Baleias e dragões – Elisa Ribeiro

 

Dois garotos andavam de skate uns cem metros adiante. Vi-os assim que sai pelo portão da casa da Duda. Passaria necessariamente por eles a caminho de casa.

– Tem certeza  que não quer almoçar com a gente, Julinha ? Depois minha mãe te deixa em casa.

– Precisa, não, Duda. É pertinho, eu vou andando.

– Obrigada por tudo, amiga – abraçou-me, emocionada.  – Você salvou minha vida mais uma vez – completou no mesmo tom dramático.

Eduarda era minha melhor amiga e a garota mais bonita do colégio.  Os meninos viviam atrás dela, mas aos quatorze anos ela era só fogo e promessas não realizadas.  O computador dela estava novamente bugado e ela havia me pedido para arrumá-lo.

– Que exagero Dudinha. Não fiz nada. Só limpei uns arquivos e apliquei uns patchs. Nada de mais – abracei-a de volta – Qualquer problema, me avisa, tá?

Tomei o rumo de casa. Na esquina os moleques continuavam batendo  skates no asfalto.

– Já viu dragão de óculos, Léo?

– Mexe, não, véi. Ela pode vomitar fogo na nossa cara.

Olhei para trás e em volta … Além de mim, ninguém mais.

– É contigo mesmo, garota, tu é feia pra carai…

Ignorei, fingindo que eles não existiam e segui meu caminho. Em dez minuto estava em casa.

– Oi Julinha! Você demorou…

– Passei na casa da Duda, mãe. Fui consertar o computador dela.

– Devia ter avisado, filha… Vou esquentar a comida. Trouxe aquele frango com curry que você adora.

O frango não descia, um fogo de dragão entalado na minha garganta não deixava a comida passar.

– Você não está comendo nada, Julinha…

– Deve ser o suco que tomei na casa da Duda – menti, disfarçando. – Vou pro quarto. Como qualquer coisa mais tarde.

Abri a porta do guarda-roupa. O espelho me devolveu uma garota de calça e camiseta larga, tênis surrado, óculos fundo-de-garrafa, cabelo cheio, ondulado, sem forma, que não via pente desde as sete da manhã e corte desde há mais de três meses passados.

Tirei os óculos, o desenho das sobrancelhas peludas lembrava lagartas, o nariz era grosso e achatado.

Afastei-me, suspendi a blusa. Pelo menos um centímetro e meio de cada lado sobrava por cima do cós da calça.

Bafejei no espelho. Não saiu fogo. Alívio. Eu só parecia dragão, não era um de fato.

De nada adiantaria chorar, ficar com pena de mim, dizer que a culpa era dos outros. Eu era um desastre, os garotos do skate não estavam errados.

Eu era uma garota prática. Fiz uma lista com vários itens de fácil intervenção, depois coloquei a prioridade ao  lado de cada um. Pronta a lista, tomei uma chuveirada, me arrumei rápido e fui atrás da minha mãe na sala.

– Mãe, me leva no cabeleireiro?

– Agora, filha? Não dá para você esperar o sábado, quando eu for fazer a unha?

– Não, mãe, precisa ser agora. E não quero ir ao salão que você frequenta. Quero ir ao salão onde a Duda corta o cabelo, no shopping.

Por algum mistério minha mãe entendeu que aquilo era urgente para mim sem que eu precisasse explicar, como se reconhecesse no me comportamento alguma experiência passada dela própria. Concordou sem demora, apesar da pilha de provas por corrigir que aguardavam por ela na mesa do escritório.

Sai do salão com o cabelo liso e uma franja. Por baixo dela, as sobrancelhas desenhadas. Quando peguei os óculos da bolsa para retorná-los ao rosto, mamãe me olhou com um sorriso.

– Esses óculos não estão combinando com seu novo visual, filhinha – nem precisei pedir para trocar os óculos por lentes de contato.

– Mãe, vamos aproveitar que estamos aqui no shopping e comprar uma calça nova e um tênis?

Mamãe arregalou os olhos, franziu a sobrancelha, fez um bico engraçado.

– Tá bom, Júlia.  Banho de loja completo. Ainda bem que eu trouxe o cartão de crédito do seu pai.

Trocar os óculos por lentes de contato demorou quase um mês entre consulta, encomenda e adaptação.  Emagrecer, então, nem se fala. Arrumar o nariz com uma plástica, descartei por falta de coragem.

Era pelos  olhos dos meninos que percebia minha transformação avançar. Antes das provas finais chegarem eu era outra – princesa ou fada – completa e acabada. O ciúme da Dudinha me incomodava. Nossa amizade esfriou até o ponto de quase não mais nos falarmos.  Só fomos retomá-la muitos anos mais tarde,  já maduras e calmas.

No ano seguinte mudei para o melhor colégio da cidade. Queria passar no vestibular e meu propósito era só estudar. Aos meninos que chegavam mais afoitos querendo alguma coisa comigo, eu dizia, muito educada, que precisava me concentrar nos estudos, minha prioridade era entrar na universidade.

Não consegui resistir, entretanto, quando o menino mais inteligente da escola segurou minha mão numa festa do final de semestre e disse que queria me namorar. Ele não era assim tão bonito, mas era alto e forte. Atlético, nadava como um tubarão e corria como um jaguar. Foi ele que me estimulou a praticar esportes o que me permitiu abandonar a dieta famélica que eu fazia para manter a barriga lisa dentro da calça.

Seguimos juntos pelo ensino médio, depois na faculdade de engenharia. Casamos antes dos vinte e cinco e logo duas filhas vieram.

Casada, dormia o dragão que havia em mim por baixo do cabelo quase sempre arrumado; dos  óculos elegantes depois que  tirava a lente, só quando a vista ardia, arranhada;  do peso controladíssimo com os treinos frequente de natação e as corridas diárias.

Quando a primeira filha nasceu, procurei o dragão sob as mantas: o cabelo grosso e ondulado, o nariz achatado. Ao chegar a segunda, repetiu-se a mesma busca, felizmente, àquela ocasião, também frustrada.

De um tempo para cá essa  mais nova, entretanto, deu para voltar choramingando do colégio. A mais velha contou que alguns meninos deram para chamá-la baleia de quatro olhos no ônibus da escola.  A pobrezinha herdou  minha miopia exagerada.

Dragão ou baleia, tanto faz. A violência é a mesma. As armas para destruí-los, iguais. Felizmente as tinha comigo. Só precisava ensinar minha pequenina a usá-las.

28 comentários em “Baleias e dragões – Elisa Ribeiro

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  1. Olá! O texto é bom, vai direto ao ponto, com fluidez. A solução da protagonista é se adaptar. Será que foi bom, realmente, para ela? Acho que é a reflexão que fica.
    Por que ela procurou pelo seu dragão depois de cada gravidez? pq a mulher se sente feia naquele período mas mesmo assim, o dragão não estava lá… Enfim, é pra refletir mesmo.. rsrs
    Abraço, contista!

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    1. Oi Kinda. Obrigada pela leitura e comentário. A ideia de procurar as marcas de dragão não filha seria uma referência para a busca de traços hereditários. Vou explicar melhor essa parte quando conseguir um tempo para a revisão do texto. Beijo.

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  2. Um conto triste como goiaba apodrecendo no pé. A personagem tem a autocrítica muito alta, como vemos neste primor de humor negro: “Bafejei no espelho. Não saiu fogo. Alívio. Eu só parecia dragão, não era um de fato.” ; o que gera o crescimento através do sofrimento.

    A tristeza reside na personagem precisar lutar a vida toda contra sua natureza para ser aceita.
    Parabéns pela reflexão.
    OBS: Precisa de revisão.

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    1. Oi Cat. Obrigada pelo comentário. Não consegui concluir o texto como queria dentro do prazo, dai a segunda parte ficou mais como uma sinopse. Vou reescrever assim que arranjar um tempinho. Beijo, querida.

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  3. Encontrar os remédios certos para cada dor é sabedoria. A protagonista ainda guardou a receita para o crescimento das filhas. Parabéns pelas ideias e execução. Trabalho muito bom. Parabéns. Beijos.

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    1. Oi Fátima, querida. A personagem condensa em sua reação alguns relatos de mulheres amigas. Não consegui concluir o texto como desejava, mas vou retomá-lo assim que tiver um tempo. Obrigada pela leitura e comentário generoso. Beijo.

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  4. Sei bem como é isso. Uso óculos desde os cinco anos, e mesmo não tendo sido uma criança gorda, era cheinha, mas sem barriga. Uma criança normal. Para piorar usava botas ortopédicas e o cabelo estava sempre caindo nos olhos. Era uma coisinha. Aprendi a me defender cedo, e quando não me defendia, tinha uma irmã brava como um capeta, e maior que eu. As pessoas são bem ruins, mas as crianças são piores porque não têm filtro no que falam. Isso sempre existiu e vai existir enquanto houver adultos (pais) preconceituosos, ignorantes e maus. Assim caminha a humanidade. Beijos.

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  5. Querida Elisa,

    Tudo bem?

    A crueldade do ser humano, desde muito pequeno, é alo que me intriga.

    Você criou uma personagem que, à primeira vista, parece ser o estereótipo do alvo perfeito para o bullying. Ela é gorda, feia, usa óculos, enfim. No entanto, pessoas que sofrem bullying são vítimas de violência mesmo sem uma motivação aparente. O ser humano odeia o diferente, tortura o que considera feio e, por incrível que pareça, tortura também aquilo que considera acima de si. O mais bonito (meninas bonitas são consideradas burras e “disponíveis”), o inteligente (meninos inteligentes são considerados nerds), e por aí vai.

    O que quero dizer com isso? A situação colocada em seu texto com grande habilidade, é, infelizmente, um retrato de um momento (ou muitos) vivido por todo aquele que cresce, que convive em sociedade, ou seja, todos nós. Na escola eu tinha uma menina que me perseguia dizendo que meu sorriso era bonito e para ela, “todo sorriso bonito era falso”. Não preciso dizer que a tal menina sofria com seus dentes mal alinhados em uma época que o aparelho ortodôntico não era uma opção tão simples.

    Bem, se esta é uma situação vivida pela grande maioria de nós, o que se percebe é que, no fundo, para crescer, assim como sua personagem, todos nós, por mais que nos afirmemos diante desses obstáculos, acabamos, de um modo ou outro, nos adaptando à vida em comunidade. Pessoas se ajustam de alguma forma com o passar dos anos. Caso contrário, o sofrimento será eterno e desgastante. Nos adaptamos mesmo, quando vestimos uma couraça para conseguir seguir sendo nos mesmos.

    É preciso crescer para aprender a lidar com as pedras no caminho e a personagem contou, para isso, com ajuda de sua mãe. O que foi ótimo.

    Gostei muito de sua narrativa. Um tema atual e necessário, em um mundo a cada dia mais intolerante.

    Beijos
    Paula Giannini

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    1. Oi Paula, querida. Obrigada pela leitura e comentário atencioso. A ideia foi dar uma ambiguidade à personagem. Ela soube lidar com a provocação mas ao mesmo tempo vive escravizada pelos remédios que utilizou. Você percebeu essa intenção. Não tive tempo de terminar o texto como pretendia, mas a recepção carinhosa de todas vocês aqui me estimula a retomá-lo para uma solução mais arredondada na segunda parte. Beijo.

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  6. Oi, o seu texto dá bastante pano pra manga, mts reflexões, a começar pela ditadura da beleza, e o quanto, desde menina, a mulher sofre e tenta se ajustar às expectativas da sociedade. Bem, o seu personagem se ajustou, mas vi também a força dela, a mocinha era autodidata em coaching, uma fortaleza de determinação, e preferi ficar com essa mensagem do seu belo conto. Bjs, parabéns.

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    1. Sim, Rose, mais que o bullying a questão da personagem é essa adaptação forçosa a um padrão de beleza. Tenho várias amigas que correm para o salão quando as raízes do cabelo onduladas começam a dar sinais e outras tantas viciadas em botox. Uma perturbação. Minha personagem seria essa que venceu o bullying mas tornou-se vítima da ditadura da beleza. Acho que o conto precisa de um polimento para avivar essa ambiguidade e pretendo fazê-lo assim que que tiver um tempinho. Beijo, amiga.

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  7. Olá, Melisas!

    Seu conto é uma reflexão, é algo que está ai pra ser visto todos os dias, algo que pode até mesmo ser considerado banal. A forma como construiu a história me deixou instigada, eu fiquei esperando por outras resoluções, você optou pela fórmula muito gasta, que é um ponto a se pensar também. Uma “formula mágica”, é só se arrumar e seguir o padrão que tudo vai ficar bem…e as vezes fica mesmo, as vezes é simples assim…outras não.

    Faz parte do ser humano essas questão, sempre fez, sempre fará… não há muito o que fazer. Crianças então…

    Valeu a reflexão, parabéns pelo conto! 🙂

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    1. Oi Amanda. Obrigada pelo comentário. Na verdade eu não consegui terminar o conto a tempo e então escrevi qualquer coisa só para dar um fecho na história. Vou pensar nisso que você comenta quando for revisá-lo. Aceito sugestões para uma reviravolta da Julinha do segundo ato da história. Beijo, querida.

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  8. Olá, querida!

    Um texto tocante porque deixa no ar um reflexão que não encontra uma resposta satisfatória. A protagonista se adaptou, mas a situação se repete com a filha. Não se resolve. Isto é, a adaptação não é resposta nem solução, daí o gosto amargo na boca do leitor. O conto nos leva a refletir sobre isso, sobre a sociedade intolerante em que vivemos. Muito bom! Parabéns!

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    1. Oi Sandra.
      Sim, a questão central do conto era refletir sobre essa questão da adaptação que aparentemente resolve o problema mas na realidade apenas o recalca. Fiquei bem feliz por você ter capturado essa intenção. O conto ficou mal acabado, não consegui desenvolver a narrativa da vida adulta da personagem como queria, mas vou retomá-lo assim que tiver tempo. Beijo grande, querida. Muito grata pela sua leitura e comentário.

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  9. O texto é muito bem escrito, fluido, gostoso de ler. O personagem da Julinha é bem construído, com humor e jeitão de adolescente. Eu tb sofri com bullying no colégio, quem nunca? No meu tempo não tinha esse nome. A adolescência é uma fase especialmente cruel nesse sentido, pois estamos precisando desesperadamente ser aceitos em alguma tribo e pra isso precisamos nos “adaptar” às suas regras, por mais cruéis que sejam. Eu me lembro de tentar usar lentes de contato pra não ser mais chamada de 4 olhos. Não deu certo, minha córnea é sensível demais e eu tive um monte de problemas nos olhos por causa das lentes, até q tive de desistir. Também alisava o cabelo pra ir nas festas (naquela época não tinha chapinha, usava um ferro de passar roupa!), e tb era minha mãe q tentava levantar a minha bola e me ajudar a ficar “mais bonita”.
    Mas, felizmente, tive a sorte de acabar entrando pra uma tribo que aceitava as pessoas como elas eram, não tinha muita diferença o cabelo, o peso, ou as roupas que as pessoas usavam. Era uma turma da paz e do amor. Então, eu acabei crescendo e aprendendo que a gente não tem necessariamente que “se adaptar” a porra nenhuma, a gente tem é q descobrir quem a gente é de verdade, e tentar viver de acordo com o que a gente acredita, isso sim! Não tenho filhos, mas se tivesse, era isso que eu tentaria ensinar pra eles.
    Eu senti falta de alguma reflexão nesse sentido no seu conto. Nem que fosse no final. Achei que todos aceitaram muito facilmente essa solução de ir ao shopping resolver todos os problemas existenciais da adolescência. E ainda, nas entrelinhas, dá a entender que a protagonista conseguiu se realizar na vida, se formar, casar e ter duas filhas, graças a essa “adaptação”.
    Não estou condenando essa solução, de fazer o q for preciso pra se sentir melhor diante do espelho. Estou apenas dizendo que existem outras soluções possíveis, e que isso poderia ter sido mencionado na sua história.
    Super parabéns!

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    1. Oi Juliana.
      Obrigada pela leitura e comentário. Terminei o conto às pressas para cumprir o prazo. A parte da vida adulta restou só uma sinopse nessa versão publicada. A imagem também não gostei, óbvia demais, mas foi o que deu pra entregar no prazo. Sobre outras possíveis soluções para o conflito com a imagem, esse conto fala sobre a via da adaptação. Minha intenção não foi produzir um texto doce, mas amargo, mesmo. Beijo grande.

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  10. Olá. Este conto é muito triste. É uma pena uma menina ter que fazer tudo isso, ter que se transformar literalmente para poder ser aceita dentro dos padrões sem ser taxada de baleia/ dragão. Enquanto isso o quê? Os meninos andam de skate… Parece que passou de mãe para filha, não é? A mãe da protagonista entendeu, sem precisar de explicação, o que se passava, e ela, depois de adulta, irá passar para as filhas. Mas será este o melhor caminho? Será que o mundo, as pessoas, as mulheres, nunca aceitarão a si mesmas como de fato são? O mundo é cruel…

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    1. Oi Vanessa.

      Não acho que a adaptação seja o melhor caminho mas é um caminho que somos instados a fazer toda hora, seja na escola, no trabalho ou até na vida familiar. A intenção do conto era refletir justamente sobre a ineficácia dessa adaptação mostrando que ela apenas recalca o trauma, tanto no indivíduo como na sociedade. Acho que o fato de ter terminado o conto às pressa prejudicou esse efeito. Beijo querida! Muito grata pela sua leitura e comentário.

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  11. Esse mundo de superficialidade é estranho e cruel. Sei bem. Entendo a atitude da protagonista, mas não sei se concordo. Talvez porque lidei com isso de forma diferente, nem sempre tão vitoriosa. Talvez porque me arrependa de não ter feito exatamente o que ela fez. Não sei. Enfim… É um conto para refletir muitas questões.
    Grande e carinhoso abraço!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Evelyn.

      Outro dia li um texto que usava a expressão “superficialidade degradante” para se referir à valorização da juventude e da aparência na sociedade em que vivemos.
      Sobre o conto, ele apenas narra uma hipótese de enfrentamento do problema das diferenças. A protagonista na verdade recalcou o problema, o que todos fazemos em algumas situações. Quando escrevemos uma história seguindo cânones do mercado editorial ao invés da história que queremos realmente contar, de certa forma estamos nos adaptando para sermos aceitos. Esse é o mundo em que vivemos.
      Beijo grande!

      Curtido por 1 pessoa

  12. O conto gera alguns pontos polêmicos. Será mesmo que devemos ensinar nossos filhos a se defender das provocações mudando o seu jeito de ser, trocando a aparência o máximo que der? Não que tentar melhor a aparência seja ruim, mas deve partir primeiro da aceitação e depois a lapidação. Sei lá, minha filha era bem gordinha quando criança e sabia lidar bem com isso. Sempre disse que era linda, mas ela sabia que estava fora do padrão e se aceitava como tal. Falar, todo mundo fala, com motivo ou sem. Mudar só para ser aceita é algo muito triste não?
    Como já apontaram, o texto precisa de uma segunda revisão.
    O ritmo é bem bacana, a leitura flui fácil, e nem nos damos conta quando chegamos ao final do conto.
    🙂

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  13. Oi, Melissa!
    A adolescência, crescimento e questionamentos, turbilhão mental, hormonal, social…ô coisa difícil de se viver.
    Você descreve com muita sensibilidade essa fase na vida de Julinha, a protagonista, e a forma que ela encontrou para resolvê-la.
    Mas vendo o questionamento ad aeternum dela, como vemos nos nascimentos das filhas, fica a pergunta: será que Júlia resolveu, de fato, a questão daqueles meninos, lá, tempos atrás?
    Fica a reflexão: quem nunca?
    Beijos, querida

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  14. Olá Melissa. A história desta menina é igual à de muitas outras. De alguma forma, em algum momento, todos nos sentimos mal na nossa pele. As colegas criticaram bastante a solução encontrada. Compreendo-as,mas também entendo que não é função do escritor dar aulas sobre o que está bem e mal. Você quis escrever assim e ponto. Há muitas outras soluções – melhores e piores também. Há pessoas, como Julinha, que procuram adaptar-se ao que calculam que os outros aprovarão nelas. Há pessoas que jamais fariam isso. Há pessoas que se suicidam, que se flagelam,que se anulam, que se afirmam, que mudam, que não mudam, que fazem operações, que desenvolvem doenças mentais, há de tudo. E pode-se contar um sem número de histórias com o enredo baseado em qualquer desses tipos.
    Ainda assim, muitas vezes, o autor, através da escrita, dá a sua bênção aos comportamentos que descreve. E aí, dou razão às outras colegas, uma vez que a sua história não tem enredo além da descrição da maneira como a menina contornou a situação e, ao que tudo indica, perpetuará com a sua filha. Não estando estas atitudes inseridas num contexto mais lato, facilmente se tornam incómodas para quem lê, pois é muito óbvio que a solução não passa por este tipo de atitudes.
    O seu texto precisa de revisão, isso sim, tem palavras incompletas, singulares a par de plurais, enfim nada que não resolva sem problema.

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  15. Oi Elisa, que gostoso de ler o seu texto! Eu tb já fui um dragão, mas não ligava não, tinha orgulho até, mas depois as coisas foram se encaixando e fui suavizando, a gente cresce, a sua personagem cresceu muito, se empenhou muito em deixar de ser um dragão, mas ela era feliz assim? Me pareceu que lutar contra o dragão era uma obrigação pesada e não algo que ela fazia por prazer. Gostei bastante do conto! Parabéns!!

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