ALTER EGO primeira parte – Iolandinha Pinheiro

Cheguei caminhando à minha casa. Acabara de levar uma forte pancada na cabeça e estava zonzo, mas exatamente por causa da pancada, não conseguia lembrar de como aquilo havia acontecido. Aliás, lembrava muito pouco sobre qualquer coisa, mas tinha certeza de que morava ali, não apenas porque havia reconhecido aquela fachada, mas também porque quando enfiei a mão no bolso da calça encontrei um chaveiro azul com uma única chave na argola que cabia perfeitamente na fechadura da porta da frente.

Fui até a cozinha, mas não peguei nada para comer ou beber. Saí sem sequer tomar um analgésico, apenas subi até o meu quarto. Havia, na parte superior do sobrado, dois outros cômodos, mas eu sabia exatamente em qual deveria entrar. Deitei-me na cama sem trocar de roupa, me cobrir ou usar qualquer um dos três travesseiros que estavam na cabeceira. Estava cansado, e a cabeça doía logo acima da testa. Passei a mão sobre o cabelo e percebi que não tinha sangue ou inchaço, apenas uma ligeira depressão no local da dor.  Não conseguia fechar os olhos. O quarto continuou com a luz apagada, iluminado apenas pelos relâmpagos que criavam curiosos gráficos no céu. Achei engraçado não conseguir me lembrar se sentia ou não medo de tempestade, mas resolvi fechar a janela mesmo assim.

A moldura velha e inchada emperrava o vidro, e eu levei algum tempo para fazer a lâmina deslizar pelos caixilhos. O vento fustigava-me a longa franja fazendo-a bater contra meus olhos. De repente um raio caiu tão próximo à casa que iluminou o quarto e a praia inteira lá fora. Foi neste breve momento que vi, logo abaixo da muralha de pedra, alguma coisa se movendo de forma rápida e resoluta.  Alguma coisa vinha em direção a mim.

Enquanto afastava os cabelos do meu rosto para ver melhor, a coisa desapareceu pelas sombras do caminho. A noite opressiva que eu vivia ficava ainda mais sinistra pelo fato de não conseguir montar o quebra-cabeças dos meus pensamentos. Afinal, quem eu era? A memória tentava se reorganizar e as lembranças apareciam como flashes de luz entre apagões de esquecimento. Via rostos, ouvia risadas e gritos, mas não reconhecia as pessoas. De longe o som das ondas explodindo no largo rochedo que cobria uma grande extensão da costa se evolava como uma ameaça insondável a espreitar minha alma.

Fechei os olhos. Imagens desordenadas tentavam recompor um quebra-cabeças de rostos e lugares desconhecidos. Uma sucessão de pessoas sem conexão aparente entre si aparecia em meus pensamentos. Quem eram elas?

Desliguei-me por um instante apenas, e sonhei comigo mesmo no alto de um despenhadeiro sobre o mar. Lá embaixo apenas a frágil espuma branca se desfazendo em sua inglória luta contra agudos rochedos. O resto era o negror angustiante do oceano sob um céu sem lua.

Levantei-me novamente sem saber ao certo o que queria fazer, não encontrava posição na cama. Andei pelo corredor e vi as fotos de uma família espalhadas pela parede. Não reconhecia aquelas pessoas, seriam aqueles os donos anteriores? Desci a escada.  Uma planta batia seus galhos mais finos na porta de madeira.  Já ia abrir a porta para resolver este problema quando vi um vulto passar pelas venezianas da janela. Recuei alguns passos com pavor. Ouvi uma forte pancada na porta, seguida de outras pancadas menores. Procurei ao redor por alguma arma e resolvi pegar o atiçador que encontrei na lareira apagada de frente para o sofá.

A coisa lá fora gritava, mas o barulho da tempestade me impedia de distinguir o que era dito.

Depois de uns instantes tudo silenciou. Deixei o atiçador na lareira novamente e voltei para o quarto. Decerto a coisa lá fora havia desistido. Verifiquei portas e janelas, tomei um banho, coloquei o pijama que encontrei na gaveta da cômoda. Fechei os olhos e deslizei devagar para uma repousante inconsciência. Acordei não sei quanto tempo depois com uma coisa dura cutucando minha perna. Abri os olhos assustado e não pude acreditar no que via, a coisa lá de fora havia entrado e estava de  frente para mim, em pé, bem próximo da minha cama  e estava segurando o mesmo atiçador de lareira com o qual eu  pretendia matá-lo, pelo menos foi o que imaginei, pois a escuridão só me permitia ver um vulto alto segurando um objeto fino e longo. Ficamos nos encarando por alguns segundos infinitos.

– Saia da minha casa!

Falou isso e partiu para cima de mim com a peça de ferro. Fui mais rápido e me desviei. Ele acabou por perder o equilíbrio e caiu na cama ao meu lado. Aproveitei a oportunidade, levantei e desci a escada correndo. Tentei abrir a porta de saída, mas justo naquele momento não consegui encontrar a chave.  Vi que a porta não havia sido forçada e nem havia qualquer janela quebrada.

Fiquei me esgueirando pelas sombras da casa enquanto procurava as facas da cozinha sem acender a luz. A primeira coisa que encontrei foi um cutelo. Serviria. Senti um arrepio em minhas costas. O maldito tinha descido a escada em silêncio. Virei-me no momento em que ele desferiu um golpe no meu ombro, ainda consegui atingi-lo no abdômen. A dor me fez perder os sentidos. Quando acordei ele estava lá deitado. Levantei sentindo uma forte tontura. Fui andando com dificuldade até o interruptor. Acendi a luz e o que vi me deixou estupefato. O homem era idêntico a mim. Mesmo rosto, mesma altura, e até a roupa era igual àquela com a qual eu havia chegado. Achei que estava louco, mas o cadáver ensanguentado ali no chão era o que de havia de mais concreto em minha mente sem lembranças.

Peguei uma lanterna e fui para o pátio à procura de algum lugar conveniente para enterrar o corpo. Encontrei uma faixa suficientemente larga e comprida para fazer um buraco onde coubesse o morto. Cavei a terra solta da praia com facilidade. Coloquei o corpo em um lençol e o arrastei até o local. Olhei para aquele rosto que, mesmo sob o véu da morte, ainda parecia demais com o meu para que eu lhe fosse indiferente, e depois o coloquei lá e cobri. Então pude dormir com relativa tranquilidade.

Tive sonhos perturbadores naquela noite. Outra vez via vários rostos sem conseguir reconhecer qualquer um deles. No meio da multidão que me cercava eu via não o meu próprio rosto, mas o daquele rapaz idêntico a mim. Ele caminhava ao meu encontro, sorrindo, mas de seu ventre aberto eu conseguia ver as vísceras mal sustentadas pelo que restava de músculos e pele. Suas vísceras expostas querendo sair.

Acordei sobressaltado com as batidas na porta. Pensei imediatamente que teria sido descoberto. Fui até a janela do meu quarto e avistei uma linda jovem aguardando do lado de fora.

Gritei que já ia descer e ela me deu um aceno de lá de baixo. Ajeitei meu rosto rapidamente e vesti uma roupa leve. Cobri o ombro machucado e fui ao seu encontro. Assim que abri a porta ela rodeou meu pescoço com seus delicados braços e sussurrou em meu ouvido:

– Bom dia, Daniel. Você sumiu ontem, o que aconteceu? – Falou isso e em seguida deu-me um beijo leve nos lábios. Confesso que fiquei confuso, mas não achei nada desagradável. Deixei-a à vontade para continuar me beijando. Entramos na casa e preparamos junto o café. Seu nome era Adelaide e como ela mesma havia afirmado, o meu era Daniel. Quando ela saiu, corri para procurar os documentos do rapaz que supostamente era o seu verdadeiro namorado. Felizmente a carteira dele estava jogada no sofá; Como não conseguia me lembrar de quem eu mesmo era, achei conveniente assumir tudo que o finado deixara: a sua vida e o seu amor.

Apesar dos recorrentes pesadelos com todos aqueles rostos vindo ao meu encalço, o tempo passou tranquilo depois do incidente com meu duplo. Aos poucos fui aprendendo tudo sobre a vida de Daniel, de quem eu seria, provavelmente, irmão gêmeo. Adelaide vinha sempre, e víamos juntos os álbuns com as fotografias que seriam da minha família ou da dele. Descobri que tinha outras casas além daquela e que vivia da renda dos aluguéis.

Depois de um tempo eu e Adelaide casamos e ela veio morar comigo. A vida seria perfeita e tudo estaria em paz se eu não tivesse ficado doente. A coisa toda começou enquanto eu fatiava o pão para fazer torradas. A faca resvalou e fez um corte superficial em meu dedo. No início saiu um pouco de sangue, mas, em seguida, percebi que uma substância negra e viscosa começava a escorrer do dedo ferido. Limpei tudo rapidamente e coloquei ataduras apertadas para que Adelaide não percebesse. À noite, antes do dormir, fui tomar meu banho mas primeiro resolvi esvaziar a bexiga. Para a minha surpresa a urina foi se tornando escura e volumosa a ponto parecer um poço de piche brilhante no vaso sanitário.

28 comentários em “ALTER EGO primeira parte – Iolandinha Pinheiro

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  1. E agora precisarei esperar pra ler a segunda parte?! Isso não se faz! Ai, ai… o jeito é esperar, então, porque agora eu preciso saber o que vai acontecer!
    Muito bom! Mal posso esperar pela conclusão!

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    1. Ah, que legal um comentário seu aqui. Conheço vc este tiquinho de nada mas vc já me cativou. É tão generosa, alto astral, e bacana. Que bom ver uma pessoa como vc no grupo das Contistas, espero que seja uma maravilhosa experiência para nós todas. Beijos.

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    1. Oi, amiga querida! Pois é, fiz essa maldade com vcs. Mas garanto que não vão esperar muito, o conto já está todo na minha cabeça, logo iremos saber o resultado, um pouco mais lento do que eleição com urna eletrônica, mas sai.

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  2. Realismo fantástico, paranormalidade, sobrenatural ou loucura? De qualquer forma, a trama traz ao leitor uma variedade de fenômenos cujas causas ou mecanismos não podem ser explicados e que são atribuídos a forças desconhecidas, forças psíquicas.

    Texto fluido e curioso, pitadas de terror, muito suspense, reviravoltas surpreendentes. É aguardar a segunda parte para captarmos o significado final de alter ego: a identidade oculta do protagonista que se revela indiretamente aos leitores, uma segunda personalidade, um outro eu inconsciente que se revela através de múltiplas identidades ou uma pessoa próxima e íntima em quem se confia demasiadamente, com atitudes semelhantes em diversas situações.

    Um conto profundo. Parece-me uma jornada para explicar uma mente inexplicável. A autora se saiu muito bem ao dar essa impressão e sensação. É uma temática que me prende.

    Assim, o conto me agradou muito e atingiu, com maestria, o objetivo. Senti aqui, como em todos seus trabalhos, seu ímpeto nato em esmiuçar, pelo dom da palavra, o interior humano, através da capacidade criativa. !

    Esperando a continuação. Beijos.

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    1. Oi, amadinha. Tudo bem? Muito obrigada por este comentário tão agradável e aprofundado. Gostei muito. Vc pensou em mais possibilidades do que eu. Vc sempre vai além em tudo, né moça? Espero sempre o seu comentário com ansiedade. Acho que todo mundo fica feliz quando vc aparece. Não vou dar nenhuma pista porque talvez o deslinde da trama não seja nenhuma das coisas que vc falou, hehe. Beijos e tudo de bom.

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  3. Menina, não deixa a gente na mão assim!!! rsrsrs. Quero a continuação deste história incrível. Adoro sesu textos, que são sempre tão interessantes, criativos, bem escritos. O começo já me fisgou, pois eu adoro histórias que jça começam lançando um fato estranho, enigmático, algo fora do comum que nos coloca aquela pulga atrás da orelha e os olhos bem atentos. Adorei tudo. Parabéns.

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    1. Em breve teremos a continuação, Fernandinha. Espero que vc leia e goste do destino que vou dar aos personagens. Só interrompi a história porque trabalho com prazos e tenho um para amanhã, mas a história já está inteira na minha cabeça, só escrever. Ah, fico tão feliz quando recebo comentários. Acho que se dedicar ao outro é uma forma de expressar amor.

      Tudo de bom para vc, menina. Deus a abençoe e vamos para a frente. Beijos.

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  4. Poxa, Iolanda, quero ler tudo hahahaha! Quem seria este ser? Um clone? Um alien? Um esquizofrênico? Adorei e quero mais! Aguardarei ansiosa. Bjs ❤

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    1. Ah, Vanessa! Não posso dizer para não estragar a surpresa. Mas eu prometo que nem vai demorar, viu? Deus abençoe vc e a sua família. Beijos e obrigada pelo carinho.

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  5. Suspense seriado é de matar. Adoro histórias de duplos, nunca escrevi uma, mas tenho muita vontade, apenas não me veio ainda uma boa ideia. Na sua narrativa, como sempre, o suspense nos empurra e a imaginação continua prodigiosa. A ambientação também está top. Aguardando curiosa e ansiosa os desdobramento desse seu mistério. Beijos.

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    1. Juro que o intuito nunca foi deixar minhas queridas leitoras na mão, apenas tinha um prazo para cumprir no trabalho e entre terminar o conto ou honrar a minha profissão, fiquei com a segunda opção.

      Eu já sei como vai ser a continuação do conto. É só questão de meter o pau a escrever. Mas essa é uma parte difícil porque tenho que vencer duas coisas: a preguiça e a autocrítica. Mas vamos ter fé.

      Obrigada pela visita alegre e pelo comentário generoso.

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  6. Olá, Iolandinha!
    A sua capacidade de criar um cenário aterrador e um enredo interessante, que logo fisga o leitor, são surpreendentes. Não sei se a história trata de loucura, espiritismo, um irmão gêmeo desgarrado, delírio, remorso por algum crime cometido, mas o fato é que eu me lembrei de O retrato de Dorian Gray, quando o retrato assumia toda a vilania que o deformava, enquanto o próprio personagem nunca envelhecia. O negror que está à volta de Daniel na noite escura também está dentro, na urina e no sangue, fluindo dentro dele. As reviravoltas, nessa história ainda por se definir, já me cativaram e estarei aguardando o próximo capítulo com ansiedade!

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    1. Que delícia de comentário, Sandra! O Retrato de Dorian Gray é um dos meus livros favoritos. Realmente a história poderia enveredar para esse lado.

      Olha como é a vida. Escrevi esse conto sentindo vergonha dele. Por várias vezes pensei em desistir e mandar um antigo ou uma poesia, e aí todo mundo gosta! Muito bacana isso.

      Muito obrigada pela leitura, pelo comentário, pela generosidade e por ser esta amiga sempre presente em nossas vidas. Aprendemos muito com você.

      Beijos.

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  7. Olá, Ioiô!
    Você está arrasando no realismo fantástico, heim! O que seria esse ser?
    A escrita é rápida e fluida, muito boa de ler, forma imagens concretas e belas na mente do leitor! Quero muito saber da continuação! Um, beijo, querida! Parabéns! 💖

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    1. Vc vai descobrir em breve quem é este ser, e todas as demais dúvidas serão esclarecidas. Que bom que está gostando. Também amei a sua novela, e estou aguardando ansiosa o próximo capítulo. Maravilha. Saudades das nossas conversas. Deus abençoe você e toda a sua linda família. Um grande abraço.

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  8. Iolandinha, que texto sensacional, que enche o leitor de curiosidade. O melhor disso tudo é que a história cresce na mente da gente. Sigo ansioso pela continuação. Parabéns e desejo felicidades.

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    1. Muito obrigada, Luiz Cláudio. Que honra receber a visita do melhor escritor de terror que eu conheço,. Que bom vc ter gostado Em breve eu posto a história inteira no Recanto. Abraço e felicidades.

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  9. Iolandinha do céu, que medo! O que será aquela criatura? Fruto de um delírio do sujeito? Seu duplo? Aguardo ansiosa pela continuação do conto. Parabéns pela capacidade de criar enredos tao inusitados e cheios de um suspense eletrizante. Talento é isso aí. Beijos.

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    1. Note, bela Claudinha. Existem pelo menos 3 criaturas nesta história: O Daniel que morreu, o Daniel que matou e a Adelaide. Quem será o vilão? Não posso responder. Já tenho o resto da história na cabeça. Mas acontece muito de eu mudar o final enquanto escrevo. Então… tudo mesmo pode acontecer. Obrigada pela leitura tão interessada e pelo comentário tão generoso. Beijos.

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  10. Oi, Iolandinha ❤
    Pois é, aqui vemos mais um conto de terror, mistério, fantasia, talvez, quem sabe – loucura escrito com maestria por você.
    Eu acho que a quantidade de possibilidades é quase infinita, e sei que vc vai dirigir a vida do protagonista, seu duplo, seus muitos outros "eus" com o brilho de sempre.
    Acho que o alter ego é o que está morto, e o verdadeiro é o "vivo", ahh, não sei, louca pela continuação rs.
    Aplausos, beijos!!

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    1. A parte boa é que quando você for ler a segunda parte, a terceira talvez já esteja publicada, aí vc nem vai precisar esperar como os outros. Mas eu prometo um final bem explicado. Vc é maravilhosa, muito obrigada pelo carinho, Renata querida.

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  11. Oi, baby… aviso que depois de comentar aqui vou correndo ler a parte ll hehe
    estou atrasadissima com as leituras mas as demais escritoras me perdoem, mas eu vou pular!! 😛
    .
    amei.. eletrizante, eu diria. talvez um pouco corrido a parte do casamento, a leitora gostaria de degustar mais este relacionamento e ir pegando detalhes de um personagem e de outro.
    Mas este fluido negro? guria!! o ser não é humano!! hehe
    adoroooooooo
    bjsssss

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    1. Sabe aquele convidado que chega quase no fim da festa, mas o aniversariante manda esquentar as comidas e a banda voltar para o palco? É tu. Sei que tem seus compromissos e também seus problemas e por isso nem sempre consegue chegar no começo da festa, mas chega. Você é sempre muito bem vinda aqui. Já estou escrevendo o último capítulo que será publicado ainda em dezembro. Tem um plot do tamanho de Júpiter vindo aí. Hehehe. Obrigada pela vibração positiva. Beijos.

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  12. Querida Iolanda,

    Finalmente, cá estou,.

    Estava tão atrasada que não chegava nunca por aqui. Já li os três episódios, mas, vou comentar uma a um.

    Impressão deste primeiro: quero mais, amo duplos, o melhor de Iolanda que já li.

    Até o próximo.

    Beijos e feliz 2021!

    Paula Giannini

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    1. Quando comecei a escrever este conto, ele realmente seria sobre duplos, e à medida que escrevia, iam surgindo novas ideias. E eu ia escrevendo e mudando o que pensara inicialmente. Para falar a verdade, sempre é assim. A primeira ideia dá a largada, mas o resultado é uma sopa de flashes que piscam no meu cérebro desorganizado. Vá em frente.

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