O espelho de Morfeu – Priscila Pereira

    Era a primeira noite que passava em minha nova casa. Minha primeira casa; agora sim podia me sentir adulta. Comprei um casarão antigo, já mobiliado, que precisaria de inúmeros reparos e reformas, mas ao invés de desânimo pelo trabalho e dinheiro que isso custaria, me sentia animada pela aventura.

    Escolhi um quarto que me chamou a atenção pela elegância superior. A janela estava aberta e um leve vento balançou as cortina de renda, que refletiram em um antigo espelho, curiosa, fui até lá e examinei cuidadosamente, era oval com moldura de bronze envelhecido, onde se viam figuras que deduzi se referirem ao deus grego Morfeu.

    O sono logo chegou, eu estava exausta.

    Acordei no meio da noite sem entender o porquê, estava sem sono. Levantei da cama, andei em direção ao espelho, parei bem em frente, o reflexo parecia envolvido em brumas.

    Coloquei a palma de minha mão sobre o espelho, senti sua fria e resistente superfície, o calor da minha pele aqueceu o vidro e inexplicavelmente senti que afundava, assustada, retirei-a apressada, “devo estar sonhando” pensei, respirei profundamente.     

   Repeti o mesmo gesto e passado alguns segundos ela foi submergindo,fechei os olhos e atravessei o corpo todo de uma vez, quando abri, para minha decepção, estava novamente em meu quarto, nada havia mudado.

   Prendi a respiração enquanto via a porta se abrindo e um jovem rapaz entrando, parecia estar de pijama, calça de moletom cinza e camiseta branca, os pés descalços e seu cabelo escuro e muito liso em desalinho.

    – Você é mais bonita pessoalmente do que vista através do espelho.

    Olhei-o incrédula.

    – Como assim? Eu realmente passei através do espelho?

    – Claro que passou.

    – E onde estou então? Ainda se parece com meu quarto.

    Sorrindo e dando alguns passos, ele disse:

    – Você está no Mundo dos Sonhos.

    – Ah, então estou sonhando…

    – Não, você está acordada, só que no mundo dos sonhos.     

    Fitei-o atentamente e me perguntei se ele era real.Cheguei mais perto, e a medida que me aproximava podia vê-lo mais claramente. Senti uma estranha sensação de já tê-lo visto antes, suas feições não me eram de todo estranhas. Seus olhos castanhos claros, cor de mel quase, tinham uma intensidade conhecida.

    – Eu já te vi antes?

    – Claro que já, você sonha comigo regularmente.

    – Mas eu não te conheço. Como posso sonhar com você?

    – Eu sou real, estou dormindo e sonhando agora, nós nos esbarramos aqui em sonho uma vez e depois disso foi fácil te achar. Mas estou surpreso em vê-la em carne e osso aqui.

    – Mas como você sabe de tudo isso e eu não?

    – Se estivesse sonhando você também saberia.

    – Assim como eu sonho que estou nadando, mesmo na realidade não sabendo nadar?

    – Isso mesmo! Eu sabia que você era muito esperta na vida real também.

    – Podemos fazer o que quisermos aqui?

    – Isso mesmo, não há limites para nossa imaginação e ação.

    – E parece tão real…

    – É real para você agora, lembra?

    – É mesmo… E já que estou aqui, o que tem para fazer?

    Ele me olhou sorrindo e pegou minha mão, me levou até a porta e antes de abri-la disse:

    – A propósito, meu nome é …

    – João. Eu sei… me lembrei agora.

    Ele sorriu um sorriso lindo e disse que tinha certeza que eu não me esqueceria dele. Atravessamos a porta do meu quarto e estávamos na beira de um lago.

    – Onde estamos?

    – Você falou em nadar e me induziu a sonhar com um lago. Lembre-se que você está no meu sonho.

    Com um salto mortal de costas ele pulou no lago e me chamou. De jeito nenhum eu entraria em um lago. Parecia bem profundo e as águas eram turvas.

    – Você pode fazer isso, está no mundo dos sonhos onde tudo pode acontecer. Venha!!

    – Se eu morrer aqui o que acontece?

    – Você não vai morrer.

    – Mas se eu morrer?

    – Você acorda.

    – Você disse que eu não estou sonhando.

    – Vamos, qual é? Você me entendeu. Você volta para casa.

    Resolvi arriscar e pulei. Senti a água gelada, fiquei submersa por um instante e por puro instinto, consegui voltar à superfície. Estava nadando.

    Inacreditavelmente eu podia nadar. Aproveitei ao máximo a experiência e a sensação era maravilhosa. João observava minhas peripécias e sorria, boiava calmamente, como se estivesse deitado em sua cama.

    – Porque você fica aí boiando quando pode nadar de verdade?

    – Por que eu sei nadar muito bem de verdade, aqui eu venho para ver as nuvens. Olhe.

    Relaxei e boiei como ele e, quando meus olhos se acostumaram com a claridade do céu pude ver as nuvens de João. Eram sensacionais, rosa e douradas de todos os tamanhos e formas, nunca havia visto nuvens como aquelas. Uma sensação de paz tomou conta de mim, poderia ficar ali para sempre.

    – O que acha de chegar mais perto delas?

    – Como assim? Voando?

    – Mais ou menos. – Ele deu um  meio sorriso que aguçou minha curiosidade.

    Quando eu menos esperava, estávamos dentro de um espaçoso balão, multicolorido. João aumentava o fogo e nos fazia subir.

    – Como viemos parar aqui?

    – Como em todos os sonhos!

    A paisagem era coisa de sonho mesmo, imensos campos cultivados com flores de todas as cores e formatos, todas alinhadas perfeitamente. Um horizonte repleto de árvores, algumas casinhas ao longe e até uma cachoeira ia diminuindo conforme íamos subindo.

    Um vento forte balançou o balão, me arrancando de meus pensamentos inquisidores.

    – O que aconteceu?

    – Acho que estou acordando…

    – Não me deixe aqui sozinha, como faço pra voltar pra casa?

    De repente estávamos novamente em meu quarto.

    – Como você sabe quando está prestes a acordar?

    – O sonho vai perdendo a sua força, não parece mais tão real. Você sabe como voltar agora. Nos vemos novamente no próximo sonho.

    Mal ele acabara de falar e foi perdendo consistência até desaparecer completamente. Atravessei o espelho e logo estava em meu quarto, de volta a realidade.

    Sentia-me igual, não havia diferença alguma, pelo menos em mim mesma. Fui até minha cama, deitei, olhei as horas no celular e já eram dez para as seis da manhã. Muito cedo ainda, e eu nem tinha dormido. Assim que meu corpo relaxou, adormeci profundamente em um sono sem sonhos.

    O alarme do despertador me acordou às oito da manhã,ainda sonolenta a primeira coisa que me veio à mente foi João e o sonho que tive. Será que foi tudo real? De súbito me levantei e corri até o espelho, coloquei minha mão sobre ele e esperei. Nada aconteceu. Fiquei desapontada por um momento, mas logo minha mente formulou muitas explicações. Podia funcionar só de noite. Foi a melhor explicação que achei então me contentei com ela.

    Vesti-me rapidamente com roupas leves e confortáveis, próprias para uma grande faxina.Não imaginei que fosse tão difícil, a casa estava fechada há muito tempo e a sujeira se acumulou por anos e anos, deduzi que precisaria de uma ajuda especializada. Desisti de tentar limpar tudo sozinha e liguei para minha mãe, que tem o número de muitas agências especializadas em limpeza. Ela tentou me persuadir novamente a deixar essa loucura de morar sozinha em outra cidade e que eu devia reconsiderar o recente fim de meu noivado.

    Ela nunca entendeu o que se passou comigo naquela noite, quando sem razões aparentes rompi meu compromisso às vésperas do casamento. Na verdade, nem eu mesma conseguia entender o que havia me motivado a tão drásticas mudanças.  Lembro-me perfeitamente de estar olhando para ele, meu namorado desde a infância e simplesmente não suportar imaginar que minha vida iria se pré-estabelecer para sempre. Era a vida que haviam preparado pra mim e não que eu sonhava ou buscava. Eu queria viver por mim mesma, ser eu mesma, crescer.

Consegui o contato de uma agência e contratei-os para o trabalho. Livre da faxina, resolvi dar uma volta pela cidade. Quando voltei, o casarão parecia outro, estava limpo e organizado. Dei de ombros e fui para meu quarto,  subi as escadas correndo, abri a porta e olhei diretamente para o espelho, que estava lá, imóvel , brilhando na meia luz do fim de tarde.

    Deitei com a mesma roupa que cheguei em casa e imediatamente estava dormindo. Acordei, tudo estava escuro, olhei as horas no celular e já eram onze horas da noite, dormi muito, nem senti o tempo passar. Levantei e fui direto para o espelho.

    Passei pelo espelho como se fizesse isso sempre, com toda naturalidade do mundo. Novamente estava em meu quarto, igual, mas diferente. Fui até a porta e abri lentamente, me perguntando quem eu iria encontrar  e que aventuras eu iria experimentar.

    Do outro lado da porta eu vi um corredor escuro, sombrio, não tinha ninguém a vista, fui procurando pelo João, mas  a certa altura qualquer pessoa serviria, desci uma escada e passei por vários cômodos  até que vi uma luz, entrei na minha cozinha e vi um homem de pé apoiado na pia com uma caneca de café nas mãos.

    – Quem é você? – Perguntei relutante.

    – Sou eu. Quem mais poderia ser? – Respondeu o homem com ar divertido.

    – João? Você está diferente…

    Enquanto olhava para ele, ia me convencendo que era mesmo o João, só que um pouco diferente, e fazia sentido mesmo, eu acho, nos sonhos as vezes somos diferentes da vida real. Enquanto pensava nisso, vi várias baratas saindo do ralo da pia e subindo pelos braços dele, rapidamente ele ficou coberto por aqueles bichinhos asquerosos, eu fiquei lá em pé, só olhando, horrorizada. Saí correndo.

    – Socorro, me ajude! – Ele gritou desesperado

    Parei e olhei para trás.

    – É um pesadelo, socorro, você sabe que tenho que acordar, por favor me ajude a acordar!

    – O que eu faço? – Gritei de longe.

    – Pegue aquela faca e me mate, que eu acordo. – Disse ele apontando uma faca enorme no balcão.

    Não sabia o que fazer, um pesadelo era tão horrível, imaginei o que eu sentiria se estivesse no lugar dele, com certeza iria querer acordar na hora também. Mas matá-lo? Será que eu conseguiria?  Relutante voltei para a cozinha e vi ele se contorcendo tentando se livrar das milhares de baratas. Decidi que o ajudaria a acordar.

    Peguei a faca, fechei os olhos e cravei-a em seu peito. Imediatamente as baratas desapareceram e ele caiu no chão com o espanto no olhar. Corri desesperadamente, subi as escadas, entrei em meu quarto, passei pelo espelho rapidamente e me joguei na cama.

    Acordei me sentindo estranha, sonhei o resto da noite com o que havia acontecido com o João.Quando estava descendo as escadas a campainha tocou. Abri a porta. Minha mãe estava toda sorridente com uma mala aos seus pés.

    – Filha! Que saudade! – Ela disse me abraçando.

    – Mãe? O que você está fazendo aqui?

    – Como assim, filha? Eu te liguei ontem avisando que eu viria, lembra? – Disse ela me olhando de um jeito estranho.

    – Não mãe, eu te liguei pra perguntar o telefone de uma empresa de limpeza, e você até disse que era pra eu voltar pra casa …

    – Que isso, minha filha? Você está bem? Aqui é a sua casa, a casa que o João comprou e mobiliou pra vocês. Aliás, como foi a lua de mel?

    Fiquei olhando minha mãe entrando e colocando a mala perto da escada, imaginando qual de nós duas estaria ficando louca, e pelos acontecimentos recentes comecei a desconfiar que era eu. Minha mãe me olhou com uma preocupação genuína, colocou a mão em minha testa e disse:

    – Onde está o João, querida?

    – Não sei…  –  Disse  sem saber o que estava acontecendo comigo.

    – Vou pegar um copo de água pra você, meu amor, acho que você está meio confusa…

    Vi minha mãe indo em direção a cozinha e um terror tomou conta de mim, o que estava acontecendo afinal? Escutei minha mãe gritando. Corri até a cozinha e vi o João caído no chão, com uma faca enorme cravada no peito, igualzinho eu havia deixado, no mundo dos sonhos.

    – Luíza o que você fez?

 

30 comentários em “O espelho de Morfeu – Priscila Pereira

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    1. Oi Neusa, obrigada pelo comentário. O espelho, coitado, era normal, a mocinha que surtou mesmo… mas como vc disse, nunca esfaqueie ninguém, mesmo que a pessoa implore!! kkk Bjooo

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  1. Nossa!! Que loucura!! hahaha
    Eu já acho que ela casou mesmo com o namoradinho de infância e surtou, surtou legal, surtou completamente!
    Eu diria que este é um conto de terror. Nossa, que tenso!
    Parabens, provocou sensações e de uma forma muito boa!
    bjins

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    1. OI Kindinha, você acertou completamente! Ela acabou cedendo as pressões de crescer e fazer o “certo” que ela surtou!! Obrigada pelo comentário!! Bjooo

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  2. Nossa, que conto legal, menina! Criativo, estranho, envolvente. Adorei cada linha. E que final foi aquele? Gostei demais. Então ela nem lembrava que era casada? O espelho era forte. Muito bom o seu conto. Quero ler mais destes.

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    1. Obrigada Iolandinha! Que bom que gostou… tentei fazer um terrorzinho, coisa leve, mas claro que não ficou como os seus… Mas já que você gostou, acho que estou no caminho certo. bjooo

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      1. Tá brincando? Adoro terror. Terror para mim é como jogar farelo para pombo, vou voando, rs. Gostei sim. Cheio de clima, surpreendente e insólito. Gostei muito mesmo.

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  3. Nossa… um conto de fadas que vira terror. A história é muito envolvente e o final realmente surpreende. Sugiro tirar essa faxina do meio do caminho. Só atrapanhou o desenvolvimento. Talvez você tenha colocado para justificar a chegada da mãe ou o telefonema, mas não caiu bem. Acho que o sonho contínuo ficaria melhor.

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    1. Obrigada Catarina, vou rever essa parte e tentar enxugar esse conto… tirei mais de mil palavras e ainda ficou gordinho… escrevendo e aprendendo…

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  4. Querida Priscila,

    Muito interessante sua abordagem sobre o verbo crescer.

    Crescer implica responsabilidades, mas, nem sempre estamos prontos para isso, não é?

    Gostei bastante da surpresa final e fiquei aqui indagando quanto ao fluxo de sonhos que você criou. Se pensarmos que o conto é construído através da ideia de espelho, ambas os mundos visitados pela personagem podem ser o “real”. Talvez ela sofra de algum tipo de esquizofrenia, talvez, apenas delire, com medo de encarar o mundo dos adultos, o casamento, enfim. Talvez tenha de fato assassinado o marido, talvez apenas o tenha acordado em um outro universo paralelo onde, também ele, por sua vez, sonha e acorda.

    Um conto que instiga, faz pensar e vai além do que está no papel (na tela). O que é ótimo, pois, ao meu ver, ao brincar com a ideia de multiversos, você, de certa forma, dá poder ao leitor que, também de seu mundo, poderá optar pela realidade que melhor condiz com seus anseios.

    Parabéns.

    Um belíssimo trabalho.

    Beijos
    Paula Giannini

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    1. Oi Paula, fiquei encantada com seu comentário!! Muito obrigada!Você pegou tudo, não deixou escapar nada. Eu gosto muito da ideia de escrever sobre multiversos, mas não sabia se daria certo… bom saber que deu!! Beijos pra você!!

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  5. Priscila, que contaço! Uma história envolvente, parecia uma narrativa a la Nárnia, mas o que vimos foi um drama, diria, terror, a psicose da protagonista, a negação do casamento, o mundo dos sonhos por meio do espelho, e o surto no final. Parabéns guria, bjs.

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  6. Oi, Priscila!

    Parabéns pelo conto, ele está ótimo e conta com várias nuances bem interessantes, a primeira vez que o li o efeito foi ficar de boa aberta rs, realmente fui pega de surpresa com o final, que não esperava de forma alguma. Tem todo um ar de magia, de conto de fada mesmo e quando menos se espera somos puxadas para a realidade em um drama psicológico complexo

    Novamente parabéns pela abordagem , pelo conto no geral!

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    1. Oi Amandinha! Obrigada pelo comentário, pela edição, pelas ideias, por ter me apoiado tanto nessa etapa! De coração! ❤

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  7. Olá, Priscila!

    Um conto supostamente infantil, supostamente de fadas, supostamente para acabar no ponto final. Mas ele remete a reflexões. O espelho funcionando como uma válvula de escape porque crescer exige um comprometimento que nem sempre a gente se sente disposta a dar. Concordo com a Catarina quanto à agência de limpeza, concordo também sobre ser um drama psicológico muito bem desenvolvido. Parabéns. Surpreendeu! Somente sugiro que seja feita uma revisão.

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    1. Oi Sandra, obrigada pelo comentário! Se você pudesse apontar o que precisa de edição eu gostaria muito!! Já revisei exaustivamente esse conto e não encontro mais nada pra arrumar. Acho que é difícil pro autor achar os erros sozinho né. Se puder apontá-los ficarei muito grata!!

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  8. Uau, q legal, q louco, q criativo seu conto! Um espelho como o da Alice, mas controlado por Morfeu! Sonhar é tão bom que a gente não quer acordar. E Luiza não acordou mesmo. Ou será que nunca esteve dormindo? Uma mistura de suspense, terror, uma aflição danada.
    Você já viu aquele filme A Origem, do Cristopher Nolan? Se não viu, veja, vc vai gostar!
    Muito bom seu conto, Priscila! Eu acho muuuuito difícil escrever esse gênero, parabéns! Adorei!!! Queria ter escrito isso! 😉

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    1. Oi Juliana, fiquei muito lisonjeada com seu comentário!! Muito obrigada!! Eu amo esse filme! Amo o mundo dos sonhos, da loucura, que bom que consegui expressar bem. 😀

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  9. Olá. Que delícia de conto! Adoro quando a história mexe com o psicológico e ficamos em dúvida do que foi ou não real. Escrito em primeira pessoa, ficou ainda mais enlouquecedor. Fiquei com pena dela na hora que ela percebe a realidade. Para contos e histórias ficcionais é muito bom, mas já pensou quão triste é a vida de pessoas com esses transtornos mentais? Na juventude sonhei em ser psicóloga exatamente para estudar a mente humana 😀
    Muito bom seu conto, parabéns! Abç ❤

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    1. Oi Vanessa, fico feliz que tenha gostado!! Eu sempre gostei muito do tema de doenças mentais, e sempre quis escrever sobre isso, fiquei muito feliz de saber que consegui escrever um conto que vocês gostaram!!

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  10. Tenebroso… Um conto de terror. Acho que você escolheu uma abordagem bem diferente do verbo crescer. A leitura correu bem, sem entraves. Foi angustiante acompanhar a personagem nessa história. Acho que se era para provocar medo e curiosidade, conseguiu em grande parte dela.
    Um grande e carinhoso abraço!

    Curtido por 1 pessoa

  11. Oi, Priscila!
    Excelente conto, você conseguiu com muito talento conduzir a história por um caminho de sonho e fantasia, levando a questão de crescer para o lado pessoal da protagonista, a questão da desistência do casamento, a mudança, enfim, e de repente descobrimos que elanão sonhava, que de uma forma,fuga ou doença,tudo aconteceu realmente, Luizatermina por se libertar do casamento, domarido, davida que ela não queria levar.
    muito bom mesmo, só precisa de algumas revisões.
    Bjokas!!

    Curtido por 1 pessoa

  12. Oi Priscila! Várias gratíssimas surpresas no seu conto. Além de uma história aparentemente sabrinesca, só que não e uma reviravolta e tanto no final, descobri-la uma escritora de textos assim, digamos, mais fortes, foi muito bom.
    Gostei demais da história. O surto da personagem com o casamento, uma ótima abordagem para o verbo, só revelado no final, chegou a dar uma invejinha…Queria ter sido eu a escrever sua história…rsrs
    Sobre alguns comentários que li a respeito da faxina, etc, minha sugestão seria fazer algum link da faxina com o desfecho, tipo, a personagem observar as facas da casa cuidadosamente arrumadas sobre a pia, algo assim.
    Na minha leitura, senti falta de um sanguinho na hora da facada no marido. Em cenas de horror, um pouco de sangue nunca é demais.
    Beijos, querida. O conto ficou demais!

    Curtido por 1 pessoa

  13. E eu pensando que ia ler um conto bobinho de Cinderela. Aff… podia participar do desafio Terror com este conto. Espelhos são sempre enganosos. Valeu a dica: ficar longe de objetos cortantes quando estiver dormindo. Adorei o suspense e o nó psicológico do seu texto. Valeu! 🙂

    Curtido por 1 pessoa

  14. Olá Priscila. Você chegou a decidir o que é real e o que é sonho neste conto? Ou deixou isso para o leitor? Analisando a história que li, penso que quase tudo foi um sonho e que apenas uma coisa é garantida: a protagonista não queria casar com o namorado de sempre.
    Se casou e o matou ou se sonhou tudo, não sei.
    Confesso que quando li que ela espetou a faca desconfiei que o assassinato fosse real, apenas em momento algum desconfiei que João fosse o tal noivo.
    Supondo que sonho tenha sido apenas o que é relatado como tal, então ela casou mesmo e matou o marido. Mas aí fica estranho ela não se recordar da conversa que teve ao telefone com a mãe. Para que a mãe possa surgir dessa forma, ela tem que fazer parte do sonho e nesse caso ele, o sonho (como tantas vezes faz) não é mais que o subconsciente da protagonista a alertá-la para o seu desejo íntimo.
    O conto dá espaço ao leitor para construir a história que quiser – adoro isso. Então você escreveu uma história e cada pessoa vai ler uma diferente. A que eu li, em resumo, fica assim. Luíza é solteira, vive ainda em casa dos pais e está noiva de João, namorado se sempre e com quem reluta muito em casar. Um dia ela sonha que terminou o noivado sem mais nem menos e saiu de casa dos pais, indo viver para longe, sozinha. Nessa casa tem um sonho que lhe afirma a cada momento que é real. No sonho ela não reconhece João e através duma montagem onírica é o próprio João que lhe demonstra o erro que seria se casassem. Acredito que, se Luíza casar com João, ela acabará por ter o desejo de matá-lo. Presentemente ela apenas deseja excluir o papel que ele desempenha na sua vida. Penso que no final da história fica uma vez mais por conta do leitor e que ela irá despertar e romper o noivado. Muito bom conto, mesmo que a história seja outra. Mas obrigada por nos ter oferecido um trabalho tão bem composto e que permite a cada pessoa que leia a história que bem entender. Parabéns.
    Um beijo.

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