Para Inspirar – A Bela Adormecida (Martha Angelo)

A história que vou lhes contar agora é de uma era muito distante, uma época em que existiam rãs falantes e fadas poderosas…
Era uma vez, há muito tempo, um rei e uma rainha jovens e belos, mas infelizes, porque não conseguiam realizar o sonho de ter filhos.
— Se pudéssemos ter um filho! — Suspirava o rei.
— Ou uma linda menina! — Imaginava a rainha.
Mas os filhos não vinham, e o casal real ficava a cada dia, mais triste. Por todo o castelo, a melancolia era como aquele vento frio que, nas noites de inverno balançava as cortinas e passava assoviando por entre as frestas das janelas.

A vida ia passando também.

Porém, numa clara tarde de verão, aconteceu algo muito diferente. A rainha resolveu tomar banho num riacho que ficava nos arredores do parque real. Naquele dia especial, a luz amena do sol tornava mais vibrantes as exóticas flores da região e o ar estava impregnado de perfume e magia. Um raro momento esse, em que a rainha se permitia ficar alegre. Foi quando, de repente, pulou para fora da água uma rãzinha espevitada, dizendo:

— Majestade, não fique mais triste, o seu desejo se realizará logo: antes que passe um ano a senhora dará à luz uma menina.

Foi bom o sonho que acolheu a rainha naquela noite, pleno de imagens de bebês rosados e risonhos.

E a profecia da rã se concretizou mesmo. Meses depois, no alvorecer dourado de uma manhã de primavera, a rainha deu à luz uma linda menina.

O rei, imensamente feliz, resolveu organizar uma grande festa de batizado para a pequena princesa Aurora.
Como convidadas de honra, decidiu convidar as treze fadas que viviam nos confins do reino para que elas se mostrassem favoráveis e benfazejas para a criança. Mas, quando os mensageiros iam saindo com os convites, o camareiro-mor correu até o rei, preocupadíssimo.
— Majestade, as fadas são treze, e nós só temos doze pratos de ouro. O que faremos? A fada que tiver de comer no prato de prata, como os outros convidados, poderá se sentir desprezada. E uma fada ofendida…
O rei refletiu longamente e decidiu que a terceira fada não deveria ser convidada para evitar complicações. Com essa ordem, os mensageiros partiram e entregaram apenas doze convites para doze fadas.
Chegou o dia da grande festa! O castelo estava todo enfeitado com flores e os convidados compareceram todos muito elegantes. Uma profusão de ouro, veludos e sedas…
Quando as 12 fadas convidadas chegaram, toda a atenção se voltou para elas. Com uma atitude solene, cada das fadas se aproximou do berço em que dormia a princesa Aurora e ofereceu à recém-nascida uma dádiva preciosa: a beleza, a inteligência, a bondade, os bens materiais…
Onze fadas já tinham passado em frente ao berço e dado à pequena princesa um dom; faltava somente uma (distraída em tirar uma mancha do vestido, no qual havia derramado um pouco de vinho) quando o tilintar de taças e o burburinho alegre das conversas dos comensais foi substituído rapidamente pelo silêncio.
Uma vela se apagou no sopro de um vento. Achas se desfizeram em brasa na lareira…
Com uma expressão sombria e ameaçadora, a décima-terceira fada acabava de entrar no salão..

Apreensivos, todos acompanhavam os movimentos daquela que tinha chegado.

A mulher lançou um olhar maldoso para o bebê que dormia tranquilo, e disse:
—Aos quinze anos a princesa vai se ferir com o fuso de uma roca e morrerá.

Depois dessa declaração, ela virou as costas bruscamente e saiu, deixando a maldição pairando no ar entre os comensais e um silêncio pesado de interrogações. Todos os olhares se voltaram esperançosos para a décima-segunda fada, que ainda devia oferecer seu presente e se aproximava agora do berço, titubeando:
— Não posso cancelar a maldição que agora atingiu a princesa. Tenho poderes só para modificá-la um pouco. Por isso, Aurora não morrerá; dormirá por cem anos, até a chegada de um príncipe que a acordará com um beijo.
A décima-terceira fada que havia saído do salão, mas que ainda não tinha deixado o castelo, ouviu tudo e tomada pelo rancor e pela raiva praguejou em voz baixa:
—De jeito nenhum isso vai acontecer. Ela dormirá por 100 anos quando então sua pureza será maculada por um ser absolutamente repugnante e seu espírito nunca poderá se libertar, permanecendo para sempre no limbo!

E tendo declarado isto, finalmente, saiu.

Enquanto isso, no salão, após os primeiros momentos do susto, o rei, decidiu tomar providências e mandou queimar todas as rocas do reino. E, daquele dia em diante, fiar era proibido naquela região.
À medida que o tempo passava, a princesa se tornava cada vez mais bonita e gentil, adorada pelos súditos, revelando ao mundo, as auspiciosas profecias das doze generosas mulheres sábias.
E a funesta profecia da décima-terceira ia sendo esquecida aos poucos, até que nada restou desta lembrança. Tanto que no dia em que completou quinze anos, Aurora se viu sozinha. O rei e a rainha tinham saído, alegres, para uma partida de caça.

A princesa, entediada por não ter com quem conversar começou a andar, a esmo, pelo castelo. Chegando perto de um portãozinho de ferro que dava acesso à parte de cima de uma velha torre, abriu-o, subiu a longa escada e chegou, enfim, ao quartinho.
Ao lado da janela estava uma velhinha de cabelos brancos, fiando com o fuso uma meada de linho. A garota olhou, fascinada, porque nunca tinha visto um fuso.
— Bom dia, vovozinha.
— Bom dia a você, linda garota.
— O que está fazendo? Que instrumento é esse?
Sem levantar os olhos do seu trabalho, a velhinha respondeu com ar divertido.
— Não está vendo? Estou fiando!
A princesa, curiosa, olhava o fuso que girava rapidamente entre os dedos da velhinha.
— Parece mesmo divertido esse estranho pedaço de madeira que gira assim rápido. Posso experimentá-lo também?
Sem esperar resposta, pegou o fuso. E, naquele instante, cumpriu-se o feitiço. Aurora furou o dedo e sentiu um grande sono. Deu tempo apenas para deitar-se na cama que havia no aposento, e seus olhos se fecharam.
Na mesma hora, o feitiço do sono se difundiu por todo o palácio.
Adormeceram no trono o rei e a rainha, recém-chegados da partida de caça.
Adormeceram os cavalos na estrebaria, as galinhas no galinheiro, os cães no pátio e os pássaros no telhado. A formiguinha no açucareiro e a borboleta pousada na flor, o cozinheiro que assava a carne e a mucama que guardava a louça, os cavaleiros com as espadas na mão e as damas que penteavam os cabelos.
O fogo que ardia nos braseiros e nas lareiras também parou de queimar. Nada e ninguém se mexia no palácio, mergulhado em profundo silêncio.
Em volta do castelo, surgiu uma densa mata. Tão extensa que, após alguns anos, o castelo ficou oculto.
Nas aldeias vizinhas, passava de pai para filho a história da princesa Aurora, a bela adormecida que descansava, protegida pelo bosque cerrado. A princesa Aurora, a mais bela, a mais doce das princesas, injustamente castigada por um destino cruel.
No dia em que a profecia das fadas completava cem anos, a densa mata que cobria o castelo foi se desfazendo, como se uma mão mágica puxasse o fio de um tear. No jardim, flores desabrocharam impregnando o ambiente com seu perfume e frescor.
Nas redondezas, saindo à caça, um príncipe cavalgava pensativo por entre as montanhas cobertas por bosques.
O sol de primavera erguia-se, brilhante, iluminando a paisagem com um festival de cores.
Subitamente, uma canção preencheu o ar despertando a atenção do cavaleiro, um som inebriante, estranho e melancólico que, às vezes, soava como a voz humana, mas, de repente, parecia ser apenas o farfalhar misterioso das árvores ou o murmúrio das águas.
Encantado pela sensação trazida pela música, o príncipe, curioso, seguia a direção do som, que ora vinha carregado pelo sopro suave do vento, ora parecia soar distante, confundindo os sentidos.
Cavalgava na última luz do dia, até que, finalmente, saiu da floresta e avistou um velho castelo no centro de uma grande planície. Ao seu redor, um magnífico jardim resplandecia com o início da primavera. Os últimos raios do sol poente luziam ofuscantes nas janelas. Uma figura de mulher apareceu numa delas, seu rosto, de uma palidez lunar, estava coberto de lágrimas.
Súbito, a visão desapareceu no interior do aposento, de onde podia-se ouvir novamente aquele canto de uma melancolia profunda, um lamento sem fim com notas de insanidade. A voz era tão melodiosa quanto taciturna. O príncipe ouvia fascinado até que ela se calou.
A jovem apareceu na porta principal e olhou para os lados. Parecia observar se havia alguém ali. E então, saiu.
O príncipe desceu do cavalo e resolveu segui-la.
Do outro lado do castelo avistou-a, sentada num banco do jardim, cantando novamente. Ela usava um vestido branco e nos longos cabelos dourados, um diadema de pedras preciosas. Era uma princesa. As sombras da noite derramavam um ar de grave majestade sobre a sua figura.
Quando ela o viu, ergueu-se e disse com uma voz que era uma mistura de amor e pesar:
— Jovem belo e infeliz, eu te amo, há muito tempo… Como vieste parar aqui ? Deixa-me e foge!
E se afastou rapidamente por entre os corredores do jardim.
Fascinado por tamanha beleza e sem poder compreender aquelas palavras, o príncipe seguiu-a, implorando que ela lhe explicasse o significado daquilo tudo. Mas ela não respondeu e ele continuou seguindo seu vulto até que ela entrou novamente no castelo.
Ele decidiu entrar também, mas ao atravessar a soleira, seu rosto foi envolvido por uma enorme teia de aranha que pendia do batente.
Passou a mão pela face e cabelos, livrando-se dos fios e da poeira,
Como não sabia o nome da jovem, chamou por princesa, em voz alta, várias vezes, mas ninguém respondeu.
O silêncio reinante era tão profundo que o príncipe podia ouvir sua própria respiração, um pouco ofegante, ressoando naquela quietude. O ambiente exalava um odor acre de mofo e decomposição. E a cada passo que dava, nuvens de poeira se levantavam. Ele procurava se orientar em meio à escuridão, quando seus pés tropeçaram no que parecia ser um corpo. Surpreso, abaixou-se e tocou-o, era mesmo um corpo, um corpo de criança. Estremeceu com a sua frieza e rigidez, era uma criança e só podia estar morta. Aquilo lhe encheu de horror, largou o corpo no solo, apertando os olhos para tentar enxergar melhor. Não conseguia.
De repente, uma luz bruxuleante de velas, vinda dos aposentos superiores, iluminou vaga e difusamente o local. O cenário macabro que ele conseguiu vislumbrar o fez sufocar um grito de pavor.
Por todos os lados do salão, corpos inertes se espalhavam nas mais variadas posições. Pareciam todos…mortos… homens, mulheres, crianças, em posturas grotescas, hirtos e com uma palidez de cadáver… Não ousou tocar em mais nenhum corpo.
Transido de horror e fascinado pelo mistério, ele subiu as escadas, segurando-se nas paredes, tentando encontrar o único aposento iluminado. A princesa estaria lá? Haveria mais alguém? O que significava tudo aquilo? As perguntas fervilhavam sem parar em sua mente já perturbada pela insanidade da situação.
Subiu por um longo tempo até que enfim, encontrou um portãozinho de ferro que levava à torre, era de lá que vinha a luz. As chamas das velas lançavam sombras fantasmagóricas pelas paredes, ele andava pé ante pé, procurando não ser notado por quem quer que estivesse ali. Depois de um último lance de escada, chegou a um pequeno quarto com a porta entreaberta.
Foi quando, quebrando o silêncio, o ar foi invadido por uma respiração arfante. Intensamente curioso, o príncipe espiou pela porta e o que viu despertou-lhe o mais profundo sentimento de horror.
A figura da donzela, iluminada, neste momento, pelo luar que atravessava a janela, jazia inerte como uma estátua num leito, os cabelos espalhados pelos travesseiros. Um velho, de aparência grotesca, tinha lhe afastado as pernas e agora a possuía, resfolegando, com um fio de baba a lhe escorrer pelo queixo, entre grunhidos desconexos, blasfêmias e sorrisos perversos da boca desdentada.
Por alguns momentos, o príncipe ficou paralisado, a mente mergulhada numa espécie estranha de loucura, perplexo com aquela cena hedionda. Quando, finalmente, voltou a si, tomado pela náusea e pelo ódio, sacou da espada e lançou-se contra o velho, golpeando-o tantas vezes que este morreu, sem mesmo se dar conta do que estava lhe atingindo.
O príncipe também não percebeu o momento em que o homem morreu, golpeava-o freneticamente, numa fúria desvairada que só se aplacou muito tempo depois, quando se percebeu coberto de sangue.
Afastou-se, recuando, titubeante, sem conseguir parar de olhar para o cadáver do velho caído sobre a donzela, o sangue que tingia as faces, o vestido, os cabelos da moça e pingavam no chão formando uma grande poça que brilhava com o luar . Ao recobrar as forças, arrancou o corpo do velho do leito e jogou-o pela janela. O corpo despencou nas alturas.
Não conseguia pensar, não conseguia nem respirar ali. Desceu cambaleando as escadas e saiu no jardim. Deitou-se na grama, contemplando as estrelas, tentando tirar aquelas imagens horríveis do pensamento. Depois de alguns momentos, fechou os olhos e dormiu, exausto.
Despertou ao som de uma doce canção e com as carícias de uma mão delicada em seus cabelos. Abriu os olhos devagar e viu o rosto coberto de sangue da princesa, sorrindo para ele.

FIM

***

Por que escolhi este texto?

Gostaria de marcar minha primeira contribuição a esta coluna divulgando a escrita de uma contista de mão cheia, que pude conhecer em 2009, na comunidade Contos Fantásticos, no saudoso Orkut. Com muita alegria, seu conto “A Bela Adormecida” fez parte da primeira antologia da Caligo, minha editora, e foi vencedor de um desafio na Contos Fantásticos de versões de contos de fadas. Além desse texto, a Caligo também publicou outro conto de sua autoria, intitulado “Sou um rio”.

“A Bela Adormecida” é uma versão assustadora do conto tradicional, que deixa de lado o encantamento, que tão bem disfarça a verdadeira origem dos contos de fadas, nada infantis.

Sobre a autora:

Martha Angelo vive em São Paulo-SP, é formada em Letras, professora e escritora. É autora do livro “O Guardião da Floresta” (2009): https://www.skoob.com.br/o-guardiao-da-floresta-77620ed85594.html

Contato: marthaangelo09@gmail.com.

6 comentários em “Para Inspirar – A Bela Adormecida (Martha Angelo)

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  1. Essa nova trama de A Bela e a Adormecida é sombria e fascinante. Os seres de contos de fadas e situações aproximadas estão presentes, inclusive o estuprador, que então é um rei e que já aparece no original de Perrault 1697.

    Ao meu ver, é uma leitura crítica que nos faz refletir sobre os estereótipos de gênero e as mudanças contemporâneas dos papeis sociais, além de, claro, rever o próprio gênero dos contos de fadas. Interessante como a autora mantém o estilo e linguagem característicos do gênero: uso de magia e encantamentos; o núcleo problemático existencial; obstáculos como um verdadeiro ritual de iniciação para o herói ou heroína; a seqüência clássica de estruturação textual (começo, desenvolvimento, fim); a função básica de refletir sobre valores sociais; o título do conto que remete à personagem principal da história; e, adjetivação como um instrumento linguistico importante.

    Logo no início se percebe o que há de diferente nessa trama. Há um viés de terror, ao retratarem-se expectativas não alcançadas: a décima segunda fada não consegue minimizar o feitiço da fada-vingativa, a princesa é estuprada por um velho nojento e o final não é feliz, mas aberto: a princesa acorda toda suja de sangue… e então, o que acontece. (Ainda lembrando da segunda maldição da fada de que o ambiente seria sinistro, no final.)

    Em tempos de opção entre infanto-juvenil ou terror, é realmente um texto inspirador. Ótima escolha, Bianca. Obrigada pela leitura envolvente. Um abraço.

    Curtido por 2 pessoas

  2. Li o texto mais cedo e agora estou voltando para comentar. Uma versão sinistra da história da Bela Adormecida. O texto é bastante envolvente e eu arrisco dizer que foi a melhor versão com sabor sinistro que já li de um conto de fadas. A entrada do príncipe no castelo, seu confronto como os cadáveres, cena simplesmente primorosa. Gostei do estilo econômico da autora ao descrever as cenas mais fortes da história. Sem exagerar nos detalhes e entregando para o leitor essa tarefa, acaba tornando a texto ainda mais aterrorizante. Excelente escolha, Bia! Adorei conhecer a Martha Angelo. Vou procurar outras narrativas dela. Beijos.

    Curtido por 2 pessoas

  3. Oi Bianca,

    Morro de raiva quando comento e vou publicar e ele diz que não posso fazer isso porque passei do tempo. O pior é que escrevi um montão… rsrsrs

    Bom, lá vai.

    Parabéns por sua escolha.

    Como os contos de fadas, por vezes, são terríveis, não é? O que eles guardam? O que querem transmitir? Certamente para as crianças, algo como “seja bonzinho”. Já para as mulheres… Bem… Acho que o mesmo. “Seja boazinha. Boa mulher, boa esposa, boa com os homens…”. Pense na outra Bela, a da Fera. Bem, essa mulher (quase uma criança) foi sequestrada e viveu prisioneira de um monstro, obrigada à salvá-lo de si mesmo, para poder, assim, salvar-se. Claro que cabem outras explicações psicanalíticas, mas, em poucas palavras, meio eu é isso. Não?

    Quanto ao conto em si. Muito interessante o modo como a autora vai quebrando os paradigmas que parecem tão consolidados em nossa sociedade. O homem tem que ser forte, por exemplo… A mulher, boazinha.

    Hoje, por outro lado, há um viés da literatura que busca essa quebra. No entanto, essa subversão nem sempre é bem sucedida, pois, não basta inverter os papéis. Aqui, no entanto, a autora foi muito feliz em suas escolhas. Gostei.

    Obrigada por compartilhar conosco.

    Beijos
    Paula Giannini

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  4. É sempre agradável encontrar um conto que subverta as regras e em um conto de fadas isso fica ainda mais patente pois é difícil encontrar um adulto hoje em dia que nunca tenha tido contato com este tipo de literatura. Gostei da utilização dos abundantes clichês facilmente encontrados neste gênero e da escrita ingênua utilizados propositadamente de um modo irônico pela autora. A cereja do bolo, entretanto, foi a introdução de um personagem absolutamente grotesco na trama. A fada má se tornou completamente apagada diante de um personagem tão tosco quanto inesperado.

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  5. Não conhecia a autora e li o texto com grata surpresa. Há uma clara subversão do tema e a introdução do macabro que torna o texto original, mesmo utilizando os mesmos elementos de um conto de fadas já conhecido. Muito bom!

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  6. O único estilo de conto de fadas que gosto: com estilo mais sombrio e relembrando as histórias originais. Conto de fadas muito bonitinhos e certinhos me enojam. Gostei do final, mas fiquei curiosa em saber o que vem depois…
    Bjs ❤

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