Outras Mulheres – Conceição Soares

O evento.

Foi uma série de explosões, depois disso, o caos. Tudo veio abaixo junto com o patriotismo das mulheres. A única parede da Metalúrgica Gazola que ficou de pé foi aquela onde o quadro de Santa Bárbara estava pendurado, a protetora contra os raios e as explosões, a única que ficou intacta quando tudo o mais virava ruína.

Lúcia, com o rosto ensanguentado, puxou-me pela mão, dizendo que eu seria de grande valia, como se meu conhecimento de medicina pudesse ser útil àquilo que já era escombro. Insistiu e eu a segui. Com cuidado, fomos adentrando o pavilhão, varrendo-o com as pernas, escarafunchando os destroços ainda em chamas; com os olhos, varávamos as volutas de fumaça se espraiando no ar; com as mãos, remexíamos os restos chamuscados a pedir socorro, até que encontrei uma mão eriçada buscando ajuda. Já não havia voz. Assim achamos Odila, nossa colega de ofício, com os braços em asas a buscar socorro de um lado e o toco de perna crestado do outro, a mulher partida, como nós. Julho de 1943, ainda hoje lembro bem da data, a memória servindo como penitência. Caxias do Sul nunca mais foi a mesma depois disso. Eu também não.

O passado.

A vida na fazenda só era boa para quem não se importava com o cheiro de lavagem de porco ou de estrume de vaca ou galinha. Para quem não se incomodava de acordar às quatro da madrugada e se atracar ao trabalho braçal que exigia um esforço considerável, do nascer ao pôr do sol: arar a terra, coivarar o terreno, abrir covas, capinar o mato para no final reconhecer que era a terra que paria a vida, a única que fecundava seu suor, sangue e lágrimas. Tratasse-a bem e ela o recompensaria com bons frutos. Verdade que, às vezes, era voluntariosa: por mais que o sacrifício do semeador extrapolasse a rotina dos dias quentes ou frios, a terra recusava-se a procriar, vítima da seca ou de geada, coisas que lhe fugiam ao controle. Fora esses contratempos, era soberana. Aquilo para mim não era vida, nunca foi.

 Quando a besta se instalou cá dentro do peito, clamando por uma definição de vida, vi que o limbo a que me impus ia me dragar para o inferno.  Era preciso uma decisão: continuar na fazenda ou seguir os estudos para o que realmente queria: ajudar a salvar vidas. Minhas três irmãs, completamente distintas do meu gênio aguerrido, eram de opinião de que eu me assemelhava a um homem: arrogante e egoísta, todas compartilhando da mesma maldade e intolerância. Não tinha culpa se exalava outros cheiros: liberdade, sobrevivência e cumplicidade. A submissão incômoda a que minhas irmãs se sujeitavam nunca se acomodaria em mim porque nunca foi prioridade na minha vida. Prioridade era aprender a curar. Naquela época, já vivia de despedidas.

Foi meu pai quem me deu o incentivo, que eu seguisse com minha vida, disse-o na simplicidade de quem conhece onde aperta o calo e o canto. Segue teu coração. Minha mãe ralhou: onde já se viu deixar a menina ao léu numa cidade grande? Caxias do Sul não era tão grande assim, mas entendi sua apreensão como a parte triste da emancipação dos filhos, s síndrome do ninho vazio, o cativeiro onde nos querem iguais e juntos, nessa espécie de simbiose que não difere uma irmã da outra, uma simbiose que nada nos agrega e nada nos define. Eu nunca seria igual a elas, nunca quis filhos, somente caminhos que não me oprimissem e que pudessem dar alento ao resto da humanidade que não via nos bichos e nas plantas a razão de viver.

Danilo me arrancou dos pensamentos mórbidos, não da morbidez. Professor de Anatomia na faculdade, encantou-me com seu entendimento de músculos e de tecidos. Peles, pelos e poros em êxtase e em exultação, transmitindo vida ao que estava encoberto, esperando renascer. Em sua cama, fui amparada. Em sua cama, fui arrancada de mim para voos por outros altares, levada aos confins do mundo em órbitas de um amor abissal que me remetia às profundezas de mim mesma. Uma sensação de caminhar sobre os mortos da mesma forma que caminhava sobre os vivos, no paraíso.

Durante as aulas, total discrição, um sorriso contido de canto de lábio, um vislumbre no olhar mareado de desejo, um toque de leve no ombro sinalizando que suor, sangue e lágrimas podiam ser fecundados em camas e em cumplicidade, mas alguém se incomodou com nossa entrega e a intriga se fez. Levaram o caso ao coordenador que levou ao reitor que acabou expulsando-o da faculdade. A mulher expulsou-o de casa e nunca mais o vi, por pudor ou por punição, nunca soube. Acabei abandonando a faculdade, desgosto intolerável frequentar as mesmas salas e os mesmos corredores quando a essência do que era já não mais existia. Quem se faz inteiro, não mais se presta à metade. Foi então que me descobri grávida. E como grávida não pude seguir. Abortei, que era só o que me cabia, o feto escorreu-me pelas pernas, ensanguentado com minha vergonha e covardia. Esse segredo trago comigo até hoje. Só eu sei das minhas tristezas, da minha incapacidade para a maternidade.

Somos seres famintos em busca de libertação ou de morte, o que primeiro se fazer. Somos passagens sombrias que se firmam quando o incômodo nos habita, a dor nos invade, a falta vira berro e se encurrala na alma. Já sem autoridade sobre corpo ou mente, resolvi debandar dos estudos. A metalúrgica me pareceu um bom local de acolhida, fria e insensível o bastante para me pôr inteira. Juntar os cacos, castigar os fantasmas da ausência e da perda até me renovar como uma lagarta num casulo.

A Gazola se metamorfoseou como eu, começou como uma pequena empresa que fabricava munições para caça, depois especializou-se em cutelaria, talheres e baixelas, até ser encampada por Vargas, declarada de interesse militar para um país que acabava de ingressar na guerra, passando a fabricar ogivas, granadas, bala de canhão e espingardas. Utilizavam mulheres, a mão-de-obra mais barata que havia, a maioria delas italianas ou descendentes de italianas. Se havia ambiguidade nisso, algum conflito existencial, nunca soube, só soube que a cumplicidade entre as mulheres lá dentro sempre foi genuína.

Odila foi minha heroína, uma italiana cujo marido tinha morrido numa epidemia de varíola, empastava na testa a preocupação de criar o filho sozinha, administrava insignificâncias, assim como eu. Depois de achada no meio dos destroços, foi levada ao hospital. Fui vê-la duas vezes antes de falecer, antes que sua vida naufragasse numa fumaça de culpas e de abandonos. Pediu-me que cuidasse de seu filho como se fosse meu. O que dizer a uma mulher moribunda? Menti, como mentem os amantes, como mentem os palhaços, como mentem as mulheres que não querem impor sua trajetória equivocada de vida.

O presente.

Depois da morte, do velório e do enterro de Odila, Giovanni foi viver comigo por uns tempos, até eu resolver o que fazer. Consegui sua guarda temporária junto aos órgãos competentes, deixei a passagem dos dias silenciar seu choro. Uma criança de dez anos nunca deveria saber de lamentos, de perdas e de faltas, não é mesmo? Retornei à fazenda de meus pais que já estavam velhos e sentiam falta de vida, com minhas irmãs já casadas e às voltas com suas famílias. Deram graças quando me propus a retornar para cuidar do que sempre nos pertenceu, o pai e a mãe. Eu achei um sopro de ironia, não era nada daquilo que quis fazer da vida. Mas o que é a vida senão armadilhas do destino? Bati de leve na porta do quarto.

̶  Chi è?

̶  Sono io, Conceição. Vieni a mangiare, Giovanni. Polpette e pasta.

Fazia o meu melhor. Arranhava algumas palavras em italiano, esforçava-me a falar sua linguagem, dava a ele, almôndega e macarrão, que é o que nos mantém firmes. Todo o resto é bobagem de almas atormentadas. O ragazzo estava se saindo bem, até que Vargas proibiu que se falasse o italiano em terras brasileiras. Eu vi a identidade do menino escorrer pela garganta, aprisionando seus antepassados no silêncio, condenando a mim e a ele a uma mesma solidão. Giovanni mudo, falava somente pelos olhos. Foi quando aprendi a ler suas mágoas e seus rancores, quando a vida lhe toma tudo, começa-se a semear cruzes. Giovanni tinha muitas, já em tão tenra idade. De tanto calar, esqueceu das palavras. De tanto odiar, esqueceu de viver. Inventou sua própria partitura, uma música que só ele ouvia, recolhido no quarto que resolvi decorar com carrinhos e bonecos de super-heróis.

Tomei para mim a tarefa de inventar luz onde não havia, resgatar sua voz, reconciliar a vida, curar a sua dor. Vivia revoltado e eu, resignada com minha incompetência. Um dia, pedi a ele que me acompanhasse ao chiqueiro para levar a lavagem aos porcos, ele de banho recém-tomado, eu apressada para fazer o jantar, ele resmungando qualquer coisa, eu sem paciência para entender. Dentro da pocilga, quis tomar-me a lata das mãos, desviei evitando que ele se sujasse, ele insistiu, gritei nomes, mas a tanta força e ferocidade não há resistência que chegue. Tropecei, tropeçamos e caímos na lavagem fétida que teve um efeito acolhedor, de quem encontra alegria em brincadeira sem sentido prático, com a ingenuidade dos que compartilham segredos. Giovanni riu da sujeira que me cobria a pele. Eu ri do fedor que lhe cobria a cabeça. Foi quando ele me chamou de mãe, assim de repente, assim do nada, chegou-se a mim e me abraçou. Naquele momento, entendi que foi o filho que havia parido a mãe.

Personagem que inspirou essa história

 

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19 comentários em “Outras Mulheres – Conceição Soares

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  1. Olá, querida amiga Contista! Eu gostei muito do seu conto, desenvolvimento perfeito da personagem, usou todos os elementos da ficha e criou os seu próprios, dando uma identidade sua para o conto. Essa personagem merecia muito mais do que um conto, ela é muito maior do que isso, mas você soube explorá-la com maestria! Uma linguagem poética e ótimas metáforas deram o tom desse conto! ” Naquele momento, entendi que foi o filho que havia parido a mãe.” Frase perfeita! Parabéns! Um abraço!

    Curtido por 6 pessoas

  2. Querida Contista,

    Tudo bem?

    Um conto com ares das histórias épicas inspiradas nos imigrantes Italianos como A Colônia Cecília, por exemplo. Aqui, a escritora nos traz grande parte da vida da personagem em várias etapas de sua maturidade.

    Assim como para a Priscila, para mim, o ponto alto da narrativa também está na frase do filho parindo a mãe. Mães adotivas são assim mesmo, sentem-se escolhidas pelos filhos. De certa forma, espíritas também acreditam assim com filhos naturais, e eu, com os animais que resgato. Sinto como se eles me escolhessem.

    A estrutura como o conto foi construído é ponto que também merece destaque, alternando tempos em estruturas separadas que instigam a curiosidade do leitor. Um belo conto que poderia se transformar em filme ou romance.

    Parabéns!!!

    Beijos
    Paula Giannini

    Curtido por 6 pessoas

  3. Acho que vou chorar muito com os contos deste Desafio! É muita comoção!

    Narrativa bem adequada à proposta, quanto à construção da personagem e desenvolvimento do enredo. Leitura fluida, agradável, com certa dose de suspense, mistérios e historicidade.A autora mostrou-se uma artesã, que usa a técnica para construir seu mundo imaginário, repleto de reviravoltas, em que cada fragmento pode ser plenamente sentido, assimilado.

    A atmosfera textual não chegou ao trágico, mas há uma indisfarçável nostalgia, um sutil sentimento de inutilidade das coisas e nos contatos humans, quebrado com a frase final que, já disseram nos comentários, é a cereja do bolo.

    Parabéns pela densidade humana que nos trouxe. Beijos!

    Curtido por 5 pessoas

  4. Nossa, amiga contista, você soube lapidar um enredo como ninguém. Acredito que a história narrada com tanta habilidade possa se transformar em um belo romance. Há muitos elementos para que isso aconteça e sem dúvida, você saberá conduzir a trama como ninguém. Adorei o desenvolvimento com aspectos históricos, funcionando como excelente pano de fundo para o seu conto. A leitura flui fácil e é impossível não se emocionar com o final tão bem trabalhado. Parabéns, mas parabéns mesmo!

    Curtido por 3 pessoas

  5. Ai, que p*t*m*rd*! Chorei aqui. Perdão. Mas é emoção. Tão lindo esse conto! Tão cheio de coisas que sei! Um zilhão de estrelas para você.Não sei se perfeito cabe, porque pra mim, precisava ser mais. Impecável, talvez. Um grande e carinhoso abraço!

    Curtido por 7 pessoas

  6. Olá, Contista! Obrigada por participar do nosso desafio 🙂

    Estou impressionada com o desenvolvimento desse conto, com a sensibilidade com que a autora conseguiu ir além do que estava na ficha, acho que além do que imaginou a dona dela, que com certeza está muito orgulhosa e feliz com o resultado. A estrutura do conto contribuiu muito para que tudo se encaixasse, a escrita poética com belíssimas passagens deu aquele toque refinado ao texto aparentemente simples. Há muitas camadas neles, tudo muito bem pensando, e o desenvolvimento da personagem? lindo. Conhecemos Conceição, sua vida, suas escolhas, seus medos, seu destino.

    A resolução do conflito foi impactante, sutil, e muito bonito.

    Parabéns pelo belíssimo trabalho, as duas.

    Beijo!

    Curtido por 6 pessoas

  7. Um conto muito bom. Enredo, estrutura, linguagem, tudo muito bem equilibrado. Emoção na medida certa. Leitura que desliza, metáforas interessantes que fazem pensar. Gostei sobretudo, ao final, do reconhecimento do amor por parte do filho adotado a partir do mergulho na lavagem do porco. Também gostei muito da forma como a autora, em poucas palavras, construiu um pré adolescente tão bem delineado. Parabéns, Contista! Beijos!

    Curtido por 5 pessoas

  8. Muito bacana a maneira como você desenvolveu esta personagem, construindo-a em primeira pessoa, estruturando em passado e presente, acrescentando fatos históricos da época, evitando os clichês e os elementos desnecessários à trama. Tudo ali está bem amarrado, a história vai se desenrolando diante do leitor de forma suave e direta. Muito interessante também a forma como você soluciona o conflito. Um filho que ela nunca quis ter, mas que praticamente “cai” em suas mãos. O que fazer quando a gente nega, foge, evita, mas o destino vem e joga na nossa cara. A decisão dela, no leito de morte da amiga, diz tudo sobre a personagem. Ela podia ter dito claramente que não podia criar o pequeno Giovanni. Mas ela aceitou, mesmo que achasse que estava mentindo, ela aceitou. E essa decisão mudou toda a sua vida, do mesmo jeito que a sua decisão anterior, de deixar a família e ir atrás do sonho de ser médica, havia mudado tudo também. E, às vezes, aquilo que parecia ruim se torna a melhor conquista da vida. E isso acontece em tantas vidas… Muito bonito seu conto, você consegue tocar a alma da personagem, e da leitora aqui também, parabéns!

    Curtido por 5 pessoas

  9. Gostei do conto. Achei bem fiel ao personagem. Acredito que o aborto poderia ter sido substituído por outro segredo, todavia, seria interessante saber o que se passou em sua mente depois que ela passou a cuidar do garoto, tornando-se sua ‘mãe’. Será que sentiu remorso pelo filho legítimo? “foi o filho que havia parido a mãe.” provavelmente a frase mais marcante do desafio.
    Bjs ❤

    Curtido por 5 pessoas

  10. Nossa!, que reviravolta, né?

    Olá, Contista!

    Começando pelo fim e, me baseando na ficha, pensei que o conto iria falar de feminismo a frente do tempo ( o que não seria ruim). Mas não foi bem isso o que foi mostrado e, se te interessa, confesso que gostei muito mais do que você desenvolveu do que aquilo que me pareceu ser — Opa, estou me perdendo 🙂 .
    O conto começa instigante e depois apresenta a vida da personagem antes de chegar até ali. Ok, fui me deixando levar aos poucos e quando chegou na descrição do romance na faculdade em diante, me vi apontando para a tela do pc e exclamando coisas como: “Isso ficou bom” ou “Taí uma construção frasal de impacto” — No caso, a frase é o lance do filho parir a mãe. Muito bom mesmo.
    Talvez pela ida e vinda da personagem, ou pelos acontecimentos o conto tenha ficado com gosto de queromais, mas você segurou bem porque a Conceição ficou bem humana.
    Parabéns!

    Curtido por 6 pessoas

  11. Olá, Contista. Li este conto na altura em que foi publicado e fiquei empolgada. Visto que estou a comentá-lo quando as autorias dos personagens já foram reveladas, então posso agora agradecer abertamente o tratamento soberbo que deu à personagem que criei e em relação a quem não estabeleci um plano próprio, tive apenas o cuidado de lhe dar alguém com uma personalidade forte e um passado, deixando espaço para desenvolver a história que muito bem entendesse. Mas você foi muito além e criou toda uma nova história sem fugir um milímetro à proposta recebida, de que utilizou o que dava nais-valia à história que contou e referiu apenas as partes que não acrescentavam nada a essa mesma história. O seu trabalho foi extraordinário: você revelou mestria, sensibilidade, engenho e arte narrativa, deu densidade à personagem e enriqueceu-a levando-a muito além da proposta. Enfim, vou ter de controlar a minha visão sobre o conto (que naturalmente o privilegia) para tentar não lhe dar a melhor avaliação em tudo. Parabéns e obrigada. Um beijo.

    Curtido por 4 pessoas

  12. Olá, Contista!
    Belo conto, você nos trouxe. Você contou em algumas palavras o que certamente daria um livro, me emocionei várias vezes, fui às lágrimas, de verdade.
    Sua escrita é altamente poética – o que me leva a desconfiar da autoria rs -, leve e ao mesmo tempo profunda, complexa.
    Como todas as colegas comentaram, a frase “entendi que foi o filho que havia parido a mãe.” é o norte e conclusão do conto.
    O segredo, o conflito, tudo realmente seguiu a ficha e foi além.
    Amei seu conto!! E parabéns á Ana também pela personagem.
    beijos!!

    Curtido por 3 pessoas

  13. Mais um daqueles de tirar o fôlego. Lido de uma vez só, nem sei se é curto ou longo, não sei de nada, só sei que amei essa personagem, a narrativa que tem tanta força e o desenvolvimento dessa história. E que final perfeito! O último parágrafo foi para fechar com chave de ouro. Cumpriu o desafio além da expectativa, bem de acordo com a ficha e ainda nos deu um bônus: essa emoção transbordante. Parabéns!

    Curtido por 2 pessoas

  14. Também senti que a autora além da ficha nos ofertou um bônus… Criou em cima do que lhe foi oferecido na ficha e criou muito bem! Parabéns!
    O incêndio na metalúrgica, foi uma alusão ao dia das mulheres e pensei em que enredaria para uma trama panfletária.. mas mesmo vc abordando as questões feministas, as trouxeste com sensibilidade e emocionando…

    Curtido por 2 pessoas

  15. Olá querida Contista!

    Jéééééééésus. Que conto!
    As palavras ainda ressoam em mim. As construções, os pensamentos, os socos na cara. Essa personagem carrega verdade na sua vida. Ela vive o bem e o mal, a tentativa e erro, ela vive.

    De verdade, está difícil de comentar, pois está excelente. Publica isso!
    O final ainda me tirou uns arrepios na pele e na alma.
    Está muito coerente com a ficha e vai além.

    Parabéns milhões de vezes.

    Curtido por 1 pessoa

  16. Sandra, meus parabéns! Seu conto ficou sensacional. Lindo, poético, dimensional, profundo, A personagem extremamente bem trabalhada, era uma pessoa apaixonante, aquilo que eu queria ser. Uma mulher de largos horizontes, mas preocupações estreitas. O filho que criou, os pais para cuidar, o amor que viveu… Linda demais. Parabéns. Seu conto está um abuso de bom.

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