Petit – Iolandinha Pinheiro


Uma homenagem ao meu bebê, que DEUS levou tão cedo para o céu dos cachorrinhos. Vou te amar eternamente, meu Petit. Perdoa a mamãe por não ter conseguido te salvar.

Petit morreu em 04 de setembro de 2017, mas não tem um só dia em minha vida que eu deixe de pensar nele.

PETIT


Foi uma luz em minha vida, meu alento
Nos poucos anos em que eu o tive perto
E desde sempre ele sabia, e era certo
Que logo eu o perderia, em um momento.

Lutei por ele e morri, ainda morro
E o velei por tantas noites, longos dias
Mas mesmo assim tão confortado, ele sofria
E eu por ele, eu sofria, meu cachorro

Não há, decerto, a esta dor nenhum consolo
Ou um alívio para amor tão resoluto
O que me resta? Só a dor do eterno luto.

Ele partiu e em saudade o peito encerra
A eternidade para sempre em voo solo
Após esta breve passagem pela Terra.

Iolandinha Pinheiro

14 comentários em “Petit – Iolandinha Pinheiro

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  1. Sinto muito, Iolandinha.
    Queria poder apenas elogiar seu lindo soneto…
    Desejo que você encontre no luto alguma serenidade, através da certeza de que ele recebeu de você todo o amor de que precisava.
    Força, amiga.
    Sinta-se abraçada.

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    1. Oi, minha querida. Obrigada. O poema foi escrito ontem, mas o meu cachorro Petit morreu em 04 de setembro de 2017.

      Já o adotei doente, ia ser sacrificado, mas eu o quis e foi longa a batalha contra a doença, mas uma noite ela o levou. Ela já não mais andava, estava cego e muito magro. Eu não tinha coragem de sacrificar. Foram sete anos comigo, e nos primeiros cinco a doença não o havia devastado, mas estava lá.Fiz de tudo para salvar o Petit, mas lá pelo último ano nada que eu desse para ele fazia mais efeito.

      Num final de tarde coloquei a comida ao seu lado e o deixei na sala e fui para o meu quarto. Ao fim de algum tempo eu fui olhar se ele havia comido e encontrei morto. Ele acabou morrendo sozinho e isso é o que mais me maltrata.

      Nunca me recuperei desta dor, Chorei muito, e sempre choro quando me lembro. Ontem, escrevi a poesia chorando. Depois mostrei para o meu filho e ele chorou também. Acho que nem se vivesse mais cem anos eu o esqueceria.

      Obrigada pela leitura e comentário.

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  2. Iolandinha, seu poema é muito lindo e muito triste. Percebo a sua dor, o seu amor nestes versos. Como é triste perdermos nossos filhos peludos, tão inocentes e especiais. Sinto muito pela sua perda irreparável. Seu poema é uma bela homenagem a ele. Vc fez o que pôde e isso é louvável. Beijos e fique em paz.

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    1. Oi, minha linda amiga e leitora beta das minhas poesias. Obrigada pelo carinho e companheirismo e apoio sempre. Quem tem cachorro entende o que eu sinto, e sabe que é impossível esquecer os anjinhos peludos que passam em nossas vidas. Ontem eu estava tristíssima, mas hoje já estou mais serena. Lembrar dele sempre me deixa arrasada mas fazer a poesia me consolou um pouquinho, pois pude homenagear meu baby doentinho e inesquecível. Grande abraço e muito obrigada pela sua sensível solidariedade.

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  3. O cão é um animal símbolo de fidelidade e companheirismo, mas também, associado à passagem entre a vida e a morte, guia das almas dos homens no seu percurso até ao paraíso ou guardião das portas do inferno. Companheiro em vida, cumpre-lhe ser o guia dos seres humanos no mundo dos mortos.

    Linda homenagem ao seu companheiro esse soneto, Iolandinha! Parabéns! Beijos!

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    1. Obrigada, companheira Fhe. Vc é sempre muito presente e gentil em tudo o que faço e trazendo comentários que além de nos felicitar ainda ensinam muitas coisas. Que bom saber que os cachorros são nossos guias para a vida eterna. Adoraria abraçar o meu bebê pela eternidade. Beijos.

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    1. Querida Maria, eu amei cada um dos meus bichinhos e sofri por todos eles, mas o Petit foi realmente o bebê mais especial. Quando resolvi adotá-lo ele estava indo ser sacrificado porque estava com calazar. A casa onde ele vivia e ficava amarrado sob uma árvore era num lugar longe e complicado para chegar. Eu me perdi umas quatro vezes e só deu certo porque uma alma caridosa foi me guiando até lá. Na volta a moça que o doou foi comigo para ele tomar uma injeção de leishmune. Aprendi a injetar e levei as ampolas para casa e aplicava todos os dias. Durante um tempo ele parecia um cãozinho normal, um baby de sete meses de pura vitalidade e amor, mas mesmo muito assistido, os sintomas começaram a aparecer e a doença foi atacando meu filhinho cada vez mais e de maneiras mais dolorosas. Por muitas vezes achei que ele não iria resistir, mas ele melhorava e eu enchia o coração de esperança. Foram sete anos de sobrevida, mas chegou o dia em que a doença o venceu. Até hoje basta eu falar nele e já começo a chorar. Acho que tínhamos uma ligação além de uma simples amizade entre um cão e a sua cuidadora. Obrigada por ler a minha poesia fraca, mas com o sentimento forte. Beijos.

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  4. Querida Iolanda,

    Só lágrimas e empatia ara este conto… Como costumo dizer: só quem ama e é amado conhece essa dor.

    Linda homenagem ao seu filho de quatro patas, me identifiquei demais. Parabéns por adotá-lo mesmo doente, e por fazer da vida dele, uma vida de amor.

    Beijos
    Paula Giannini

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    1. Amiga, eu sei como se sente e sabia o quanto vc iria se identificar com o texto. Obrigada por tirar um tempinho de sua vida e vir aqui me passar este carinho. Deus a abençoe e lhe dê sempre forças para continuar esta trajetória de amor.

      Beijos.

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  5. Nossa, Iolanda, que coisa mais linda. E como me identifiquei. Também fiz um soneto para o meu Toddy. Ele desapareceu de uma casa onde estava hospedado durante uma ausência nossa e nunca mais foi achado. Um belo dia, tempos depois, ele me visitou em sonho, nos abraçamos, uma daqueles abraços de despedida, igual quando ele chegava da pet todo cherosinho. Seu poema apertou minha garaganta. Beijos, querida.

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    1. Sabe quando você sente que deve uma homenagem a alguém a quem você amou muito. Criei esse bichinho condenado a morrer e lutei o quanto pude, mas sempre me senti com a sensação de que ainda podia fazer mais. Quando ele, finalmente, morreu, eu e ele estávamos exaustos, mas eu nunca mais pude deixar de chorar sempre que eu me lembrava daquela carinha que não entendia as dores tantas que sentia.

      Passei a noite chorando em que escrevi esta poesia, mas acho que, finalmente, me senti um pouco mais liberta da culpa. Encontrei uma forma de criar um legado de amor para o meu cachorrinho, uma forma de pedir perdão por não ter conseguido salvá-lo.

      Eu compreendo a dor de cada pessoa que amou alguém desta outra natureza, não humana, mas com uma capacidade de amar muito superior à nossa. Sinto muito pelo seu Toddy. Ele vai ser inesquecível e isso é bom, ainda que doa tanto.

      Beijos e boa noite.

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