Viagem Arriscada (Grimm) Desafio As Contistas

Naquela época as crianças ainda brincavam na rua. Era costume juntar a molecada para jogar bola sem medo ou preocupação. Mas isso não significava que não havia perigo. Foi em um dia nublado e sem graça que Renata teve a ideia de chamar seu irmão Gabriel para ir de bicicleta à casa de seus avós. Eles moravam em uma pequena cidade interiorana e os avós das crianças viviam em uma fazenda à cerca de quatro quilômetros de distância, já eram acostumados a percorrer este caminho.

— Por favor, mamãe. Estou com saudade da vovó. — Choramingou Gabriel.

— Mas amanhã é quinta-feira ainda, meu bem.

— Mas é feriado, então é a mesma coisa de domingo. — Disse Renata.

Bianca não teve outra alternativa se não concordar com os meninos que saíram saltitantes com uma mochila nas costas.

Renata e Gabriel chamaram os amigos Bernardo, Pedro e Isadora. Além de amigos, eram primos e sempre se aventuravam por aí juntos. Já era por volta de treze horas, não poderiam demorar, ou logo escureceria sem que chegassem à casa dos avós.

Saíram os cinco em suas bicicletas coloridas levantando poeira na estrada de terra. Gabriel era o menor, com oito anos, e os outros sempre tinham que desacelerar para esperá-lo. Pararam sob uma árvore de manga para apanhar algumas enquanto Gabriel se aproximava. O garoto não gostava de fruta, portanto, passou correndo e gritando que os deixaria para trás.

— Pode ir, daqui cinco minutos te alcançamos e você volta a comer poeira! — Gritou Isadora com a boca suja de manga.

Gabriel pedalou o mais rápido que conseguiu, ansioso por estar na frente pela primeira vez. Sentia-se livre, os cabelos encaracolados voando com o vento, ele sorria e olhava para trás de vez em quando para ver se algum amigo se aproximava. Corria tão rápido que não viu a pedra ou buraco, não teve tempo para distinguir, que estava no seu caminho. O pneu da bicicleta furou e ele perdeu o controle, indo desgovernado para o meio do matinho que circundava a estrada.

Bernardo chupou muitas mangas e limpou as mãos na calça, vovó não iria gostar quando ele chegasse com a roupa cheia de nódea. Pegou mais algumas frutas e colocou no bolso da mochila.

— Bora, galera? O Gabriel já deve tá lá na frente.

— Vamos, Bernardo. O difícil agora é pedalar com a pança cheia!

Os meninos voltaram para a estrada e pedalaram alguns minutos até se preocuparem com Gabriel que não estava em parte alguma.

— Não deu tempo de ele ir mais longe que isso. Ele anda devagar e não tem folego suficiente para uma jornada assim sem parar algumas vezes. — Preocupou-se Renata.

— Verdade. Vamos voltar um pouco e observar a estrada. Ele deve tá escondido em alguma moita para assustar a gente. — Observou Pedro.

E assim fizeram. Voltaram alguns metros empurrando suas bicicletas, chamando por Gabriel e observando a estrada, crente que encontrariam o garoto amoitado para pregar-lhes uma peça. Todavia, Renata observou um desvio estranho na estrada, rastros irregulares de freada de bicicleta.

— Ei, vejam isso! Acho que Gabriel caiu. — Disse a menina.

— Ah, meu Deus. — Isadora sobressaltou-se. Era a mais velha da turma com quatorze anos e se sentia responsável por eles.

Começaram a seguir o rastro deixado na poeira e embrenharam-se no matinho. Haviam formigas no chão, muitas delas, e besouros também. Mais à frente avistaram a bicicleta azul do menino, jogada no chão com o pneu murcho.

— Gabriel? — Gritaram juntos. Nada de resposta.

Correram até lá e viram uma pequena fenda no chão. Não chegava a ser um buraco, mas era o suficiente para caber uma criança.

Bernardo se ajoelhou e olhou lá dentro. Gritou novamente por Gabriel, mas não obteve qualquer sinal. A beirada da fenda estava arranhada, ele tinha certeza de que alguém esteve por ali.

— Eu vou descer. — Disse.

— Não, Bernardo! Pode ser perigoso. Você não sabe o que tem aí. — Pedro começou a chorar. Também era pequeno ainda, pouco mais velho que Gabriel e tinha medo de tudo.

— O Bernardo está certo, Pedro. E se o Gabriel estiver lá? E se estiver com fome, frio? Sede? — Isadora tentou tranquilizar o primo.

— Eu vou com o Bernardo. — Disse Renata.

— Nem pensar! Não queremos mais um desaparecido. — Respondeu enfática Isadora.

— Ele é meu irmão e eu vou sim. — Renata já estava com onze anos e já se achava uma adulta, não tinha medo de nada e enfrentava o que fosse pelo seu irmão. Sem contar que nem queria estar perto para saber a reação da sua mãe ao saber que ela perdeu seu irmãozinho caçula.

Antes mesmo da discussão acabar, Bernardo já estava esgueirando-se para dentro da fenda estreita. Renata foi logo atrás e Isadora ficou para amparar Pedro que não parava de chorar.

Estranhamente, depois que entraram na fenda, tudo pareceu se alargar. O caminho já não era estreito, tampouco escuro. Ouvia- se um barulho constante que parecia uma água corrente e o cheiro que exalava lembrava mel. Bernardo e Renata caminharam silenciosamente de mãos dadas e atentos a cada barulho. Foram interrompidos por um rato que parou bem em frente a eles.

— Onde pensam que estão indo? — Ralhou o rato.

— Você fala? — Renata arregalou os olhos.

— E por que não falaria?

— Porque é um rato? — Respondeu Bernardo.

— Ah, não sejam idiotas! Pareço um rato no seu mundo. Aqui sou um guardião.

— E o que você está guardando? — Questionou Renata.

O ratinho mexeu os bigodes e fez um sinal com a patinha para que eles se aproximassem, como se fosse dizer um grande segredo. Bernardo e Renata agacharam-se e mais de perto perceberam que aquele não era um rato comum, seus pelos eram longos, macios e cheirosos, seus dentes eram brancos feito giz e seus olhos eram mais azuis que o céu. Eles sorriram com a beleza do animal e não sentiram mais medo ou desconfiança.

— Sou eu quem decide quem entra e quem dá o fora daqui. — Disse o ratinho com uma voz doce e calma. — Vocês querem entrar ou querem ir embora?

— Depende. O Gabriel está aí? — Respondeu Renata.

— Quem é Gabriel? — Perguntou o rato.

— Meu irmão. A bicicleta dele tá lá em cima e acreditamos que ele caiu aqui.

— Ah, o menino loiro dos cabelos alvoraçados.

— Este mesmo. Quero saber onde ele está e se está bem.

— Você não tem querer aqui, criança. Quem decide qualquer coisa aqui é a Tara, depois que eu decidir quem entra, é claro. — O rato coçou a cabeça com sua patinha rosada.

— E você vai nos deixar entrar? — Bernardo mudou o rumo da conversa. Renata era nervosa demais e poderia colocar tudo a perder. — Podemos, por favor, passar e procurar nosso amigo?

— Depois que me contarem por que vieram parar aqui.

— Estávamos indo para a casa de nossos avós na fazenda e o Gabriel sumiu, achamos que a bicicleta dele perdeu o controle e ele caiu aqui. — Respondeu Renata. Por mais que o rato lhe agradasse os olhos, não sentia empatia por ele, algo dentro dela dizia para não acreditar no que ele falava.

— E o que fazia cinco crianças andando sozinhas por caminhos perigosos?

— Quem lhe disse que estamos em cinco? —  Renata arregalou os olhos.

— Eu sei de tudo, menina.

Renata cruzou os braços sob o peito, fez careta e saiu pisando duro, cortando volta do rato. Não seria um animal tão pequeno que não a deixaria passar. Bernardo foi atrás.

— Tudo bem, sejam bem-vindos! — Sorriu o rato.

O chão estava forrado por flores pequeninas, coloridas, belas. Algumas pareciam sorrir ao ver as crianças passarem. Um enorme girassol disse:

— Olá, crianças. Tenho um pouco de mel aqui comigo que a senhora Abelhuda deixou. Aceitam um pouco?

— Não. Obrigada. — Renata respondeu.

Bernardo estava encantado, ele nunca imaginou que um dia veria um girassol ou um rato falando. Cada canto que ele olhava via algo mais bonito que o outro. O som de água estava mais perto e ele se perguntou se o rio, se é que havia um rio ali, também falaria.

Mas o que eles viram fizeram seus olhos brilhar ainda mais. Havia um rio sim, mas não de água. Era um enorme rio de chocolate. O cheiro que exalava deixou as bocas cheias de água.

— Como isso é possível? — Ainda desconfiada Renata questionou.

— Eu não sei. Nunca vi isso em nenhum livro de geografia.

Bernardo não pensou duas vezes antes de enfiar as mãos no rio e encher a boca com o delicioso sabor doce.

— Não! — Renata gritou, mas era tarde demais e Bernardo queria cada vez mais chocolate, bebia uma mão cheia e já passava para a próxima. Logo seus cabelos estavam marrons, seus braços, seu corpo todo entrava no rio.

— Bernardo, sai já daí!

— Você não quer, Renata? Está uma delícia! Vem provar! — Bernardo sorriu com o sorriso mais marron que Renata já viu. Era como se seus dentes, sua boca e todo seu corpo estivessem apodrecendo, necrosando e ele ao menos se desse conta disso.

— Por favor, Bernardo. O Gabriel está nos esperando, deve tá com medo, vamos logo.

— Medo num lugar desses? Quero ficar aqui para sempre! — Bernardo ia afundando cada vez mais no rio, mergulhava e voltava com a boca cheia de chocolate, que parecia cada vez mais espesso e difícil de engolir. Renata estava desesperada, não sabia como tiraria o primo dali.

Renata então escutou um grito.

O grito de Gabriel.

Olhou mais uma vez para Bernardo que sorria e se esbaldava com o chocolate, sabia que não seria capaz de tirá-lo dali sozinha.

Correu mais afundo para dentro daquele caminho florido.

Conforme adentrava, a caverna não era mais tão clara, cheirosa e florida. Ia tornando-se uma descida íngreme e das flores só restaram os espinhos afiados que entravam na bota da menina. Renata não ousou gritar o nome do irmão, mas foi andando cautelosa e atenta a qualquer som.

— O que faz aqui?

Renata deu um pulo de susto.

— De onde você surgiu? — Disse ela com a voz trêmula.

A criatura já não era um bonito rato, mas sim um coelho grande e encardido. Renata pensou que talvez ele também estivesse tomado banho no rio de chocolate.

— Eu vivo aqui. — Disse ele.

— Você viu meu irmão Gabriel?

— Ah, sim. O novato. Ele chegou hoje. E está muito bem. Está adorando o lugar. Afinal, quem não adoraria?

— Eu preciso falar com ele, será que pode me indicar o caminho?

— Se soube chegar até aqui, saberá até onde pode ir.

O coelho esquisito saiu pulando e deixou Renata sozinha de novo. A garota corajosa agora estava com medo. Ouviu mais um grito, o que a fez voltar a caminhar. Cada vez mais a caverna tornava-se sombria e fria. Até que ela viu uma pequena luz lá na frente.

— Você vai ter que confiar em mim, Pedro. Não podemos mais esperar por eles.

— Eu não quero descer aí, Isadora. Por favor.

— Olha para mim, — Isadora agachou-se e encarou o menino — eles podem estar em perigo, ou até terem se perdido! Você não acha que vovó vai ficar triste se chegar só a gente lá e dissermos que os outros sumiram? — Isadora sabia que Pedro adorava a avó e jamais queria vê-la triste.

— Tudo bem, então.

Isadora passou pela fenda e pegou Pedro.

— Demoraram. — Foram recebidos pelo rato branco e belo.

— Um rato falante? Legal! — O medo de Pedro logo deu lugar à curiosidade.

O rato saiu correndo.

— Vamos, o que estão esperando? — Disse ele, e os meninos correram atrás.

Renata se aproximou devagar, sabia que teria algo ali para atraí-la. Então viu seu irmão. O coração da menina batia acelerado, suas mãos estavam trêmulas.

— Gabriel? — Ela chamou baixinho.

O garoto estava sentado no chão, de costas para ela. Ele parecia concentrado.

— Gabriel? — Chamou de novo, tocando-lhe o ombro.

O garoto virou-lhe sorrindo. Seus olhos estavam brancos e sua boca manchada de vermelho.

— Olha, Renata! Um morango gigante! O mais doce que você já viu na vida!

Mas o que Renata viu não foi um morango. O irmão tinha um coração nas mãos e o mordia sorrindo enquanto sangue escorria pelo canto dos lábios.

— Larga isso agora, Gabriel! — Renata gritou horrorizada, andando de costas, sem saber se socorria o irmão ou corria.

Gabriel levantou-se e foi caminhando na direção dela.

— Experimente, é bom. No começo fiquei com medo, mas depois da primeira mordida, todas as sensações ruins vão embora. Você fica leve, feliz. Vamos, experimente, sem falar que é uma delícia. Você experimentou o chocolate do rio também? Ele é amargo comparado a esse morango!

Conforme Gabriel se aproximava ia ficando cada vez maior, seus olhos brancos foram multiplicando-se, logo tinha vários pares no rosto, seus braços também foram modificando-se e transformaram em grandes pernas de aranha negras e peludas. Renata olhou ao redor, calculando uma fuga, quando viu algo preso do outro lado da parede de pedra. Era um casulo e dentro viu os olhos apavorados de seu irmão. Seu verdadeiro irmão.

Isadora segurou o braço de Pedro.

— Não corra garoto! Tem algo de errado aqui.

— O rato fala, é claro que está errado. Ou nós estamos ficando loucos. Mas o rato é bonito, não é como os lá de cima. Deve ser bonzinho.

Isadora viu o rio de chocolate e Pedro logo quis experimentar. Mas Isadora não deixou. Quando já se afastava, escutou um barulho vindo do fundo, como se alguém estivesse se afogando.

— Vamos logo, menina! Renata e os outros estão esperando vocês — disse o rato.

Mas Isadora não foi e pediu para que Pedro a seguisse. Caminhou até a beira do rio e observou. Reconheceu o tênis de Bernardo e se jogou no chocolate. Agarrou o amigo e tentou sair. Bernardo era pesado, mais do que o normal e pensou que os dois se afogariam naquelas águas que já não eram de chocolate, mas sim uma lama gosmenta e fétida. Pedro, então, jogou para eles algo que parecia um cipó que ele havia enrolado no grande girassol que ali estava. Isadora fez força como nunca na vida e conseguiu sair com Bernardo. Só que o cipó não era cipó de verdade, mas sim uma cobra.

Isadora gritou e correu arrastando Bernardo ainda trôpego.

Renata correu na direção do casulo. A enorme aranha negra já não tinha nenhum traço humano e suas patas pesadas voltaram-se na direção da menina.

— Vamos, menina. Experimente o morango. É gostoso, depois da primeira mordida você não vai querer saber de outra coisa. — Disse a aranha com uma voz melodiosa que não combinava com seu aspecto asqueroso.

Renata enfiou as mãos no casulo, rasgando as teias, tentando soltar Gabriel que gemia.

A aranha estava cada vez mais perto.

— Vocês podem ficar aqui comigo. Para sempre. Nunca mais terão que se preocupar com escola, bronca dos pais, nem crescer. Eu darei chocolate e morangos para sempre!

Renata conseguiu libertar um braço de Gabriel e ele ajudou a rasgar o casulo.

As mandíbulas da aranha batiam, fazendo um barulho horrível. Para sair, os garotos precisavam passar por ela, mas esta ocupava todo o caminho.

Isadora e Pedro avistaram uma pequena luz no fim do corredor, e sem alternativa, correram para lá. Bernardo já um pouco menos tonto, também correu, mas toda hora caía e Isadora precisava parar para ajudá-lo. A serpente estava cada vez mais perto e o barulho de seu chocalho cada vez mais alto.

Renata e Gabriel estavam encurralados. Eles abraçaram-se e choravam, um pedindo desculpas ao outro pelas brigas que tiveram.

Isadora alcançou a luz e se deparou com a aranha de costas para ela. Percebeu os amigos no canto, prestes a serem mordidos. Então teve uma ideia. Mas teria de agir rápido.

Sem fazer barulho, encostou Bernardo e Pedro na parede oposta e voltou para o corredor.

— O que você quer, sua cobra maldita? — Sussurrou ela e a cobra aproximou-se ainda mais rápido.

Isadora foi andando de costas, passo por passo, e quando a cobra preparava-se para dar o bote, ela correu e se agachou. A serpente abocanhou as costas da aranha que guinchou surpresa.

— Vem, vem logo! — Isadora chamou os amigos e Renata e Gabriel passaram debaixo da aranha que brigava com a cobra.

Os amigos correram de volta pelo corredor, ignorando o rato que tentava a todo custo fazê-los parar.

Quando chegaram à fenda, já era noite. Estavam sujos, machucados, com arranhões pelos corpos, mas vivos.

Correram de volta à estrada, deixando a bicicleta de Gabriel para trás. Quando chegaram à casa dos avós, deram a desculpa de que tinham sofrido um acidente de bicicleta. Todos eles.

A avó preparou um banho de serpentina e fez chocolate quente. Ninguém quis tomar.

No dia seguinte já estavam mais calmos, mas não quiseram voltar para casa sozinhos. Jair, pai de Bernardo, foi com sua moto e acompanhou as crianças na volta.

Os primos são amigos até hoje, mas nunca mais saíram e nem deixaram seus filhos saírem sozinhos por aí, a mercê dos perigos que as encruzilhadas oferecem.

___________________________

EM CONSTRUÇÃO.

Meu desafio foi tentar escrever no estilo fábula que ainda não tinha escrito e também dar uma final feliz à história, já que meus finais são sempre dramáticos ou tristes.

9 comentários em “Viagem Arriscada (Grimm) Desafio As Contistas

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  1. Olá, Grimm!
    Você cumpriu muito bem o seu desafio, o conto tem o tom de fábula mesmo e o final é feliz, pra alegria das crianças! Esse é um ótimo conto para ler para os pequenos, talvez na faixa etária de 7 a 12, aposto que iriam amar! Uma história cheia de aventura, coisas estranhas, o poder da amizade e do trabalho de equipe e um final onde tudo dá certo! Muito bom!
    Parabéns e boa sorte!
    Até mais!
    Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Olá, Grimm, você cumpriu a sua missão de escrever uma fábula com um final feliz, o que me deu até um alívio após alguns trechos de puro terror rsrs. E que história criativa e empolgante. Parabéns.
    Sendo uma fábula infantil não sei se a opção por relatar duas cenas intercaladando-se foi a melhor escolha. Ficaram um pouco confusos os momentos em que pulava da dupla Bernardo e Renata para a dupla Isadora e Pedro.
    Cuidado com os diálogos. Antes do verbo dicendi, não coloque pontuação e coloque o verbo em caixa baixa. Exemplo: “— Eu vivo aqui. — Disse ele.” Ficaria “Eu vivo aqui — disse ele,”
    Encontrei também alguns erros gramaticais que devem ter passado na revisão.
    Parabéns pelo conto.

    Curtido por 2 pessoas

  3. Olá, Grimm. Eu me diverti demais com a sua história. Minha criança interior se esbaldou com as aventuras desses primos entre cenários e personagens fantasiosos. Acho que você foi bem sucedida em imprimir o tom de fábula na sua história. Há pontos a ajustar. Além dos comentários acima da Fernanda sobre os verbos dicendi e as transições das cenas entre os dois grupos de criança, que em alguns pontos ficaram um pouco bruscas, acrescentaria que seu final poderia ter sido um pouco mais estendido, talvez mais um parágrafo, para fechar melhor a conclusão sobre o fortalecimento da amizade entre os primos, sobre os ensinamentos que eles legaram aos próprios filhos e tal. Meu destaque para o seu conto fica por conta dos seus personagens falantes. Muito fabulisticamente consistentes. Gostei demais. Parabéns pelo ótimo trabalho. Missão cumprida com louvor. Beijos.

    Curtido por 1 pessoa

  4. Nunca escrevi uma fábula. Nem ao menos tentei. Só pela ousadia, já merece parabéns. O conto tem mesmo o tom de uma fábula, com seus personagens infantis bem caracterizados e personagens animais que agem como seres humanos, ilustrando um preceito moral.
    Faria uma nova revisão só para acertar certos pontos que ficaram falhos. Coisa simples.
    Apesar de ser uma fábula, em alguns momentos me perdi, o que me obrigou a retornar na leitura. Como sou apressada, ficaria mais confortável com o enxugamento de algumas passagens, enfatizando mais o final, com a tal “lição de moral”, ensinamento, elemento característico das fábulas.
    Desafio cumprido! Parabéns!

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  5. Olá, contista! Gostei muito da sua história. Mas para mim está mais para uma aventura infantojuvenil do que para uma fábula. A fábula tem algumas características que eu não vi no conto. Por exemplo: na fábula, geralmente, os personagens representam atributos e valores humanos, como preguiça, inveja, ética, amizade. No seu conto essas características não estão bem marcadas, pelo menos não ficaram claras para mim. E são esses atributos dos personagens que ajudam a construir uma das principais qualidades desse gênero, que é a ‘moral da história’, que costuma aparecer na conclusão. Um final surpreendente q leva a um ensinamento, um aprendizado para quem lê.
    Por isso, a meu ver, para se transformar em uma fábula, vc deve rever o texto pensando nessas qualidades específicas das fábulas. Porém, enquanto história de aventura, achei bastante bom o conto. Envolvente, a gente fica curioso para saber o que vem pela frente. Eu daria uma atenção maior ao final da história, que me pareceu abrupto e poderia ser melhor trabalhado, um final mais impactante. E, olha, não sei se vc já faz isso, mas no seu lugar eu me dedicaria a escrever para esse público infantojuvenil, pq vc faz isso muito bem e não é coisa fácil, muito poucos autores dão conta de fazer isso com maestria. Parabéns!

    Curtido por 2 pessoas

  6. Uma fábula sim, mas um pouco diferente das tradicionais, ao estilo de “Alice no País das Maravilhas”: a amizade, o cuidado com o irmão, e a curiosidade levando a descobrir um outro mundo, personagens marcantes no fantástico, que exploram o mais abstrato da imaginação, reflexões a respeito da existência e dos comportamentos.

    O texto está repleto de emoção e inventividade. Dicas: os trechos que alternam as ações dos pares de crianças ficaram um pouco confusas e o texto, no conjunto, um pouco longo para crianças menores.

    Amei o título, as cenas de medo e terror, as descrições detalhadas e, principalmente, o desfecho feliz e a “lição de moral” que ele encerra.

    Parabéns pelo trabalho. Abraços.

    Curtido por 1 pessoa

  7. Querida Contista,

    Em primeiro lugar, parabéns pela iniciativa bem sucedida de escrever um conto infanto-juvenil.

    O texto começa com uma pegada bem ao estilo daquelas antigas coleções Primeiros Passos, com uma pegada mais pré-adolescente, de aventuras entre primos, mistérios, e uma boa dose de amizade e amor em família. Lembrou-me até uma passagem do livro Pretérito Imperfeito do Gustavo Araújo, em um trecho onde, também lá, há uma cena de meninos e bicicletas.

    A partir do momento que a narrativa entra no mundo imaginário, a leitura penetra, obviamente, em um universo de seres fantásticos que parecem influenciados pela leitura de Alice no País das Maravilhas em um trecho, e, em outro, A Fantástica Fábrica de Chocolate.

    Interessante notar como o infantil meio que evoca o terror em várias ocasiões, e não só em seu texto.

    O texto merece um segundo tratamento, preenchendo lacunas em mudanças um tanto abruptas, mas, tem um excelente potencial.

    Gostei muito!

    Parabéns
    Beijos e obrigada por se (nos) desafiar.
    Paula Giannini

    Curtido por 1 pessoa

  8. Olá querida Contista,

    Logo que o conto começa, temos uma impressão de que a história vai seguir como Goonies, ou Alice no País das Maravilhas ou, mais adiante, A Fantástica Fábrica de Chocolate… mas não, logo as crianças se embrenham num mundo sombrio e maléfico e correm risco sério de vida.

    Eu acho que tu desenvolveu muito bem a trama, talvez numa pegada infanto-juvenil, mas o final pode ser menos de rompante. Tem tantos detalhes no entremeio do conto que o final ficou simples demais.

    E mais, são personagens ricos, cada um com seus anseios e personalidades, que se for mais desenvolvida a trama, pode dar num romance infanto-juvenil. Talvez por isso tenha me parecido que o final ficou simples.

    Fábula eu não sei se é (porque me parece que na fábula deve haver um moral da história), mas sem dúvidas é um bom conto fantástico.

    Muito bom! Parabéns

    Curtido por 1 pessoa

  9. Gostei demais da aventura dos primos, lembrei da minha própria infância, lendo sua fábula.
    Em alguns momentos lembrei também da Fantástica fábrica de chocolates, achei muito bem desenvolvido e a leitura flui fácil.
    Também achei interessante ter uma Renata e um Bernardo, que é o nome do meu filho RS.
    Parabéns pelo desafio, cumprido plenamente!
    Beijos!!

    Curtido por 1 pessoa

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