Ficou a Espera – Fheluany Nogueira

 

O perfume sempre foi uma armadilha, consolo ou ilusão. Como o orgasmo no amor, o tempero no alimento. Uma mentira que ajuda, a espera de um novo dia.

 

Luzia era vizinha de Ernesto desde criança. Cresceram juntos, brincaram juntos, foram para a escola juntos. Claro que faziam parte de um grande grupo, mas os olhos de um eram voltados somente para o outro. Olhos cinza-amor em verdes-brilhantes, falando-mais-que-falando. Olhos de sussurrar, aconchegantes, aconchegando, e aquelas mãos chamativas. E era doce aconfagar os cabelos até o ínfimo das pontas. Acontecendo natural, como a coisa mais esperada, definitiva de todo. E foram se aceitando de comum acordo.

 

— Essa menina foi sempre muito doente. Não sei o que você vê nela — a mãe dele implicou.

— O cheiro dela é tão bom! Luzia me faz ver o sol, as flores — respondia o rapaz.

— É uma família esquisita. Ela quer é o seu dinheiro. — e por aí seguia a ladainha de mãe ciumenta.

— Não encha, mãe! Sei o que faço.

Ernesto fez faculdade, mas não quis se aventurar. Herdou do pai um mercado que conduzia com desembaraço; modernizou a empresa que foi progredindo. Devagar construiu uma boa casa, comprou móveis, tudo no capricho e ao gosto da amada. Assim que Luzia terminou o curso de Pedagogia, organizaram uma festança e casaram-se.

Era para ser mais um casal comum, filhos, churrasco aos sábados, missa aos domingos, passeios nas cachoeiras, viagens a Poços de Caldas, uma  NiKon que registrasse os eventos…

 

Mas o destino interveio. Poucos meses de casada,  a moça fazia um coque nos cabelos, quando sentiu um peso diferente nos braços , uma vertigem…

Ernesto lá da cozinha ouviu o baque. Entrou rápido no banheiro.  Pegou a mulher como uma pluma, carregou-a até o carro, dirigiu-se para o hospital.  Um reboliço.

 

Nem um médico que examinou Luzia soube diagnosticar. Os remédios prescritos não adiantaram. Dores a consumiam. As tonturas continuaram. Ela  não reclamava, consciente de que a dor faz parte da vida. Só que era dor demais. Era como estar se desmanchando — uma boneca de cera ao lado da fogueira.

— Ernesto, posso segurar em seu braço? Não consigo caminhar. Minhas pernas estão pesadas — a fala se arrastava pastosa, engrolada.  Sintomas, dificuldades se aceleravam.

 

Ernesto, deses­perado levou Luzia  para o Hospital-Escola, em São Paulo, onde os doutores ficaram de dar um jeito nela. Ficou em observação. Em poucos dias, estava totalmente travada, não movia mais nada, somente salivava e remexia os olhos nas órbitas, nem piscava. Teve um apagão geral. Viraram-na do avesso. Nos exames realizados, constataram que não havia nenhum estímulo nervoso, impulsos elétricos dizimados. Veio o coma com um diagnóstico pomposo — uma síndrome, uma polineuropatia. Tão moça e estava desenganada.

 

Meses correndo, e nada! Luzia, na mesma. Na CTI, dependente de aparelhos para respirar, para se alimentar, imóvel. Exames, mais exames e procedimentos Tratamento de ponta, todavia até então, inútil.

Ernesto vinha visitá-la, de início, diariamente. Depois uma vez por semana, a cada mês… Quase seiscentos quilômetros… Tinha  afazeres, responsabilidades. Famílias dependiam do emprego que ele dava. O mercado, a fazenda…

Um ano depois, a mulher ainda estava hospitalizada e sem dar mostra de possibilidade de recuperação. O marido passou do desespero inicial a uma angústia solitária, a uma vida desgos­tosa com ares de tristeza e acomodação. Vivia como se fosse viúvo, impulsionado pelo ruído surdo do trabalho rítmico, contínuo. E entardeceu para sempre. Ficou a espera….

 

A mãe de Ernesto encetou nova cantinela:

— Quero ser avó! Minha casa tá vazia. Preciso de distração. Luzia não volta mais. Eu não lhe disse que ela não tinha saúde.

O rapaz nunca esqueceu Luzia,  e nem andou metido com rabo de saia, até o dia da festa de São João, padroeiro da cidadezinha. Era dia, na quermesse, do leilão dos namorados. E, não se sabe, por que cargas d’água, os organizadores pediram para ele arrematar a prenda de Vitória, uma moça um pouco mais velha e sem namorado.

Depois da doença da mulher, até isso Ernesto começou a fazer: rezar. E ele foi à festa pensando: “rezo um pouco, arremato o brinde, ajudo a Igreja e o Santo faz um milagre”.

Aí entrou o destino de novo. Na quermesse, reparou como Vitória estava bonita, encorpada, olhos brilhantes. Arrematou o brinde oferecido pela moça, e deu-lho de presente.

— Quanta gentileza! — comentou uma amiga — Agora convide-a para dançar.

Foi então que Ernesto perdeu a noção de espaço e até de tempo. A realidade tornou-se difusa e o salão começou a rodopiar em torno dele. Era como se estivesse anestesiado e a sua alma se tivesse transferido para uma outra dimensão, feita de torpor e paixão.

A presença toda da mulher. O desejo doendo pesado… Os olhos quase moles, o corpo manso. O orvalho recente na pele era o dos pastos amanhecentes. Ernesto passou a frequentar a casa da moça e, meses depois, le­vou-a para a sua, aquela que havia construído para se casar. Quando Deus livrasse Luzia do sofrimento e a levasse, casariam no car­tório e na igreja. As famílias concordaram.  A primeira menina chegou nove meses depois. E, com ela…

 

Um vento veio vindo do fundo do tempo trazendo novas comoções:  Ernesto podia buscar a mulher, em breve. Estava em condições de ir para casa, teria alta no hos­pital. Não era mais a mesma, havia sequelas. Os braços até que estavam bons, mas as pernas… Não mais andaria — explicaram tudo direitinho pelo telefone.

 

Vitória indignou-se, não aceitava destinos! Não queria nada seu repartido. Ernesto não sabia o que fazer, ouviu o sermão da concubina e saiu desnorteado: “Preciso pensar…”  Trilhou os caminhos pesados do passado, amava em dor as duas mulheres. Mergulhou no rio e a água fria lhe devolveu, brusca, a realidade. Duas mulheres e encontrava–se solitário, magoado… O desconcerto que provocara em torno o afligia. O cinza mais cinza diante dos olhos.

Luzia era mais que esposa, era metade dele. Parecia que era sina, desde o nascimento, juntar as vidas dos dois. Agora, doente,  Luzia não podia ser desprezada e ele não desprezaria. Mas também não queria perder a Vitória. Tinham uma filha para criar. Não podia colocar as duas na mesma casa, porém queria as duas diante de seus olhos.

 

A solução encon­trada por Ernesto foi alojar a aleijada (Assim Vitória começava a chamá-la.) no  quar­to-cozinha, anexo ao mercado, um quarteirão de distância da casa.  Providenciou, de imediato uma pequena reforma com a construção de um banheiro privativo, as rampas e outros itens indispensáveis para as condições de Luzia. Haveria de conseguir também uma boa cuidadora. Se bem que, lá no Hospital, ela recebia um treinamento para ser o mais independente possível. Da fisioterapia jamais descuidar, foi o que recomendaram.

 

Ernesto buscou Luzia no seu carro, na viagem explicou o que lhe sucedeu nessa longa separação. Ela compreendeu, aceitou tudo com naturalidade, pois se julgava sem condições de  satisfazer o marido ou cuidar do lar. Queria só esperar a morte sem muita angústia, não pre­tendia atrapalhar a vida do marido, nem a de Vitória. Ninguém haveria de atingi-la. Pior ainda: ninguém poderia alcançá-la com a penetralidade rasa das explicações. No íntimo, o que sentia, era só dela…

Quando chegaram, foram recebidos fria­mente pela concubina  e pela mãe de Ernesto. Luzia  nem estranhou a recepção daquela que se punha como sua rival. Ela não achava isso. O problema era justamente Vitória. Mesmo percebendo que a primeira mulher não tinha condições de competir com ela, não se conformava por ter que compartilhar o homem.

As pressões continuaram. Luzia aceitava tudo, vendo o destino como uma fatalidade e sem guardar rancores ou culti­var ódios. Cozinhava e lavava a roupa apoiando-se no andador. Sua diversão era passear até o rio que cortava a cidadezinha. Com presteza, descia da cadeira de rodas, sentava numa pedra, com as canelas dentro d’água, os pés apoiados leve­mente no leito de pedregulhos e cantava melodias tristes. Os olhos traziam o mesmo ar doce de outrora e ela acreditava que Ernesto sentia a mesma ternura arrebatada de anos atrás.

 

A espera do irremediável. Vitória, cada vez mais ansiosa, esperava Luzia morrer, quase que cobrando a legalização de seu casamento. O marido delas também esperava, mas sem desonestidade, achan­do incrível como a primeira mulher resistia a tantas durezas na vida. Admirava-a mais ainda — tão frágil, tão forte. Disfarçava, dizia para Vitória que era questão de tempo, era só ter paciência.

 

Quem morreu primeiro foi a mãe de Ernesto. Um tumor. Sofreu demais. A ironia era que nos últimos tempos, quem fazia companhia para ela era Luzia. Comentavam as novelas, riam com a criança da família, bebiam chá com docinhos, quando o estômago da sogra permitia. Luzia, alternando andador e cadeira, era desvelos e carinho.

Nessa época, Vitória estava, no início de outra gravidez. Isso foi motivo para sentir-se um pouco vitoriosa e, se não eliminou, pelo menos diminuiu a sua ira contra a aleijada (como insistia em chamar a mulher “do papel”). Quando a barriga começou a crescer, visitou todos os pa­rentes do marido, anunciando a novidade. Todos se alegraram muito. Além de tudo, a gravidez já representava uma ocupação para ela e um alívio das pressões. Estranhamente conformada, sem atritos ou as suas costu­meiras irritações.

Foi aí que as coisas tomaram conta de Ernesto. Por mais que procurasse agir por si mesmo, os acontecimentos acabaram desviando a sua linha de ação. Foi subindo a encosta, abraçando os sonhos. Luzia era a primitiva, a única, miúda, contemplativa, vestida de gala.

A barriga de Vitória já se mostrava bem visível quando a vizinhança foi notan­do, que a barriga da aleijada também crescia. Ernesto  engravidou as duas quase que ao mesmo tempo, para espanto de todos, que achavam que as relações dele com Luzia eram só de amizade, que estava apenas cuidando daquela mulher até que a morte dela o aliviasse e não lhe deixasse dores de consciência.

Apenas a segunda mulher, milagrosamente, não percebeu nada, envolvida em procurar segurança, bem estar. Em setembro, teve um parto complicado. Forte hemorragia a fez definhar.  Foi mais um assombro do destino: em vez da atrofiada Luzia, quem morreu, então, foi a bela e, até há pouco, forte Vitória. A menina que nasceu escapou por um fio.  Ficou a esposa legítima, agora, morando na casa principal, cuidando, das filhas da outra mulher.

A gestação de Luzia era de risco, foi completamente assistida, cercada de todos os cuidados. Foram muitas as viagens a São Paulo. Em dezembro, foi a cesárea. Nasceu um menino.

Por dois anos, correu tudo normalmente. Ernesto, um pouco chocado, a vida meio que virada de ponta-cabeça ou apaziguada.  Incrível, de repente — a morte o levou. Um enfarte fulminante.

Luzia ficou sozinha, contrariando o que todo mundo espera­va, tendo ainda que cuidar de três crianças. Uma nascida dela mesma e duas da mulher que a maltratou, criados igualmente com amor, ternura e responsabilidade. Eram os três seus,  uma família! E, havia ainda o mercado, a fazenda e outros bens para administrar.

A mulher dura que combateu contra a foice da morte, deu conta do recado. Houve sempre um abrir de portas, um alerta que soube contornar.

 

Luzia está com oitenta e quatro anos, cercada de netos, bisnetos e aguarda, tranquilamente, a chegada de Sofia, a primeira tetraneta. Todos cheios de mimos e orgulho pela batalhadora. Um frasco de bom perfume é o que pede de presente a cada aniversário. Precisa estar cheirosa quando for se encontrar com o seu Ernesto. Ele a está esperando no Além, com ou sem Vitória.

 

26 comentários em “Ficou a Espera – Fheluany Nogueira

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  1. Esse conto caminha reto contra qualquer clichê. Quem esperava que Luzia ia sobreviver a todos os outros atores deste conto? O destino é irônico. Só fiquei triste com a morte de Ernesto, afinal, uma boa pessoa. Beleza de conto, Fheluanny. Muito envolvente, sensível, bonito, surpreendente. Gostei muito. Beijos.

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  2. Que delícia de ler o seu conto! Fico impressionada com a sua capacidade de criar histórias. Vc podia escrever argumentos de novelas, e as novelas não seriam tão maçantes! Quantas reviravoltas, quantos picos de emoção, quantos desfechos possíveis vão se formando na cabeça do leitor, a cada parágrafo! Muito interessante a sua interpretação do verbo morrer. Alguém que venceu a morte. Parabéns!!!

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    1. Obrigada por suas palavras. Tentei mostrar o outro lado da moeda, o não-morrer, como na música de Haikaiss:

      “Rimadores, mil motivos, artistas, atuações,
      Quais são suas intenções? Quais?
      Dois lados da moeda pra enxergar duas visões,
      Quais são suas intenções?”

      Beijos.

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  3. ADOREI o seu conto. Uma narrativa que prende a atenção do começo ao fim. A ironia da vida sempre nos surpreendendo. O que parece ser natural acontecer vira ao avesso nossas expectativas. Mulher guerreira essa Luzia, viu?
    Parabéns pela narração deliciosa. Beijos.

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  4. Foi irresistível. Um apaixonar-se por Luzia. Como em sua contação, pelo perfume, pela fragilidade ou pela força. Torci por ela a cada palavra. Vi o reverso da moeda. Era ela. E seu conto é um encanto. Uma deliciosa história de muitas mulheres. Todas contidas em uma só.
    Eu amei esse conto!
    Obrigada por me proporcionar essa maravilhosa leitura.
    Um grande e carinhoso abraço!

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  5. Oi, Fátima,

    Tudo bem?

    Seu conto é intrigante. A trajetória de uma mulher e toda a sua vida (ou quase).

    É interessante notar como sua narrativa parece real. A impressão que se tem, quando se lê, é que sua personagem se trata de alguém conhecido, de tão real é a trama. A vida, alheia a qualquer desfecho que se espere dela, caminha, tem seus meandros, suas próprias surpresas, e não parece “se importar” muito com os nossos planos.

    Mais que sobre morte. O conto é sobre o inexorável destino. E o caminho de cada um, independente da vontade dos outros. Independente de nossas próprias vontades. Na vida há bem mais material para ficção do que se possa imaginar, nela, o inverossímil se faz verossímil.

    Parabéns.

    Um conto forte e com muita personalidade, como já é marca de seu trabalho.

    Beijos
    Paula Giannini

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    1. Que bom que você tenha gostado desta historieta. A mente humana é realmente fascinante e intrigante, destinos se cruzam, mas cada um é responsável por sua condição. Obrigada, Paula pela leitura e comentário incentivante. Beijos.

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  6. Olá, Fátima! A vida nos prega peças, não é mesmo? E o que é esperado nunca se concretiza, muito pelo contrário. Um texto de esperança para os que sabem esperar. Quem espera sempre alcança, um ditado-clichê, mas que revela uma certa verdade, sem falar do embate entre o bem e o mal. pena que na vida, pouco disso se vê. Muito bom!

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  7. Gosto muitíssimo do seu estilo, Fheluany, e dessavez não foi diferente.
    A narrativa flui fácil, dá vontade de chegar logo no próximo parágrafo e descobrir o que vai acontecer.
    E o que acontece, aqui, é demais, uma surpresa encantadora – apesar de triste -, que nos faz refletir e concluir que sim, a vida é aquela velha e bela caixinha de surpresas.
    Amei o seu conto, amei os personagens, super carismáticos, e admirei muito a força com que você desenvolveu e defendeu o ponto de vista de caeda um.
    Ótimo, meus parabéns!

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  8. Olá! Me pareceu a narração de uma historia real.. realmente a observação da vida ao nosso redor dá histórias muito mais imaginativas do que poderíamos imaginar sozinhos.. rsrsrs
    Luzia é uma personagem e tanto! Todos são! Gostaria de saber mais de seus sentimentos e pensamentos, entrar em sua psiquê.. mas entende q se a historia é real vc nao quis ‘imaginar’ um mundo interior pra esta personagem… de um exemplo tão forte de superação e amor!
    Um abração, Fátima!

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  9. Olá Fátima,

    Adoro suas histórias e seu estilo de narrar. Nesse conto, em especial, os neologismos e um entremear do poético com uma linguagem mais prosaica me encantaram. Há momentos em que sua história me soou como um relato inspirado em algum fato real, mas acho que é o seu talento de criar atmosferas e personagens que dá esse toque de realidade. Beijos! Sempre muito bom mergulhar nessas suas histórias.

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  10. Obrigada pela leitura e comentário tão especial! Teria existido ou duas mulheres como Luzia e Vitória cujos destinos se cruzaram de tal forma? O adágio afirmando que, muitas vezes, a realidade supera a ficção seria verdadeiro – uma fina ironia. Beijos.

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  11. Um conto que nos faz pensar. Não gostei do personagem Ernesto, um cafajeste. Se ele resolveu deixar a ‘aleijada’ que a deixasse de vez, agora, engravidar as duas ao mesmo tempo? A morte dele não foi nenhum pouco sentida por mim… A cultura do machismo tende a fazer as pessoas acreditarem que as mulheres têm a obrigação de satisfazer o homem, tanto fisicamente quanto psicologicamente, e não foi diferente aqui. As duas mulheres ‘disputaram’ o amor de um homem, e no fim, a mais ‘boazinha’ ainda teve que cuidar dos filhos dele. Bom que Luzia sobreviveu a tantos ‘quereres’ de sua morte,mas mesmo assim, senti raiva desses personagens que usaram (ao meu ver) uma máscara de fingimento.

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  12. Que novela linda, menina! A relação de Ernesto e Luiza era tão profunda que, não faria diferença a existência, terrena ou celestial, de Vitória. Gostei também da forma enxuta com que você trabalha a longa saga da família.

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  13. Olá, Fátima. Gostei muito do seu conto, da história, do desenrolar com todas essas reviravoltas que a vida dá, sempre superando a melhor ficção. Mas o que gostei mais, foi mesmo da verosimilhança. Com facilidade e simplicidade, você deu corpo e alma aos personagens e eu senti que estava a ler o relato de um caso verdadeiro. São assim as melhores histórias, essas que se fundem com o real. Gostei muito. Parabéns.

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  14. Oi Fátima, gostei bastante da redenção de Luzia, o destino fez com que, mesmo com toda a sua bondade, desse um tapa na cara no marido, na amante e na sogra, pois passou a perna em todos, teimando em sobreviver, uma bela reviravolta da vida, no final. Parabéns, bjs.

    Curtido por 1 pessoa

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