Alter Ego Parte Final – Iolandinha Pinheiro.

Não havia apenas um vídeo, mas vários. O primeiro deles era com o Tito.  Eu saindo de casa e indo até onde o cachorro cavava um buraco na cova. Vi quando coloquei ambas as mãos na cabeça e logo depois quando peguei a vassoura para espantá-lo para longe do local. Depois quando segui para o depósito de material de construção, e voltei sozinho com um carrinho de mão. No vídeo deu para ouvir um ganido de Tito. Então eu sumi do foco da câmera e em seguida, apareceu Tito correndo em direção à praia e ganindo. Então eu havia batido nele?
 
Em um momento da fita também aparecia um vulto passando pelo outro lado da casa. Não me liguei neste detalhe na hora, só depois que pedi para que ele passasse todo o material para mim, é que fui tentar descobrir aquela outra pessoa.
 
Voltei para casa sem o Tito, embora ele tenha feito um esforço enorme para me acompanhar. Perguntei a Roberto, porque ele estava filmando a minha casa e ele me explicou que estavam acontecendo furtos nas casas fechadas e ele havia instalado câmeras em lugares estratégicos para ver se pegava o ladrão.
 
Antes de ir para casa decidi passar na quitanda que ficava em um pequeno centro comercial e comprar algumas frutas, aquela dieta de biscoito e água estava piorando meu estado de saúde. Levei minha comida e coloquei toda num pequeno frigobar que havia no quarto que eu passara a usar. Resolvi sair todos os dias para poder pegar sol e visitar o Tito.
 
Vi as primeiras filmagens, felizmente haviam sido feitas depois que o homem igual a mim apareceu, o meu vizinho policial ainda não havia instalado as câmeras na época em que o havia matado. Eram filmes muito entediantes, a maior parte de paisagens paradas. Então voltei para o dia em que o Tito foi agredido. O vulto estava lá. Passava rapidamente para os fundos da casa. Mandei o vídeo para um programa que reduzia a velocidade. Vendo a filmagem pausadamente, percebi que quem passara pelo outro lado da casa havia sido Adelaide. Não compreendi nada. Como assim? Pelas minhas contas ela só havia chegado quando eu já estava colocando cimento onde seria a base para a casinha de Tito.
 
Achei aquilo muito estranho. Adelaide sempre fora uma esposa carinhosa e até havia chamado um médico para me ver em casa.  Mas vê-la chegando em casa e usando o caminho que nunca usávamos foi bem estranho, ainda mais porque ela fingiu ter chegado depois. Aquilo ligou um alerta no meu cérebro. Fui até o quarto dela, mexi nas coisas, abri as gavetas. Encontrei um rabisco com o nome: Moacir Pimenta, e o número do hospital. Liguei para lá, marquei uma consulta. Resolvi não falar nada para ela.
 
No dia seguinte eu esperei que ela saísse e chamei um táxi para me levar no hospital da vila. No balcão, perguntei onde era o consultório do Dr. Moacir Pimenta. Fui até o consultório 2 B, onde um senhor grisalho já me esperava e me mandou sentar na cadeira para contar o que estava acontecendo. Fiquei ali em pé olhando para o médico e achando que havia ficado louco, pois o Dr. Moacir Pimenta que havia estado em minha casa, era pelo menos uns vinte anos mais jovem do que aquele homem. 
 
Como já estava lá resolvi me consultar e descobrir o que estava acontecendo comigo, afinal. Foram colhidas amostras de tudo, o médico fez milhares de perguntas e me disse para voltar dali a cinco dias para buscar os resultados e falar com ele. Fui embora pensativo, sem entender o que acontecia. Fiquei o dia quase todo no quarto, comendo os alimentos que havia comprado. Adelaide subiu algumas vezes com uma bandeja. Aceitei, mas não comi. Estava desconfiando dela. Jogava no lixo e esperava que ela saísse para colocar no coletor lá embaixo.
 
Notei que as caminhadas e a nova alimentação faziam que eu tivesse menos enjoos, me sentisse melhor. Afinal o dia de receber os exames chegou.
 
– O senhor mora sozinho, senhor Daniel?
– Moro com a minha esposa.
– Tem cozinheira? Mesmo eventual. Ou jardineiro? Alguém mais frequenta a sua casa?
– Não. Somos só eu e Adelaide mesmo. Por quê?
– Por gentileza, leia este papel.
 
Empalideci ao ver o que estava escrito. O médico ainda me informou que relataria tudo à polícia e que eu precisava ficar internado lá para fazer um tratamento. Concordei.
 
Fiquei calado por um tempo. Desolado. Sem ação. As palavras terríveis conspurcando a brancura do papel ficavam se repetindo na minha cabeça enquanto eu tentava fazer conexões delas com aquilo que eu acreditava ser realidade.
 
Pensei na cova com um cadáver dentro e temi que a polícia a descobrisse, mas não havia mais nada a ser feito, apenas tentar sobreviver.
 
Durante os quinze dias que passei no hospital não tive notícias de Adelaide. Nenhuma visita ou telefonema, nada. Roberto veio me visitar e falou que ela não fora mais vista. O tempo se desenrolava lento e enfadonho. Usei aquela pausa para assistir cada um dos pequenos filmes gravados pelo policial. A maioria mostrava apenas a praia, a casa, nosso cachorro. Nada que chamasse a atenção. Em um deles, todavia, vi Adelaide cavando exatamente no local onde havia o corpo e jogando lá dentro   algo que não dava para distinguir o que era.
 
Quando voltei à minha casa descobri duas coisas, Adelaide havia ido embora levando tudo o que era dela, e minha conta conjunta estava com menos da metade do dinheiro. Ninguém precisava me dizer que ela havia arrastado o que conseguira, mentindo para o gerente do banco.
 
Minha memória estava prejudicada para sempre. Precisava descobrir o que estava acontecendo de verdade. Saí procurando em cada pedaço da casa tentando achar algo que me desse uma luz. Procurei pela casa toda, inclusive pelos cômodos que não usávamos. Olhando debaixo de uma das camas percebi um volume com um símbolo de agulha e linha na tampa. Trouxe para cima da cama e abri.  Como era de se esperar, havia uma divisória com tesouras, linhas, e outros apetrechos de costura. Mexi naqueles objetos com o carinho de quem tenta lembrar da mãe que um dia havia sido tudo para mim. Foi quando ouvi um barulho lá embaixo e me levantei de uma vez, deixando a caixa cair. Fui até a janela, mas não era nada. Talvez alguma janela batendo, depois iria lá verificar.
 
Peguei a caixa no chão e notei que havia quebrado a estrutura interna. Virei a caixa na cama e fui pegar uma cola de madeira, quando fui passar a cola notei um fundo falso embaixo da divisória. Um fundo falso com fotos.
 
Tinha várias fotos de família iguais a muitas que havia visto. Dentre elas um maço de fotos dentro de um saquinho de pano amarrado com um laço azul. Tirei os retratos com cuidado. Eram fotografias minhas junto com uma moça morena de grandes olhos cor de mel, um rosto lindo que eu não lembrava que já havia visto. Atrás de uma delas, uma dedicatória:
 
Ao meu noivo, como todo o amor.
 
Adelaide.

Aquela não era Adelaide, definitivamente. Ou, por outro lado, aquela era Adelaide e eu não sabia o nome da moça com quem me casei. De repente a vida era uma surpresa atrás da outra, e nenhum sentido para mim.
 
Onde a moça da foto estaria? Fiquei angustiado. Perdera todo um passado emocional e havia caído nas mãos de uma estranha que talvez estivesse tentando me matar.
 
A falsa Adelaide havia ido embora, mas quem me garantia de que não iria voltar para terminar o que começou? Era urgente comunicar o seu desaparecimento e ir embora dali. Passei uma procuração para uma firma que cuidaria do meu patrimônio e fiz uma nova conta bancária para receber o dinheiro das rendas sem acesso para minha esposa.
 
Antes de partir, li novamente o papel com o diagnóstico:
 
– Traços de Trióxido de Arsênio, e mescalina oriunda do extrato de lírio branco na urina e em amostra dos tecidos dos rins e fígado.
 
Veneno e alucinógenos! Fui até o local onde estava a cova do outro eu, mas, felizmente, não havia nada ali enterrado além de sacos com lixo apodrecido. Nunca saberia se tudo aquilo havia acontecido de fato, mas me aliviava saber que, aparentemente, não havia matado ninguém.
 
Aquela escuridão em que se transformaram minhas lembranças me angustiavam. Fiquei imaginando há quanto tempo a falsa Adelaide me envenenava, provavelmente muito antes do dia em que a vi pela primeira vez, ou pelo menos quando eu achei que foi a primeira vez. Com boa parte da memória apagada, eu não podia mais ter certeza de nada.

Meus pensamentos eram confusos, e o que mais me incomodava era não saber o que havia acontecido com a verdadeira Adelaide. Se estaria morta ou dada como desaparecida. E tudo o que eu tinha para descobrir eram algumas fotos.
 
Fui até a cidade pegar o resto dos documentos e comprar um carro. Na volta da concessionária parei em um posto para abastecer. Enquanto esperava o frentista completar o tanque, vi dois homens saindo da loja de conveniência: Meu vizinho Roberto e o falso médico que Adelaide havia levado para me consultar em casa, o que se passava pelo Doutor Moacir Pimenta. Não esperei que me vissem. Parti imediatamente para casa e fui até o depósito de ferramentas. Voltei com o machado. Assim que Tito me viu, deu pulos de alegria. Dei machadadas na corrente até conseguir parti-la. Peguei meu cachorrinho no colo e voltamos para casa. Já ia buscar a mala quando vi que Tito queria ir as pedras talvez querendo me mostrar alguma coisa.
 
Escalamos a rocha até seu cimo, e ficamos olhando o oceano jogando suas ondas incessantemente contra o paredão. Tito não parava de latir e rosnar, mas não havia nada lá embaixo. Quando olhei de volta para ele, vi que também me olhava fixamente como se estivesse prestes a me atacar. Seus olhos cheios de fúria pareciam diferentes e perturbadores como olhos humanos em uma cabeça de cachorro.
 
 Demasiadamente humanos.
 
 
 
 
 

22 comentários em “Alter Ego Parte Final – Iolandinha Pinheiro.

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  1. Acabei o conto com uma pulga enorme atrás da orelha kkkk. A mulher era o cachorro e o cachorro era a mulher? Muito interessante esta história intrigante em três partes. Final muito inesperado. e aberto, coisas das quais gosto muito. Adoro a sensação que este tipo de texto deixa, nos fazendo voltar a ele o tempo todo, com uma curiosidade insaciável. Parabéns. Gostei muito. Bjs.

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    1. Prometi que terminaria logo o conto, mas nunca prometi que iria facilitar com os leitores. ALERTA DE SPOILER. A mullher não poderia ser o cachorro porque os dois estavam juntos em vários momentos. Mas ela estava mesmo envenenando o marido e ela não era a verdadeira Adelaide. Talvez ele ver o cachorro como viu seja mais uma alucinaçã. Há possibilidades diversas. Um final aberto, como vc falou. Também amo.

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      1. Sim, me lembro que ela estava com o cachorro em vários momentos, mas poderia ser a verdadeira Adelaide naquele momento. Entendi que há duas Adelaides e que uma poderia ser o cachorro. Mas se vc está dizendo que não, quem sou eu…rsrs.

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  2. Kkkkkkkkkk. Na foto que ele encontrou na caixa de costura, a verdadeira Adelaide tinha um rosto diferente, não era a mulher com quem ele casou. Vou ver se isso ficou claro.

    Beijos e super obrigada.

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  3. Uau, bem que você disse que haveria reviravoltas! Se entendi certo, o cara continuou tendo alucinações, o que sugere que era doido mesmo, e não apenas uma vítima de envenenamento! Interessantíssimo, esse final aberto! Muito legal, Iolanda, parabéns!

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    1. Seria uma possibilidade. Quis deixar o final bem aberto exatamente para ler as conclusões de vocês. Realmente, ele poderia ser doido mesmo e ter matado toda a família, inclusive a noiva verdadeira. A Adelaide poderia ser uma pessoa que já andava lá antes e ele não lembrasse dela, e ter imaginado o assassinato do duplo depois de estar sendo envenenado. Pode ser muita coisa, mas eu curti a sua teoria. Obrigada. Beijos.

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  4. Uma história bastante intrigante. Esse recurso narrativo com o qual o leitor é convidado a inventar seu próprio desenlace da história foi uma sacada inteligente. Envenenamento , delírios, personagens insólitas, inúmeras especulações e reviravoltas.

    Parabéns pela criatividade, pela construção de uma história a partir da oposição entre dois planos: o plano real dos personagens, em que ocorrem fatos comuns, e o plano irreal, em que acontecimentos estranhos e incompreensíveis tendem a se manifestar.

    Gostei muito, fiquei presa à leitura das três sequências e curiosa pelo final. Beijos.

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    1. Realmente, o meu conto ficou um tanto quanto sem respostas, dando ao leitor a oportunidade de deduzir o que conseguiu captar nas pistas que dei, mas posso deixar aqui a visão do autor, para quem tenha a curiosidade. No meu roteiro, Daniel era mesmo Daniel e era um só. Alguma coisa o fez perder toda a família e a noiva, então apareceu uma moça na vida dele e começou a envenenar o rapaz, antes dele achar que ela havia entrado na vida dele. O assassinato do duplo dele, as visões de pessoas, o sangue negro, muita coisa era fruto das alucinações provocadas pelo envenenamento, porém é muito mais divertido deixar aberto o suficiente para que cada leitor crie a sua própria versão. Isso só enriquece o meu texto. Muito obrigada por vir aqui e ler. Adoro quando você chega.

      Abraços e feliz natal. Tudo de bom.

      Iolanda.

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  5. Um verdadeiro conto de terror com final surpreendente. Eu já estava apegada ao Tito e você me deixou com medo dele também. Maldade! A reviravolta foi muito bem elaborada, a falsa Adelaide, as alucinações, tudo se encaixando até… o final aberto. Parabéns, me pegou totalmente.

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    1. Você maratonou Alter Ego e entendeu tudim tudim! Acho que exagerei no final aberto, mas tá valendo. Agora é ler o que cada um deduziu e os argumentos para sustentar a própria história. Amei, amei, amei. E obrigadíssima pelas dicas.

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  6. Querida Iolanda,

    Feliz 2021!

    Eis que chegamos ao final do conto com a tão prometida surpresa. Tudo era uma ilusão? Ou melhor, um delírio do personagem drogado pela malvada… Mas, como em todo bom conto (ou filme, você é sempre muito imagética), o sustinho final guardado na manga como um daqueles bonecos de mola que pulam inesperadamente em nosso rosto. E logo com um cachorro (meu ponto fraco)… rsrsrs

    Parabéns. E que venham outros!!!

    Beijos
    Paula Giannini

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    1. Amiga, muito obrigada pela visita, pelo comentário, pela amizade. Eu sei que o conto ficou meio coisado. A verdade é que nem eu sabia como terminar essa bagaça, então eu fui escrevendo na doida e saiu isso aí, mas acredita que eu gostei? Não queria fazer assim muito explicadinho. O lance do doguinho foi a cartada final, para dar um bug na cabeça do leitores. Nada é o que parece. Beijos.

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  7. Querida Iolanda, antes de mais nada, Feliz Ano Novo, com muita saúde e inspiração. E vamos ao conto. Estando você nessa fase do realismo fantástico, devo lhe dizer que seu texto produziu em mim um efeito tal qual o que alguns contos do Cortázar provocam: um retorno ao texto em busca de pistas que ajudem a desvendar os mistérios, as lacunas, que restam após a leitura. E tal qual os em alguns dos contos do Cortázar também não os encontrei, posto que nisso consiste o efeito pretendido: a incerteza, a dúvida, a persistência de uma sombra a nublar o relato. Só posso dizer que vc está num ótimo caminho nessa sua nova fase de narrativas em flerte com o realismo mágico. Aqui, não com a intrusão do fantástico propriamente na trama, posto que todo o ocorrido resta mais ou menos explicado realisticamente, mas por esse efeito de estranhamento provocado pelo desfecho da trama.
    Beijos carinhosos, meu bem. Que venham os próximos.

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    1. Obrigada, Elisinha. Feliz ano novo para você também, querida. Nossa, ser comparada ao Cortázar foi o bicho, hein? Nem vou dormir hoje, pensando nisso. Gosto demais dos textos dele, que leio em minhas aulas de espanhol. Muito obrigada. Também tenho gostado dessa dose de realismo mágico nos meus contos, até porque eu tenho paixão por este gênero.

      Tenho acompanhado seu sucesso inevitável. Vc escreve muito bem, nada mais justo.

      Grande beijo e que a sorte lhe sorria sempre.

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  8. Olá, Iolandinha!
    Essa sua nova fase é promissora, com o surgimento de textos interessantes e que causam um bom efeito de estranhamento no leitor, o que é muito positivo. A sua habilidade como contadora de histórias envolventes se faz presente nesse texto, a última parte de seu conto, com reviravoltas auspiciosas e um final em aberto. Para mim, como leitora, o que ficou enigmático mesmo foi o que poderia ter acontecido com a real Adelaide, a curiosidade quer saber qual tragédia os abateu kkkkk Parabéns!

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    1. De repente eu escrevo Alter Ego – Origem. Aí eu explico tudo. Sobre a família, sobre a real Adelaide e o melhor de tudo, se o cachorro era um monstro, um duplo, ou apenas mais efeito das alucinações causadas pelo Extrato de Lírio Branco. Este alucinógeno existe de verdade. Obrigada, Sandra, vc gostando ou não dos meus contos, é sempre importante para mim a sua opinião. Um grande abraço e feliz 2021.

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  9. Oi, Iolandinha!!
    Então, chegamos ao final de Alter Ego, conto seriado simplesmente maravilhoso, altamente imagético, instigante…e aberto.
    Aqui, fica a minha interpretação, como leitora: por algum motivo desconhecido, o rapaz está sim sendo terrivelmente dopado, envenenado, e tenho minhas muitas teorias…o cachorro, várias possibilidades, a mulher, o caos mental, dá um livro, hein?
    Suspense, do ótimo!
    *Queria uma continuação ❤
    Bjokas!!

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  10. Minha linda, muito obrigada. Sei que é uma pessoa super ocupada e mesmo assim arruma um tempo para vir me ler. Isso mostra muito da sua generosidade, da grande pessoa que é. Raridade.

    Querida, você tem razão. Desde que comecei a escrever que falam que eu escrevo demais. Ou seja. que eu escrevo um romance e espremo para caber num conto. Obrigada pela leitura. Depois eu te conto a versão da autora.

    Love You.

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  11. Iolanda…
    Cheguei! Antes tarde do que muito mais tarde. E que reviravolta você deu! No segundo capítulo eu estava inclinada a suspeitar de um duplo mesmo, mas alucinógenos são a surpresa, assim como a falsa Adelaide. Tem pano pra manga. Até porque esse final com o cão me deixou intrigada. Será mesmo que é só um cão e ele está alucinando? Ou tem mais coisas aí? Porque, o final aberto pode ser um ponto de partida.
    Parabéns pelo texto.
    Beijos e abraços carinhosos.

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    1. Ah, amiga top. Obrigada. Adorei o seu comentário e ainda vi que publicou o seu conto Linha Tênue. Vou já ler. Que bom que vc curtiu o fim louco e cheio de reviravoltas. Espero que não tenha ficado confuso demais. Pensei o cachorrinho Tito como um vilão inesperado. Ele, sim, o verdadeiro duplo da história. Obrigada por tudo. Ando meio doida, trabalhando demais. Mas é a vida. Beijos.

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