Paladar do Amor (Fheluany Nogueira)

 

Paladar do Amor

 

Um homem quer uma mulher. O homem é forte. É forçoso que a mulher ceda? A vida é um jogo.  Quem dá as cartas?

Déa olhou para a janela. Gosto de maio, doce gosto, gosto e torpor. Maria, noivas, mães… Tudo vige e freme, maio é denso, determinado, personalista, faz acreditar na natureza, no imponderável… Havia um magnetismo nos seus gestos que a tornava uma espécie de líder natural. Na família, todos faziam o possível para estarem ao seu lado, sentiam uma necessidade irresistível de lhe realizar os desejos. Era algo que transcendia o normal, o lógico, e se manifestava, principalmente, quando o misterioso perfume da peônia rescendia sensual e inesquecível.  Taurina, obstinada, com garra e força de vontade para alcançar os objetivos, desejos e sonhos, capaz de guardar qualquer segredo e passar as melhores orientações. Suas respostas eram repletas de sinceridade. No caso da amizade, ela era incrível para se ter ao lado.

Um batido quente-lento na porta. Déa foi abri-la com o peito fremente. Fui eu mesmo que inventei a batida ou foi o vento?

— Sou eu, bem! Esqueci a chave! Abra logo! O vento sopra forte, é… o inverno se anuncia — a voz de Haroldo escorria no espaço, destemida e carismático. Na sala, ele continuava alvoroçado… — Lá fora está um sol preguiçoso. Tão típico! Trouxe morangos, salsa e nosso doce de amendoim, sem açúcar, é lógico. Você se perde nesses sabores, hein?

Déa sorria grata à vida. Quarenta anos juntos, quatro filhos, oito netos e ainda trocamos pequenas alegrias. Pegou no vaso com o pequeno cacto que tinha recebido de presente na Páscoa. Ou teria sido no outro ano? Depois de um tempo, parecia ter estado ali desde sempre. A flor-de-seda era um mimo da natureza que dava colorido ao ambiente para deixar a casa mais bonita! Ajeitou a mesa abanando a cabeça para o marido que lhe acarinhava as coxas. Prezavam a fidelidade e respeito acima de qualquer coisa. Ela só precisava ter cuidado com os momentos de explosão do leonino, que poderiam ser bem destrutivos. Bastava que tivesse paciência. Haroldo era altamente dramático. Perfeito para ela que adorava um romance de cinema. Fomos cúmplices na medida certa? Felizes?

A cada despertar

Com ânsia buscar

O toque na pele,

Troca de olhares,

Sorrisos recíprocos…

 

O calor do café,

O odor do feijão,

A dor de pequena separação…

Tagarelar com os amigos,

Caminhar sem destino,

Cantar com os passarinhos,

Aceitar as fraquezas,

Cozinhar para o amado,

Dizer “bom dia” a um estranho,

Ler um bom livro,

Em si mesmos acreditar…

Buscar alternativas simples,

A cada passada improvisar;

Ousar sem medo do imprevisto!

Viver e sonhar…

E, amar intensamente!

Não escolher o conveniente,

O superficial abandonar,

Não sufocar as expectativas

Em cada situação arriscar!

À tarde, caminhar,

Juras renovar!

Das cãs orgulhecer…

Em companheirismo permanente,

Juntos envelhecer!

O início

Uma esquisita e doce saudade. Às vezes, paisagística e delimitada. A loja com portas largas que davam para a praça, o jardim com árvores muito verdes, moitas de coroa-de-cristo, um cheiro intenso. O que ficou mesmo foi o cheiro! Um perfume vermelho que numa manhã de sol e sombra carregava por alamedas, cheias de folhas e flores… onde não se sentia o corpo com suas mágoas ou alegrias.

Haroldo descia a rua, atravessaria a praça para chegar ao posto de saúde onde era dentista. Recém-formado, mas já com emprego, concursado. A menina conhecia a rotina e correu para uma das portas da loja. O coração disparado: lá vinha ele, de branquinho, rosa vermelha na mão:

— Uma flor para minha Déa! — sorrisos. Era só o que ele dizia e continuava seu trajeto, autoconfiante e agressivo (no bom sentido). A garota, sem palavras. Sensação quente resvalando pela garganta, perfume apenas perceptível, luz grossa, irradiante. Eram férias de verão.

Déa morava em cidade vizinha com a avó, ia para a casa dos pais em dezembro-janeiro e julho. Seu tempo era para brincar com as irmãs, ler José de Alencar, ver desenho na tevê. Ela não tinha nenhum compromisso, até a tarde, quando o ritual se repetiria — Haroldo retornaria, a rosa seria substituída por uma paçoquinha de amendoim, “Amor” era a marca. Parecia-lhe que a vida se iluminava. Depois das palavras ternas e a entrega do mimo, o rapaz subiria a rua sob os olhos analíticos, sem se voltar.

Clube do cinema era o ponto onde a mocidade se reunia para conversar, dançar ou simplesmente ouvir a Jovem Guarda, Elvis Presley ou Beatles. Déa, depois de muito insistir com os pais, conseguira permissão para frequentar o local — das sete às oito e trinta, três dias da semana — muito tempo para os seus onze anos. Haroldo percebera esse horário e já estava ali para ensiná-la a jogar pingue-pongue, dançar.  Mais tarde encontraria a namorada…

Outro verão. Tudo acontecia igual, quase… as emoções cresciam.  Naquela tarde, Déa ficou esperando, esperando… Sumiu na música, olhos semi-fechados: a essa altura ele não virá mesmo. Deve ter trabalho, ou viajado. Tenho que voltar ao encontro com a lagartixa… Quando lhe jogava bolinhas de papel, a lagartixa corria em direção à trinca da parede. Depois ficou exausta num desvão. Foi aí que se olharam de frente, a menina e o bicho. Fazia solidão… Entrou em casa chorando, o pai balançou a cabeça. Teria que dar um jeito nisso, sua filhinha era ainda uma criança para esse tipo de dor.

O pai parou o moço na rua, explicou-lhe a situação.

— É apenas um agradinho. Dea é esperta, sabe que temos muita diferença de idade, sabe que tenho namorada. É brincadeira…

— Para ela não é… Afaste-se, por favor!

Detrás da porta, a mocinha ouviu o diálogo. Duas palavras lhe ecoavam na cabeça: É brincadeira… E doía, como doía! Tomou decisão — tinha vergonha na cara. Nas férias seguintes foi viajar com a avó; na sua turma da escola, arrumou um namoradinho. Enfim, os episódios repetidos por dois anos foram esquecidos.

Haroldo foi buscar sua irmã no internato do colégio das freiras. Daria carona para mais duas colegas dela que moravam na mesma cidadezinha. Era véspera do dia das mães.

— Gosto de um rapaz mais velho, mas ele não me leva a sério —  Déa confidenciara às amigas, dias atrás.

As garotas organizaram-se no carro e deram o lugar na frente para Déa. Entenderam logo de quem era que ela gostava. Haroldo olhava-a absorto. Achava que ela tinha desabrochado naqueles cinco anos. Havia virado moça, ajeitada mesmo. E julgou que estava inclinada para o seu lado.

Na viagem, a conversa variava: o tempo, a Semana Santa, o mês de maio que se aproximava, atrizes de sucesso…

– Você é mais bonita do que todas! — Haroldo cochichou no ouvido de Déa.

 À noite Haroldo pediu a Déa para caminharem juntos pelas alamedas do jardim e, no outro dia dançaram na churrascaria. No domingo de Páscoa, a garota recebeu chocolates e flores, passearam juntos e trocaram o primeiro beijo.

Sabíamos …

Sabíamos o que era completude,

Mas não conseguíamos materializar!

 Sabíamos …

O amor nos daria

Rendição inevitável…

Somos partes integrantes!

 Sabíamos …

O amor nos derrubaria

Altivez dubitável…

Somos partes complementares!

Sabíamos …

A reunião das partes no todo,

Alimentaria a sempre emoção!

Ah! Em toque nos unificar…

O jogo. E nesse jogo o tempo em atropelos, cada minuto uma batida mais forte dos corações convulsos e tudo muito claro, muito azul, não havia chuva caindo.

— Olhe! Eu subo bem na ponta da árvore e você não faz isso…

— Quer apostar?

Todo um cenário móvel se construía: braços em movimento, pernas em passo de dança, o descair da cabeça; e, dos lábios, miúdas, coloridas pela luz do rosto, as palavras, ou meias palavras. Ou uma interrogação. Cada atitude uma interpretação móbil, sem sons, inarticulada, e um mundo vibrátil por dentro. Morangos tensos, goiabas em maturação, densas folhas verdes.

Naquele ano, Déa recebeu o diploma de normalista, já com a aliança na mão direita. Quando a paixão é correspondida, vive-se com intensidade. Foi uma fase boa. Os pais relutaram em aceitar, desejavam que a filha estudasse, porém terminaram por concordar. Casaram-se em maio.

Viver e amar…

Amar total e intensamente!

O amor é o único mandamento,

Não fingir o que não é,

Não culpar o outro.

Ser consciente, ser receptivo…

Ter inteligência pueril,

Ter a fé da criança…

Ao olhar o céu, ao olhar a luz,

Ao olhar os pássaros, ao olhar as flores!

Responder às constantes mudanças,

Aproveitar a vida a fundo,

Com amizade, com meditação!

Viver e amar…

Amar total e intensamente…

E viveram felizes para sempre? Não… todo casamento tem suas querelas. As manhãs surgiam, muitas vezes sem o bater dos sinos, as flores ligeiramente orvalhadas tinham um doce sabor de frio, mas ele enxergava a companheira a seu lado. Se não a descobria de imediato, acabava por encontrá-la, quase sempre em ângulos inesperados, bela, e se vinham chegando na noite musicada.

O lado generoso do homem maduro e consciente bateu forte, superprotetor, exigiu que ela continuasse os estudos. E assim que nasceu o primeiro filho, dez meses depois, Déa foi para a faculdade de matemática. Ele não podaria o futuro dela.

Os ciúmes eram recíprocos (não tinha como ser diferente!): Déa se ressentia da experiência dele que namorara muito e ela era apenas um criançola; ele se preocupava com a juventude dela, o entusiasmo, a intensidade. Haroldo a introduzia não só na arte do amor, mas a ensinava a cuidar da casa, da cozinha, do filho.

—  Não discuto com você, é teimosa demais!

— Não estou comprando briga, sou prática!

— É — e sorria, pondo tudo, sem demonstrar esforço, ao nível do natural.

Assim, ao fazer arroz pela primeira vez, Déa foi colocando água e mexendo — uma papa… O rapaz se serviu sorrindo, sempre. Na refeição seguindo pediu para refogar o arroz e que ela o observasse. Ela aprendia rápido.  Preparara-se para as mudanças. Tinha o instinto de sobrevivência da águia. Perder o amado… ou enfrentar um doloroso processo de renovação: voar para o alto de uma montanha e lá se recolher em um ninho próximo a um paredão. Um local seguro de outros predadores e de onde, para retornar, ela necessitaria dar um voo firme e pleno; bater o bico encurvado contra a parede até conseguir arrancá-lo. Enfrentar a dor! Esperar o nascer de um novo bico e, com ele, arrancar as velhas unhas. Com as novas unhas, arrancar as velhas penas — lutar, mesmo sabendo que as transformações seriam dolorosas.

Amor sem mazelas

É apoio irrestrito,

Não é complacente,

Mostra, se preciso,

Os erros cometidos.

O amor verdadeiro

Nunca envelhece;

Natural e belo permanece.

Sem mazelas, o amor

Suplanta fraquezas,

Ampara travessias,

Abre ferrolhos,

Irradia alegrias…

O amor autêntico

Acalenta no abraço,

Com ânsia e compasso…

A paixão correspondida foi vivida com intensidade, trouxe variedade de experimentações. Às vezes, a predominância de denso, do pesado, outras vezes surge o deslizante, o fácil e musical. Gostoso era cair nas águas de uma piscina, arrebentação. O calor, a água que amaciava a pele — volúpia mansa. Os dois perdidos na imensidão daqueles vinte metros, navegar mares bravios, lutar contra monstros ferozes. Ali se perdia a contextura mística e eram densamente animais de carne.

Quando passou, ficou o amor. Ora, como era impossível não amar — os leves sonhos que foram tomando forma, uma estrada definida… Arquitetura de um mundo particular entrecortado por contrações de espanto, alegrias ou pânico. Não havia mais os arroubos, só que o que foi feito não poderia ser desfeito. O amor, se mais lerdo, também dominava. Ele e ela já não eram os mesmos. Eram partes do “nós”. Ficou aquele apego, uma sensibilidade que trazia complacência, indisposição para voltar a ser o que eram antes. O amor correspondido era o fim da independência.

Quanta coisa se formou com cuidado, levou tanto tempo. A vida é simplesmente usufruir dela, deleitar-se… Nada de conflitos, reviravoltas.  Amar sem julgamentos. O casal descobrira que o amor não era apenas uma maneira de melhorar a vida — era um instrumento para salvá-la.

E, se alguém indaga por Déa ou Haroldo, a resposta é imediata:

—Estamos em casa!

 

 

 

 

 

 

26 comentários em “Paladar do Amor (Fheluany Nogueira)

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  1. Olá, Fátima! Vc está bem? Tenho notado nos textos que tenho lido nesta etapa que a vida normal tem sido a escolha de algumas autoras. Eu tenho dificuldade em escrever sobre o dia a dia, e acho muito legal encontrar um texto como esse que romantiza e torna poético o que poderia resultar em algo simples. A arte de tornar lindo um cenário com uma paleta de cores em tons pastéis não é para qualquer uma, não é para mim, então eu só me sento na plateia para me deleitar com tanta competência em contar esta linda história de amor que deu certo. Parabéns e torcendo aqui pela sua plena recuperação

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  2. Um texto delicioso de ler. Relato poético, sensível e que soa verdadeiro de um amor antigo plenamente realizado. Muito bom, Fátima! Um bálsamo nesses tempos tão conturbados. Beijos.

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  3. Oi, Fátima!
    Lindo seu conto sobre as etapas do amor, o paladar do amor…o instante em que acontece – mistério -, os obstáculos a que estamos sujeitos e que trazem tanta infelicidade, a descoberta de que tudo pode ser resolvido, a intensidade da vivência do amor – o primeiro, talvez, o mais verdadeiro – e o último, o mais importante.
    Construções realizadas no dia a dia, no (re)conhecimento, no cair e levantar – a si e ao parceiro(a).
    como é bom ter um companheiro de vida, e como às vezes demoramos para encontrá-lo, para reconhecê-lo.
    Viajei aqui com seu conto, desculpe, o que eu quero dizer é que está perfeito, de um lirismo único, muitíssimo lindo.
    Muitos beijos!

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  4. Um texto primoroso que mescla prosa e poesia. Gostei muito das pitadas sinestésicas, condensando sentidos e sensações. A narrativa suave, plena em passagens sobre o desenvolvimento do amor maduro, desperta o interesse de imediato. Uma bela história de amor!

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  5. Conto bem poético, através da intimidade de um casal demonstra o amor na vida real, nas pequenas coisas, na prática. Gostei dos versos intercalados, a evolução do casal. Bonita história!

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  6. Particularmente não sou a favor de um relacionamento onde o homem seja bem mais velho que a mulher (ou vice-versa). No conto, essa diferença não foi explícita, mas percebemos que ela existe, porém, não foi problema para o casal. O amor é a forma mais bela de se viver a vida, todavia, a mais dolorida. Sorte desse casal que conseguiu passar pelos obstáculos de forma madura. Um belo conto…
    Abs ❤

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  7. Um texto poético, com uma demonstração de amor real, não que os outros não sejam, mas aquela relação sem holofotes, sem retoques, cotidiano, o amor do dia a dia, com as dificuldades tendo que ser resolvidas sem soluções mágicas.

    Gostei bastante da evolução do casal, uma trajetórias sem grandes percalços, sem viradas mirabolantes , apenas a vida passando por eles, e eles passando por ela.

    Muito bom, texto com um capricho único, seu, sua especialidade.

    Parabéns!

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  8. Oi, Fátima,

    Tudo bem?

    Incrível sua capacidade de contar uma vida inteira em um conto, sem deixar a sensação de lacunas, com direito à virada e recomeço, além de muita poesia e reflexão. Seu texto é prova de como o cotidiano pode ser profundamente explorado.

    Um trabalho que daria um belo romance. De forma doce e sutil, a personagem se descortina ante a nossos olhos e o melhor, tem uma pegada brasileira.

    Parabéns.

    Como sempre, seus textos são maduros e sensíveis.

    Beijos
    Paula Giannini

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  9. Procuro sempre trabalhar o cotidiano, o corriqueiro porque vejo a beleza da vida comum. Obrigada pela leitura e comentário gentil. Gosto de tudo que você escreve, mas sobretudo as receitas. Beijos.

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  10. A narrativa poética de um amor que deu certo, de uma menina quem virou mulher pela ótica do amor, o tempo se encarregando do encontro, um homem maduro com a paciência necessária para ver a menina desabrochar, mesmo sendo leonino, rsrs. Belas construções, com cheiro de primavera, mesmo sendo um outono de maio. Parabéns, Fhe, bjs.

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  11. Olá, Fátima! em primeiro lugar, desejo que você se restabeleça plenamente. Saúde em primeiro. Em segundo, seu conto – de um amor assim tão familiar – me remeteu ao livro de Francisco Azevedo, O Arroz de Palma. Não sei se você já o leu, mas o tom é muito similar. Não há grandes rebuliços na história de vida das personagens, mas tudo nos encanta porque parece ser a história de gente como a gente. Nada de reviravoltas mirabolantes, grandes sofrimentos, mas o conflito existe , há vida e há paixão, o sabor inconteste do amor que nos alimenta e fortalece. Muito bom! Parabéns pelo texto singelo.

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  12. A vida tem sons que pra gente ouvir… Bem dizia a música. Precisa mesmo é ficar atento porque a poesia do nosso caminhar está por todo lado. Começo, meio e fim. Basta uma olhadela mais apaixonada, um gesto mais terno e despretensioso, mesmo na simplicidade da vida. Nem sempre conseguimos falar sobre o que, para a maioria, parece comum e sem poesia. Mas você deslizou pelo texto, e me fez mergulhar nele e lançar um olhar mais carinhoso para essa tarde fria de domingo, agasalhada de garoa. Parabéns pelo texto e poesia. Um grande e carinhoso abraço!

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  13. Fátima, que maravilha descrição do amor e do seu processo de amadurecimento, que é tão longo, por vezes penoso, sempre sujeito a muita aprendizagem e a códigos que se estabelecem na cumplicidade das palavras que não se fazem necessárias. Uma linda história de amor, como tantos de nós vivem ou viveram. Lindo. Beijos.

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