Alguém de Omelas (Amana)

Aos nove anos mamãe me contou sobre a criança. Sobre a necessidade dessa criança estar presa em um quarto, longe de todos, sem ninguém. De precisar ser substituída quando já não tivesse mais forças para aguentar. Fiquei pensando na época: quando seria essa substituição? Não precisei perguntar, mamãe leu meus pensamentos e esclareceu: “quando ela morrer”.

Uma a uma eram colocadas lá, cada uma em sua vez. Não aguentavam muito tempo. Quem conseguiria, afinal? A morte era, na verdade, um alívio. Eu me lembro que nesse dia perguntei “por quê?”, umas três ou quatro vezes. E a resposta de minha mãe não me consolou, não me fez compreender e muito menos me fez aceitar: “Sempre foi assim. É assim que tem que ser.” Desde então, todos os dias pensava na criança. Todos os dias me perguntava: “por quê?”. Perguntava a mim mesma, ainda que eu não soubesse a resposta, ou não compreendesse. Talvez nunca compreenderia.

Eu devia ter uns doze anos quando entendi que cuidar das crianças que iam para aquele quarto era o trabalho de minha mãe. Ela evitava falar sobre isso e eu precisei segui-la para descobrir. Vi quando entrou em uma casa bem afastada da cidade, no meio da floresta. Era onde mamãe me proibia de ir brincar. “Brinque em qualquer lugar, menos ali”. Dizia que havia homens vagando por lá, dispostos a pegar crianças e sumir com elas. Assim como outras crianças tinham sumido.

Então não havia homem algum, afinal. Uma criança sumia porque tinham que substituir a outra anterior e essa história era contada enquanto a criança não ouvisse a verdade da boca dos pais… Com doze anos eu descobri que minha mãe era a guardiã das pobres e indefesas criaturas que eram levadas para lá. Entendi por que ela não ia embora daquele lugar, assim como alguns poucos faziam, aqueles que não conseguiam suportar a verdade de Omelas. Todos deviam ir embora dali, a meu ver, mas a grande maioria ficava. Ficava porque achava que a vida em Omelas era confortável, feliz, plena, e que viver assim, tão bem, justificava o fato de que só era assim por haver alguém a sofrer tudo o que fosse necessário por eles. E foi isso que fez com que a minha infância terminasse de uma vez por todas.

No dia seguinte à descoberta, quando meu querido amigo Max me chamou para brincarmos perto do riacho, não fui. Avisei que não conseguiria mais brincar. Não era justo com aquela criança. E ainda perguntei como ele conseguia ter alguma alegria na vida sabendo de tudo. Max respondeu que apenas brincava porque achava que assim poderia me distrair, de alguma forma. Reconfortei meu amigo, dizendo que o plano dele já não funcionava mais. Naquele dia fomos ao riacho. Mas ficamos em silêncio a maior parte do tempo. Nos outros momentos, conversamos qualquer coisa, tentando levar os pensamentos para outro rumo que não fosse aquela casa na floresta. Em vão.

Alguns meses depois do meu aniversário de quatorze anos mamãe revelou sua gravidez. Depois que meu pai foi embora, sem nem mesmo saber da minha existência, minha mãe não tinha voltado a se casar, então de quem era o filho que esperava? Antes que eu pudesse lhe perguntar qualquer coisa sobre isso, mamãe respondeu que não sabia. Contou-me que fazia alguns meses já que as mulheres solteiras deveriam engravidar, por inseminação artificial. Era a ordem. Precisavam gerar crianças imperfeitas, pois cada vez nasciam mais bebês perfeitos, saudáveis, mais resistentes. “É assim que tem que ser”, mamãe repetiu e depois completou: “Quem sabe nasça perfeito, como você.”

E por um ano e alguns meses Samuel foi perfeito aos olhos de todos. Era apenas um pouco mais quieto que o normal. Um bebê tranquilo, que dormia bem e não era de acordar com barulhos. Cada vez que ele retornava da consulta com o médico, eu respirava aliviada por não terem detectado qualquer deficiência em meu irmão. Eu vivia todos os dias cuidando dele, fazendo o que fosse possível para que Sam fosse feliz, não podia sequer imaginar um momento em que suspeitassem de algo anormal a ocorrer com o meu irmão e o tirassem de mim.

Somente aos dezesseis anos criei coragem para ir até a casa da floresta e ficar de frente para aquela criança. A orientação dada era para que cada um de Omelas, a partir de quinze anos, pudesse ver, ao menos uma vez, tudo o que era suportado por aquele ser. Fui em um dia em que não era o turno de mamãe, assim ela ficaria com Sam. Não iria sozinha, pois as pessoas deveriam ir até lá em grupos de quatro ou cinco pessoas. Max esperou que eu tomasse coragem para finalmente ir também, junto comigo. Nunca precisei tanto segurar a mão de alguém.

Ao abrirem a porta do quarto, usei meu amigo como um escudo, olhando por cima de seu ombro. No canto mais escuro estava um ser amedrontado, que gritava, que pedia por favor que o soltassem, que seria bom para todos, que seria a criança mais bondosa do mundo. Era um menino, aparentando mais de dez anos, mas sua deficiência fazia com que parecesse ter cinco anos ou menos… Estava sujo, tanto a pele quanto as roupas, do nariz escorria catarro, misturando-se às lágrimas. O ar daquele ambiente era fétido, como se alguém bafejasse podridão nas narinas de quem ousasse ali respirar.

O aterrorizante espetáculo ficou ainda pior: Luke, o filho mais novo dos Stewart, que não devia ter mais que quinze anos e fazia parte do nosso grupo no dia, abaixou-se e pegou um dos pedregulhos do chão empoeirado, parecendo querer acertá-lo no menino. No entanto, parou indeciso, com a mão levantada no ar e olhou para a guardiã daquele turno, esperando autorização. Bastou um aceno da mulher, afirmando: “não se preocupe, ele não vai enxergá-lo, é cego”, para que Luke finalmente acertasse o menino, que continuou chorando, sem nem mesmo se perguntar o porquê de tudo aquilo.

O alívio não veio ao sair daquele lugar horrível, pelo menos não para mim e nem para Max. Era pior do que pensávamos. Percebemos que os pedregulhos eram deixados de propósito próximo à porta do quarto, para quem quisesse fazer uso deles. Outros preferiam se aproximar da criança, dar chutes, tapas, socos… Eu ficava me questionando como mamãe podia se sujeitar a um trabalho daquele, de deixar a criança suja, de não consolá-la, de autorizar que alguém a machucasse… Sim, era pior do que pensávamos: nós, que assistimos a tudo sem fazer nada, éramos piores do que as guardiãs… Muito piores.

Pouco antes de Sam completar dois anos me dei conta de sua surdez. Tomada pelo pavor de pensar no dia em que seria o meu irmão dentro daquele quarto, a ser agredido no físico e no psicológico, não contei para minha mãe a respeito da minha descoberta. Logo ela perceberia também. Faltavam três dias para a consulta, e se o médico descobrisse, finalmente? Não deixaria nem mesmo que Sam voltasse para casa. Já seria internado, a espera do dia da substituição.

Não quis pensar mais no assunto. Não havia mais o que pensar, afinal. Peguei todo o dinheiro que havia sob uma tábua do assoalho, coloquei em uma bolsinha, peguei meu documento e o de Sam, algumas roupas e um pouco de alimento que desse até chegarmos a alguma cidade, que eu nem sabia quanto tempo levaria, nem para qual direção ir. Sam apontou para o ursinho descosturado, na hora me lembrei da promessa que fiz, de consertá-lo. Coloquei-o dentro da mala, no meio das roupas.

Prendi o que levaríamos na garupa da bicicleta e coloquei Sam na cadeirinha. Quando me virei para o portão, mamãe estava lá a nos observar. Achei que fosse perguntar o que estava acontecendo ali, porém para minha surpresa ouvi de seus lábios que já sabia sobre a surdez de Sam. E que, se tivesse coragem, faria ela mesma o que eu estava prestes a fazer. Apesar de já saber a resposta, perguntei a ela mais uma vez o porquê de não conseguir ir embora e aceitar tudo aquilo. Mais uma vez, mamãe surpreendeu-me: “eu não teria paz em qualquer outro lugar do mundo, assim como não tenho aqui. Mas acredito que vocês dois poderão ter. Vocês precisam ter.”

Mamãe abraçou Samuel sem tirá-lo da cadeirinha. Depois me abraçou e indicou para qual direção eu deveria ir. Por fim, me agradeceu: “obrigada”. Fui embora sem nunca ver minha mãe chorar, mas eu queria acreditar que sozinha, sem ter alguém como testemunha, ela fosse sim, capaz de chorar.

Antes que eu chegasse à estrada onde deveria virar à direita e seguir em frente até chegar ao vilarejo, Max me alcançou. Estava de bicicleta também, levava uma mochila nas costas. “O que pensa que está fazendo?”, a incredulidade não me deixando assimilar o que significava aquilo. “Indo embora com você, vi quando se despediu de sua mãe no portão. Aliás, foi ela que me indicou o caminho que levaria e só deu tempo de jogar umas roupas dentro da mochila antes de te seguir”, foi a resposta, completando: “Eu só não fui antes por sua causa. Mas se está indo, moça, é claro que vou junto.”

“Sabe que não será possível voltar, não sabe?”

“A-ham. Agora vamos continuar, é uma distância bem grande.”

Seguimos. Eu, Max e Samuel. Para onde? Não sabíamos ainda, nem para onde e nem quanto tempo levaríamos para chegar. Mas ao pensar naquela frase de Max, “é uma distância bem grande”, talvez finalmente eu tenha me sentido aliviada ao imaginar aquilo. Uma distância tão grande, tão grande, que Omelas nunca mais poderia nos alcançar…

—————–

Este texto foi inspirado no conto “Aqueles que se afastam de Omelas”, de Ursula K. Le Guin, o conto mais aterrorizante que já li. Você pode conferi-lo em uma boa tradução neste link aqui.

Crédito da imagem: Sammy Williams, no site Pixabay.

24 comentários em “Alguém de Omelas (Amana)

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  1. Sensacional. Que conto sem falhas. Maravilhoso. Fiquei morrendo de vontade de ler o conto que o inspirou. Foi um enorme prazer, Amana. Escreve cada vez melhor.

    Abraço.

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  2. Nossa, Bia! É realmente aterrorizante! Curto, sem firulas, sem nada desnecessário. Deixar em suspense o que realmente acontecia com as crianças foi ótimo. Tem coisas que é melhor não saber… E o final feliz foi necessário. Enfim alguém com coragem pra fazer alguma coisa. ótimo conto! Parabéns! 😘

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    1. Oi, Priscila, obrigada pela leitura! Sei o quanto evita textos desse tipo, até eu tenho evitado, para falar a verdade. Só escrevi porque a história veio toda na cabeça e nessas horas é melhor dar vida logo a isso tudo, senão ficariam remoendo aqui dentro…

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  3. Um diálogo com um texto que fala basicamente sobre a justiça, considerando “o sacrifício de um para o benefício da maioria”. O mais sombrio e chocante é que todos na cidade sabem que a criança está lá, todos sabem que ela tem de estar lá. Assim, história insere o leitor em uma reflexão política-moral, não propõe uma solução para o problema geral e tampouco poupa de uma interpretação desconfortável

    Parabéns, Amana, pela escolha do texto referência e por quebrar, o paradoxo utópico nele inserido, com um final quase feliz: a irmã e o amigo fugiram de Omelas para salvar o menino-surdo. (Feliz seria se todas as crianças fossem salvas.)

    É na fantasia que o pensamento vai além e acessa sentimentos e circunstâncias surpreendentes.
    A linguagem é simples e didática, tornando o conto acessível. O enredo criativo e inesperado apresenta uma narrativa cativante e prazerosa de ler.

    Um forte abraço.💖✨

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    1. Oi, Fatima, obrigada por suas palavras! Apesar de um texto tão pesado, gostei de escrevê-lo… Talvez precisasse colocar pra fora algumas coisas, que acabaram saindo assim, inspirados pelo texto da Ursula…

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  4. Ui.. tá aí um conto este que inspirou o seu , que eu nao quero ler.. rsrs
    Já chega as feiúras que vejo em minhas experiências espirituais.
    .
    Mas literatura tem q ser assim mesmo, tocar em feridas e há várias camadas psicológicas a serem tocadas com o seu conto, Amana…
    Muito bom, claro e direto. Gostei da maneira como vc conduziu o crescimento da personagem até a adolescência, a idade de tomar coragens! hehe
    .
    Parabéns pelo conto.

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    1. Menina, no conto da Ursula acho que dá para dizer que a personagem, única, é a cidade. Não há personagens em destaque, ou seja, a imagem da criança é ainda mais forte! Bjs!

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  5. Amana, que conto triste, forte, não achei aterrorizante, pode parecer estranho, mas achei, de certa forma, real, diante das atrocidades que já foram, e são cometidas contra as crianças desse mundo.
    Real, mas inaceitável. Tristíssimo, você escreveu com grandiosidade, vou ler o conto que te inspirou.
    Beijos

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    1. Oi, Renata, sim, diante da realidade nua e crua vivida, saber que esse texto é apenas ficção de certa forma é até um alívio, porque como você disse há crianças que sofrem coisas piores… Ele é triste (e o conto inspirador mais ainda) por se caracterizar como uma alegoria da moral humana…

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  6. Caprichou neste conto, hein, Dona Amana? Muito bem escrito, costurado com linhas sofridas … aff… que enredo difícil de encarar, parece tao real pela clareza e fluidez da sua escrita. O final dá um certo alívio e ficamos torcendo para que a fuga dos três seja um sucesso. A solidariedade da menina pelo irmão e a amizade com o rapaz funcionam como alento. A personagem da mãe causa estranheza, mas é como se ela também estivesse atada áquela realidade cruel, sombria, prisioneira de um círculo vicioso de maldade e egoísmo. Ainda bem que em algum lugar daquele ser havia uma brecha para o amor – o que permitiu a fuga dos filhos. Parabéns! Feliz pela sua produção literária ter voltado a brilhar. 🙂

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    1. Obrigada, Claudia! Esses textos nunca são fáceis, obrigada por ler e por seu comentário. Quanto à mãe, me inspirei em algumas que encontrei por aí… Grata pelos parabéns, vou tentar manter o ritmo… =)

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  7. Puxa Bia,
    Contaço! achei bem escrito, instigante e dá vontade de continuar a ler mais e mais.
    Quero saber do motivo do cativeiro e como foi a fuga… continua escrevendo.
    Beijos

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    1. Oi, Sabrina, o motivo do cativeiro é o mesmo do conto: uma criança, inocente, para expiar os pecados dos que moram ali… Mas a criadora de Omelas não explica como se chegou a isso… Estou pensando em continuar, sim, estou com ideia para uma novela. Vamos ver se dá certo até o final de novembro. ☺️

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  8. Estava ansiosa para ler o seu conto, Amana, após os comentários no grupo do Whatsapp. Uma narrativa muito bem tensionada e excepcionalmente inquietante e aterrorizante quando descobrimos a que são submetidas as crianças aprisionadas. Achei curioso na estrutura do conto que o final é relativamente fechado: o trio consegue escapar. Mas apesar disso saímos do conto com inúmeras questões sem resposta: porque a mãe se sujeita àquilo, o por que dos maus tratos às crianças, quem é o pai de Sam. Um ótimo conto. Bem inquietante. Parabéns!

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    1. Oi, Elisa! Eu jurava que tinha te respondido, até fui ver na lixeira e no spam, mas que nada, não comentei mesmo, desculpa… =\ E eu te agradeço pelo comentário. E essas inúmeras questões são as que estão dando “pano para a manga” pra novela que comecei a escrever com base nesse conto…

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  9. Histórias para adultos com crianças sofrendo qualquer abuso normalmente não são minhas preferidas, porque essa temática me toca de formas inexplicáveis. Ursula Le Guin é uma das escritoras de ficção científica que gosto por sua habilidade em criar universos ficcionais incríveis. Você escreveu um roteiro apavorante, muito bem escrito, mantendo o suspense até o fim. E vale dizer que merece uma continuidade.
    Parabéns pelo texto.
    Um grande e carinhoso abraço.

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    1. Obrigada, Evelyn, pela leitura e comentário. Imagino o quanto é difícil, relutei um pouco em escrever um texto do tipo. Tivesse eu mais tempo, talvez escrevesse outra coisa… Mas ao mesmo tempo foi catártico, me colocar ali, de alguma forma para salvar alguns deles… Sim, vou ampliar o texto, para uma novela e mostrando também o que aconteceu depois do final dado ao conto…

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  10. Querida Amana,

    O tema do conto é forte, e, claro, por si só já, teoricamente, renderia um bom texto. Mais que isso, porém, o que me chamou muito a atenção e, de fato, me prendeu à narrativa, foi a atmosfera criada pela autora. O leitor realmente se vê naquele local, com a pequena casa, as pedras (que são terríveis) e tudo o mais.

    Bom de verdade. Lembrou-me o Hans Cristian Andersen e sua “Pequena Vendedora de Fósforos”, no modo como toca o leitor.

    Parabéns.

    Beijos
    Paula Giannini

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    1. Oi, Paula, obrigada pela leitura e comentário. Que bom que gostou! Esse conto da Pequena Vendedora de Fósforos é o mais triste que já li em minha vida.

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  11. Olá, Amana!
    Que habilidade para criar um cenário sombrio e o suspense sobre uma localidade incomum e tenebrosa. Gostei muito da história de terror, mas não sei porquê eu associei às crianças que nascem com algum ‘problema’ que a torna incomum à sociedade, seja uma criança autista, ou com síndrome de down, ou cega, etc. Muitos pais não aceitam, renegam, maltratam, escondem… isso, desde séculos passados. Então eu vejo que a história de terror, ainda pode ser um reflexo do que se vê nos dias de hoje. O preconceito existe e o conto remete a reflexões pertinentes e necessárias. Muito bom!

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