualmente moro em uma praia no litoral sul de São Paulo e, todo feriado, vejo centenas de exemplares de sua protagonista desfilando em minha porta. Sempre me pego observando-os e pensando: que cilada. Programa de índio, como se diz na gíria.

    O que mais me chamou atenção em seu conto foi a dicção. Gostei demais do modo como você permeou a narrativa com músicas, pensamentos e observações pertinentes e bem humoradas da narradora em meio ao fluxo em primeira pessoa. Tudo de maneira bem orgânica, sem que fosse necessário separar o que é dito nos entremeios do corpo do texto em si. Essa escolha quanto ao foco narrativo é praticamente uma característica de estilo. Se eu fosse você, me agarraria a ele e faria dele minha marca pessoal. O interessante dessas inserções é que elas dão um ar de ironia à fala da moça e, mais que isso, um certo tom de crítica nas entrelinhas, parece brotar por parte da autora. Uma espécie de autocrítica, já que, aqui, você escreveu na primeira pessoa. Assim, autora e personagem se confundem e vemos a contadora da história fazendo aquilo que, já sabe de antemão, é uma tremenda roubada.

    Parabéns.

    Beijos
    Paula Giannini

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    1. Oi, Paula!!
      Pois é…quem nunca? Eu, quase sempre hahahaha
      Na verdade essa história aconteceu comigo, nesse caso específico em 2012, foi um grande sufoco, e na época eu passei para o pc, e agora lembrei dele, porque não me lembro de crescimento sem minhas idas à praia, ao meu point favorito, sempre (não necessariamente em dias asssim rs).
      Que bom que você gostou, fico muito feliz!
      Beijão!

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  3. Adorei a maneira que você escreveu este texto.
    Tenho que dizer, que senti na pele as queimaduras que ela teve kkkk, mas só porque eu odeio ir na praia com sol forte, e moro na praia! Quanto a praia vazia no inverno, no RJ, acho isso muito difícil, até hoje não vi um dia sequer esta praia aqui de SP vazia e acredito que aí é pior. A não ser, é claro, que esteja chovendo forte, porque se for chuva fina vai ter povão na praia.
    Gostei
    meus parabéns
    um abraço

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    1. Olá, Neusa!!
      Estou rindo aqui…as queimaduras foram reais, e minhas hehehe.
      olha, eu costumo frequentar uma praia bem selvagem aqui perto, que mesmo no verão não chega a lotar, o acesso é somente de carro, Grumari, não sei se você conhece…mas no inverno as praias aqui ficam muito desertas, sim…carioca foge de frio total 🙂
      Que bom que você gostou, viu?
      Fico feliz, beijoooo!!!

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  4. Dizem que mineiro é empolgadíssimo com praia. Eu não. Semana que vem vou para Guarujá. Já estou sofrendo, muito mais do que a sua protagonista, Renata. Sempre procuro a sombra e , às vezes, nem tiro a camiseta. Portanto, sua trama é bastante realista e o estilo adorável: linguagem em nível popular, expressões e explicações bem “povão”, as letras filosóficas do funk e muita, muita ironia… O foco narrativo não poderia ser outro; uma leitura divertida, fluida e agradável. Parabéns pelas ideias e execução! Beijos.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, Fátima!
      Obrigada pela leitura, pelo comentário também.
      Olha, eu amo praia, sempre…mas praia lotada, muito, muito lotada, não é comigo de jeito algum, mas aconteceu…
      No final das contas tudo se ajeitou e hoje é um conto divertido.
      Beijos no ❤

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  5. Eu amo o Rio de Janeiro. A cidade mais linda onde já estive, e até que estive em algumas bem bonitas, mas nunca fui à praia no Rio. Aliás, até fui, à Praia de São Conrado. Era dia de semana, ficamos eu, minha tia, meu filho e o povo do quiosque. Lá longe uns gatos pingados e o povo que descia da Pedra da Gávea. Aqui tem tanta praia, lá tem tanto lugar para ir (museus, teatros, parques, ruas, monumentos, a Colombo). Praia para mim é tudo igual, uma delícia, e o mar aqui é quentinho. Cebolitos combate a azia? Jura? Vou fazer um estoque. Gostei da sua personagem, entendi que ela cresceu a partir das responsabilidades que passou a ter depois do casamento, mas, vamos combinar, ainda continua meio meninona, né? Eu sou o tipo de pessoa que adora ficar em casa, só saio se for por muita consideração à pessoa que chamou, se for para o cinema ou cafés de livraria, ou se eu souber que vai ter salgadinho e quindim (fortes apelos para que eu saia do meu conforto). Programa de índio então, nem pagando. rs. Um beijo, flor.

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    1. Oi, Iolandinha!
      Menina, estou me divertindo e adorando os comentários…o caso é real, a protagonista sou eu rsrs
      Eu também amo praia, e esse fato ocorreu em 2012, no mesmo dia eu escrevi, ficou aqui guardado, e postei em Crescer, porque praia tem muito a ver com meu próprio crescimento, sou muito do mar, amo!
      Aqui realmente a água é geladérrima, principalmente quando? No verão, quando num contraste doloroso, a areia (literalmente) ferve rss
      Mas foi um programaço de índio mesmo, até hoje rio muito quando lembro dos detalhes – detalhe: eu não contei todos 🙂
      Cebolitos…acho que é a única coisa que dá pra comer com azia. Quando estava esperando o Bernardo (meu segundo filho), tive refluxo já no terceiro mês, e o que me aliviava não era gelo, picolé, nada – só o tal biscoito de vento rss
      Adorei os lugares que você visitou quando esteve aqui, são todos ótimos mesmo.
      Beijos ❤

      Curtido por 1 pessoa

  6. Quem nunca 3? Gosto da forma como você brinca com as palavras sem dó e nem piedade.: “Muita gente, muita flor, muito calor, muita gente sem educação junto, coisa que não podia dar certo mesmo, é contra todas as leis conhecidas, deve ser até contra a Lei da Gravidade, um troço grave desse.”
    O fluxo rápido e estilo despojado traz leveza ao texto. Sugiro que retire alguns comentários entre parênteses e as risadinhas. Isso obriga o leitor a achar engraçado o que ele não sentiu ainda. Não podemos rir pelo leitor.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, Catarina!!
      Fico mega feliz que você tenha gostado, viu?
      Vou revisar e atualizar…os “rsrs” eu deixei porque isso tudo aconteceu realmente comigo, e ficou como escrevi, lá em 2012 🙂
      bjokas!!

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  7. Hahaha que show! Adorei.. realmente esta irreverência na linguagem ficou top!
    Podia ter ido pro desafio comédia.
    dei varias risadas… ‘preciso urgentemente de um tutorial que ensine a ser brasileira e eventualmente, desistir, sim. Por que não?’ filosófico isso.. gostei!
    Tenho tão pouca experiência com praia que nao vivi um dia de índio destes, ainda… Mas aqui no sul, as pessoas tem a mania d eir pra beira-mar ao meio-dia.. sempre ache isso um absurdo completo, desde os tempo q nao se conhecia os raios ultra-violentos..haha dae dá uma ou duas horas da tarde, o povo se recolhe e a beira-mar fica vazia, a 500 anos atrás qd estive na praia, claro q fui de tardezinha e a praia era só minha 🙂
    Enfim, gostei demais, mas me pergunto, onde está o verbo crescer?
    Beijão, querida!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, Kinda, sempre querida ❤
      Também estou rindo aqui com as suas observações sobre o povo do Sul indo à praia…praia é o termômetro da noção(ou falta de) humana rss
      O Crescer está no momento que eu estava vivendo, essa praia me acompanha desde que vim morar no Rio, quando tinha 5 anos, e nesse tempo estava me divorciando, casei mesmo num dia 02 de fevereiro, tudo estava meio que se ajustando na minha cabeça.
      Daí não queria deixar de participar da etapa e usei esse conto, que tenho desde 2012.
      É isso 🙂
      Beijos ❤

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  8. Oi Renata, o seu conto já me fisgou pelo título, adoro os festejos de Iemanjá, minha mãezinha do mar. A narrativa é divertida, moderna, muito carioca, ri pacas, acho que faria estrago no desafio Comédia. Já tive o prazer de tomar uns banhos em Copacabana, mas bah tchê, água mais gelada do que geada no sul. O duplo twist carpado também já usei num conto, dá um efeito pirueta legal, né? É isso aí guria, muito bom, bjs.

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    1. Oi, Rose!
      Pois é, a a´gua aqui é muito gelada mesmo….eu sei por experiência própria e porque vários amigos comentam, nunca fui à praias em outros estados, só aqui mesmo, ainda que no Norte do Rio, ou na Costa Verde, chegando em SP.
      E dia 02 de fevereiro é tudo, eu casei mesmo num dia 02/02, num sábado de Carnaval (essa história é biográfica), e o duplo twist foi praticamente executado mesmo kkk
      obrigada pela leitura e pelo comentário, guria!
      Beijão! ❤

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  9. Olá. Dei muita risada com este conto. Deve ser bem assim mesmo que acontece, e foi aqui contado de uma forma leve e muito divertida. Nunca passarei por isso, detesto praia, aglomeração e todo derivado disso, mas deu para imaginar perfeitamente todas as cenas e parabéns!! Abç ❤

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  10. Gostei do texto, de como a personagem vai ganhando vida e vai se desprendendo e nos contando mais sobre ela. É uma linguagem bem solta, diferente. Cheguei ao fim sem entraves, mas me perguntei onde os filhos ficaram. Até mais! Grande e carinhoso abraço!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, Evelyn!
      Obrigada pela leitura e pelo comentário 🙂
      Então, a história é autobiográfica, as crianças ficaam com aminha mãe em casa, e isso tudo foi lá no de 2012.
      Foi um programa de índio, que no final me fez rir.
      bjokas!! ❤

      Curtido por 1 pessoa

  11. Oi Renata!
    Sua história me lembrou uma certa vez que resolvi alugar uma apartamento na Barra da Tijuca, frente pro mar, para passar minhas férias, pleno verão, 150 graus. Embora viva em BSB, sou carioca, super acostumada com o fornalha que a cidade maravilhosa se transforma no verão. Entretanto, esse tal verão, foi absurdamente quente. Nem na praia dava pra aguentar. Não ventava e a água do mar, pasme, estava quente, não refrescava. Sabe o que fiz as férias quase todas? Shopping e cinema de dia, praia só depois que o sol se punha.
    Gostei do tom bem informal do seu texto. Acho que categorizaria mais como crônica do que como conto. Uma leitura refrescante, apesar do calor, se é que você me entende. Beijo grande, querida.

    Curtido por 1 pessoa

  12. Ai, essas escapadas para a praia… rs. Eu prefiro fugir da aglomeração, ficar ali, natureza, eu, alguns passantes… Se bem que em um passado muito remoto, encontrei uns deuses caminhando pela areia… oppps… deixa essa estória pra lá.
    O conto está bem divertido com a irreverência da narradora. Parece que estou ouvindo uma amiga contando sobre o dia que surtou por causa do tédio e foi caça encrenca na praia.
    Não sei porque imaginei a moça sendo queimada por um água viva.
    🙂

    Curtido por 1 pessoa

  13. Olá Renata. Não conheço o Rio de Janeiro – nem qualquer sítio no Brasil, país que nunca visitei. Mas praia é diferente. Sim, vivi a minha juventude no Algarve, o que, naquela época (bem distante) equivale a dizer que vivi na praia, pois não saía de lá. Nem de Inverno. Depois, começou a invasão turística, eu cresci, fui viver para longe, a praia tornou-se um inferno e atualmente fujo dela, não suporto, não suporto nem o que adorava antes (areia, escaldões nos pés, água gelada), nem o que lhe foi acrescentado depois isso que você muito bem define “Muita gente, muita flor, muito calor, muita gente sem educação junto, coisa que não podia dar certo mesmo, é contra todas as leis conhecidas, deve ser até contra a Lei da Gravidade”.
    Gostei do estilo de escrita, jovem e irreverente. Não sendo claro entendi o tema de crescimento –
    afinal, cresci na praia,não é?, e poderia muito bem contar uma história com todo o meu processo de desenvolvimento, toda ela passada na praia. Penso que foi esse o seu objectivo já que vai evocando algumas lembranças de menina, o casamento, a maternidade, o divórcio, até ao presente.
    Parabéns. Um beijo.

    Curtido por 1 pessoa

  14. Renata, amei te conhecer um pouco mais por conta desse conto. Como boa mineira, fui na praia uma vez na vida, ainda adolescente e seu conto me fez recordar desse dia tão especial. É muito divertido, descontraído, cheio de referências populares. Uma graça! Parabéns!

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  15. Oi Renata!

    Nossa, eu senti real o calor daqui, fiz caras e bocas, para todas as descrições, para os pés flambados, cadeira grudenta e o quase AVC kkk você é ótima!

    A maneira despreocupada que você escreveu o conto é um dos vários pontos positivos dele, é um relato honesto de uma situação vivida, tem familiaridade nos sentimos intimas de você e compadecemos desse dia complicado. Também sou meio assim, não sei se vou, se não vou, acabo indo, nada sai como planejado mas ao invés ir embora e assumir que o dia foi um fracasso insiste em terminá-lo. Me deu alguns comichões pq sou a pessoa que não simpatiza muito com sol, praia, areia quente e caldo de mar rsrs. Mas que maravilha é viver em um pais tropical! ( Sera?)

    Gostei de algumas referências, tiradas que você escrever….adoro cebolitos e os raios esto mesmo cada vez mais ultra violentos 😀

    Você mostrou muito de você, aliás está ai todinha, muito prazer em conhecê-la a proposito. Eu por exemplo não conseguiria escrever tanto de mim com a mesma desenvoltura e sinceridade, admiro quem consegue.

    O conto é como uma viagem de ônibus onde a estrada é esburacada mas a paisagem é linda, vale muito a pena a viagem!

    Parabéns, sorry a demora pra ler, na verdade já tinha lido, só não estava conseguindo comentar. >.<

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  16. “Esbarra de Guaratiba” boa essa! A linda Praia do Oi! Desceu do busão, é oi aqui e ali, o tempo todo.
    Minha praia preferida também! Claro, quando não está lotada, porque do contrário, só Xessus. Um sem fim de belezas exóticas desfilando sua “exuberrância” em meio às areias escaldantes!
    Rindo muito com as situações contadas! Merece continuação! Eu quero!

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