Carpe diem – Claudia Roberta Angst

Que novidade é essa? Todas as janelas estão abertas, mas as portas uma a uma são trancadas. Pessoas isoladas, mentes fechadas, entradas lacradas e bloqueadas.

Sinto medo e tristeza. Depois, passa. Como tudo passa, sem deixar aviso ou alternativa. Apenas passa.

Clarinha anda de lá para cá, e de cá para todos os outros cantos, como um daqueles robozinhos de brinquedo que batem em uma parede e retornam em linha reta. Imagino o impacto seco dos pensamentos a impulsionando de volta a uma rota imaginária. Sigo o som de suas pegadas no chão, que já deve estar acumulando riscos e poeira, mesmo com a rotina desvairada de faxina.

─ Por Deus, menina, sossega!

Viro a cabeça ao ouvir a voz de Amadeu. Parece indeciso, talvez se equilibrando sobre a tênue linha que separa a tolerância herdada do acúmulo dos anos e a impaciência da falta de perspectivas.

Pressinto uma tempestade… Há cheiro de chuva no ar. Que delícia! Um dos meus aromas preferidos na vida.

─ Mas, pai, não está vendo o que está acontecendo?

─ Trancado aqui, fica difícil ver ou saber de qualquer coisa.  

Meu Amadeu, sempre irônico e pouco habilidoso com as palavras. Sútil como um paquiderme afoito em loja de delicados cristais.

─ Não vê que é por vocês que me desespero? O que farei se tudo acontecer de repente? Vocês são do grupo de risco!

─ Nesse grupo de risco aí, estamos todos nós: se chama vida. Na minha idade, a morte só quer uma desculpa para chegar. Nem precisa convidar…

─ Ai, pai, você e suas filosofias!

Clarinha sorri, mas acho que é sem querer. É turrona, não cede ao primeiro argumento. Puxou a mim. Os olhos são do pai, mas o temperamento é todinho meu.

Vivemos dias de maratona por aqui. A menina veste uma espécie de capa, calça galochas, põe luvas, prende os cabelos e cobre a cabeça com um lenço. Depois, coloca a máscara e os óculos por cima dela. Minha filha virou cirurgiã?   Ou será uma perita em elementos radioativos?

Ouço a risada de Amadeu.

─ Quanta elegância, Dona Clara!

Ela resmunga alguma coisa, mas fecha a porta, depois a tranca por fora.  Deixa-nos a sós, tão sós como éramos antes do seu nascimento. Penso na lua de mel, enquanto escuto o atrito da faca de manteiga na torrada. Parece ter passado do ponto, mas Amadeu nunca reclama.

Então, minutos depois, Clarinha volta com sacolas e mais sacolas. Deixa a bagagem pesada logo na entrada e as galochas na área interditada da lavanderia. Proíbe o pai de chegar lá. Eu finjo que não escuto as suas recomendações. E ela finge que eu obedeço.

Clara leva horas nessa sua empreitada pela segurança. Descarta roupas, luvas, máscara, lenço, põe tudo para lavar. Borrifa alguma substância nas sacolas, faz cara de nojo. Dá um tempo, e começa a lavar as embalagens. Uma a uma. Água e sabão em profusão, alterna com álcool em gel. Minha filha enlouqueceu, só pode.   

Mercadoria tóxica controlada, ela guarda o que pode. Descarta até o que não pode. Exausta se encaminha para o banheiro, com os braços estendidos, recusando aproximações.  

– Fique longe!

Amadeu obedece e se afasta sem reclamar. Menina maluquinha, inventa cada brincadeira sem graça.

Depois de uma eternidade e meia, Clarinha volta, mais limpa do que após o seu primeiro banho na maternidade. Cabelos molhados, cheirando a lavanda, roupa trocada, humor renovado.

– Ufa! Batalha vencida.

– No meu tempo, essa brincadeira de guerra fazia mais sentido.

– Que brincadeira, meu pai? Sei lá, viu, parece que não tem medo de morrer.

– E não tenho mesmo. Sabe quantos anos tenho, menina?

– Fará, se Deus quiser, 92 em julho.

– Então, daí já pode deduzir que não levo muito a sério essa coisa de futuro.

– Ai, pai, não te aguento…

– A esta altura, minha filha, acho que a vida também não me aguenta mais…

Ela sorri. Sei que sim. Talvez pegue na mão enrugada do pai e alise a pele feita de papel de seda. Adivinho a troca de sorrisos, de olhares cumplices. Sempre se amaram desse jeito. Em silêncio, com um respeito de comparsas no crime. A vida toda invejei essa ligação, desde o primeiro que se encontraram. Clarinha roubou-me o marido aos poucos, e eu me deixei roubar com gosto. Histórias de amor sempre me fizeram chorar.

─ E a mãe, o que diria de tudo isso?

Acho um desrespeito quando falam assim de mim. Como se eu não estivesse aqui, no quarto ao lado, respirando o mesmo ar, contaminado ou não, que eles. 

─ Sua mãe? Por ela, estaríamos todos na rua, ela comprando aquelas mudinhas de flores, temperos, sei lá mais o quê… E se a impedíssemos, ela nos daria o melhor argumento em forma de sorriso. Ah, aquele sorriso…

─ Você tem razão, pai. Imagine o trabalho que ela me daria, essa teimosa!

Mais do que já dou? Pensa que não tenho consciência disso, minha filha? Olhe pra mim, eu sei que sou uma completa inútil. E isso é o que mais me dói. Poderia estar te ajudando, ou pelo menos conversando sobre bobagens, reclamando do tempo, dessa tal de quarentena, dos desgovernos atuais, de tudo que nunca controlaremos nesta vida. 

Clara segue para a cozinha e prepara a próxima refeição. Tudo fresquinho e gostoso como sempre. Ela tem essa mania do “sempre”, do “para sempre”. E eu estou mergulhando na onda do “jamais”, do “nunca mais”. Sinto pena do esforço que ela faz para me manter bem. Ao mesmo tempo, entendo quando se mantém afastada, rezando para um Deus que renegou com tamanha convicção nos tempos de juventude. Agora se dobra às circunstâncias do inalcançável. Tempos de desespero, a fé aumenta até mesmo em solo que rejeita a semente da mostarda. 

– O que será de nós, meu Deus? – Escuto sua voz quase em sussurro.

Quero responder qualquer coisa que tranquilize seu coração. Uma hora, tudo isso vai passar, meu bebê. Só viva um dia de cada vez, como ensinou John Keating. Lembra? Aquele professor tão original, que subia nas carteiras e instigava os alunos a viverem a poesia dos dias. Vimos umas cinco vezes aquele filme, não foi? Não lembra? Depois sou eu que perdi a memória!   

Contrariando o seu habitual bom senso, Clara assiste a todos aqueles vídeos, um atrás do outro, pela internet. Diz que precisa ficar informada, atualizada sobre os fatos, sobre as novas descobertas do tal vírus. Deixa-se inundar por informações contraditórias, e estranhas reações políticas a um fato sem controle.

Morreremos todos, já a ouvi confidenciar a uma amiga no celular. Achei até graça ela desenvolver essa teatralidade justamente agora. Sempre foi tão contida em suas emoções.

            ─ E você ainda acredita no que dizem esses médicos?

Meu Amadeu com o seu hábito de trazer luz à situação, não compreende a avidez por notícias da filha. Eu também não compreendo, mas não digo nada. Há muito tempo que não digo coisa alguma. Nem lembro qual foi a minha última palavra. Se foi boa ou ruim, se uma proparoxítona a me tirar o ar…

─ Se não se importa com o que acontece lá fora, pelo menos, me deixa ter uma ideia de como vamos passar por isso tudo…

─ Te digo como vamos passar por essa porcaria toda… respirando e aguardando.

─ Aguardando o quê?  

─ Não se sabe. E é aí que está a graça da coisa toda.

─ Graça? Tudo isso é uma desgraça só…

Amadeu sorri. Ou acho que sorri. Dá uma daquelas suas fungadas nervosas e deixa tudo pra lá. Ou talvez não. Só desta vez, tenha vontade de fazer valer a sua opinião.

– Sua mãe não pensa assim. Olhe para ela…

Ela se curva sobre mim, mede minha temperatura com cuidado. Acho que ainda teme me contagiar. Estou imune, sua bobona. Imune como nunca estive em toda a minha vida.

─ Será que ela pensa mesmo, pai?

─ Claro que sim. Sempre foi uma pensadora teimosa.

Tenho vontade de rir, de gargalhar com o seu jeito de falar de mim. Ele me ama, mesmo que o tempo e a doença tenham me levado para longe dos seus braços. Fui embora. Para onde? Ainda não sei. A viagem não terminou. Estou há meses, talvez anos, não posso dizer ao certo, aguardando na linha de embarque.  Já tive pressa, tentei adiantar os ponteiros do destino, mas não teve jeito… Cedi aos argumentos da vida.

Clarinha não sabe o que penso. Nem mesmo acha que eu ainda seja capaz de raciocinar. Nem quando, vez ou outra, balbucio uma promessa de nome. Nunca me entende, conclui que foi um engasgo ou coisa assim. Sinto pena pela dor que vejo em seu olhar. Também é amor, mas um amor que já desistiu.

─ Não sei o que vou fazer se ela nos deixar … nesta situação, bem agora.

─ O que aprendi na vida, minha menina, é que não se parte antes da hora.

─ E… se ela já se foi e não percebemos? E se não há nada do lado de lá? Nem vovó na recepção, nem um abraço do tal Criador? Se for apenas o adeus e o vazio?

– Nossa Senhora, o seu cérebro vai fritar de tanto pensar! Guarde seus “ses” e suas forças para a sua maratona maluca de higienização. 

Escuto minha filha suspirar, exausta, depois de uma batalha que jamais poderá ser vencida.

─ Pai, você não está levando a coisa a sério. Há gente morrendo todo dia, hospitais lotados, vidas se perdendo a cada minuto… O número de óbitos é assustador. Veja aqui…

─ Não entendo esses números, nem sei dos dias que me restam.

─ Pessoas morrendo sozinhas nas UTIs, entubadas, isoladas, sem ninguém para ampará-las no fim…

Amadeu fica em silêncio, como se refletisse sobre aquelas tristes palavras. Paro de tentar acompanhar os dois. Estou cansada de seguir suas presenças pela casa toda. Cansada de pairar como um fantasma. Fantasma que, afinal, ainda não sou. Ou sou?

─ Claro que é triste. Mas pelo menos, não precisamos temer que isso aconteça a sua mãe. Ela não ficará sozinha…estaremos aqui…

Estarão aqui, sei que sim. Talvez seja melhor que eu parta logo, que deixe de alimentar a esperança que faz cócegas no coração dos dois. Não guardo lamentos para a minha partida.

Meu corpo e eu entramos em um acordo, aos poucos. Ele adoraria se livrar deste fardo da fatalidade. E eu ficaria muito satisfeita em me livrar do peso que é o meu corpo.

─ Por enquanto, vamos levar a vida como a sua mãe faria.

Amadeu dá uma das suas pausas teatrais.

─ Lembra? Um dia de cada vez…

As lágrimas correm no rosto que tanto beijei. Vejo uma luz que vem de não sei onde, e penso que talvez não esteja mais cega. Talvez eu possa ainda ver e falar como antes. Talvez tudo tenha sido um engano. Sorrio. Por dentro, sorrio, reconhecida por todos os anos, por todos os abraços, até mesmo pela neurótica preocupação de Clara.

Abraço a luz, enquanto me despeço de todos os temores. Dos temores de quem amo. Não quero que percebam ainda, mas já vou desfazendo aos poucos os nós, os laços, o aperto sofrido das batidas do coração.

─ Como era mesmo que ela falava?

Amadeu estende a mão, e Clarinha a toma e beija. Ainda sinto inveja disso. Parto, mas a tempo de ouvir a resposta.

─ Carpe diem. 

16 comentários em “Carpe diem – Claudia Roberta Angst

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  1. Que texto lindo, Claudia! A relação de amor da filha com os pais, mas do pai com a filha, da mãe com a filha, da esposa com o marido, tantas nuances entre três pessoas ali, que estão vivendo esse distanciamento da melhor forma possível… Durante a leitura, cheguei a duvidar do real estado da mãe, e só mais para o final me dei conta de qual era realmente esse estado… Parabéns!

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    1. Muito obrigada pela leitura e generoso comentário. Esse conto veio muito rápido, como se a musa da inspiração tivesse me atravessado e recolhido todas as observações que tenho feito neste momento tao delicado que enfrentamos. ❤

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  2. Um texto extremamente triste que fala sobre vida e morte, também sobre relacionamentos familiares. Um texto desenvolvido com sutileza dentro de uma situação de partida/despedida, dentro de uma pandemia que nos assola e nos faz refletir sobre exatamente isso: a fragilidade de nossa existência. Muito bom!

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    1. Obrigada pelo seu comentário sempre tão gentil.
      Sabe que quando escrevi este texto não me senti tao triste assim? Acho que foi o fim de um processo. Talvez tenha funcionado como catarse. Ou talvez a necessidade de deixar ir – por já estar acostumada ao clima causado pela pandemia, ou por ter me baseado na partida (já anunciada) da mãe de uma amiga próxima. Tudo só precisou ir para fora e ganhar as palavras. Escrever também é se libertar.
      Beijos.

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  3. Olá, minha linda amiga.

    Enquanto lia seu texto ia percebendo uma influência de Sociedade dos Poetas Mortos em algumas partes. Carpe Diem, até porque os dias são breves e deixamos que eles passem por nós sem nos darmos conta da riqueza que é ter tempo.

    Vc nos leva para assistir a convivência entre três pessoas de uma mesma família e aos poucos vai nos dando pistas do que aconteceu com um deles, mas de uma maneira sutil e sem apelar para a dramaticidade rasa, mas nos levando à estação onde ela fica tanto tempo sem conseguir se desapegar às amarras sentimentais que a prendem à família. O limiar da eternidade. Achei muito bela toda essa construção que vai formando a realidade em nossa cabeça, como se fosse uma poesia que carece de percepção, interpretação. Até que afinal os verbos falam da personagem no passado, e tudo se confirma.

    Meus parabéns. Um conto e tanto.

    Beijos.

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  4. Claudia, que texto mais lindo e emocionante, seu Carpe Diem.
    Realmente profundo, leve ao mesmo tempo, entrei na rotina comum de Clarinha e família, e mergulhei no Grande mistério que você com tanto talento abordou.
    Me emocionei demais. A vida…carpe diem , lembremos.
    Parabéns!

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  5. Cláudia, que conto lindo! Tão sensível e delicado, mesmo com um tema tão pesado. Um conto tão lindo em um momento muito oportuno.
    Parabéns! 🥰😍😘💖

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  6. Que maravilhoso! Como falei no comentário pra Amana.. gosto de encarar a morte assim, sem uma dramaticidade pesada.
    O texto todo é lindo e sensível.. teno acompanhado por internet, o convivio de uma amiga com seus pais idosos, muito parecida com esta familia, embora a mae dela nao esteja neste estado, mas com alzheimer o que alivia bastante a pressao da pandemia pois a senhorinha nao tem muita noção do q se está passando, embora nao esteja totalmente fora da realidade. Entao é uma historia q está bem fincada na realidade, há muitas familias como esta, se cuidando e se tolerando nas diferentes formas de encarar este período.
    Mas quando a sua senhorinha começou a se desligar da vida.. veio todo um trauma q tenho com a morte de minha mãe e quando ela disse: ‘Talvez tudo tenha sido um engano’ eu le lembrei dos muitos sonhos q volta e meia eu tenho de que minah mãe nao morreu, que foi um engano, que ela está escondida, internada, qualquer coisa assim e ela reaparece toda feliz e cheia de saudade dizendo: ‘Então vcs pensaram que eu morri, né?” rsrs
    Queria q fosse um engano.
    Ela estaria fazendo máscaras pra doar e vender hehe

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  7. Claudia, que tema delicado né? A sensibilidade humana se produz sob várias nuances. Em alguns momentos nos leva a conceber formas leves e alegres, às vezes pesadas e tristes. Eu também adoro esse filme Sociedade dos Poetas Mortos. Carpe Diem é um lema que ficou marcado em todos que se emocionaram com a história, creio eu. E em diversos momentos da vida, pensar nisso me ajuda a espantar as nuvens negras. Teu conto é sensível nesse sentido, pela capacidade de mostrar a fragilidade que nos é peculiarmente humana, especialmente na intimidade do cotidiano das relações de família.

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  8. O conto traz um convite para que se aproveite o presente, usufruindo intensamente o agora, mesmo com as dificuldades que o coronavírus impõe.

    A narradora, com alma indagadora, mas tranquila, soube comunicar ao leitor a sua vivência e mostra que a morte não é mais a única certeza, lembra-nos da brevidade da vida e que, por isso, deveríamos vivê-la com amor, dentro da família.

    O conto é um mergulho no cotidiano atual e na intimidade de uma família, com uma sensibilidade impressionante, cheio de sutilezas e lirismo.

    Parabéns por conseguir se expressar sem complexidade e de comunicação fácil, mas de forma sensível e empática.

    É uma beleza de texto. Um abraço.

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  9. Oi Claudia. Algo aconteceu ontem, talvez a falta de um enter. Então, retornando aqui para comentar. Seu texto é simplesmente adorável, de uma sensibilidade, sutileza e verdade na representação da intimidade dessa família que nos inunda de humanidade ao lê-lo. Acertaste a mão com maestria. Ah, e não é morno. rsrs. Beijos, querida, sempre um prazer te ler.

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  10. Querida Cláudia,

    Tudo bem?

    Seu texto é lindo, poético, dolorido, emociona, tem tudo que um bom texto deve ter. Porém, o ponto alto para mim está na voz narrativa. Enquanto a mãe narra em primeira pessoa, somos brindados com os diálogos, ou seja, com aquilo que ela ouve. Assim, vemos de fora, o que ela sente por dentro, e, mais que isso o modo como entende aquilo que é dito em seu entorno. Um texto digno de sua maturidade como escritora.

    Parabéns.

    Beijos
    Paula Giannini

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  11. Que texto lindo e ao mesmo tempo tão triste… O amor é a única coisa que a doença e a morte não pode afetar. O final é singelo e ficamos com a mensagem de que não devemos nos preocupar tanto assim com o que vem depois, mas sim com o hoje, o agora, o carpe diem… Bjs ❤

    Curtido por 1 pessoa

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