Margareth – Anorkinda Neide

 

Trabalhei alguns anos como pesquisadora, visitava casas de bairros simples a favelas, bairros remediados também. Conheci muitas pessoas interessantes, outras nem tanto e ainda outras que nem merecem ser mencionadas… Aprendi muito com algumas, recebi conselhos e receitas anotadas em folhas de caderno, de forma apressada mas cheia de carinho e doação. Também ouvi histórias, às vezes, o resumo de uma vida inteira, indiquei alguns chás pra digestão e elogiei alguns jardins floridos.

Mas a situação que mais me emocionou em todos estes anos foi a de seu Antônio Pacheco. O primeiro encontro com ele, ou melhor, a primeira entrevista já foi um ponto fora da curva pois ele morava num apartamento de dois dormitórios em um prédio bem no meio de minha área de atuação. Como todo pesquisador sabe, os prédios residenciais são os mais difíceis de entrar para realizar pesquisas… estou sendo suave, na verdade, são impenetráveis! Naquele dia, eu sequer havia tentado entrar nos domínios daquelas torres bem guardadas e cujos moradores eram tão gentis ao interfone quanto gorilas em disputa pela liderança de um bando. Depois de uma ronda pelas moradias dos arredores, entrei em uma padaria para tomar um suco de laranja engarrafado, geladinho para me dar energia e frescor. Seu Antonio estava lá, na fila do caixa, todo atrapalhado com as sacolas de compras e ninguém para ajudá-lo. Eu juntei as alças das sacolinhas e lhe ajeitei nas mãos, mas percebi que estavam pesadas. Ele estava trêmulo e me pediu para acompanhá-lo até em casa. Ele parecia meio confuso, suspeitei de que não estivesse com os pensamentos em ordem. Mas ele sabia voltar para casa e para minha surpresa, passei livremente por aqueles portões intransponíveis a quem usasse crachá do IBGE e até recebi um cumprimento respeitoso do porteiro. Foi quando reparei que a manta que eu usava havia escondido o bendito identificador de minha profissão. Sorte a minha!

Subimos o elevador, o velhinho seguia em silêncio o que mais fazia pensar que ele não estava bem, pois as pessoas nestes momentos costumam puxar uma conversa ou fazer as considerações obrigatórias sobre o tempo, o clima ou a última patacoada do presidente da República. Ao vê-lo abrir a porta de seu apartamento estendi-lhe as sacolas para que as pegasse, mas ele fez sinal para que eu entrasse. Espiei para dentro e pude ver que ele morava sozinho, pela escuridão do aposento com suas janelas fechadas e pelo silêncio reinante que dava a impressão de que há anos não era rompido. Os corredores também estavam vazios e frios, parecendo um edifício desocupado o que me esclareceu um pouco sobre a indelicadeza de seu ocupantes. Então, entrei, a cozinha ficava logo ao lado da porta de entrada, larguei as sacolas sobre a mesa e reparei que tudo estava em ordem e limpinho. Mas olhei para o senhorzinho e achei melhor indicar-lhe que sentasse e me ofereci para lhe dar um copo de água, ao que ele aquiesceu. Tivemos ali nossa primeira entrevista, digo, conversa.

– O senhor está trêmulo e fraco, não é? O senhor sabe por quê?

– Eu não tomei o meu remédio do coração hoje. – respondeu olhando para o chão.

– O senhor não tem ele aqui? Posso lhe alcançar… – eu lhe disse.

– Não. Fui comprá-lo ainda agora, o moço da farmácia disse que me trará agora em seguida, vamos aguardar.

Por aquele ‘vamos aguardar’, eu senti que precisaria ficar ali com ele até o rapaz chegar.

– Ele disse que vem logo, ainda pela manhã?

– Sim, ele já vem, ele foi buscar o remédio na outra farmácia lá da avenida.

– Entendi. O senhor não deveria ter deixado que o remédio acabasse antes de comprar mais, não é, seu… Como é o seu nome?

– Antônio. Antônio Pacheco, muito prazer, senhorita. E muito obrigado por me acompanhar, eu estava com medo de andar sozinho por aí hoje.

– Não foi nada, seu Antônio.

– A senhorita pode ficar aqui mais um pouco até o remédio chegar?

– Claro. Eu estava num momento de folga mesmo. Fui buscar um suco na padaria. Por falar nisso, vou tomá-lo. O senhor quer um pouco?

– Sim, se não for incômodo, pegue ali no armário, os copos.

Conversamos muito pouco enquanto tomávamos o suco, porque eu quis poupar o velhinho até do esforço de falar e pensar, não sabia a gravidade do problema cardíaco dele e se realmente era somente um dia de falta do remédio, suspeitei que fosse mais. Mas, enfim, o remédio chegou. Abri a porta ao moço da farmácia. Ele mostrou-se surpreso de me ver ali, aparentemente ninguém acompanhava seu Antônio há anos. Servi mais água a meu novo amigo e ele tomou seu remédio. Esperei que ele se sentisse mais forte para que eu pudesse ir embora. Mas, sinceramente, não estava sentindo vontade de sair dali. Sentei novamente defronte a ele do outro lado da mesa e puxei conversa.

– Então o senhor mora sozinho aqui, seu Antônio?

– Sim… há alguns anos.

– E sua família vem lhe ver?

– Não tenho família, minha filha. Ou pelo menos acho que não tenho.

– Como assim? – achei aquilo inusitado.

Seu Antônio me contou que, segundo os médicos, ele teve um aneurisma e fazia pelo menos 12 anos que vivia sozinho. Ele simplesmente desmaiou no meio da rua, numa calçada qualquer, segundo testemunhas e foi socorrido por estranhos. Estava sem documentos. Quando recobrou a consciência não lembrava-se de nada. Seu nome atual, foi escolhido por ele mesmo e a assistência social que lhe conseguiu documentos novos pois jamais conseguiram encontrar seus parentes, seu passado.

Ele foi contando isto com alguns detalhes aos quais não lembro bem agora, mas num certo momento, ele puxou um cordãozinho que trazia ao pescoço à maneira de um colar, havia uma chave amarrada a ele.

– Você sabe de onde é esta chave? – me perguntou com uma carinha faceira, quase abrindo um sorriso.

– Não sei, não, seu Antônio… De onde é?

Percebi seu semblante mudar devagarinho enquanto escondia novamente o cordão debaixo da camisa, pareceu que ele ficou mais enrugado e os olhos tremeram um pouco por baixo de seus óculos e de suas sobrancelhas grisalhas.

– Que pena! Achei que você pudesse saber de onde é, pois eu também não sei…

– Percebi que ela é pequena e antiga, não será de um baú? Ou uma caixa de jóias?

-Não sei. Estava no bolso de minha calça quando me socorreram enrolada num papel escrito um nome de mulher.

– Que nome? – não segurei minha curiosidade, a história de vida daquele senhor era completamente fascinante! Nunca eu tinha ouvido nada sequer parecido.

– Margareth.

– O senhor não conseguiu lembrar nunca quem é Margareth?

– Não, minha filha.

Seu Antônio balançou tanto a cabeça em negativa que julguei que ele iria entontecer. Ele parecia tão frágil. Pensei em mudar de assunto para acalmá-lo.

– O senhor, então , não recebe visitas de ninguém?

– A assistente social vem me ver toda a semana. Às vezes ela falha, mas ela sempre vem.

– Ah que bom… o senhor gosta de conversar com ela?

– Sim! Ela é minha única amiga! – ele pensou um pouquinho, segurou as mãos uma na outra e disse… – E agora você também é minha amiga.

Fiquei emocionada e nem lhe respondi, senão eu choraria… Passei a lhe contar de minha profissão e de como eu tentara entrar naquele condomínio para realizar as minhas entrevistas e jamais consegui. Ele riu e disse que agora a minha entrada ali era livre, precisava apenas interfonar para ele. Mas eu não lhe disse que isso não me autorizava a tocar a campainha de seus vizinhos, eu levaria bronca do síndico!

Fato é que passei a visitar seu Antônio semanalmente também e algumas vezes até me encontrava com a assistente social, seu nome era Ângela e nos tornamos amigas também. Amigas mesmo, de trocar receita de bolo e número do whatzap. Naquele ano decidimos comemorar o aniversário de seu Antônio no dia em que ele foi socorrido na rua e levado ao hospital. Enchemos balões e comemos brigadeiros a valer!

Esta rotina de visitar seu Antônio durou mais ou menos um ano, quando ele começou a piorar de sua insuficiência cardíaca decidiu-se que ele precisaria ficar internado pois ficar sozinho no apartamento não era mais viável. Visitá-lo no hospital era mais difícil para mim, mas sempre que podia eu ia vê-lo e puxava conversa, ele andava delirando, confundindo as coisas, mas nunca esqueceu de mim ou de Ângela.

Certa tarde, ao chegar a seu quarto o encontrei eufórico, apesar de debilitado e com dificuldade para respirar, ele queria me contar uma coisa:

– Minha filha, você nem sabe do que eu me lembrei!

– Do quê, seu Antônio? – segurei a sua mão e lhe afaguei os cabelos.

Ele tirou o cordãozinho de dentro da camiseta, onde ele sempre estivera, seu Antônio não permitia que o tirassem, e mostrou a sua chave.

– Eu já sei de onde é esta chave, esta minha chave preciosa.

– Me conte, seu Antônio, não faça suspense! – tentei ser graciosa mas na verdade eu estava nervosíssima, aquela lembrança poderia solucionar a questão de quem ele era e onde estava sua família.

Então, com uma expressão muito carinhosa em seu rosto magrinho, ele fechou os olhos e disse:

– É do coração de Margareth!

Caí no choro e ao me ver chorar ele também chorou, o que prejudicou seu estado respiratório, a enfermeira veio me repreender. Depois nos acalmamos e eu lhe perguntei:

– O senhor lembrou de quem é Margareth?

– Não, minha filha. Apenas sei que a amo demais. Veja, eu tenho a chave do seu coração. Vou encontrá- la em breve…

Não gostei daquela afirmação, preferi pensar que ele estava delirando. Poucos dias depois, seu Antônio partiu segurando sua chave preciosa à altura dos olhos e com um sorriso no rosto.

Esta foi a mais emocionante história que conheci nestes meus anos de trabalho de campo e curiosamente é a única em que a história não foi realmente contada.

 

 

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17 comentários em “Margareth – Anorkinda Neide

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  1. Olá, Contista. As autorias das fichas já foram divulgadas, mas preferi ver só quem criou a minha (curiosidade é forte) e manter a mesma distância em relação à autora de conto e de personagem. Quando li esta ficha pensei que seria um desafio difícil se me fosse atribuída. Não foi, foi a si, que soube trabalhar muito bem este personagem, ainda que tenha recorrido ao “truque” de o puxar para fora, colocando-se a si no papel de narradora da história dele, a qual é pena que tenha ficado por contar. Ainda assim conseguiu colocar todas as diretrizes recebidas e emprestar realismo ao relato, gostei disso, aparenta ser o relato de uma história real. Muito bem. Beijos.

    Curtido por 5 pessoas

  2. Um conto que é pura sensibilidade. A jovem, coisa rara hoje em dia, abre o coração para a linda história de um homem sem passado, mas, ainda que sem lembranças, tem o peito cheio de amor e esperança. Uma pessoa tão gentil que conquista amigos através de uma simples conversa na padaria. Quem nunca teve um senhorzinho fofo, para quem a gente tem vontade estender a mão, ajudar a atravessar a rua? A autora trabalhou primorosamente o carisma do homem, de modo que estamos o tempo todo torcendo por um desfecho feliz. Que ele encontre a Margareth, que ele tenha tempo de viver com a família pelo menos alguns dias… Não vou falar nada sobre isso para não dar spoiler, mas achei muito linda a solução escolhida para o deslinde da trama. Parabéns, seu conto é cativante.

    Curtido por 6 pessoas

  3. Eu não conheço o livro que originou a personagem. Mas seu Antonio é uma figurinha! Que gostoso ler esse conto. Acho que a autora construiu muito bem a história e deu um final bem acertado para o conflito. Um final aberto. A única crítica seria de enxugar um pouco o início, dizer logo que tipo de pesquisadora era a narradora, do IBGE, o que já facilitaria o entendimento sobre a necessidade de ir às casas e sobre a dificuldade de ser recebida. Mas também poderia ser uma pesquisadora antropóloga, ou socióloga, que serviria bem ao conto que a autora criou. No mais, só tenho mesmo elogios. Parabéns!

    Curtido por 5 pessoas

  4. Uma história sensível e emocionante. Impossível não se encantar por esse senhorzinho simpático e fragilizado e por essa jovem pesquisadora generosa e sensível. Eu adoro contar histórias sobre velhinhos e adoraria ter recebido essa ficha, mas não sei se teria conseguido narrar algo assim tão singelo e comovente. Adorei a solução que você deu para a chave e também o desfecho dado ao conto. Parabéns pela linda história, querida contista. Beijos.

    Curtido por 6 pessoas

  5. Esse conto traz uma história muito singela, ao ponto de acharmos que poderia ser muito bem uma história real, com personagens muito humanos que nos cativam de pronto. O segredo mantém-se em aberto, o que aguça a curiosidade do leitor até o final da leitura. Clímax e desfecho bem construídos, numa história deliciosa que bem poderia ser real.

    Curtido por 5 pessoas

  6. Que conto mais gostoso de ler, vai nos cativando à medida que seguimos com a leitura. O personagem foi muito bem desenvolvido e logo me vi torcendo por ele, para que tivesse um desfecho feliz. O mistério da chave e do nome Margareth ficou bem encaixado na trama. A autora soube trabalhar bem com os dados que recebeu e apresentou um trabalho de alta qualidade. Parabéns!

    Curtido por 4 pessoas

  7. Olá querida Contista,

    Muito gostoso de ler o teu conto. É o relato de um carinho bonito nascido sem querer. Não achei ruim que, no fim das contas, não sabemos para que servia efetivamente a chave, isso é menos importante, pois o conto prioriza o sentimento entre os personagens, que é bastante genuino.

    Há alguns errinhos de ortografia (essa/esta, por exemplo), mas nada demais.

    Parabéns pelo conto!

    Curtido por 5 pessoas

  8. Um conto bem bonitinho, emocionante. Histórias com senhores de idade sempre me deixam emotiva, talvez pelo fim de um ciclo, que pode ou não ter sido bem aproveitado. Esse senhor não era brasileiro, né? Como um senhor sem lenço nem documento, caído no meio da rua, vai parar num apartamento de classe média? Hoje os velhinhos brasileiros que trabalharam a vida toda custam se aposentar com um mísero salário que fica quase todo na farmácia, infelizmente. Mas o conto em si é muito bonito, e tão incomum quanto o senhorzinho, é a jovem tão rara hoje em dia, que enxerga os idosos.
    Abraços ❤

    Curtido por 5 pessoas

  9. Olá, querida amiga Contista!
    Seu conto ficou muito fofo e emocionante! Parabéns!!
    Eu não tive uma experiência muito boa na convivência com um velhinho nada simpático, que fez da minha vida um inferno, então li seu conto com um pé atrás, mas me surpreendi com a doçura, o amor, a simpatia dos personagens e o modo firme, mas terno com que você conduziu a história! Amei a chave ser do coração de Margareth seja lá quem ela for, e o fato de que o senhorzinho não morreu sozinho e abandonado. Muito bom! Parabéns!
    Um abraço!

    Curtido por 5 pessoas

  10. Um conto que é pura emoção. Fez eu sentir uma vontade terrível de abraçar seu Antônio, de querer fazer companhia. Porque a solidão na velhice é mais medonha. Tem uma dimensão monstruosa. Já ouvi relatos de pessoas idosas falando sobre a solidão e ao me colocar no lugar delas sinto enorme tristeza. Parabéns pelo belo trabalho de escrita!

    Curtido por 3 pessoas

  11. Olá, Contista! Obrigada por participar do nosso desafio. 🙂

    Como Sandra bem observou, parece uma história baseada em fatos reais por se tratar de personagens tão nossos de cada dia. Enquanto lia me lembrei de histórias semelhantes que já presenciei ou ó ouvi falar. Nessa fase da vida onde a fragilidade chega e não se pode contar apenas consigo, precisa de alguém, precisa de amor. O personagem me comoveu, a vida solitária, a angustia de não saber suas origens, saber o que perdeu. Achei essa ficha muito forte e a autora do conto conseguiu passar de forma singela e certeira toda a emoção necessária.

    O final aberto não me incomodou. A vida é assim, nem sempre tem respostas.

    Parabéns!

    Curtido por 3 pessoas

  12. A solidariedade ainda existe. Um personagem forte e cativante deu origem a uma trama emocionante. Ah! Se existissem mais pesquisadoras e assistentes sociais como essas, a sociedade seria bem melhor. O final aberto deu um ar de maior credibilidade à história que bem pode ser baseada em fatos reais. Parabéns à dupla da autoria! Beijos!

    Curtido por 3 pessoas

  13. Olá, Contista!
    Emocionante, seu conto .
    O encontro dos personagens, o acaso, sempre dando seus rumos às vidas, a amizade que surgiu entre o idoso e a jovem pesquisadora me fizeram refletir.
    Uma pessoa que pesquisa vidas, a outra que não tinha possibilidades mentais para pesquisar /descobrir a própria vida, traçando juntos um caminho que culmina com a lembrança de Margareth, já no leito de morte.
    Pesquisadora teve ensinamento, o idoso, alento.
    Gostei muito, parabéns!

    Curtido por 3 pessoas

  14. Que lindo! Sofrido, mas tão terno… Só de lembrar do que acabei de ler já tem uma lagrimazinha querendo dar um jeito de cair aqui do olho… Eu fiquei torcendo para o senhor Antonio conseguir se lembrar da Margareth e encontrá-la. E o final em aberto me dá esse conforto. Quero pensar aqui comigo que foi tal qual no filme “Em Algum Lugar do Passado”, aquele reencontro para nunca mais se separarem… Obrigada pelo conto!

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  15. Quanta maldade! 😃

    Boa noite, Contista!
    Gostei do conto. Instigante, triste… Queria que fosse algo mais aventuresco, mas gostei do que li.
    Realmente ao olhar para ficha (foto meme) dá certo apreço pelo velhinho e me vi desejando que ele ficasse bem.
    Parabéns!

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  16. Oi, Kinda,
    Parabéns.
    Gostei muito do conto. Consegue emocionar o leitor e ainda deixa o convite para reflexão no final. De onde será a chave?
    Beijos
    Paula Giannini

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