A Joia de Kaumã – Evelyn Postali

O cinturão preso ao corpo reluzia ao menor sinal de invasão ou perigo. Fora lhe dado por uma das grandes feiticeiras das Terras Escuras, além das Montanhas de Ébano, depois das florestas, cujas árvores frondosas e retorcidas criavam um barreira de espinheiros sombrios e venenosos.Guerreiro algum que atreveu-se a impor sua espada contra aquele território... Continuar Lendo →

Regulamento Concurso Rapidinhas

Concurso de Microcontos Rapidinhas - As Contistas REGULAMENTO Participantes é aberto a todos os interessadosintegrantes do coletivo As Contistas estão impedidas de participar. Micronarrativas escritas em língua portuguesa.o tema é livre.todos os microcontos deverão conter a palavra-chave que será divulgada apenas no dia 1 de maio.máximo de 300 caracteres com espaços.os textos não precisam ser... Continuar Lendo →

Quanto falta? – Fernanda Caleffi Barbetta

Estava chegando, mas ela não entendia distâncias. A idade tão pouca, a vida tão tenra. O ar ficando pesado, a respiração mais difícil, o corpinho se molhando de suor. Sim, estava chegando, mas ela não entendia o tempo. Era difícil aquietar um corpo ansioso por viver. Inclinando-se para frente, tentou encarar a mãe, mas viu... Continuar Lendo →

Epifania – Fheluany Nogueira – (desafio)

Um estranho (apenas de cuecas), no seu sofá da sala, bebendo sua cerveja, assistindo futebol pela sua tevê?!! Com esforço e olhos esbugalhados, ele conseguiu perguntar: — Cadê minha mulher? — Está na cozinha preparando um tira gosto — (Mostrava uma naturalidade desconcertante). Foi conferir: a mulher de roupão, cortava queijo em cubos e dispunha-os... Continuar Lendo →

Luana chorou – (desafio) – Anorkinda

Luana estava exausta. - O que foi, baby? Luana ficou em silêncio. - Conte o que aconteceu. Luana deixou uma lágrima escorrer. - Você não vai querer que eu imagine, né? Posso passar a noite toda levantando suposições. Luana escondeu o rosto entre as mãos e chorou de soluçar. - Ahh… Meu bem! Venha cá,... Continuar Lendo →

Marília viveu – (desafio) – Anorkinda

-Ela viveu perseguindo sonhos. -Mas, por quê? -Era seu destino. "Marília soube o que era viver plenamente. Não foram aventuras cinematográficas nem holofotes de redes sociais, a vida plena de Marília se resumiu em viver. Ela sonhou em ser bailarina e foi. Desejou apresentar-se no Municipal e conseguiu chegar lá. Ela quis passar uns tempos... Continuar Lendo →

PINK – Juliana Calafange

Lembro sempre de você, estrelinha Pink! Seus olhos amendoados, o sorriso farto e sincero, rasgando a boca, mostrando os dentes sem vergonha nenhuma. Nos conhecemos no mais improvável dos momentos – um fim de festa – eu com frio e você com sono. Eu com raiva, cansaço, impaciência e você com amor. Demorei um pouco,... Continuar Lendo →

Dezesseis – Evelyn Postali (desafio)

Ela avistou Murilo, próximo às árvores da pracinha, em cima da moto, como costumava estar nas manhãs de domingo. O coração doente disparou e uma náusea mais forte a fez parar, agarrando o braço do pai. O vestido branco arrastou-se entre as pétalas de rosas brancas a cobrir parte do trecho da calçada e da... Continuar Lendo →

E da Cuia – Desafio – Paula Giannini

Esperou pela outra, o olho grudado na fechadura. Sabia bem o que havia. Eram amigas. Confidentes. Conhecia da fulana cada desejo, cada deslize, segredos ditos entre risos, e os não ditos confessados em madrugadas de conversas ao celular. Aos sussurros. Aos risos. Eram amigas. Eram. Não mais. Talvez sim. Quem sabe agora, mais que nunca.... Continuar Lendo →

Para Drummond – Sabrina Dalbelo (desafio)

O padre Ulisses amaldiçoou o açougueiro Lucas que esfaqueou o eletricista Mauro que eletrocutou o jardineiro Martin que afogou o padeiro León que assou o paraquedista Beto que asfixiou o professor Cristian que atirou no técnico de informática Diones que explodiu o bombeiro Matias que tacou fogo no empacotador Lourenço que desnucou o auxiliar de... Continuar Lendo →

Vadia – desafio – Paula Giannini

Vadia Vomitou assim, sem nem ao menos olhar seus olhos. A moral. Amoral. Vadia é coisa de cadela bandeando feliz ao sol de meio dia. Vadia é coisa de rabo, balançando livre a fim de se livrar das moscas. E dos parasitas. Tão pequenos... Os ovos de varejeiras a eclodir. As larvas prontas a devorar... Continuar Lendo →

a maior metáfora fui eu (Sabrina Dalbelo)

Ao vivo e, ao evocar os meus demônios, eu ofertarei meus medos, meus filhos e meu saco de moedas. Não posso te prometer um final luxuoso, nem aplausos, mas te darei meu nome e tudo o que dele fizeram. Não tenho lembranças nem crenças. As verdades, as abandonei todas. Trilhei um caminho torto e indigno... Continuar Lendo →

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