Conto de Natal – Sérvia

Era começo de dezembrouma tarde nebulosa e friaquando nos despedimosos cincodissemosdepois que crescem os pequenoso Natal perde o sentido os cinco, sem famílianão sem os ramos mais finoscônjuges, filhos crescidosesses, alguns de nós tínhamosmas sem os galhos mais fortesos que nos antecediamnos conectando aos troncose ao solo, às raízesexpatriadosdando seguimento à vidadecidimosreunir-nos, os cincoe nossas... Continuar Lendo →

Você vai se acostumar – tia

Você vai se acostumar. Na vida, a gente a tudo se acostuma... Acostumamo-nos à secura do mundo. E ao ar, que, no segundo da primeira lufada de vida, nos faz chorar. Acostumamo-nos à luz, aos estrondos, e aos pipocares daquela noite que, logo saberemos, repetir-se-á todos os anos. Logo, você tomará ciência de que os... Continuar Lendo →

Noite Feliz – Nadie

Sobre a mesa, a toalha usada em ocasiões festivas,a louça mais bonita, um arranjo natalino  e as comidas: o lombo de uma porcaque deixou órfãos doze leitõezinhos; pedaços triturados de um boi virgem castrado ainda meninotransformados em um bolo de carne muito bem temperadopara os que não comem porco, nem bacalhau, tampouco gostam de galinha;... Continuar Lendo →

Emoldurada – Luciana Merley

- Pepperoni de novo, Sam? Essa pizza não tem nada! - Como não? Olha que composição estupenda de formas e tons(…) que harmonia perfeita desse vermelho ovalado sobreposto ao amorfo desse tom branco acinzentado do queijo! - Xiii! Garçom, vê uma moldura to go, please!

Sonho gostoso – Ju Calafange

Sonhei que estava no altar, ao lado do pai da noiva, que era o garçom do bar. Após algum suspense, chegava ela. Não havia outra mais bela, Vestida em folhas de manjericão. Disparou meu coração! Cogumelos adornavam seu vestido. O véu, todo derretido, era puro queijo com sabor de beijo.

Estranha Loucura – Ju Calafange

Estou amando e não importa Se essa paixão é torta Lamento que me digam, Alguns até me intrigam, Que sou exagerado, Que amar assim é pecado. Peço aqui meu perdão Mas não tem comparação Mussarela ou calabresa, champignon ou portuguesa. Amo todas, sem frescura. Porque pizza é minha loucura!

A COMEDORA DE BROCÓLIS – Claudia Roberta Angst

A pequena batia os talheres na mesa. Ansiava pelo quitute. Recusou o primeiro pedaço de pizza. – Tem jeito, não. Ela só quer aquela outra. A mãe logo trouxe o prato com pequeninas árvores plantadas sobre um vale de queijo. Paisagem logo devorada pela boquinha voraz.  

Bem – Giselle Fiorini Bohn

Ele partira há três dias. Precisava voltar a comer, ela pensou. E parar de chorar. - Vou pedir uma pizza. O rapaz do outro lado da linha aguardava. - Err... quatro quei… Parou. Sempre pedira o que ele queria. - Palmito, por favor. Desligou e sorriu. Tudo ficaria bem.

Que dia! – Sabrina Dalbelo

Peppe Ronnie e Marga Rita tomavam sol à beira da Praia Roquefort. Descansados, sem pressa, Peppe degustava azeitonas e Marga não abria mão de morangos. Foi aí que uma nuvem espessa tomou o céu. Era um vapor quente e úmido e inacreditavelmente reconfortante. Hummmm...

DELÍCIA – Claudia Roberta Angst

Na primeira garfada disse sim. Os lábios brilhantes de queijo derretido. Diria sim a toda fatia daquela vida compartilhada. Sim ao sabor de beijos e abraços. Sim ao molho que cobriria uma eternidade juntos.

Milagre – Paula Giannini

Amassa que faz o trigo p´ra massa que molda o pão I a pizza I na benção da mesa farta a arte faz-se oração Amassa, quem faz o trigo. p´ra massa, a molda, o pão. em benção, a mesa farta é arte. e é oração

Farinha – Elisa Ribeiro

Amansa a massa com a mãoalisatransforma em pão o que antes foi grãodepois farinha.Junta as palavras buscando a liga precisa.Poesia não mata fomemas inspira.

Culturar – Juliana Calafange

Cultura popular, oriental e haikai Samba do brasileiro ensandecido e seu forró arretado de doido Cultuando o culturar Pela via do dia-a-dia Que é a rotina ardente não descontente Dos descamisados desnecessariamente úteis Dos yogues urbanos ufanos Dos mestres de rua do mundo da lua Culturar é mistura do barro do morro do choro Da... Continuar Lendo →

pASSADO é pASSADO (Fheluany Nogueira)

    Procurei num dia remoto as paragens da infância. Lá estavam, porém sem vida. Pensei bobamente, como adulta: o tempo é a alma do espaço. Lembrei da moça do poster a olhar para mim o dia todo, intemporal, sem idade, indesgastável. Tão linda... e eu? Ela ocupava o centro do poster, seria o ponto... Continuar Lendo →

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