Ponto G, de Gineceu – Sabrina Dalbelo

* Poema visual que integra o volume toda-mulher-vaga-lume, obra conjunta do Coletivo Contistas, selecionado para publicação pela Editora Urutau, pelo selo Hecatombe. O livro está em pré-venda e precisa do seu apoio para se tornar uma realidade: Apoie o projeto em https://benfeitoria.com/contistas

As portas do inferno se abrem à meia-noite (Sabrina Dalbelo)

Uma criança sem religião definida reza para um santo sem rosto, sem nome, sem caráter de pai. A realização de um pedido tem força de milagre e a criança sem bíblia sabe agradecer. A cruz de alguém que deu a vida por todos está por toda parte. Mas a guia de contas coloridas não passa... Continuar Lendo →

Para Drummond – Sabrina Dalbelo (desafio)

O padre Ulisses amaldiçoou o açougueiro Lucas que esfaqueou o eletricista Mauro que eletrocutou o jardineiro Martin que afogou o padeiro León que assou o paraquedista Beto que asfixiou o professor Cristian que atirou no técnico de informática Diones que explodiu o bombeiro Matias que tacou fogo no empacotador Lourenço que desnucou o auxiliar de... Continuar Lendo →

a maior metáfora fui eu (Sabrina Dalbelo)

Ao vivo e, ao evocar os meus demônios, eu ofertarei meus medos, meus filhos e meu saco de moedas. Não posso te prometer um final luxuoso, nem aplausos, mas te darei meu nome e tudo o que dele fizeram. Não tenho lembranças nem crenças. As verdades, as abandonei todas. Trilhei um caminho torto e indigno... Continuar Lendo →

Doença de Família – Sabrina Dalbelo

Primeiro lugar no vestibular na Faculdade de Medicina da USP 2007. Grande mérito, resultado de igual dose de responsabilidade. Isabela Alonso entrava na faculdade como a melhor da turma e logo se tornaria a preferida do professor de anatomia, Ricardo Pádua, um reconhecido médico paulista. As investidas, após as aulas práticas sobre o sistema cardiovascular,... Continuar Lendo →

O Bom Rei nos ensinou tudo – Sabrina Dalbelo

No meu mundo temos ofícios, responsabilidades e afazeres. Todos somos treinados para cumprir as ordens reais. O Rei é bom e lhe obedecemos com alegria e esperança. Ele nos ensina tudo! Quando realizamos nosso trabalho de forma satisfatória, nosso supremo nos concede o luxo da comida, da moradia, da confraternização e o da própria luz.... Continuar Lendo →

Da água que rega o corpo – Sabrina Dalbelo

Envolto a um coração amargurado em que não brota nada, como solo árido, constante e frívolo, o corpo vagueia como zumbi sem destino. Coração seco não dá pernas firmes para o sujeito. Coração duro abatuma sentimento. Vê-se um corpo sem semente, em que não brota nada. Lá no solo do sertão, dizem, não brota nada... Continuar Lendo →

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