Back to home – Evelyn Postali

 

Bichinhos de pelúcia. Caixinha de música. Livrinho de histórias. Ela cresce até fazer-se carne e osso, até ganhar altura, até marejar os olhos pela primeira vez. É um choro de vida de contagem regressiva, ali: começo, meio e fim. Dela, não se pode escapar, nem fingir estar em outro lugar, apesar de querer. É assim que é e assim sempre será.

Balinhas de goma. Pirulitos coloridos. Biscoitos açucarados de anis. No diário de bordo, balbucios, coisas soltas, até a articulação tomar forma. Ganha corpo, mas ganha alma, essência. Coisa que humano tem, mas esquece de ver no resto de tudo. Poemas em prosa. Poemas em verso. Risos a correr, crianças a correr, balões a alcançar o infinito.

Dedos finos, movimentos ágeis, ela encanta e se encanta ao som do mar e das montanhas. Pés desnudos em ruas calçadas, casas decoradas, janelas floridas abertas e portas fechadas. O amor a toma nos braços e a leva para longe. Porque, longe é um lugar que não existe.

Promessas cumpridas, promessas desfeitas. Assim na Terra como no céu com diamantes de uma Lucy que só existiu na canção. Ela dança a melodia e a juventude na rua parece enlouquecida. Calças boca de sino, lenços coloridos na cabeça, cabelos encaracolados e gritos de paz e amor. Não há nada mais rebelde do que as cores inundando o asfalto.

Livros e mais livros para assimilar tudo o que puder. Porque de muitas vidas se fazem as páginas e de página em página vai entendendo que os mecanismos são diferentes. O mundo é grande, muitas línguas, muita gente. Não há engrenagens ou botões para desligar. Matemática, História, Geografia. Economia, Política, Filosofia. Não tem como desconectar a loucura da paixão.

Ah… A paixão. Entre juras de um amor de verão e viagens ao redor do mundo, porque da ‘aldeia vejo quanto da terra se pode ver o Universo’, ela entende por que ‘coração é terra que ninguém vê’. Nem a Poesia, nem a Arte, nem Van Gogh, ou Kahlo, ou Monet explicam ou salvam alguém. A paixão é um desatino.

A vida dentro de outra vida gera sentimentos confusos, uma dor infundada, uma felicidade inexplicável, e saudade de coisas distantes, permeando o entrelaçamento dos dias. Noites em claro, sorrisos, choros, e a balança a marcar um peso que a alma não tem. Imprecisa é a medida dos homens. Eles não veem a leveza do universo, mar de estrelas a pontilhar o céu noturno, mostrando caminhos auspiciosos aos empreendedores da jornada.

A ela, juntam-se as flores de um jardim cultivado. Amarílis, margaridas, miosótis. Desenham as cores afixarem-se na retina, encantamentos de uma vida plena e determinada. Elas inundam de perfume a pele e embalam  com cantigas de ninar e de rodas dois olhinhos espertos a sorrir pelas travessuras.

Uma queda, um adeus, uma perda. Tão rápido. Tão fugaz. São coisas da vida, meus sentimentos. Vão-se os dias, as noites, meses e anos. Os cabelos a embranquecer, a cidade a se modificar, as pessoas indo, vindo, não voltando mais. Leitos de silêncio e ausência e lembranças em fotografias. A tecnologia aguardar os momentos de quem não os vive propriamente.

Não há despedidas, nem medidas de amar outra vez. Palavras são vazias e amor é só uma delas. Despedidas e amores são tormentos do tempo a infernizar a alma, mas a missão está cumprida. Finda. Esgotada.

Ela dança ao redor das árvores, sobre a grama do parque, perto dos brinquedos. Não há crianças, nem a sua criança, nem criança alguma. Não há alegrias, nem brincadeiras. Eles se foram. Os balanços vazios se movem devagar, como se a tristeza de não se ter a infância quebrasse a alegria de um tempo do qual não se devesse sair.

Roda e roda e roda, assim como as folhas douradas ao vento, esse elemento arredio a começar a varrer o chão. Levanta uma fina camada de poeira, rodopiando, elevando, arrastando, em um furor de começo manso, contido. Depois, é um delírio. O mundo gira num respirar medonho. Redemoinho! Nuvens a correr, gente a correr. Chapéus, sombrinhas, papéis,sonhos.

O céu acinzenta, as nuvens fraquejam.  Gota após gota, a chuva, em cortinas de lanças transparentes e frias, despenca em vertiginosa corrida para o seio da mãe. Faz brotar a semente, ressaltando a existência em fuga desesperada da secura da terra. O pó dos dias é rebatido e atenuado. É preciso seguir! É preciso seguir…

O vento a carregar as nuvens é o mesmo vento a levar para longe a chuva, em linhas esbranquiçadas a ondular o céu até o horizonte.  Não há mais respingos. Apenas o cheiro de terra elevando-se e invadindo o ar.

É começo de outono e as últimas andorinhas ainda revoam. Ligeiras, espertas, auspiciosas, em batalha contra a ventania. Logo, partirão para o norte, para onde o calor ressuscita as almas e desencadeia e balança os corações para o amor. Assim acontece o ano todo, desde sempre e para sempre. Andorinhas, andorinhões, de um preto azulado reluzente, contrastando com o branco do peito.

Todos os relógios param. Será,então, outra vez amanhã? Onde estão os ponteiros? Onde estão as horas? Quem roubou o tempo no pátio da escola? Quem roubou as histórias? Não há letras, nem palavras. Tudo se perde até surgir a saudade. É ela quem arruma a casa, a mesa, a cama; é quem fecha as janelas,desliga as luzes, mergulha na solidão.

Põe-se descalça de tudo o que tem. Sapatos para longe. Criam-se asas em seus pés. Quase não os sente sobre o verde e se contagia com o arrepio da carícia. Lembra-se de pezinhos infantis a tocarem o chão dando os primeiros passos. Dispara a correr querendo engolir a imagem, afogar a lembrança.

O chão desenreda os caminhos e tece trilhas estreitas. Serpenteia entre trepadeiras a despencar dos galhos mais baixos das árvores. Como salgueiros chorões, a estender os braços em busca de abraços que não acontecerão.

O céu, no alto abre-se em um vão transparente. As nuvens se dissipam e um túnel de vento desce suave. Uma última olhada na morada terrena e ela sobe. O universo cintila. Uma imensidão tranquila e silenciosa. “Pó das estrelas, pétalas do Sol, nuvens do Cosmo. Enxergai, ó borboletas celestiais. Enxergai! Estou voltando para casa. Finalmente, para casa.”

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Nota:

Imagem de Renatha-Gomes.deviantart.com on@DeviantArt

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Teddy bears. Music box. Storybooks. She grows to become flesh and bone until she gains height, until she shed tears for the first time. It’s a cry of life, a countdown: beginning, middle, and end. No one escapes from it, nor pretend to be anywhere else, despite wanting to. This is how it is, and so it always will be.

Rubber gloves. Colorful lollipops. Sugared aniseed biscuits. In the LiveJournal, babbling loose things until the verbal takes shape. She gains body,  soul, essence. Something that human has, but forgets to see the rest of everything. Poems wrote in prose. Poems wrote in verse. Laughter to happen, children to run, balloons to reach the sky.

Fine fingers, agile movements, she enchants and marvels at the sound of the sea and the mountains. Bare feet on sidewalks, decorated houses, open flowered windows and closed doors. Love takes her in its arms and takes her away. Because far away is a place that doesn’t exist.

Promises fulfilled, promises broken. As it was on Earth, it is in the sky with diamonds of a Lucy that only existed in the song. She dances the melody and the youth in the street seems crazy. Bell-studded trousers, colored scarves on the head, curly bangs, and cries of peace and love. There is nothing more rebellious than the colors flooding the asphalt.

Books and more books to assimilate everything she can. Because the pages are made of many lives, and page by page she understands that the mechanisms are different. The world is big, there are many languages, lots of people. There are no gears or buttons to turn it off. Mathematics, History, Geography. Economics, Politics, Philosophy. There is no way to disconnect the madness of passion.

Ah… the passion. Between the vows of summer love and travels around the world, because from the ‘village I see how much of the earth you can see the Universe‘, she understands why ‘heart is a land that no one sees‘. Neither Poetry, nor Art, nor Van Gogh, or Kahlo, or Monet can explain or save someone. Passion is foolishness.

Life inside another life generates confused feelings, unfounded pain, inexplicable happiness, and longing for distant things, permeating the interweaving of days. Nights in light, smiles, tears, and the scales to mark a weight that the soul doesn’t have. Inaccuracy is the measure of men. They do not see the lightness of the universe. A sea of stars dotting the night sky, showing auspicious paths to the entrepreneurs of the journey.

To her, the flowers of a cultivated garden are joined. Amaryllis, daisies, forget-me-nots draw color to be fixed on the retina, enchantments of a full and determined life. They flood the skin with perfume, and they sing a lullaby in a circle with songs into two bright little eyes to smile at the mischief.

A fall, a goodbye, a loss. So fast. So fleeting. These are things of life, my condolences. The days go by, the nights go by, months and years. The hair is whitening, the city is changing, people are leaving, people are coming and leaving again, and they do not come back. Beds of silence and absence and memories in photographs. Technology keeps the moments of those who do not live them properly.

There are no farewells, no measures to love again. Words are empty, and love is just one of them. Farewells and love are torments of time that doom the soul, but the mission is fulfilled. Completed goals.

She dances around the trees, on the grass of the park, near the toys. There are no children, no child of hers, no children at all. There are no joys, no jokes. They are gone. The empty swings move slowly as if the sadness of not having one’s childhood breaks the joy of a time from which one should not leave.

Wheel and wheel and wheel, as well as golden leaves in the wind, this element begins to sweep the ground. It raises a thin layer of dust, swirling, lifting, dragging, in a furor of tame, contained. Then it’s a delusion. The world spins in a ghastly breath. Swirl! Clouds passing, people running. Hats, umbrellas, papers, dreams.

The sky is gray, the clouds fade. Drop after drop, the rain, in curtains of thin and cold spears, plunges in a vertiginous race towards the mother’s womb. It brings forth the seed, emphasizing existence in desperate flight from the dryness of the earth. The dust of days is rebuffed and subdued. It must continue! It must continue…

The wind carrying the clouds is the same wind taking the rain away, in whitish lines curling the sky to the horizon. No more splashes. Only the scent of earth rising and invading the air.

It is the beginning of autumn, and the last swallows still flutter. Light, smart, auspicious, in the battle against the gale. Soon, they will go north, where the heat resuscitates souls and unleashes and shakes hearts for love. This is the way it is all year round, forever and ever. Swallows, swifts, of a gleaming bluish black, contrasting with the white of the chest.

All clocks stop. Will there be another tomorrow? Where are the clock’s hands? Where are the hours? Who stole time in the schoolyard? Who stole the stories? There are no letters, no words. Everything is lost until the yearning comes. The longing makes the house, the table, the bed; it is who closes the windows, turns off the lights, plunges into solitude.

She empties herself of everything she has. Shoes go away. Wings are created on her feet. She barely feels them on the green, and she spreads with the shiver of caress. She remembers little baby feet touching the ground, taking the first steps. She runs away wanting to swallow the image, drown the memory.

The ground unravels the paths and weaves narrow tracks, winding among creepers plummeting from the lower branches of the trees. Like weeping willows, reaching out for hugs that will not happen.

The sky above opens into a transparent passageway. The clouds dissipate, and a wind tunnel descends smoothly. One last look at the earthly abode and she is rising. The universe flickers. A calm and quiet immensity. “Powder of stars, petals of the Sun, clouds of the Cosmos. Look, Oh, heavenly butterflies! Look! I’m going home! Finally going home.”

23 comentários em “Back to home – Evelyn Postali

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  1. A vida narrada velozmente por meio de referências e a partida narrada por meio de uma pausada prosa poética. Achei interessante e inovador o efeito. Como no primeiro conto, a morte aqui aparece como uma saída, uma redenção. Talvez um reflexo dos tempos estranhos que vivemos… Gostei muito da linguagem e o estilo, as metáforas, as imagens, achei-o super elegante! Parabéns pelo excelente trabalho!

    Curtido por 2 pessoas

  2. Aqui o personagem é a vida, e assim sendo perde a essência individual para ser uma colcha de retalhos de momentos de uma vida. Não os importantes, mas os corriqueiros, aqueles que ganham brilho pelos detalhes mínimos de suas belezas. O conto é um bordado, a vida vai tecendo tudo na velocidade de um filme. Mais um conto com um forte investimento no sensorial, enriquecendo o texto com cheiros, visões, sabores, texturas, sons. Mais um conto com uma feição de prosa poética, um fluxo de pensamentos com belíssimas descrições. O final, onde a vida/alma se desprende da matéria, nos mostra a grande felicidade que a morte pode ser. Aqui não é o nosso lugar, diz a autora, e eu concordo.

    Curtido por 2 pessoas

  3. Eu li esse conto várias vezes porque me encantou a maneira como foi concebido. A autora fala de vida e de morte, um tema comezinho em tantos outros contos, a viagem final em direção ao Cosmos e que é, na verdade, a volta para casa. Mas o que mais me marcou na narrativa foi a beleza na escolha das palavras, nas analogias e metáforas com que a autora vai costurando cada parágrafo.

    Deixo como exemplo: ” Ganha corpo, mas ganha alma, essência. Coisa que humano tem, mas esquece de ver no resto de tudo”. Ou então: “Casas decoradas, janelas floridas e portas fechadas”. Ou: “não há nada mais rebelde do que as cores inundando o asfalto.” São preciosidades como essas que me encantaram. A poética na prosa demonstra uma maturidade literária que me arrebatou desde o começo da narrativa. Parabéns pelo belo trabalho.

    Curtido por 2 pessoas

  4. O texto pede várias leituras, precisa amadurecer com o leitor. É uma narrativa densa, com uma firmeza que impressiona. O tempo presente é muito eficaz para manter o interesse em um conto que se baseia exatamente na ideia de que o personagem vai agindo, isto é, vivendo, à medida que se escreve.

    A inquietude da vida é retratada num clima que sem chegar ao trágico, traz uma indisfarçável nostalgia, um sutil sentimento do transitório, do escorrer do tempo.

    A autora planejou cada palavra para que o texto fluísse agradável e mostra uma preocupação evidente com a visualização da narrativa, o texto foi estruturado de modo a que o leitor possa ver, sentir as cenas — portanto, a imagem está explorada inequivocamente.

    Os períodos longos, intercalados por frases curtas e/ou frases não-verbais, criam quadros, que recorrem, mais uma vez, a recursos relacionados à imagem. O estilo e o conteúdo constroem um texto refinado, poético, narrado com mão firme de quem domina a escrita.

    Parabéns pelo trabalho de qualidade inconfundível. Abraço.

    Curtido por 3 pessoas

  5. Talentosa Contista,

    Parabéns, dos mais efusivos!
    É ao ler um conto como esse em nosso Blog que insisto comigo mesma que tenho de ser mais animada e assídua na escrita e na leitura de vocês porque aqui só tem fera! É verdade!
    Esse conto é um bálsamo, é de uma maestria e de uma beleza estética… sensacional!
    O que faz dele ainda um perfume mais cheiroso ou uma obra de arte mais rara é que ele narra a história da vida (em metalinguagem), com começo, meio e fim, com acertos, com tropeços, com dores e com amores comuns à vida em si… mas pode ser lido como a narrativa de uma história específica: de alguém que nasceu, viveu algumas coisas inerentes, perdeu alguém importante e acabou por sucumbir.
    Desculpa aí, mediação, mas eu nem sei o que falar, a não ser que está muito bem escrito, usa de recursos estéticos bem colocados, tem uma linguagem lírica leve e rica…
    Fala muito mas a gente quer mais!
    Parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

  6. O título, que é o título da imagem, tem muito a ver com o conceito de que pertencemos a um ‘quando’ e estamos ligados ao universo de maneira muito peculiar – pó de estrelas. A percepção de continuidade de tempo e espaço é o que diferencia sonho de realidade, então, a personagem tem essa consciência. Se eu fosse falar da física quântica, diria que ela tem consciência de sua projeção nesse mundo e, portanto, tem igualmente consciência de que não pertence a esse lugar, mas a uma casa maior do que o aqui e agora. Há possibilidades infinitas quando deixamos de lado nossa lógica linear e a percepção material, mas isso é algo que, quando estamos despertos, se desfaz. Dessa forma, o texto trabalha com linguagem poética uma jornada de transformação consciente (?) para além do plano físico conhecido. Então, ela volta para casa, ‘finalmente para casa’.
    Um grande e carinhoso abraço!

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  7. A autora nos presenteia com um texto que narra o desenrolar da vida desde o seu início até o seu fim. Cada fase permeada de poesia, imagens jogadas, elementos tão essenciais nas passagens de menina à adolescente, à mulher madura que aguarda a morte como viagem natural que encerra o ciclo. Tudo é poesia, cada frase um verso bem trabalhado para passar a ideia do que ocorre à personagem, a todos nós que vivemos, as cores e o outono que finda em inverno, mas nem por isso menos belo. O fim seria um grande começo, a volta para casa.
    Linguagem clara, poética, que por ter frases curtas como flashes, agiliza a leitura e nos permite seguir a narrativa como um rio que flui sem represas. É mesmo de tirar o fôlego.
    Parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

  8. Olá, querida Contista,

    Tudo bem?

    Que lindo. Nas duas versões. Como ficou sonoro em inglês…

    Um conto simples e, talvez por isso, tão profundo. A vida, tão curta e tão efêmera, como uma bolha de sabão, mostrada aqui com uma prosa poética impecável, em momentos belos de doer. A infância e suas doçuras, a juventude com suas paixões, a maturidade e, finalmente, o outono anunciando o princípio do fim. Mas que fim? Aqui, não há um fim, mas um voltar para casa como em um ciclo eterno e acolhedor.

    As vezes, não é preciso comentar, mas sentir. Me emocionei Contista querida, e, quero ver a versão em inglês gravada no Anexos.

    Parabéns.
    Juntas, somos mais fortes a cada dia em nossos ofícios de escritoras.

    Beijos
    Paula Giannini

    Curtido por 2 pessoas

  9. Olá amiga, seu conto desperta melancolias gástricas, aquelas que apertam o estômago da gente.

    Linda imagem: “Levanta uma fina camada de poeira, rodopiando, elevando, arrastando, em um furor de começo manso, contido. ”

    A prosa poética poderia ter um fluxo mais contínuo se não houvesse a escolha descritiva. Mas o texto se sustenta pela beleza das imagens criadas e a sutileza das sensações.

    Curtido por 1 pessoa

  10. Estou sem palavras para dizer o que senti. Agradeço profundamente pela poesia e sonoridade, suas palavras me trouxeram um sopro de paz. Fico feliz de que neste mundo eu tenha sido um derivado de pó de estrelas que se encontrou com o brilho do seu universo literário.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Fiquei super feliz com sua leitura e comentário! Obrigada! Sim… Creio que somos pó de estrelas. Viemos para cá para aprender. Depois, voltamos para a Origem, seja ela onde for. Não levamos nada de material, só os sentimentos mais intensos, creio eu, um aprendizado para evoluir.
      Obrigada, novamente! Beijos e abraços carinhosos!

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