Luz e Sombra – Renata Rothstein

Terras de Ythisi, século VII D.C.                              

Yanna caminhava resoluta pela encosta íngreme rumo ao cemitério de Tagar, sentindo o vento frio e cortante, tão frio e cortante quanto aqueles últimos tempos, feitos de surpresas e responsabilidades impostas, para as quais não havia se preparado.

Continuou a subir a montanha cada vez mais rápido, e parando subitamente ao atingir o ponto mais alto, de onde se avistava todo o grande reino de Orr – e onde ficava também o cemitério do reino.

Dirigiu-se até uma gruta recuada, situada na lateral esquerda do cemitério, quase escondida em meio à neblina.

Puxou a coroa que prendia seus longos cabelos, a atirou longe, fechou os olhos.

Parou, confiante e desafiadora, ante a imagem de Hécate, sua deusa protetora, aquela que controla os portais para o mundo dos mortos, e que permitia o contato com os espíritos daqueles que já partiram para o outro lado.

Aqueles a quem todos deveriam temer e respeitar. Yanna riu alto, um riso misterioso de sofrimento e ironia.

Traçou o pentagrama, entoando um cântico misterioso, enquanto ao seu redor tudo era tomado por uma névoa densa, extremamente fria e arroxeada.

Entrou no círculo, levando uma sacola com seu atame e o grimório, dado por Anmad, seu mestre, há tempos.

Num gesto decidido, puxou da sacola um animal – sim, um pequeno cachorro viralata que circulava pelo reino e havia cruzado seu caminho, enquanto dirigia-se às pressas para o alto da montanha, para o cemitério.

Levantou o animal pelo pescoço, proferiu as palavras mágicas, puxou o atame e degolou o cachorro, que não teve tempo para ganir.

Ofereceu à deusa o pequeno animal. Sentiu que o sacrifício fora aceito, e continuou.

Bebeu o sangue do cão, sentindo a visão abrir. Já tinha visto Anmad fazer o mesmo, sabia que funcionaria, tinha que ser assim. Seria!

Perdida em pensamentos tão sombrios quanto decididos, esquartejou sua pequenina vítima, comendo alguns pedaços, ainda quentes e pulsantes de vida – a vida que ela, ávida, precisava manter, reunir e dirigir para seu próprio corpo mental.

Não havia culpa, não podia ser culpada pelo que estava por vir. Tampouco Syaa, o grande amor de sua vida, aquela por quem esperara durante anos.

Olhou – visão turva, para o alto da caverna. Lágrimas de sangue escorriam pelo belo rosto: “Por quê? Por que precisava ser assim, apaixonar-me perdidamente e tão profundamente pela filha daquele a quem fui prometida em casamento?!”

Sim, Yanna casara-se no dia anterior com Yall, o soberano de Ythisi, reino de fundamental importância para sua mãe, Rea – a grande rainha de Orr, das terras de Tagar.

Yanna pensou nas palavras de sua mãe, ao anunciar as núpcias que seriam realizadas: “Querida filha, tenho uma importante missão para ti. Já tens vinte e sete anos, já passastes da idade de casar, diga-se a verdade. Sei bem de teus instintos audaciosos e de seus hábitos um tanto selvagens, de tua inclinação a tudo que nos têm sido proibido pela Igreja, que tens, inclusive, praticado magias em nossas terras, enfim…”

Yanna tentou falar: “Mãe, minha rainha, peço-vos…”, no entanto foi interrompida pela mãe, que com um gesto de mão a calou, continuando:

“Acontece, pequena criança, que estamos vivendo tempos em que a ruína nos ronda. Todos os reinos dos infiéis têm juntado forças contra nosso Orr, mas minhas súplicas foram atendidas.

O soberano de Ythisi, o rei Yall, pediu você em casamento, há anos. Não preciso explicar o quanto tal união será importante ao nosso reino, à continuidade de Orr, para que eu, a grande rainha Rea, permaneça no reino, governando toda a terra de Tagar  com a mesma prudência, generosidade e honradez  de teu saudoso pai.

Sem tal auspiciosa união, estaria realmente próximo o fim de meu reinado, Yanna.

Saiba que já te entreguei o casamento ao rei Yall. Em breve realizaremos as núpcias.

Agora pode ir. E espero que não tentes algum subterfúgio com Anmand , lembre-se de que também eu sou boa nas artes da magia, mais especificamente da magia negra, e não hesitaria um segundo em utilizar a magia para adiantar esta união.

Vá!”

A jovem, desolada com as palavras duras da mãe, saiu cambaleando da sala do trono.

Sentiu uma vertigem forte, pensou que fosse desmaiar, mas ouviu a voz que sussurrava em seus ouvidos, em sua alma: “

Abriu os olhos, estavam mais negros do que nunca. Então a voz já sabia.

A voz que a acompanhava há tempos, desde que era uma pequena menina correndo despreocupada pelos jardins reais.

Foi nesse mesmo tempo que foi iniciada nos poderes ocultos, sob orientação de Anmad, amigo íntimo dos reis, o mago da côrte.

Anmad era bruxo e possuidor de segredos profundos que podiam criar e anular universos, e novamente o inverso, valendo-se de suas práticas, tão misteriosas, quanto perseguidas.

Claro que as famílias de Rea e Yall já haviam sido apresentadas em festividades em ambos os reinos – Ytisi e Orr -, e o casamento entre integrantes das famílias era uma ideia que vinha tornando-se mais próxima e real, desde que as ameaças de invasão dos povos bárbaros passaram a ser frequentes.

No entanto, desde que Yanna e Syaa viram-se pela primeira vez não puderam mais ter olhos ou coração para ninguém.

Ambas viviam o amor – tão tórrido quanto proibido, e sabiam que jamais poderiam assumir esse relacionamento, nem mesmo trocar carinhos, um simples beijo no rosto, em público, sem que isso levantasse suspeitas.

Amavam-se no bosque, sob a luz da lua e das estrelas, com a proteção e bênção de Anmad, que para elas era como um padrinho e orientador.

Tudo isso passou pela mente de Yanna, enquanto realizava a magia mais forte que já praticara em toda a vida – nessa e nas passadas- das quais tinha pleno conhecimento.

Sempre fora, sempre seria bruxa. Era livre, não curvaria-se a ninguém, tinha em suas mãos o controle dos tempos e acontecimentos.

Sugou avidamente todo o sangue do animal, levantou-se, limpando as mãos no vestido.

Seus olhos estavam em chamas, saiu da gruta.

Passeou entre os túmulos,seus  passos fortes acordavam os corpos mortos, alguns já em putrefação, mas que sob efeito da magia podiam movimentar-se, fazer o sangue correr, outra vez, pelas veias.

Sangue que corria em veias de corpos sem vida. Assim como o dela, sem Syaa ao seu lado, pensou.

Em frente a um jazigo de mármore cinza parou subitamente. As rendas do vestido negro espalhando-se suavemente pelas gramíneas cobertas por uma leve camada de gelo.

Abriu a tampa de um caixão. A pessoa que mais recentemente havia morrido em Orr poderia abrir-lhe todos os portais que possibilitariam mudar qualquer realidade.

O vento frio cortava sua pele, o vestido negro flutuava no mesmo ritmo dos longos cabelos, enquanto surgia em sua mente a doce e linda Syaa: “Amo-te, Yanna, amo-te, razão do meu viver…”

As lágrimas explodiam em seus olhos. Levantou a tampa. Dentro do caixão, sua mais que amada Syaa descansava, o sono eterno tornando a palidez inicial num roxo esverdeado profundo.

Lembrou do dia anterior, quando tornara-se a rainha de Ythisi, a agora esposa e senhora de Yall, a quem ela não permitira que tocasse em sua pele na noite de núpcias.

Estava pois a salvo, o reino de Orr. A mãe manteria a majestade e o poder.

Durante a cerimônia, a rainha Rea era toda sorrisos, tranquila com a força que Orr ganharia dessa união.

As princesas irmãs de Yanna compareceram, vindas de seus distantes reinos com os reis, seus maridos.

Todos pareciam felizes, exceto Yanna e Syaa, que trocavam olhares e suspiros.

Anmad, preocupado, notava que havia algo nos olhos negros de Yanna. O velho bruxo não demorou para perceber que sua discípula traçara um plano que envolveria magia negra, ensinamentos ocultos – e morte.

Sabia que tudo o que deveria fazer era esperar.

Durante a noite todo o reino festejou as núpcias, bebidas e risos aquecendo os salões, até que o grito de uma ama fez-se ouvir: “Está morta! A princesa Syaa está morta, acudam!”

E a festa transformou-se em luto, que transformou-se em velório.

Era hábito em Tagar que os funerais fossem realizados rapidamente. Assim, o enterro da princesa Syaa foi naquele dia, logo pela manhã bem cedo.

Todos retornaram, tristes, para seus reinos – exceto a rainha Yanna, que passara a noite meditando sobre o plano que havia levado a curso, o plano ousado que até mesmo Syaa desconhecia.

Durante a festa havia dado à jovem amada uma beberagem que fez com que parecesse, de fato, morta.

O coração tinha parado, não havia sinal de vida, e os médicos da côrte entenderam como um mal súbito.

Agora Yanna contemplava o corpo inerte de seu grande amor, sem ter certeza de que conseguiria êxito na grande magia.

Sabia que precisava manter o autocontrole, olhou para suas mãos e viu que grandes serpentes sibilantes desenrolavam-se de seus dedos, dirigindo-se para o cérebro, coração e umbigo de Syaa, tomando todo seu corpo, pouco a pouco.

Sentiu uma presença e olhando para o lado, viu em meio à névoa a figura de Anmad, seu mestre, que estendia as mãos em direção ao corpo de Syaa e, mentalmente, dizia para que Yanna lembrasse da magia da reanimação dos mortos e que não tivesse medo – ele estava preparado: seria a vítima final, para que o poder fosse ativado.

Anmad levantou os olhos para a pesada nuvem que descia sobre ele, olhou para Yanna, sentiu o atame perfurar seu coração, enquanto a jovem sussurrava “perdão, meu mestre, perdão…”.

Expirou. Yanna, seguindo a tradição ensinada por seu mestre, abriu-lhe o peito, retirou o coração, e comeu com voracidade.

Comeu sem pensar em nada, sabendo que assim era, porque tudo era permitido àqueles – e àquelas – que amam, que não podem sucumbir aos desejos do mundo, nem podem se curvar ante o preconceito e ordens de pessoas que haviam se esquecido, há muito, do sentimento chamado paixão.

Terminava de mastigar com raiva e força o último pedaço daquele que havia sido um tão belo e poderoso coração, quando ouviu atrás de si a voz tão amada, que fazia com que tudo tivesse sentido, e que mais nada importasse: “Yanna, meu amor…o que aconteceu?”

Yanna levantou-se num salto e virou-se, contemplando à sua frente Syaa, bela e viva, como sempre: sua alma gêmea, seu único amor.

Sorriu, abraçando a jovem pela cintura e dizendo, apenas:

“Não houve nada, meu amor. Estamos juntas, e tudo ficará bem”.

Caminharam pela encosta íngreme, abraçadas, rumo a um lugar onde não seriam reconhecidas por ninguém, e poderiam construir suas vidas em paz.

Yanna virou-se, olhou uma última vez para as terras de Tagar, sabia que estariam em paz por um bom tempo.

Havia cumprido seu compromisso, casara-se com Yall, a paz reinava, podia seguir seu caminho.

Fez o grande círculo no ar, e em meio a um redemoinho, surgiu um vórtice que arrastou as duas. Syaa agarrava-se à Yanna, sem entender, mas confiante.

Beijavam-se, enquanto eram sugadas para o redemoinho.

São Paulo, 2019

Yanna e Syaa vivem juntas, são casadas. Agora chamam-se Fernanda e Camila, têm um apartamento e adotaram uma criança, um belo menino, a quem colocaram o nome de Anmad.

São e serão felizes para sempre, enquanto assim puderem ser.

FIM

Personagem que inspirou essa história.

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17 comentários em “Luz e Sombra – Renata Rothstein

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  1. Olá, querida amiga Contista!
    Olha só um conto de terror! Misericórdia!! As cenas dos sacrifícios e de comer a carne estão horripilantes!
    Você foi fiel à ficha, desenvolveu muito bem a personagem e caprichou nas descrições!
    O ar fantástico ficou excelente, você explorou todos recursos do terror e do fantástico, parabéns!
    E o final feliz caiu muito bem pra fechar o conto bem redondinho!
    Parabéns pelo trabalho e pela criatividade sinistra!
    Um abraço!

    Curtido por 5 pessoas

  2. Olá, contista, tudo bem?
    A narrativa seguiu fielmente a ficha apresentada, acrescentando um misto de terror e fantástico ao enredo. Acho que funcionou bem, deixando a trama mais atraente aos olhos do leitor.
    Eu teria dificuldade em desenvolver o personagem em questão, mas você se saiu muito bem, dando toques particulares ao conflito e ainda nos oferecendo um final feliz atualizado. 🙂

    Curtido por 4 pessoas

  3. Um conto forte, as cenas do sacrifício foram bem nauseantes, o que é muito bom! Os personagens seguiram a proposta e ainda teve um final bom. Lembrei do filme Elisa e Marcela e da dificuldade em duas pessoas poderem se amar. Como pode, né? Uma coisa tão simples como amar e gerar tanto preconceito. Tenho a impressão de que os anos, décadas, séculos passam, mas o ser humano não evolui, ou evolui muito pouco!
    Bjs ❤

    Curtido por 5 pessoas

  4. Ah! uma prática baseada na crença produz efeitos sobrenaturais e influencia o curso dos acontecimentos no reino de Orr. Um ritual de horror, um conjunto de ações simbólicas que permitem ao amor sobreviver até os dias atuais. Parabéns às autoras da personagem mágica e da trama
    fantástica. Gostei muito do texto. Beijos.

    Curtido por 4 pessoas

  5. Conto fiel, mas que vai além da personagem proposta. O que chama a atenção aqui não é o que acontece, mas como acontece. E nisso a autora foi genial, criou uma trama medieval convincente, emocionante, com pitadas de Romeu e Julieta. Escrito com esmero na escolha das palavras, o texto tem bom ritmo. O final surpreendente dá o arremate perfeito. Parabéns!

    Curtido por 5 pessoas

  6. Olá, Contista. Nem sei o que dizer, Você fez um trabalho incrível com um personagem que felizmente não me saiu, pois não saberia que fazer com esses elementos todos do fantástico. Você conseguiu com brilhantismo e enriqueceu muito o personagem oferecido pela sua criadora, estou certa de que ela terá ficado feliz com o resultado. Li os contos quase todos, falta um ou dois, e até ao momento, este foi o que melhor trabalhou por sobre a proposta recebida. Parabéns! Beijos.

    Curtido por 5 pessoas

  7. Olá, Contista! Confesso que teria sérios problemas em desenvolver essa trama.. Há uma mistura do fantástico, terror e fantasia em seu conto que, com um final surpreendendo, fecha bem a narrativa e preenche a proposta com todos os itens da ficha do personagem. O linguajar é compatível com as narrativas do tipo, as cenas de horror bem elaboradas. Parabéns pelo feito.

    Curtido por 6 pessoas

  8. Olá, Contista querida,

    Olha, eu poderia chutar que essa ficha era da Evelyn. Ok. Mas por que a impressão que tenho, após ler o conto, é a de que a Evelyn também o escreveu? rsrsrsrsrs Digo isso pelo vocabulário, pela absorção do conteúdo da ficha, pelo desenvolvimento mágico, bem no clima da proposta… muito legal!

    Achei que o conto foi bem executado e o conteúdo da ficha foi seguido com zelo e cuidado. Não era uma proposta fácil, mas o conto ficou bem bacana.

    Agora, eu fiquei com uma pulguinha atrás da orelha, em relação à verossimilhança da história: por que Yanna teve a ideia de matar Syaa para ressuscitá-la no outro dia e fugir com ela? Eu não sei o que isso ajudaria no fato das duas fugirem.
    Não sei, não me convenci do desfecho, parece que ele não resolve o problema.

    De qualquer forma, parabéns! Eu gostei bastante, está muito bem escrito!

    Curtido por 6 pessoas

    1. Está mesmo muito escrachado que essa ficha era a minha ahahahaha mas fazer o quê? Achei que deveria ter um pouco de fantasia mais escancarada, né? Não que não tenha fantasia em algumas pequenas partes de outros contos, mas queria mesmo torná-la bem visível. Mais um desassossego. Que bacana você perceber que a ficha é a minha cara. Agora, se fui eu quem escreveu isso, aí já não sei!

      Curtido por 4 pessoas

  9. Que conto forte!! Já li relatos horriveis lá no DTRL, mas este aqui foi forte, no sentido de intenso, de fatalidade… todo tempo pensei que o amor nao venceria.. rsrs
    gostei bastante do final,nao tanto da situação atual,moderna.. quebrou o clima, pr amim.. eu tava la na densidade daquele mundo fantastico..mas entendo trouxe um pouco do fantastico para nossos dias, num filme ficaria legal, com a inserção de detalhes na cena, efeitos especiais coisas assim, mostrando elas vivendo num apartamento e quem sabe a criança dá sinais de bruxice? haiuhuia já to viajando…
    Muito bom trabalho, contista!

    Curtido por 4 pessoas

  10. Olá, Contista! Obrigada por participar do nosso desafio 🙂

    Acho que a parceria entre as autoras funcionou perfeitamente aqui, as duas dominam muito a fantasia, ambientação perfeita, me senti lá e Orr, todos os elementos fantásticos bem apresentados, com muita segurança. A personagem carrego todas as características impostas e foi além, muito bem construídas, as camadas e nuances. Ficou ótimo o romance, o conflito é a parte onde se surpreende pois a autora saiu da zona de conforto e foi além. Me pareceu estranha a logica da magia, o mestre teve que morrer para que pudessem ir embora… Yanna teve que morrer… mas acho que nesse gênero as coisas simplesmente são.

    Parabéns pelo trabalho.

    Curtido por 4 pessoas

  11. Olá, Contista! Aqui, o casamento entre a história contada e a personagem concebida funcionou perfeitamente. O conto tem ótima fluidez e incorpora como muita desenvoltura os elementos de terror e fantasia. O que mais me surpreendeu na sua habilidade como narradora foi a clareza na apresentação dos personagens e dos conflitos. Nesse tipo de narrativa, as vezes a necessidade de descrições detalhadas acaba comprometendo a fluidez, o que não aconteceu em nenhum momento aqui. O final, com o salto temporal, também me agradou bastante. Parabéns às duas contistas pela parceria iluminada! Beijos

    Curtido por 2 pessoas

  12. Boa noite, Contista!

    Então, entendi o conto e o que aconteceu (até pensei assim: puxa, só o sangue do Totózinho é suficiente pra reviver alguém?) Achei bacana o sacrifício em prol do amor de ver que elas estão bem no futuro, só me perdi um pouco nos nomes, mas entendo que seja o estilo.
    Parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

  13. Não sou muito fã de contos nesse estilo, nem para ler e nem para escrever, para falar a verdade, mas esse aqui ficou muito bom, pois traz novos elementos, como o amor entre as mulheres e o poder que a Yanna demonstra, que me deu até medo, eu hein, rs. Senti o final um pouco corrido, ou talvez o final no mundo atual tenha dado essa impressão, pois ficou apenas como um registro, sendo que pra mim ele serviria perfeitamente se o texto fosse um romance em vez de um conto. Congratulações para a criadora da ficha e para quem a desenvolveu. Dupla perfeita, duplos parabéns!

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  14. Olá, Contista!
    Meus parabéns à contista e à Evelyn, ficha muito criativa e com muitas possibilidades.
    Gostei do desenvolvimento, achei aterradora a cena de sacrifícios e surpreendente o final para um romance até hoje tão discriminado.
    Boa sorte!!

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  15. Querida Renata,
    Parabéns!!!
    Casamento perfeito com a Evelyn.
    Um conto com um pé no contemporâneo e outro na antiguidade. Muito bom.
    Beijos
    Paula Giannini

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