(A)Outra – Paula Giannini

Bateu a porta.

Finalmente em casa, arrancava tudo: roupas, sapatos, meia-calça, cinta, calcinha, sutiã, aquele aplique patético para deixar os cabelos compridos. Os cílios. Os malditos e borrados cílios postiços, ensopados de suor, grudando nos dedos a gosma negra da cola.

Maldito verão.

Melhor ligar logo a porcaria do ventilador.

Não dava.

Onde enfiara, pela glória de sua mãe, Iansã, os ainda mais malditos benjamins?

Por que, por sua mãe, por quê?

Por que inventaram aquelas porcarias de tomadas de três pinos que não serviam nunca nas ligações de seu apartamento minúsculo, quente? Malditas porcarias.

Malditas.

Precisava se acalmar, aplacar seu ódio.

Não queria.

Precisava queimar sua ira no fogo das lavas de mil vulcões.

Por que, por sua mãe? Por quê?

Por que, com tanta mulher no mundo, aquele animal fora se meter justamente com a vizinha? Já não bastavam as outras? O que essa tinha que ela não? Os cabelos ralos? Aqueles pneus na cintura de que ele sempre debochara? Seu sotaque?

Um sapo é o que ele era.

Um sapo. Colocaria o nome da outra costurado na boca de um e enfiaria o batráquio no fogo de sua vingança.  

Não.

Jamais faria mal a uma mosca. Amava os bichos e o pobre sapo, que aliás jamais seria encontrado na cidade, não tinha culpa da paixão que nutria por aquele homenzinho ridículo.

Ridículo.

Era ele quem devia arder na fogueira do próprio ego. Era ele. Não a mulher. Não a vizinha que, provavelmente, fora mosca fácil atraída pela lábia viscosa daquele diabo.

Um diabo.

Por onde será que se metera?

A noite já ia alta e as estrelas que não via, ocultas pela poluição, eram testemunhas de sua ira. Sua fome por justiça. Por amor.

Odiava-se.

Odiava-o.

Abriu o chuveiro que explodiu em relâmpagos. Curto-circuito. Agora isso. Inferno de dia. Inferno de vida. Enfiou a cabeça no jato d´água. Menos mal. A água batia gelada na nuca e descia quente por suas costas e pernas.

Sem se enxugar, saiu do banheiro deixando jazer a toalha vermelha no chão. Quem quer saber de roupas em uma hora dessas? Quem, por sua mãe? As poças de pegadas molhavam a forração vagabunda, e era bom. Ah, como era bom estar só e refrescada, e, cheia de ódio.

Tocou no interruptor. Nada. A lâmpada apagada era resultado do curto no chuveiro.

Maldito.

Tudo aquilo era culpa dele. Diabo. O que devia fazer? Bater na vizinha apresentando-se: Olá, tudo bem? Sou a mulher de seu homem. Vamos dançar nuas em uma fogueira comemorando o que temos em comum? Um porco pervertido e a ilusão de sermos únicas?  Por acaso você tem velas? Patético. Patética, ela mesma.

Abriu o móvel buscando a caixa de fósforos, e foi ali que se deparou com o vidro de tempero metido na gaveta da sala. Noz moscada. Sua vida era um caos. Maldito apartamento minúsculo e quente, que não dava espaço para sua desorganização respirar. Canela. O segundo vidro fazia companhia ao primeiro, ambos atados por fita alaranjada. Na etiqueta pendurada se lia: simpatia – use para a evolução e agilização de processos, atração de sucesso e riqueza. Feliz aniversário!

Deprimente.

Mil vezes ridículo.

Aquele demônio comprara aquilo em uma loja do tipo 1,99.

Inferno.

Jogou o conteúdo dos frascos na pia, com a benção de sua Iansã, justiceira, já agradecendo pela tocha que se acendia junto ao sol que nascia em seu peito.

Colocou água para ferver. E tomando seu café, escancarou a janela espichando olhar para fora.

Abriu a geladeira suando em bicas. Se pudesse, se mudaria para o congelador, mas agora, tinha mais o que fazer. Pegou o ovo e depositou sobre a pia, afastando o vaso com o girassol, sem perder a outra de vista. A cínica imitava tudo o quanto fizesse. Cabelos iguais, os mesmos hábitos, gestos, roupas, tudo. Afastou o girassol apoiado sobre a lata de achocolatado na janela, para divisar melhor o espelho escondido entre o caule da planta e o raminho de arruda fincado à terra. A luz do meio-dia, de fato, fizera bem à pobre flor de apartamento. E o caco de espelho, voltado para o sul, era posição estrategicamente perfeita para espionar a outra da vez.

Assim notara suas semelhanças, assim descortinara mais uma das muitas traições daquele capeta. Assim descobrira seu papel na vida dele. O da outra. Ela e todas as demais.

Na ocasião, chorara cântaros, nem tanto pela infâmia em si, mas por, apesar das semelhanças, perceber que tudo o quanto via do outro lado do espelho era mais colorido. Tudo. Ali havia energia, vitalidade, paixão. A outra gesticulava, tinha na pele o mesmo brilho que trazia nos olhos.

A outra sorria. Era feliz.

Seu sangue fervia.

Arrancou o caco da terra e perfurou o próprio dedo, abrindo a gaveta, e espalhando os objetos em busca do bastão de incenso de sândalo.

Mofado.

E agora, sujo de sangue. Mas, tanto fazia. Nada queria com doces aromas. Escreveria o nome do cramulhão na casca do ovo, com auxílio do bastão, e aguardaria o quanto fosse necessário.

Correu para a sala.

A guia de sua mãe Iansã no pescoço, o vidro de temperos vazio em uma das mãos, o ovo borrado de sangue na outra. Vingança, liberdade, cura, positividade, transmutação, purificação, não sabia bem o que viria daquilo. Mas viria. Estava decidida.

Esperou.

Pelo jeito, o desinfeliz espichara a noitada e resolvera ficar para o almoço na cama de outra mais.

Por que, por sua mãe. Por que sofrer e viver do lado de cá do espelho, decepcionada e infeliz.

Parou.

O som da maçaneta girando, o perfume de rosas e alho a que o infame rescendia, toda vez que vinha da casa da amante, denunciavam sua chegada. Estava bêbado. Sabia pela dificuldade de enfiar as chaves na porta.

Posicionou-se.

O capiroto jamais perceberia que foi atingido. Garrafada certeira na cabeça, antes que enfiasse o ovo fecundo de sua ira. Na garrafa. Com o demônio dentro dela, ele, aprisionado em seus braços. Para sempre. Amaldiçoado enfeitando a janela, babando jogado no fundo. Até acordar três dias depois, dando-se conta daquilo que perdera. Ela. E não a outra. Ela, que agora percebia o quão pequeno era o maldito, um porco suando e embaçando toda a garrafa.

Com o saca-rolhas, fez um furo para que o maligno respirasse. Nunca respirara, ela mesma, dentro de seu ovo. Nunca respirara. Nunca. Dentro da cinta tentando disfarçar gordurinhas, dos óculos escondendo os olhos insones das noites de choro em que o tinhoso chegava com o hálito de bebida, o pescoço cheirando a romã e as cuecas ainda úmidas, a calêndula, denunciando onde tomara seu banho: Na casa de sua melhor amiga.

Apoiou seu troféu ao lado da planta. Com o maldito em suas mãos, sentia algo de autoridade. By-her-self, como dizia a prima americanizada, a mesma com que o capeta se metera em uma noite de carnaval. Era quase dona da própria identidade.

Quase.

Nunca mais andaria vestida dentro de casa. Viveria nua, de janelas abertas, deixando o vento entrar, amainando todo o seu calor. Viveria. Nunca mais esperaria dia e noite, por alguém que não se importava com ela. Ainda assim, algo lhe doía, mão invisível a apertar o peito, a garganta em um bolo constrangedor.

No fundo da garrafa, o infame babava dormindo, ainda não se dera conta de sua nova condição. Aproximou-se da garrafa e, ao vê-lo assim, frágil feto encolhido na sarjeta, teve ímpetos de sentir pena.

Por que, por sua Mãe Iansã?

Por quê?

Teve ímpetos. E arriscou um olhar para o espelho. Do lado de lá, a outra brilhava agora mais que nunca.

Era feliz. A outra. Ela não.

Entre ímpetos e lágrimas, calores e ódios, o que era uma brisa leve soprou súbita  tempestade, invadindo a pequena janela da cozinha, fazendo voar a cortina encardida. E chegou a sentir medo, quase em um impulso de segurar, no momento em que viu o cramulhão levantar-se trôpego, fazendo a garrafa girar, e, em um tombo para o lado, cair levando consigo, prédio abaixo, a garrafa onde agora residia.

Doze andares.

Estremeceu.

Não se deu ao trabalho de espiar.

Partido em mil pedaços, quem quer que o recolhesse, jamais seria feliz. Ou, quem sabe, talvez até fosse. Quem poderia dizer?

Olhou para o espelho. Do lado de lá. Nada. Só o reflexo do sol pintando de fogo o arrebol.

Logo seria noite.

Logo haveria felicidade.

Acendeu um cigarro ali mesmo, no fogão. 

Não fosse o ar, jamais haveria a chama, sorriu.

Agradeceu à mãe beijando a guia e bateu a janela.

Jamais em sua vida seria (a) outra.

***

 

29 comentários em “(A)Outra – Paula Giannini

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  1. Muito bom! Cadenciado, expondo a transformação da personagem. Gostei demais do ritmo imposto pelas palavras, da escolha das palavras e desse crescendo até o final. Parabéns! Um conto dentro do desafio, cujo elemental se assenta de forma sutil, mas certeira. Parabéns!

    Curtido por 3 pessoas

    1. Voltando aqui (estou na tentativa de fazer um comentário melhor, desculpe se não ficar bom)

      Pra mim ficou bem claro que a outra era real e não imaginação, era sua melhor amiga, a vizinha. Ela desconfiou e colocou, para disfarçar, um pedaço de espelho fincado no vaso de girassol, com essa estratégia conseguia ver o que acontecia no Ap da vizinha. Mas o cabra era um tremendo galinha (lembrou meu ex-marido kkkkk) não tinha só a vizinha como amante.
      Ela decidiu, com a ajuda de sua mãe Iansã, se libertar daquele traste, mas com o ódio alimentado por uma enorme fogueira ela queria também a vingança. Tinha que fazer alguma coisa, e nada melhor do que amarrar o fulano a ela, (mesmo usando de uma mandinga) quando ele desse por si, estaria desesperado por tê-la perdido. A queda do vidro com a mandinga só agravou as coisas para ele, partido em mil pedaços.
      com isso ela agradeceu sua mãe e acendeu um cigarro para celebrar sua liberdade.
      Sentia-se livre daquele traste.

      gostei do conto.
      Parabéns

      Curtido por 2 pessoas

      1. Querida Neusa,
        Obrigada pelo carinho da leitura e do comentário.
        Está certa. Nada de ser a outra… Ou, como brinco no título outra, devemos ser nós mesmas.
        Beijos
        Paula Giannini

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  2. Um texto primoroso, onde o leitor percebe a ira da personagem, com a crise, o clímax e o desfecho final onde a mudança da personagem acontece. Bom uso das palavras, ritmo num vigor que se mantém até o fim. Parabéns!

    Curtido por 4 pessoas

  3. Um texto primoroso onde o sentimento da personagem e sua transformação é sentido pelo leitor do início ao fim, em ritmo equilibrado, com crise, clímax e desfecho apropriados e boa escolha de palavras. Parabéns pelo conto!

    Curtido por 4 pessoas

    1. Obrigada, Sandra querida.

      Estes dias li seu comentário sobre sua busca da literatura social, que eu chamo de solidária mas, no fim, dá quase no mesmo.

      No entanto, há algo na arte que sempre a faz ser “social”. O simples fato de existir, de levar leveza, reflexão, risos, lágrimas, tudo isso cumpre um imenso papel sócio-cultural.

      Parabéns por seu caminho, e, obrigada pelas palavras superlativas aqui.

      Paula Giannini

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  4. Como filha de Iansã nada mais justo que amar a liberdade e prender esse capiroto! Conto bastante forte, onde podemos sentir a ira da personagem e espero que ela nunca mais seja (a) outra. Bjs ❤

    Curtido por 4 pessoas

  5. Um conto intenso inspirado no elemental do fogo – salamandras. A paixão e os ciumes talvez de si mesma, a tornavam refém da ira que queimava, clamando por vingança. Uma mulher como qualquer outra, com seus artifícios dúbios de beleza, se reencontrando consigo mesma pelo espelho, através da nudez de corpo e alma. Quem poderia ser a outra? Oxum que divide com Iansã o amor de Xangô? Ou ela mesma, a outra refletida no espelho que lhe parece mais feliz?
    Parabéns!

    Curtido por 4 pessoas

    1. Querida Cláudia,

      Obrigada por sua leitura e carinho de sempre.

      Note que além de (a)outra, ela será outra, se retirarmos o (a).

      Mais que (A) outra, ela jamais será Outra, ou seja, se comportará como bem lhe convier, o que deveria ser prática de todo e qualquer ser humano, longe dos desmandes de um amor abusivo.

      Beijos

      Paula Giannini

      Curtido por 1 pessoa

  6. Ritmo ágil e leitura fluida, que prende a atenção. Entendi a presença do fogo nas ações da personagem – ativa, altiva, revoltada – e na alusão ao filha de Iansã.
    Gostei muito do reencontro de personalidade, da que está sendo vivida, e da real, aquela, que está no espelho, mais livre, mais bela, mais feliz.
    Me pergunto se o marido realmente tinha outra, ou se era tudo fruto da cabeça dessa mulher tão voluntariosa 🙂
    Gostei demais!

    Curtido por 4 pessoas

    1. Querida Renata,

      Obrigada por sua leitura.

      Está se especializando nas análises, heim?!

      Se o marido tinha outra, esta outra específica? Fica a critério do leitor. Porém, ele tinha outra(s) mais. Mas, o ponto que quis ressaltar aqui, é o de ela se transformar em si mesma, não aceitando ser subjugada, ou… Outra. Basta tirar o (A). rsrs

      Beijos

      Paula Giannini

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  7. Que intenso! Pra estrear o desafio com poder!!
    Pensei ser a protagonista algum ser mágico, perturbado, muito perturbado em sua forma humana.. rsrs gostaria q isso ficasse mais claro, claro se por acaso fosse essa a ideia..
    Achei o espelho a peça fundamental na história, me pareceu que a bem -sucedida que ela vigiava ela era ela mesma em sua versão feliz e realizada e seu lado azarado a invejando numa fúria sem fim.
    O poder de aprisionar o homem numa garrafa, muito mágico e ao mesmo tempo psicológico.. o cara estabacado lá na calçada e ela pensando: quem o recolhesse jamais seria feliz… hahaha qual mulher nunca pensou isso? :p
    Achei um conto muito feminino representando todas nossas nuances , complexidades e incoerências.
    Parabéns, contista!

    Curtido por 4 pessoas

    1. Querida Anorkinda,

      Obrigada por sua leitura e observações tão pertinentes.

      De fato, a ideia é que o conto seja uma homenagem ao feminino. Devemos ser quem somos.

      Beijos

      Paula Giannini

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  8. Olá, contista amiga. Gostei muito do seu conto ainda que para alguém assim “tudo em seu sítio” como sou, resulte sempre confuso quando as coisas são muito mescladas. Isto para dizer que, num texto como este, uma ode à mulher que se liberta, teria apreciado mais se a janela fosse janela ou se o espelho fosse espelho. Isso não diminui nada o mérito do texto, é apenas uma questão pessoal. Beijos

    Curtido por 3 pessoas

    1. Querida Ana,
      Obrigada por sua leitura.

      Seu comentário lembrou-me a fala de uma de minhas peças de teatro infantil. Uma adivinhação…

      “Capim que não é capim…
      Vara que não é vara…
      Capivara”

      É uma parlenda indígena que, nos mostra, que nem tudo precisa ser exatamente o que é. Menos ainda na literatura. Viva as metáforas.

      Beijos
      Paula Giannini

      Curtido por 1 pessoa

  9. Seu conto me deixou perturbada. Era tanta coisa, tanto detalhe e, sobretudo, tanto calor, que até eu comecei a suar aqui. Foi como ler um caleidoscópio cheio de detalhes coloridos e que mudam e se repetem. Parabéns. É preciso ser muito criativa para conseguir escrever um trem doido destes. Um abraço. Não estou participando, vim só curiar.

    Curtido por 3 pessoas

  10. Fogo, paixão, traição, ciúmes e feitiços. O ponto alto do texto é a ambientação. Título muito sugestivo: a protagonista é outra de importância na vida daquele homem ou é outra qualquer. Ela é Iansã, valente, forte e independente, a senhora dos ventos e das tempestades. E, criativa, porque para vigiar a amiga-vizinha e seu homem com um pedaço de espelho fincado no vaso de girassol, é preciso ter muita imaginação.

    Amei a trama, que traz uma visão bem feminina dos fatos criados e o estilo, com linguagem forte, colorida de vermelho e alaranjado, ritmo acelerado. Gostei bastante!

    Parabéns pelo trabalho tão intenso, boa sorte no Desafio. Beijos.

    Curtido por 3 pessoas

    1. Querida Fátima,
      Já falei lá no EC, repito aqui. Seus comentários são um deleite.
      Obrigada.
      Beijos
      Paula Giannini

      Curtir

  11. Um conto muito bom em que os elementos de fantasia remetem à nossa cultura. O ritmo é poderoso e envolvente. O jogo de espelhos engenhoso confunde o leitor, não sabemos quem é a outra na história. O feitiço do homem preso na garrafa e depois estilhaçado doze andares abaixo, imprestável para quem quer que recolhesse seus pedaços. E um final feliz, arrematando a história. Muito criativo, muito forte e muito prazeroso de ser lido. Ótimo conto, Contista! Beijos.

    Curtido por 3 pessoas

  12. Olá, amiga contista!! Olha, apesar de não simpatizar com o conteúdo do seu conto, eu amei com a forma e a paixão com que o escreveu! Parabéns!! Muito bem escrito, bem ilustrado, ao meu ver você conseguiu representar muito bem o elemental do fogo sem ter realmente mencionado nada sobre ele. Você subverteu brilhantemente o tema e ao mesmo tempo se ateve fiel a ele, ótimo conto!

    Curtido por 1 pessoa

  13. Muito legal trazer a cultura afro para um desafio de fantasia. Um toque de brasilidade, acima de tudo. Esta personagem poderia conviver entre as de Jorge Amado, em um sobradinho lá de Ilhéus tranquilamente, só creio que não teria os doze andares. Um texto que funciona muito bem lido de uma vez, e eu li, ouvindo minha respiração (o nariz tá meio trancado rs), deu um efeito muito bacana no ritmo. Só posso dar os parabéns! 😉

    Curtido por 1 pessoa

  14. Querida Contista!

    Obrigada por me propiciar mais uma leitura de um conto teu!

    Esse desafio foi ótimo, né!? Adentramos em um mundo verdadeiramente fantástico!

    Eu já havia lido o teu conto, mas tenho que te dizer que ainda bem que o reli. Hoje ele teve uma nova roupagem, porque eu consegui viajar com ele.

    Num primeiro momento, acreditamos que a história se passa em um cenário urbano, que a moça traída apenas é traída pelo companheiro com uma vizinha, coisa simples e cotidiana. Mas não, percebi que a moça luta contra ela mesma, porque ela também é a “outra”, a qual ela enxerga do espelho toda a vez que quer confrontar-se.

    Talvez o diabo seja o próprio ódio travestido de elemento para podermos materializar essa vivacidade tão bem construída e narrada, esse fogo todo, que extraímos do banho gelado, do calor fulminante, do andar nua… há um fogo que arde dentro dessa mulher, ela não quer mais ser traída, por ninguém, nem por ela mesma. Ela quer sua identidade de volta!

    Ela tem apoio e proteção na entidade em quem confia, Iançã, a quem ela se reporta enquanto se transforma.

    Obrigada por isso!

    Parabéns!

    Grande beijo,
    Sabrina

    Curtido por 1 pessoa

  15. Olá,

    O conto tem sonoridade, as pausas os parágrafos curtos, as frases tudo cria um ritmo bem vindo a leitura. A personagem mostra uma vitalidade, seus sentimentos transbordam, são palpáveis. O leitor tem uma rápida identificação mesmo que não seja exatamente de empatia, particularmente achei a personagem muito reclamona rs não gostei muto dela, mas gostei de acompanhá-la, entende?

    O conto é bem pé no chão no que se diz respeito ao elemental em si, fica a critério da interpretação de cada um. Gostei das cenas, da narrativa e do desfecho. Um bom conto, parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

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