SEM TONS – Alina

Nasceu totalmente desprovida de melanina, como se toda a cor da sua gente tivesse escorrido por um ralo imaginário. As raízes africanas só se revelavam nos traços fortes, nos lábios generosos, sedentos de um calcado a mais de ébano. Nada nela se escurecia, a não ser a rejeição que logo se apresentou como companheira fiel.

Coube à família, a missão de acolher a menina, criá-la em seu seio com os valores de seus ancestrais. Mas como aceitar aquele ser tão diminuto e ao mesmo tempo tão estranho a tudo que antes era familiar e natural? Todos ali se orgulhavam de ser o que eram, sem misturas que mesclassem outros tons ao padrão herdado.

Por falta de atenção ou talvez até uma ponta de ironia, batizaram a criança com o nome de Alina. No decorrer da infância, entre colegas de escola e até mesmo no convívio doméstico, a rima caiu como uma luva para que o bullying se esparramasse como praga. Era Alina, a albina.

Fugir de sua condição física era um sonho que a menina sabia que nunca se realizaria. Pediu ao Papai Noel uma vez, outra vestimenta para o seu corpo, que tingisse sua pele com o mesmo tom dos seus irmãos. Queria ser Alina, a retinta, mas não houve jeito, e a vida teve de continuar, desbotada e jocosa.

Pela sensibilidade e receio de maiores tragédias, Alina cobria-se de todas as formas: óculos escuros, mangas longas, saias compridas, cabelos a lhe tampar parte do rosto. Do sol, pouco contato mantinha. Vivia fugindo da luz, buscando alguma alegria no escuro que lhe convinha. Sempre com os dedos cruzados, torcendo para o dia amanhecer chuvoso e assim permanecer. Era a sua chance de ser livre, de poder brincar sem ter que correr dos raios solares.

Alina cresceu sentindo-se uma estranha na família, mas aprendeu a ignorar aqueles que ao invés de protegê-la, mal disfarçavam a aversão que sentiam. E assim que pôde, saiu de casa, sem se incomodar em dizer adeus. Queria conquistar seu lugar no mundo, mas nem sabia que mundo era aquele que a esperava.

Tentou se manter quase invisível, vivendo de pequenos bicos que lhe garantiam apenas a sobrevivência. Depois de alguns meses, passou a dividir um pequeno apartamento com sua prima Marcela.  

Após enfrentar uma sucessão de trabalhos pesados e mal pagos, Alina recebeu uma proposta bastante inusitada. Aceitar aquele convite vindo de Marcela parecia o mesmo que assinar um atestado de total desespero.  

Mesmo se sentindo muito desconfortável com a situação, Alina resolveu arriscar. Aceitou fazer uma tentativa no Salão dos Prazeres, negócio gerenciado pela prima. Os primeiros dias foram terríveis, pois a timidez e a total falta de experiência dificultavam o desempenho da nova função. No entanto, não ousou desistir da única oportunidade que havia lhe sido oferecida. Engoliu o orgulho e até mesmo o receio da provável rejeição, e se empenhou em virar a melhor massagista sexual que alguém sonhara conhecer.

A fama da nova funcionária correu o circuito dos interessados em toques mais sensuais, em um final feliz no manejar de seus corpos. Como uma espécie de fetiche e para tentar se proteger dos olhares mais cruéis, Alina fez uma única exigência: seus clientes deveriam entrar na sala de massagem já vendados. O mistério tornou-se um toque a mais para atrair a crescente clientela.

O Salão dos Prazeres prosperou graças às cobiçadas mãos de Alina, que não media esforços para agradar a todos. De uma forma particular, sentia-se poderosa a massagear corpos e egos masculinos, que ignorando a sua aparência, fantasiavam com uma beleza padrão que ela jamais alcançaria.

A jovem não se importava com o que pensavam dela, desde que demonstrassem sua satisfação com ostensivas gorjetas. Os dias passavam com pressa de novidades, e Alina viu-se gostando do que fazia, pois sabia que ali ela era a melhor.  

─ Boa tarde. Pronto para receber o maior prazer da sua vida? ─ Repetiu a saudação ensaiada há tanto tempo que já não se dava conta da automação da sua voz.

Virou-se para conduzir o cliente à cama de massagens. Foi então que paralisou impactada pela imagem que mal cabia em sua retina. O homem era grande, mas tão grande que as suas proporções transbordavam em redundante abundância. Alto, mais do que forte, mais do que somente gordo, um obeso beirando ao inacreditável. Ou talvez, a reação exagerada de Alina tenha sido despertada por um preconceito guardado em uma gaveta de sua mente que ela, até então, não sabia possuir.

Não sei se posso… se tem jeito de… ─ ele hesitava entre se aproximar ou manter uma distância segura.

A voz do homem, embora de um timbre bastante agradável, carregava o tom mais grave da rejeição. Alina reconheceu o desafinar do medo, as notas mais densas da degradação da autoestima. 

─ Claro que tem jeito… Sempre terei um jeito para você, meu bem.

A performance programada agora parecia mais difícil de representar, mas ela se esforçou. Engoliu em seco, concentrando-se para não deixar a ânsia envolver seus sentidos. Era uma profissional, não deveria recusar um bom cliente, fosse ele um ET ou um padre. Afinal, quantos bandidos já não haviam se deitado ali e recebido seus agrados.

─ Moça, eu só quero relaxar, está bem? Não precisa fazer nada …ah… bem… você sabe. ─ e fazendo uma pausa quase dramática, esclareceu suas intenções ─ Só preciso sentir o seu toque…

Ela entendeu mais do que as palavras, a necessidade de se sentir acolhido, de não sentir uma aberração por alguns minutos. Impossível não se identificar com o desconforto com o próprio corpo.

Ele deitou-se, desajeitado, movendo-se com a pouca agilidade que lhe era possível, e cobriu o que podia com o roupão que haviam lhe dado. Inspirando e expirando três vezes seguidas, Alina concentrou-se no seu trabalho. Suas mãos desfizeram nós, como se flutuassem sobre o corpo imóvel, entregue ao silêncio, sem de fato tocá-lo.

Depois, como se levada por uma melodia interior, o toque sutil, quente, como se uma calda de chocolate deslizasse pelo seu peito, fluindo pelos braços. Lenta imersão, dedos pressionando pontos que ele desconhecia existir.  

─ Conte-me sobre você, meu bem.

Chamava-se Ricardo e, aos 32 anos, morava com os tios no subúrbio. Sustentava-se com a criação de videogames que faziam sucesso com a garotada. Julgava-se bem-sucedido profissionalmente, mas a satisfação com a sua vida parava aí.

De resto, sou só essa coisa que você está vendo.

Estava vendo. Ele não. Ela sentia a carne macia entre seus dedos, como se mergulhasse as mãos em seda. O cheiro também era bom, algo entre o cítrico e o amadeirado. Parecia ter o cuidado de não causar maior aversão do que poderia suportar. Experimentou fechar os olhos e deixar o instinto conduzir a massagem. Por pura intuição, conseguiu se conectar àquele corpo, misturando sentidos e provando sinestesias absurdas.

Depois que ele se foi, Alina procurou não pensar mais a respeito daquele encontro. Não queria entrar em contato com suas próprias angústias, encobertas pela poeira do tempo. Ricardo era apenas mais um cliente e provavelmente não voltaria a vê-lo. Duvidava que ele a procurasse. Mas a vida sempre surpreende.

 ─ Que bom que voltou, meu bem. ─ Alina tentou disfarçar a surpresa em sua voz. ─ Merece até um bônus…

Ricardo apenas repetiu o procedimento da vez anterior, deixando-se levar pelas sensações que as mãos e a voz de Alina provocavam em seu corpo. Não se sentiu constrangido por se permitir o prazer que ela lhe oferecia. Era o trabalho dela e ele não queria que nada atrapalhasse aquele momento.

─ Conte-me mais sobre o seu trabalho. Quero descobrir tudo sobre você. ─ deu uma leve risada como se estivesse corando ─ Posso?

─ Você pode fazer o que quiser comigo, moça.

E ele não estava brincando, estava realmente entregue àquela personagem que ela tão bem encarnava. Começou a falar do lado criativo do seu trabalho, das horas que passava concretizando as ideias que muitas vezes surgiam do nada, ou de algum pensamento maluco que invadia seus sonhos.

Ela interessou-se pela conversa, mesmo que antes houvesse puxado o assunto por hábito. O homem parecia relaxar quando falava de suas conquistas profissionais, dos seus sonhos de menino, dos projetos que ainda queria realizar. Sorria entre os gemidos provocados pelo toque de Alina. Parecia tão inocente e dócil, que a jovem condoía-se por ele, por sua velada rejeição, a secreta repugnância pela própria aparência.

Ricardo voltou outras tantas vezes, tantas que acabou se tornando cliente habitual das quartas-feiras. O horário permanecia reservado para ele na agenda de Alina. Passaram a conversar sobre tudo, como se fossem amigos que se reviam depois de muito tempo. Ela acabou revelando que não tinha uma aparência comum e que muitos não a consideravam atraente. No entanto, não conseguiu contar toda a verdade, deixando Ricardo acreditar que possuía uma beleza exótica.

À medida em que iam ganhando mais intimidade, Alina passou a ver aquele cliente de uma forma especial. Acostumou-se com a volumosa presença, apreciando o sensual despertar do contato. Tornaram-se parceiros em uma aventura que o tempo tratava de camuflar os riscos.   

Alina alegrava-se quando chegava a quarta-feira e via o nome de Ricardo na sua lista de atendimentos. Um bom sujeito com uma conversa divertida. Alguém especial que gostava de rever. A aparência dele não era impedimento para que ela se aproximasse cada vez mais. Assim como ela, merecia ser tratado com respeito. Ambos eram diferentes do que se esperava deles e assim seguiam marginalizados.  

─ Meu cliente das 17 horas não veio?

A mocinha da recepção procurou na agenda e respondeu que não havia ninguém marcado para aquele horário. Alina insistiu, dizendo que deveria haver um engano, já que todas as quartas estavam reservadas para o mesmo cliente – Ricardo.

─ Parece que ele desmarcou hoje de manhã.

Não apareceu na quarta-feira seguinte. Nem na outra. Nem mesmo dali um mês. Talvez tivesse desistido de sua “hora de prazer” como ele costumava chamar a sessão de massagem. Ela sentiu-se incomodada com a falta de notícias. Sentia falta da conversa, das risadas, até mesmo da pele e do cheiro dele. E mais do que tudo, sentia falta da cumplicidade, de estar com alguém que a conhecia mais do que ninguém.

Aquelas semanas de ausência, o vazio jamais preenchido em sua agenda, tudo levava Alina a desconfiar dos próprios sentimentos. Repetia para si mesma que era tudo uma bobagem da sua cabeça, que clientes chegavam e partiam, ninguém estava ali para se relacionar de verdade. E por mais que o seu lado racional dizia que deveria concentrar no trabalho e nas contas a pagar, ela não conseguia esquecer de Ricardo, e culpava-se por isso.

Por todas as razões que não cabiam em uma explicação, Alina viu-se afogar em alegria ao ouvir a voz que já havia guardado apenas como lembrança.

─ Espero que não tenha me esquecido, moça.

Ele estava de volta, o mesmo Ricardo, a mesma estatura agigantada, a mesma voz que repercutia com a segurança de um tambor sagrado.  

─ Isso seria impossível, meu bem. ─ E desta vez, ela falava sério, sem fingir, nem desempenhar seu papel de massagista misteriosa.

Estava realmente feliz por ele ter voltado, por poderem conversar novamente. Era um sentimento bobo, pensou, mas não havia como negar que Ricardo a fazia se sentir melhor consigo mesma. Ele a fazia sorrir e também sorria enquanto tentava explicar sua ausência. Mas nada mais importava, desde que ele estivesse ali. Vendado sim, e ela tão cega de tanto sentir.  

Aquela tarde, a massagem evoluiu para algo especial, passando um pouco dos limites negociados entre eles. Não havia mesmo sentido em privar alguém de mais prazer se aquilo era tudo o que ela também desejava.

Com o tempo do atendimento quase acabando, Alina percebeu o quanto aquela situação era injusta. Ela queria dizer toda a verdade, que se sentia tão marginalizada quanto ele. Também conhecia aquela dor, aquele constante incômodo por ser diferente do ideal que todos esperavam. Queria falar sobre a frustração repetida por não poder acreditar em si mesma.

Lentamente, aproximou-se do rosto de Ricardo, deixando que ele sentisse a sua respiração e perfume. Então, sem se dar conta de mais nada, tocou levemente seus lábios e com a mão direita puxou a venda que ainda lhe cobria os olhos.

─ Mas o que…?

Era como se agora ele ficasse inteiramente nu, à mercê de uma graça que duvidava merecer. Por isso, mantinha o olhar velado, distante do que poderia enxergar.

─ Abra os olhos… E me diga o que você vê.

Ela estava preparada para qualquer reação, pois julgava ter experimentado todas em sua vida. Afastou-se um pouco da cama, encostando as costas na parede. O pequeno quimono de seda, vermelho como deveria ser, escorregou de um dos seus ombros, revelando a palidez imposta pela natureza.

Nossa! ─ foi tudo o que ele conseguiu expressar ao abrir os olhos.

Alina quis sumir, fundir-se às camadas de tinta que recobriam a parede gelada  Por mais que estivesse acostumada ao espanto masculino, não estava pronta para ser rejeitada por alguém que decerto já fora tão desprezado quanto ela.

Ricardo sentou-se com dificuldade, arfando em ritmo irregular, e então sorriu, apertando os olhos de íris verde-azuladas. Era um homem bonito, sim, de uma beleza que escapava a qualquer regra.

 ─ Chocado?

Ele não soube o que dizer. Ouvia a própria respiração revelando a nítida incapacidade de expressar o que sentia. Nunca havia vivido uma situação como aquela. Por fim, após uma pausa alongada pelo espanto, deixou as palavras fluírem de forma lenta e pausada.

─ Você é…

Horrível? Um monstro? Albina?

Sentiu-se desintegrar, quebrando-se em mil cacos até formar um mosaico de aspecto duvidoso sobre a superfície às suas costas.

Ele tornou a se calar por um minuto, olhando atentamente para cada luz que cobria o corpo esbelto e quase desnudo de Alina. 

─ Linda!

Então, os dois sorriram, despindo qualquer fantasia, preconceito ou proteção. Pela primeira vez, podiam ser quem eram. Apenas eles. Um homem e uma mulher.

**********************

Proposta de personagem recebida:

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18 comentários em “SEM TONS – Alina

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  1. QUE CONTO LINDO!

    Muito bem escrito, com uma leitura fluida e que prende a atenção, “Sem tons” versa sobre Alina, uma mulher marcada pelo estigma de sua aparência, que tenta encontrar seu espaço no mundo.

    A forma singela, ao mesmo tempo real, a qual a autora abordou o ponto de vista que sua personagem enxerga o mundo para mim foi o mais significante aspecto do conto.

    Parabéns!!!

    Curtido por 8 pessoas

  2. Fatos ou situações são considerados, em geral, como sorte ou azar, feliz ou infeliz, capaz ou incapaz, competente ou incompetente, feio ou bonito, rico ou pobre, escassez ou abundância, enfim, julgamentos que não avaliam o “TODO”, de situações que, na verdade, fazem parte de um processo de construção de vida. Assim foi com Alina, inserida em condições que provocaram ensinamentos únicos. Ela foi crescendo pessoal e profissionalmente, encontrou seu par.

    A narrativa está repleta de sensações, em ritmo agradável e estilo bem ligado ao conteúdo. Gostei muito. Parabéns à criadora da personagem tão rica e esperta para saber que o tato fica mais desenvolvido quando falta a visão. A exigência das vendas nos olhos acabaram lhe trazendo o sucesso como massagista. Parabéns à autora da trama que tão bem serviu à protagonista.

    Beijos.

    Curtido por 6 pessoas

  3. Um conto sobre aceitação. Não só de quem vê, mas da própria. A autora pega pessoas com diferentes padrões estéticos e os confronta em uma ambiente de intimidade máxima, porém nenhum envolvimento. A venda nos olhos serve para dar o limite que não deve ser transposto. O limite entre o cliente e quem o atende, independente do que se faça naquele quarto.

    Se fosse qualquer outro cliente as coisas parariam por aí, mas a despadronização de Rodrigo acabou deixando Alina à vontade para aceitar as próprias peculiaridades. O espanto, o desejo, a saudade, foram elementos que se juntaram para amalgamar este amor tão possível, para pessoas que conseguem enxergar além do óbvio. Parabéns, moça.

    Curtido por 6 pessoas

  4. Gostei da solução que você deu para a personagem. A maneira como introduziu o conflito (a interação com Ricardo) ficou muito interessante, deixa o leitor querendo saber o que vai acontecer. A autora criou uma trama envolvente, onde deixa transparecer o que está abaixo da superfície, na profundeza dos personagens e isso é muito bom de ver em um conto. Só acho que o Ricardo não precisava dar aquela sumida, achei desnecessária. Mas o desfecho é a cereja do bolo: “Pela primeira vez, podiam ser quem eram. Apenas eles. Um homem e uma mulher.” O final diz tudo. Parabéns!

    Curtido por 5 pessoas

  5. Romântico! Um conto com final feliz apesar dos percalços da vida de Alina. A aceitação começa dentro de nós, mas é difícil num mundo tingido de dissabor, desamor. Confesso que quando ele sumiu, pensei em um final não muito alegre para a personagem. Mas tudo se resolver como era para ser. Parabéns pelo conto!

    Curtido por 6 pessoas

  6. Olá, querida amiga Contista!
    Que conto mais lindo!! Eu simplesmente amei! Confesso que quando saíram as fichas, fiquei com medo de pegar essa, não imaginava que daria pra fazer um conto tão fofo com ela, mas você conseguiu! Parabéns!!
    Muito bem escrito, personagem explorada perfeitamente, fiel à ficha, um conto completo, redondo e cheio de profundidade e emoção! Sabrinesco de primeira 😉
    Ótimo trabalho!
    Um abraço!!

    Curtido por 5 pessoas

  7. Olá Contista! Você transformou sua ficha num lindo conto de amor e aceitação. Quase uma fábula. A ficha entregou grande parte dos conflitos mas você soube rechear o conto de sensações e acertou em cheio com a suspensão na medida no final. Parabéns às duas autoras! Um ótimo trabalho.

    Curtido por 6 pessoas

  8. A autora manteve-se fiel à ficha recebida. Alina corresponde ao personagem descrito, mas recebe nuances próprios advindos da imaginação da contista. O dilema proposto também foi respeitado, embora com menos enfoque, envolto em um universo de sensações. O conflito inicial acabou se transformando em um final inesperado, pelo menos para mim. Gosto de finais felizes e aqui a autora nos acena com a promessa de um happy end, embora sem uma conclusão fechada. Gostei! Parabéns!

    Curtido por 6 pessoas

  9. Um conto bem fofo e emocionante. “Quem vê cara não vê coração”. Seria tão mais fácil se todos se olhassem sem preconceitos antes de determinar uma pessoa… A autora segui bem a ficha, em todos os detalhes.
    Abraços ❤

    Curtido por 6 pessoas

  10. Olá, Contista! Obrigada por participar do nosso desafio!

    A autora soube como ninguém desenvolver esse conflito. Uma ficha extremamente complexa. Transformá-la em um romance com tantas camadas foi muito inteligente e bem executado. Gostei de Alina, da forma como sua história foi contada, de como a autora nos apresentou seus medos, anseios, traumas. Aos poucos vemos ela se libertando aos poucos deles, foi no tempo certo, da forma mais humana. Vê o cara totalmente fora dos padrões com os mesmos medos que ela foi como olhar em um espelho, sentiu-se nua e extremamente íntima dos sentimentos que aos poucos foram compartilhando.

    Muito bom, parabéns!

    Curtido por 6 pessoas

  11. Olá, Contista! Uma delicadeza só esse conto. A trama tem uma sutileza, fala de sensações, do que a protagonista sente a respeito de si mesma, o que os outros sentem a respeito dela e a trama vai sendo costurada nessa linha tênue de encontros e desencontros até a aceitação final, dela e dos outros. Um final feliz, apesar de ter achado que acabaria mal para ela. Em tempos de intolerância ao diferente, seu texto serviu como uma cantiga de ninar que nos enleva e acalma. Parabéns!

    Curtido por 6 pessoas

  12. Olá Contista. Achei esta ficha excessivamente orientativa e com pouca margem de manobra, isto além de praticamente obrigar a autora que a recebesse a escrever um conto politicamente correto, o que você fez com grande mestria e seguindo à letra a história pré-definida. Você está de parabéns, no sentido em que fez exatamente o que lhe foi proposto e conseguiu captar a simpatia/empatia do leitor para com ambos os personagens. O conto é muito bom, mas por falta de espaço para crescer em qualquer sentido, você acabou muito limitada pelo enredo que lhe foi proposto. O resultado final foi muito bom e casou na perfeição o propósito de ambas as autoras, talvez o conto que mais criou essa consonância. Parabéns. Um beijo.

    Curtido por 5 pessoas

  13. Inveja, inveja, INVEJA! 🙂

    Olá, autora! Pois bem, que proposta bacana! Fiquei super instigada quando li a ficha, foi uma das propostas que mais me chamou a atenção (mas isso não significa que eu queria pegá-la, e sim concebê-la 😀😀 ). Parabéns de verdade.
    E parabéns também a contista que executou aí a trama. Ficou muito boa. Acho que a riqueza da proposta está na subjetividade, nas sensações e sentimentos das duas partes. A contista segurou bem, mas sei que uma dose a mais de metáforas deixaria o texto reluzindo na ponta dos cascos. Achei o final corrido,mas é porque minhas espectativas estavam muito altas. Em todo caso parabéns! Pra mim é a melhor personagem do desafio, junto com a do conto Pulso.
    Abraço!

    Curtido por 5 pessoas

  14. Olá, querida Contista!

    Parabéns pelo belo conto e pela escrita envolvente.
    Com o devido respeito, tuas palavras soaram como massagem sexual… hehehehehe
    Olha, a linguagem e fluidez do conto são muito cativantes e eu me abismei ao verificar o quão fidedigna a história foi à sugestão da ficha. Inacreditável.

    A história estava muito montadinha na ficha, sem muitas aberturas e, mesmo assim, te saiste muito bem.

    Parabéns!

    Curtido por 4 pessoas

  15. Caramba, fiquei impressionada como você seguiu bem todo o conteúdo da ficha e, mesmo sem ter muito o que fazer diante da sinopse bem amarrada, foi capaz de escrever com toda essa sensibilidade e surpreender! Eu fiquei com medo de que o final fosse triste, porque eu não ia aguentar se isso acontecesse, não. Esses dois se mereciam, duas pessoas tão calejadas, com tanto amor dentro de si. Também um conto que daria um livro de muitas e muitas páginas. Essas contistas, viu, só admiração. Parabéns, Alina, pela sensibilidade!

    Curtido por 3 pessoas

  16. Primeiramente…parabéns, Contista, pelo desenvolvimento do conto, e à dona da ficha, pela personagem riquíssima!
    O diferente, as diferenças tornando tudo tão à margem, tão estranhamente distanciados do nosso dia a dia (em geral), e todos tão acostumados com isso.
    Cadê as vozes para dizer que não – não é e não póde ser assim? Em geral, caladas.
    Bem, Alina ultrapassa o limite de seu próprio à margem, atrave´s de um igual, digamos assim.
    Gostei demais desse conto!!

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  17. Querida Cláudia.
    Parabéns pelo conto.
    Seu “casamento” com a Juliana foi perfeito. Você criou um conto muito cinestésico e gostoso de se ler.
    Beijos
    Paula Giannini

    Curtido por 1 pessoa

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