– O Rei Dos Mares – Iolandinha Pinheiro

U L I S S E S Não havia sobrado nada. Ulisses olhou para a geladeira sem conseguir acreditar. No congelador só encontrou uma vasilha pela metade de gelo lambuzado com as sujidades dos peixes já feitos e comidos há dias. Na prateleira abaixo, apenas um saco com batatas, alguns temperos e o resto do... Continuar Lendo →

Fantasias de Natal – Iolandinha Pinheiro

Joel era mesmo um predestinado: gordinho, barba branca, tranquilo, gente boa e com aquele riso fácil de avô preferido. Quando chegava perto do fim do ano todo mundo o queria vestido de vermelho e com um gorro na cabeça.  Na época de Natal o telefone não parava com convites para ser o Papai Noel em... Continuar Lendo →

Decalque – Iolandinha Pinheiro

Sinônimos de decalque são imitação, arremedo, cópia, falsificação, contrafacção, reflexo, simulacro, calque, calco… Maria Alice tinha um sonho. Ela só queria ser vista, ouvida, percebida. Por algum motivo louco Maria Alice parecia não existir. Vivia com uma família bem grande mas parecia não fazer parte dela. Tinha várias irmãs, e apenas uma babá para as... Continuar Lendo →

Petit – Iolandinha Pinheiro

Uma homenagem ao meu bebê, que DEUS levou tão cedo para o céu dos cachorrinhos. Vou te amar eternamente, meu Petit. Perdoa a mamãe por não ter conseguido te salvar. Petit morreu em 04 de setembro de 2017, mas não tem um só dia em minha vida que eu deixe de pensar nele. PETIT Foi... Continuar Lendo →

Névoa – Iolandinha Pinheiro

Névoa "Chamamos de agente teratogênico tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais (restrição de crescimento, por exemplo), ou ainda distúrbios neuro-comportamentais, como retardo mental" __________________________________________________________ Emília acordou cedo naquele dia, mas não foi trabalhar. Olhou para... Continuar Lendo →

Dias de Chuva – Iolandinha Pinheiro

Dias de Chuva Caminho pela chuva, e vejo a praçaPor onde uma criança anda descalçaSeguindo pelo vento, achando graçaDos barcos de papel, em uma valsaDançando quase juntos sobre o rioValentes, enfrentando o aguaceiroVoando sob o duro meio fioAté se desmancharem por inteiroAli se encerrou, breve destinoDos dois pequenos barcos pelo mundoNascer e já morrer em... Continuar Lendo →

Alter Ego Segunda Parte – Iolandinha Pinheiro

A visão daquele líquido nojento flutuando sobre a água do sanitário me causou um asco imediato, e uma preocupação que, em pouco tempo ocuparia de forma constante os meus pensamentos. Saí do banheiro angustiado, e pensando se seria prudente procurar um médico. Considerei os problemas que surgiriam desta revelação e achei melhor aguardar os desdobramentos... Continuar Lendo →

ALTER EGO primeira parte – Iolandinha Pinheiro

Cheguei caminhando à minha casa. Acabara de levar uma forte pancada na cabeça e estava zonzo, mas exatamente por causa da pancada, não conseguia lembrar de como aquilo havia acontecido. Aliás, lembrava muito pouco sobre qualquer coisa, mas tinha certeza de que morava ali, não apenas porque havia reconhecido aquela fachada, mas também porque quando... Continuar Lendo →

– Liana e o Peixe – Iolandinha Pinheiro

Capítulo 1 – Casamento Manhã sem chuva, igreja enfeitada, todos olhando para a porta enquanto o sacerdote sentenciava: - Se alguém sabe de algo que possa impedir este casamento, diga agora ou se cale para sempre! Liana olhou para trás e depois para o peixe vestido de fraque, sorrindo ao lado dela. O noivo pingava... Continuar Lendo →

Mechanismo – Iolandinha Pinheiro

  O INÍCIO Em 1940, um dia antes do embarque dos jovens selecionados para as batalhas da segunda guerra mundial, o melhor amigo de Benjamin Schuartzmann organizou uma noitada de despedida com muita bebida e dança. Durante a festa, o jovem aspirante foi esnobado pela loira Elizabeth Rivers, o que o fez beber além da... Continuar Lendo →

– Flutuação – Iolanda Pinheiro

Não lembrava para onde estava indo, ou mesmo de quem era, apenas de como a chuva caia aos baldes sobre o para-brisa, e da pista escorregadia pela estrada sinuosa. Não sabia porque dirigia tão rápido naquela tempestade, mas recordava nitidamente do momento em que perdeu a direção e o carro se projetou sobre o despenhadeiro... Continuar Lendo →

Páginas: 1 2

O Preço

- Ela estava chegando... Ele havia tido aquele sonho outra vez:  A moça vinha subindo pela areia da sepultura. Separando a terra negra e úmida até chegar à superfície. Andando, pálida e suja, mas resoluta em direção a ele... Emmanoel Olhou para o relógio com aflição. Ia por dentro da velha casa em passos ligeiros,... Continuar Lendo →

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑