Amigos inseparáveis (vizinho) – Desafio

Quando foi morar na casa da Dedé, Pipo ainda era bem pequeno, um cachorrinho com apenas algumas semanas de vida. No início, ele não sabia onde fazer o xixi e o cocô e levava bronca sempre que sujava a sala. Era muito difícil entender o que seus donos queriam que ele fizesse. E o que eles não queriam também.
Dedé comprou vários brinquedos para o filhotinho: bolinhas, ossinhos que faziam barulho e bonecos de pelúcia. Pipo adorava morder os brinquedos. Mas a sua diversão maior era morder as roupas, os móveis e as mãos da Dedé. A menina não entendia porque ele fazia aquilo.

Uma das coisas que Pipo mais gostava de fazer era sair de casa e ir para o quintal, onde havia um grande jardim, cheio de árvores. Mas sempre que saía de casa, a mãe da Dedé colocava a coleira no pescoço dele e o carregava para onde ela queria, sempre na companhia animada de Dedé. Mas Pipo não gostava da coleira.
Seu sonho era poder sair livre, correr pelo gramado e perseguir os passarinhos que sempre apareciam ali. Mas ele era novo demais para ficar livre. Dedé e a mãe dela tinham medo de que ele fosse para longe e não conseguisse mais voltar.
A verdade é que, no começo, Pipo não entendia algumas coisas que Dedé queria, e Dedé não entendia algumas coisas que o filhotinho fazia. Precisavam de algum tempo juntos para conseguirem entender um ao outro.
E foi exatamente isso o que aconteceu. Depois de alguns meses, Pipo aprendeu a não morder mais as coisas de Dedé porque entendeu que ela não gostava e que seus dentinhos afiados machucavam as mãos dela.
A menina, que tanto amava seu cãozinho, também compreendeu o seu grande desejo e, um dia, com a ajuda de sua mãe, levou Pipo a um campinho de futebol, todo cercado por uma tela, e tirou a coleira para que ele pudesse correr solto pelo gramado.
Assim, eles foram se conhecendo dia após dia, se entendendo e se respeitando. Só de olhar se olharem com carinho, já conseguem saber o que o outro está pensando. Hoje, são amigos inseparáveis.

Meu desafio: Escrever um texto infantil (é meu primeiro), daqueles que as mães leem aos filhos, com muitas ilustrações e pequenas frases em cada página (não sei desenhar mais do que bonecos palito, esse desafio eu não consigo nem tentar).

9 comentários em “Amigos inseparáveis (vizinho) – Desafio

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  1. Escrever para crianças é um sonho. A mensagem deve ser clara, mas não explícita, pois deve levar a criança a compreendê-la sozinha. Eu gostei do seu conto. Fechei os olhos e imaginei o livro, as páginas coloridas com desenhos e as frases curtas. Acho que cabe perfeitamente. A mensagem de respeito e empatia está bem trabalhada. Só há um erro de digitação na penúltima frase: “Só de olhar se olharem com carinho”, sobrou olhar aí… Mas eu gostei muito e acho que vc alcançou bem o seu propósito. Parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Um conto infantil, com direito a imagens que vão se criando na nossa mente assim que começamos a leitura. O cachorrinho Pipo e Dedé vão aos poucos compreendendo que possuem limites e sonhos diferentes, e a convivência só ganha mais vida. Uma linda história que pode ser lida e relida para os pequeninos. A linguagem simples e clara, além da linearidade da narrativa contribuíram para formar uma composição que decerto agradará ao público infantil.
    Desafio super cumprido. Parabéns pela participação!

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  3. Olá, Vizinho!
    Seu texto é, com certeza um texto para criança e não um texto para adultos com tema infantil, porque tem diferença…rsrsrsr Eu vou ler para a minha filha e depois te conto a reação dela, aí sim vamos ver se você se saiu bem ou não no seu desafio!
    Eu gostei, imaginei o livrinho, com as frases e as ilustrações, com certeza é um bom texto para ler para crianças que estão cuidando de seu primeiro pet. Você devia investir nessa área! Eu tenho vontade também… seu texto me incentivou a tentar também! Obrigada!
    Parabéns!
    Até mais!
    Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

  4. Olá querida Contista,

    Entendo teu intuito. Eu também não sei escrever infantil. Sem dúvidas, esse é o público com linguagem e universo mais próprios.
    Na oficina de contos de que participei aqui em Bento Gonçalves no ano passado, eu tinha uma colega cujo sonho era seguir escrevendo contos infantis.
    Acabamos percebendo que é muito fácil cair na armadilha de escrever contos sobre crianças, o que, necessariamente, não significa que o conto seja infantil.
    Na minha opinião, teu conto, embora possa ser lido para uma criança, não é infantil. Está quase lá, faltam apenas alguns ajustes na linguagem, para simplificar, agilizar e ser mais direto e simples.
    E falo isso do “alto” da minha ignorância técnica sobre isso, mas mais baseada na minha impressão.

    Um beijo,

    Curtido por 1 pessoa

  5. As funções da literatura infantil são amplas: educar, instruir e distrair. A leitura do texto deve ser rápida e compreensiva.Sendo assim, o texto deve ser adequado à competência linguística da criança, assim como às suas experiências de vida.

    O texto trata de animais domésticos, desperta a sensibilidade e o interesse. Pedi para duas netas lerem: a mais velha (10) gostou muito, a menor (6) gostou da trama , mas teve “preguicinha” porque as frases eram compridas demais. As crianças menores preferem a coordenação à subordinação.

    Portanto, considero seu desafio cumprido, observando a faixa etária. Parabéns pelo trabalho! Abraços!

    Curtido por 2 pessoas

  6. Que bonitinho! Gostei bastante. Creio que o desafio foi cumprido com excelência. Ótima leitura para crianças de oito/ dez anos.
    Concordo que desenhar é um desafio bem mais difícil, rsrsrs. Mas essa história ficaria linda com ilustração como foi citado.
    Abraços. ❤

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  7. Não entendo muito de literatura infantil, mas achei seu conto uma graça. Do que lembro das minha leituras quando era criança, as histórias tinham sempre um ensinamento visando educar os pequenos para a virtude. Não sei como são hoje, mas acredito que não tenham mudado muito. Nesse sentido, acho que sua história poderia enfatizar mais a lição que me pareceu ser sobre tolerância mútua. Excelente trabalho, amiga contista. Também quero tentar uma hora dessas. Beijos.

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  8. Querida Contista,

    Parabéns por cumprir seu desafio lindamente.

    Seu conto infantil é uma delícia. Personagens empáticos, uma trama leve de amizade, mais que isso, da construção dela, e, o mais importante: traz um aprendizado à criança, sem cair no didático ou no “politicamente correto”.

    O texto fala, sobretudo, do amor que se constrói. Ele não vem pronto em uma caixinha. O cachorro conquista a criança que, por sua vez, conquista o amigo.

    Uma boa sugestão é pedir a uma das Contistas com dom para o desenho que o ilustre. Ficaria lindo.

    Muito bom.

    Parabéns e obrigada por se (nos) desafiar.

    Beijos
    Paula Giannini

    Curtido por 1 pessoa

  9. Seu desafio foi bem direcionado,contista. Não sou especialista em contos infantis (nem em nada rs), mas li com olhos de uma criança e digo: se eu tivesse oito anos gostaria de ler um livro com suas histórias.
    Desafio cumprido,meus parabéns!

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