Chácara do Terror – Vanessa Honorato

— Então, jovem, agora que está mais calmo, pode nos explicar o que aconteceu?

Rennan está sentado numa cadeira preta, onde à sua frente encontra-se o delegado de polícia Leonardo Freitas, olhando diretamente em seus olhos, com as mãos cruzadas por cima da mesa, e ao seu lado esquerdo o policial Jonas, em frente ao computador tomando nota de tudo que é dito.

Alguns minutos de silêncio invadem o local, irritando o delegado que bate constantemente com as pontas dos dedos na mesa.

— Estou esperando, filho.

Rennan se remexe na cadeira, mas aquele vasto bigode grisalho à sua frente não o deixa confortável, sem falar nos seus pulsos doloridos pela algema.

— Fala logo, porra! — delegado Freitas se exalta e levanta da cadeira, apoiando as duas mãos na mesa e fitando Rennan bem de perto, de modo que o rapaz possa sentir seu hálito que cheira a cigarro. — Você sabe que tem dois corpos no IML e você é o acusado por isso. Não acha melhor contar de vez o que aconteceu? Ou prefere ir para a cela junto com o Pedrão e o Negão? Eles estão te esperando ansiosos, e minha paciência está acabando!

Freitas lentamente se senta e respira fundo, amenizando seu tom de voz.

— Diga agora, já que o senhor Jonas não gosta de esperar.

Rennan se encolhe na cadeira, fechando os olhos, e em sua mente repassa cada segundo do terror que enfrentou.

Era uma tarde bonita e tranquila quando Alberto encontrou seu amigo Rennan na oficina em que ele trabalhava. Rennan era mecânico e tinha trabalhado boa parte da semana no motor do Gol 92 de Alberto, e este viera para levá-lo.

Depois do acerto com o patrão de Rennan, Alberto o convidou para ir com ele e seus amigos para um fim de semana na chácara de seu avô.

— Ah, cara, tô tão cansado…

— Deixa de ser mané, Rê, a galera toda vai, sem contar as gatinhas.

— Mas seu avô não acabou de falecer?

— Nada, já tem um mês. A chácara ficou como herança pro meu pai, direto estamos indo pra lá fazer farra.

— Deixa pra próxima, ainda tenho que estudar para a prova do curso que estou fazendo.

— Quando foi que você virou esse gay e não fiquei sabendo?

Alberto entrou no carro e antes de sair falou pela janela:

— Te pego às 20h, não se esqueça do perfume — Alberto piscou o olho direito. — A Lara também vai!

Rennan era apaixonado por Lara desde a adolescência, mas foram poucas as oportunidades que tiveram de ficar juntos, e todas elas Rennan desperdiçou.

“Essa chance não jogarei fora, Lara será minha novamente”.

Às 22h os jovens já estavam reunidos na grande área do casarão antigo do avô de Alberto. A festa corria quente, fazia muito calor e o Gol 92 tunado de Alberto estava com a traseira aberta, com Anitta gritando “Poderosa”.

Rennan ficou paralisado quando viu Lara descer de um Fox que acabara de estacionar. A morena dos cabelos longos estava com um vestido preto brilhante, decotado e colado ao corpo. Alberto se aproximou com um sorriso no canto dos lábios e deu um leve tapa no queixo do amigo.

— Fecha a boca e segura a baba, colega!

Rennan logo se colocou de pé, esperando por Lara, mas ela passou direto por ele e abraçou outros amigos. Decepcionado e com muita raiva, Rennan pegou uma garrafa de cerveja e começou sua noite.

Em frente ao casarão, um pouco para o lado esquerdo, o pequeno jardim lutava para sobreviver em meio ao mato que crescia e abafava as flores e plantas de seu João. Apesar de viver sozinho, ele cuidava muito bem da chácara e da casa. Plantava horta, cuidava das galinhas e patos, e o jardim de rosas era seu bem mais precioso. Ele havia falecido há um mês, mas a chuva que caía a cada fim de tarde não deixou que elas secassem. E foi nesse canto repleto de harmonia que um casal de jovens bêbados e apaixonados se entregou à paixão.

Jovens dançando funk seminuas, bebidas alcoólicas, drogas, gritos e loucuras, assim seguia a festa.

Animado pelo álcool, Rennan não hesitou em se aproximar de Lara e, sem mesmo dizer uma única palavra, puxar seu braço e lhe roubar um beijo profundo. Sem perceber, sua face ardeu sob a mão da garota, que o esbofeteou, irritada.

— Você tá maluco, Rê?

— Maluquinho! Mas é por você!

Lara fez cara de nojo e lhe deu as costas, indo para dentro da casa tomar um copo de água na cozinha. Por mais que ela negasse, Rennan ainda estava guardado no fundo de sua alma. O namoro deles durou apenas cinco meses, mas foi o suficiente para ela conhecer todos os lados do amor: o bom e o ruim.

Rennan foi atrás e percebeu que ela chorava, escorada em um canto, olhando pela janela. Lentamente ele se aproximou.

— Desculpe, Lara. Te vi e fiquei maluco com seu gelo. Eu te amo, e você sabe disso. Volta pra mim.

Disfarçadamente Lara enxugou as lágrimas e continuou olhando pela janela.

— Você é um idiota, Rennan. Como pode dizer que me ama depois de tudo que me fez?

— Você sabe que a culpa foi do Alberto, eu nunca te trairia, eu nem mesmo sabia daquela festa, ele me disse que era apenas uma festinha surpresa para o irmão dele.

— Claro, e você era obrigado a ir e se esfregar na prima loirona dele!

— Não foi nada disso! Será que nunca vai acreditar em mim?

Rennan a virou e segurou firme em seus braços, olhou fixamente em seus olhos e disse entre os dentes:

— Fala que não sente minha falta.

— Me solta, Rê.

— Fala, Lara! Fala que não sente falta dos meus beijos, do meu abraço.

Em vez disso, ela se atirou em seus braços e o beijou vorazmente.

— Eu sinto sua falta, sinto falta de tudo, Rê.

Ela entrelaçou suas pernas na cintura dele, e ele jogou-a sobre a bancada da pia, onde mataram a saudade.

Enquanto isso, as luzes de todo casarão começaram a piscar até que tudo apagou de vez. Os jovens todos gritaram, eufóricos.

— O que foi isso, Rennan?

— Relaxa, é só a energia que acabou. Vamos lá para fora, lá está cheio de carro com farol ligado. Não me esqueci que você tem medo de escuro — Rennan gargalhou.

Lara deu um empurrão no ombro dele, sorrindo.

— Não ria de mim!

Lara desceu da pia e ajeitou o vestido, mas antes que eles atravessassem a porta, as quatro chamas do velho fogão a gás se acenderam de uma só vez. Lara gritou e Rennan correu para ver quem era o engraçadinho que estava espiando-os, mas não viu ninguém. Rennan girou o apagador do fogão, mas, em vez de apagar, as chamas aumentaram a intensidade do fogo.

— Rê, vamos sair daqui!

— Calma, Lara — ele foi até o botijão de gás e fechou o registro, apagando todas as quatro chamas. — É só esse fogão que está velho e imprestável.

Rennan e Lara se juntaram aos outros amigos na área externa, onde encontraram Alberto.

— Ora, ora! Os pombinhos finalmente se acertaram!

— Espero que sim — Lara sorriu para Rennan.

— Lara, fique aqui com o pessoal que eu vou lhe roubar o Rennan por alguns minutos. Rê, vem comigo, vamos ver se encontramos a chave de luz da casa, já olhei no poste de energia e está tudo bem, o problema deve ser lá dentro.

— Tudo bem, vou chamar o Caio para ir com a gente.

Rennan beijou Lara e foi com Alberto e Caio para dentro do casarão. Eles não tinham a menor ideia de onde poderia estar a caixa de força, mas estavam procurando, cada um com uma lanterna. O som lá fora estava alto, impossibilitando a comunicação entre eles.

Subiram as escadas, chegando ao corredor. Teias de aranha começavam a se aglomerar, devido à falta de limpeza. Havia três quartos de cada lado do corredor e uma porta no final dele.

— Não é possível que a caixa de força esteja em um quarto, não é Alberto? — questionou Caio.

— Se tratando de uma casa antiga, tudo é possível.

— Beleza, cada um entra em um quarto, olha geral e nos encontramos aqui — sugeriu Rennan.

Cada um se dirigiu para um cômodo, retornando poucos minutos depois.

— Nada.

As luzes piscaram.

— Olha, parece que vai retornar — Alberto disse e deu um passo para frente, sendo segurado por Caio.

— Olhe! — Caio apontou para o teto, e todos direcionaram a luz das lanternas e eles recuaram para trás ao ver uma aranha gigante, peluda e cheia de olhos vermelhos, sua mandíbula movimentava-se rápido e emitia um chiado horrível.

— Que porra é essa? — Alberto correu em sentido contrário, ficando a poucos centímetros da escada. — Vamos sair daqui agora!

Ao se virar, Alberto torceu o tornozelo, despencando escada abaixo. Rennan gritou e correu para ver como o amigo estava, mas foi impedido de descer pela aranha que parou na entrada do corredor.

— Merda! Corra, Caio!

Eles correram para a porta no final do corredor, abriram-na e encontraram outra escada, menor e mais estreita que a anterior. Subiram e se depararam com um pequeno alçapão, empurraram-no e subiram para o que parecia ser o sótão.

— Caio, me ajuda aqui — Rennan empurrava um baú para cima do alçapão por onde entraram. — Vamos bloquear para aquele bicho não entrar, e espero também que não desça.

Assim feito, Rennan e Caio sentaram no chão, desnorteados. O som continuava alto e os jovens gritando e se divertindo.

Rennan se levantou e se aproximou da pequena janela por onde podia ver lá fora. Abriu-a e olhou lá embaixo, fez gestos e gritou, mas ninguém o notou.

— Não podemos ficar presos aqui. O pessoal lá embaixo nunca vai nos notar, isso aqui é muito alto.

Caio também se aproximou e ao perceber a altura se sentiu zonzo, virou as costas e se apoiou na parede.

— Nem sonhando eu tento descer por aí.

— Claro que não! Seria o mesmo que suicídio, temos que passar pela aranha, é o único jeito.

Uma ventania forte começou a soprar, entrando pela janela e balançando a luminária empoeirada e cheia de sujeira que havia no teto.

— Só falta chover agora! — reclamou Caio.

Com o vento que entrava, uma fumaça de poeira se formou no interior do sótão, e, conforme o vento rodopiava, uma figura foi se revelando, e por fração de segundo eles juraram ter visto a imagem de um senhor alto e gordo, com um chapéu de cowboy, com os olhos em chamas e a boca aberta em um ângulo sobre-humano de onde saíam várias aranhas que encobriam todo seu corpo. Essa figura bizarra correu para o lado dos jovens e, assim que os tocou, empurrou-os pela janela. Caio passou direto, despencando até o chão. Rennan se segurou na beira da janela e ficou dependurado por ela. Com muita força, jogou seu corpo para cima, conseguindo se segurar na borda da mesma, e se jogou para dentro novamente, as dobradiças da janela se desprenderam, deixando-a cair.

O vento cessou, e Rennan lentamente se levantou, mas não encontrou a lanterna. Apenas com a luz da Lua que entrava pela abertura onde era a janela ele começou a empurrar o baú para sair dali.

Lá embaixo, ao som de MC Guimê, um casal se agarrava na cozinha, quando a moça percebeu um enorme casulo, onde Alberto estava todo enrolado por teia de aranha, com os olhos arregalados e a língua para fora, de onde escorria um fio gosmento, amarelado e malcheiroso. A garota gritou e saiu correndo, apavorada. Ao dizer o que tinha visto, ninguém lhe deu ouvidos, pensando ser efeito da maconha. Só então ela deu por falta do rapaz com quem estava e voltou lá dentro chamando por ele, mas nunca mais o encontrou.

Já exausto, Rennan conseguiu arrastar o baú, liberando sua passagem. Tirou o celular do bolso e acionou a lanterna. A luz era fraca, mas o suficiente para não ficar na escuridão total. Ele respirou fundo e desceu a pequena escada, girou a maçaneta lentamente e abriu a porta. As luzes piscaram, e ele ouviu um enorme grito de pavor, sem nem se dar conta ele fechou novamente a porta.

“Ora, não seja covarde, Rennan, é só seu medo, não tem nada lá. Isso não existe. E Lara está lá embaixo. Lara…”, pensou ele.

De novo, ele abriu a porta e dessa vez a atravessou. Fechou-a e iluminou o teto, mas só havia teia de aranha. “Normal, a casa está fechada há vários dias sem limpeza”. Continuou andando sem olhar para trás. Quando estava na metade do percurso, ouviu a porta do sótão sendo aberta. Um frio gelado percorreu sua espinha e todos os pelos de seu corpo se eriçaram, suas pernas pareciam ter perdido a força e sua garganta secou, podia ouvir seu coração bater, acelerado. Lentamente ele direcionou a luz do celular para trás e viu aquele senhor encoberto por aranhas e com os olhos em chamas caminhar na sua direção.

Rennan acelerou o passo e correu para a escada. Notou ao final dela um grande casulo. Olhou para trás de novo, e o velho estava se aproximando. Ele desceu rapidamente e quando olhou para aquela espécie de casulo não conteve o grito de pavor ao constatar o estado de seu amigo Alberto. Levou as mãos à cabeça, desesperado.

— Isso só pode ser um pesadelo!

As chamas do fogão se acenderam, e dessa vez ele sabia que o registro do botijão estava fechado. Rennan correu para a área e começou a pedir ajuda a seus amigos, mas nenhum acreditou nele, nem mesmo terminavam de ouvir seu relato. Sem saber o que fazer, procurava desnorteado por Lara.

Perto do jardim, encontrou o corpo de Caio todo retorcido e com o crânio aberto, sendo coberto por aranhas, e em meio às flores do jardim jazia um casal envolto no mesmo tipo de casulo em que viu Alberto.

O vento recomeçou e ele sabia o que isso significava. Correu para o carro de Alberto e desligou o som. Alguns jovens que ali dançavam ficaram irritados, mas ele nem os respondeu e tentou desligar o som dos demais carros, porém conseguiu apenas um forte soco no nariz.

Voltou para o carro do amigo e teve uma ideia. Gravou um áudio dizendo que a polícia estava chegando e conectou seu celular ao alto-falantes do som e o ligou. Ao ouvir isso, grande maioria dos jovens entrou em seus carros e fugiu. Mas outra parte ficou.

Rennan foi ao galpão que havia perto do galinheiro e procurou por algumas ferramentas que poderiam lhes ser úteis. Pegou algumas, entre elas um facão e um revólver, voltou para o lado externo e viu a figura do velho se formando e entrando na casa. Desesperado ele foi atrás e suas suspeitas foram confirmadas. Lara estava sendo enrolada pelas teias da enorme aranha.

— Não!!!

Seu grito despertou a atenção do enorme bicho, que rapidamente foi ao seu encontro. Rennan apunhalou o facão e tentou acertar o bicho, em vão. De costas, foi passo a passo que ele conseguiu levar a aranha até a área externa.

— O que é isso?!

Quando a primeira jovem gritou, todos olharam para a porta e perceberam a aranha gigante. O pânico se espalhou rapidamente e todos começaram a correr, pulando o murinho da área e derrubando tudo pela frente. O bicho também foi tomado pela energia local e começou a atacar e pisotear os jovens.

Enquanto a aranha se divertia lá fora, Rennan tentava soltar Lara das teias.

— O que está fazendo, seu imbecil? — uma voz grave e distorcida chamou a atenção do rapaz.

Rennan virou-se rápido e viu à sua frente a figura do velho de chapéu e aranhas pelo corpo.

— Deixe a comida da minha bichinha, já!

Rennan apressou seu ato, mas Lara estava inconsciente, o que dificultava o trabalho. Ele tremia e suava frio, mas não podia deixar seu grande amor virar comida de aranha.

— Você ouviu? Deixe a comida da minha bichinha, JÁ!

O velho levantou uma mão, e um forte vento jogou Rennan longe. Meio zonzo, ele se levantou e sacou o revólver. Disparou três vezes no velho, mas onde a bala entrava o buraco era ocupado por aranhas, e ele não se abalava.

— Não seja idiota, rapaz! Como você vai matar alguém que já está morto? Prometi à Gerúndia que mesmo morto traria comida para ela, mas você levou embora comida que daria para o ano todo! Você vai pagar por isso e vai virar comida também!

— Velho ridículo!

Rapidamente Rennan saiu com Lara no colo e a levou até o carro de Alberto, a colocou no banco traseiro, mas antes que ele fechasse a porta foi puxado pela teia da aranha, se vendo debaixo daquele enorme ser, e sua mandíbula abria e fechava como um alicate gigante, e o rapaz teve a certeza de que teria seu crânio esmagado. Sacou a arma e deu o último tiro na aranha, que fez um barulho horrível, saindo de cima dele e correndo amedrontada para o velho.

Rennan aproveitou a oportunidade para entrar no carro e pisou fundo no acelerador, deixando o velho, a aranha, Alberto, Caio e toda a chácara do terror para trás.

Lara continuava desacordada e Rennan a levou ao hospital assim que chegaram à cidade.

Os seguranças do hospital acharam estranho um jovem chegar de madrugada, com o porta-malas do carro aberto, sujo e com sangue no nariz, carregando uma jovem inconsciente e enrolada em um lençol branco e chamaram a polícia. Foi aí que Rennan contou sua história aos policiais e, quando todos riram dele, ele se exaltou e acabou algemado e levado para a delegacia.

— Estávamos numa Rave na chácara do falecido seu João dançando e nos divertindo quando a energia acabou. Alberto, Caio e eu fomos procurar pela caixa de força do casarão, mas Alberto caiu da escada e Caio se desequilibrou ao olhar pela janela do sótão e também acabou caindo — finalmente Rennan falou.

— Ah, então agora o fantasma do velho desapareceu e a aranha gigante também? — disse o delegado, em tom de deboche.

— Foi tudo um lamentável acidente, doutor.

— Claro, mesmo porque o relatório do IML constatou que vocês estavam todos drogados, não é mesmo?

Rennan abaixou a cabeça.

— Menos você. Você tinha álcool no sangue, mas não tinha qualquer outra substância. Por que inventou toda aquela história?

Lentamente Rennan ergueu os olhos e estreitou-os, fitando o delegado seriamente.

— Vamos até a chácara fazer a reconstituição que lhe explico detalhe por detalhe tudo o que aconteceu.

Foi a última vez que o delegado Freitas e sua equipe foram vistos.

[imagem: Editora Fonzie]

7 comentários em “Chácara do Terror – Vanessa Honorato

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  1. Olá, querida! Seu conto poderia, facilmente, virar um filme. É um autêntico roteiro de “slasher movie” com festa, sexo, adolescentes e bizarrice. Já pensou em investir neste trabalho? O conto é cheio de ação e leve (apesar dos monstros). Porque não existe tempo dentro do conto para explorar nuances psicológicas dos personagens. E nem esta parece ser a intenção do conto. Acho que foi bastante vitorioso dentro de sua proposta. Parabéns pelo texto e obrigada por trazer terror para nós. Beijos.

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  2. Concordo com a Iolandinha. Você poderia muito bem explorar todas as nuances psicológicas desses personagens tão peculiares. Terror não é fácil de escrever. Eu não me arrisco por esses pagos, mas gostei muito do que li. Parabéns pelo texto. Um grande e carinhoso abraço!

    Curtido por 1 pessoa

  3. OI, Vanessa. Um conto de terror, então. Sabe que concordo com as colegas? A história está muito imagética e cheia de ação, daria um bom filme dentro do género. Falta o elemento psicológico, sem dúvida. Precisa mais espaço para incluir essa parte. O psicológico é sempre a chave do terror. Temos de sentir o que sente o personagem. E visto que terror é um género irracional, não precisa grandes teorias pra meter esse fator. Penso que não é segredo para ninguém que não aprecio terror nem FC. Não vou deter-me aqui nos porquês e muito menos nos porquês da FC, mas no terror tem a ver com isso; é para um público fácil, que quer emoção mas tem alguma preguiça para pensar e encontra no terror a possibilidade de se emocionar sem grande trabalho. Em contrapartida, sendo de fácil consumo, acredito que seja de muito difícil produção. Eu nem me atrevo, mas com você é diferente: está visto que criou essa história diabólica com a maior facilidade, então, com um pouquinho só de mais palavras, puxe o leitor para dentro da casa, obrigue-o a ver com os olhos de Renan e fica perfeito. Beijos.

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  4. Querida Vanessa,

    Que bom tê-la por aqui novamente!

    Concordo com as meninas sobre filme e tudo o mais, porém, vejo o conto também como uma criação de literatura para jovens, uma trama de terror e ação, inserida neste ambiente do jovem leitor, inclusive nas citações musicais. O jovem e iniciante leitor (um conto de formação), certamente se identificará com o todo criado.

    A imagética do conto nos faz ver cada cena com nitidez, ao menos foi isso que aconteceu comigo.

    Espero que volte sempre a publicar por aqui!

    Beijos e parabéns.

    Paula Giannini

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  5. Estava com saudades das histórias de terror da Vanessa. Temos aqui um bom thriller com boa dose de suspense, tensão e excitação e envolvendo um fantasma-psicopata violento perseguindo e assassinando um grupo de jovens e, depois, o grupo de policiais. A arma usada são as aranhas, terrível, hein?

    Este gênero traz de volta velhos clichês, sexo, mortes violentas, música alta, jovens, policiais irônicos e descrentes, mas é que os fãs gostam e o seu texto está muito bem desenvolvido, diálogos convincentes, muita ação, cenas assustadoras. Parabéns pelo trabalho. Beijos.

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  6. Olá, Vanessa! Que surpresa ler uma história de terror que não fosse da autoria da Iolandinha kkkk, precisei ler novamente a autoria para me certificar de que não me enganei! Não é fácil escrever terror, mas vc já nos põe na história(como leitoras) desde o começo. Concordo com as meninas, há o elemento imagético bem delineado e bem construído que nos aproxima do conto. Eu não sou capaz de criar nessa seara. Parabéns pela bela narrativa de suspense!

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  7. Olá Vanessa! Li seu conto já faz tempo mas só agora percebi não tê-lo comentado. Gostei bem da sua história. Um terror adolescente, cheio de elementos – suspense, romance. monstros, investigação policial – e muita ação. O conto está bem desenvolvido e esse monstro aracnídeo me surpreendeu pela criatividade. Também curto escrever terror e sei bem como é difícil inventar monstros inovadores. É isso, garota. Gostei de ler e te encontrar por aqui! Beijos.

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