a maior metáfora fui eu (Sabrina Dalbelo)

Ao vivo e, ao evocar os meus demônios, eu ofertarei meus medos, meus filhos e meu saco de moedas.

Não posso te prometer um final luxuoso, nem aplausos, mas te darei meu nome e tudo o que dele fizeram.

Não tenho lembranças nem crenças. As verdades, as abandonei todas.

Trilhei um caminho torto e indigno de registro em medalhas.

Tenho o que sobrou da minha alma como legado.

Tudo isso dá uma palavra só, tão pequena que foi a minha imensidão.

15 comentários em “a maior metáfora fui eu (Sabrina Dalbelo)

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    1. Obrigada, Fernanda. Fico feliz com teu comentário, principalmente que goste de textos assim. Esse fará parte, provavelmente, do meu próximo livro.
      Beijos

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  1. Um texto para ser decifrado. Interessante e para ser lido e relido. Acredito que a autora deixou margem para várias interpretações, o que me faz gostar mais ainda. Coisa de gente grande e sabida. Um grande abraço, querida. Deus a abençoe.

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  2. “Ao vivo e, ao evocar os meus demônios, eu ofertarei meus medos, meus filhos e meu saco de moedas”. Sabrina é ela mesma em cada texto que constrói: intuitiva e, ao mesmo tempo, lógica, livre; e, ao mesmo tempo educada, com fisionomia própria; e, ao mesmo tempo assinalada para ser uma voz interpretadora de contemporâneo, do seu meio e do seu povo.

    “Tudo isso dá uma palavra só, tão pequena que foi a minha imensidão”. Curto, forte e lindo.

    Parabéns pela sensibilidade espontânea, direta! Beijos.

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  3. “Não tenho lembranças nem crenças. As verdades, as abandonei todas.” Adorei este trecho. É isto que minha vida é, ou pelo menos eu tento que seja. Verdades? A minha verdade pode não ser a mesma da sua. Crenças? O que é o mundo se não fantasias de um ser humano (animal) que desconhece a si próprio? Lembranças? Eu lembro o que realmente aconteceu ou o que eu ACHO que aconteceu? Um mesmo episódio pode ser lembrado de formas diferentes por duas pessoas que o viveram. Adorei ! Bjs ❤

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  4. Poema curto e enigmático que não se esgota, longe disso, em uma única leitura. O verso “Trilhei um caminho torto e indigno de registro em medalhas”, sobretudo, me me fisgou, pela força, significado e sonoridade. Parabéns, Sabrina, por mais esse instigante poema. .

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  5. Um poema? Um conto todo? Sabrina inteira? O texto traz muito em poucas palavras e deixa um mistério sobre a imensidão de ser quem é, unica. Muito bom!

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  6. Querida Sabrina,
    Tudo bem?
    Ouso dizer que este é um de seus melhores textos. Deve ocupar lugar de destaque em seu novo livro.
    Quem sou? A vida? A morte? O ciclo vida e morte? O ancestral, passado…
    Parabéns com louvor.
    Beijos
    Paula Giannini

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