Imagens do Amor – Fheluany Nogueira

Deixei tudo acontecer, bem assim como devia ser... Olhando o céu como criança, mirando as estrelas como poeta, amava as árvores como pássaros, e sentia o vento como viajante... Impossivelmente... o Amor chegou: caminhos recém molhados, uma calma quente, flores vermelhas. Longe música de ontem misturou-se ao cristal de sua voz! Ah! Nenhuma distância entre... Continuar Lendo →

(sem título) – Fheluany Nogueira

e as fadas se entendem com os grilos e vaga-lumes, falam às pedras; mas eu, perdida em contradições, vestida de malhas, calçada de galochas, escovando os cabelos, tomando posições, me enveneno de angústias... gostaria de estar entre as fadas e me permitir tirar os sapatos. deitada no chão sorriria para a magia, falaria com as... Continuar Lendo →

Asas de Vidro – Evelyn Postali

Nota: Chorinea amazon é uma borboleta cujas asas são transparentes. A imagem que ilustra essa publicação foi construída a partir de filtros de forma e cor sobre a fotografia de uma borboleta Amazon angel. Elas são encantadoras por si só, por serem borboletas e não apenas pela transparência de suas asas. A borboleta eu fotografei... Continuar Lendo →

Toda água – Elisa Ribeiro

Cavaste um poço em mim e deleembora secoiçaste um óleo que sobre meus olhos-lentefez brilhar dourada a tarde a meio e pressurosa E desse poço agora brota o impulsoa dança sinuosa e o saltoa pirueta líquidaa borboleta esguia que evapora [Inversão antideterminística dos polos: o que era pouco e frágil e vagose fez potênciae não... Continuar Lendo →

Torrente Alimentada – Fheluany Nogueira

A chama salta e começa o doce-fogo. Inútil ter pressa. Outros rostos mal delineados em minha volta, Também euforia, passivos expectadores. Não pôde nunca se explicar como tão pequeno recipiente possa iluminar com tanta intensidade baça. Pego a garrafa que lança chamas em todas direções. Elas vão formando uma torrente sempre alimentada. As águas de... Continuar Lendo →

Vestígio – Elisa Ribeiro

VESTÍGIO Penetra a trama do meu vestidodesfaz o liso dos meus cabelosqualquer brecha é caminhoarrepia-me os pelos. Sibila nos meus ouvidosdelícias que eu não entendocerra meus olhos, prefiroalongue-se e seja lento. Dança comigo, aproveitameu corpo servil ao seu ritmopor um tempo até que a chama se extingasem deixar qualquer vestígioao sopro do próximo vento. (*)... Continuar Lendo →

Sem Saída – Fernanda Caleffi Barbetta

Construi uma casacom todas as janelas paradentro,do banheiro via a salado quarto via a cozinha.Não deixei portas para oexteriorpara que ninguém entrasse,e eu não conseguia sair também.De fora,faziam buracos nos tijolos,que eu tapava,apressada, ansiosa, nervosa.Hoje, quebrei as paredesinternasaté derrubar a que davapara fora.Mas a rua estavadeserta.

Tropeço – Elisa Ribeiro

Porque olhava adiantenão no espaço — o chão abaixo,o imediato à frente —mas no tempo           o mundo transfigurado          as dores próprias e as dele          que ainda não sabia, mas que viriam            e a névoa que lhe embaçaria... Continuar Lendo →

Tempo e espaço – Fernanda Caleffi Barbetta

Há espaços por entre as fendas do tempo,onde derramo, em cada vão, os meus instantes.Horas errantes a preencher todo Espaço,no vai-e-vem que torna o hoje como dantes. Será vão o tempo à espera de seus versos.Há de ser urgente o voo aguardado, jamais previsto.Que as asas sustentem o peso doce das palavrasSerão menos leves os... Continuar Lendo →

Mosaico – Amana

Tenho sorrido após as lágrimas Tenho chorado depois do riso forçado Muitos pedaços de mim estão perdidos Ou talvez só adormecidos Cansados esgotados Seria bom contabilizar quantos cacos? Qual é a forma do mosaico que hoje eu carrego? (27 set 2020)   Esse poema é dedicado a todos os que não conseguiram juntar seus cacos... Continuar Lendo →

Meio-dia, em Brasília (Elisa Ribeiro)

Quero-queros passeiam como se nada se passasseatenta aos meus passos, circundo os ninhosnão quero que pese sobre meus ombrosa culpa pelos ovos partidos. Ante os coletivos que circulam solitáriosvejo brotar marmitas em esquinas que não existem(cada um sobrevive como pode)nenhum carro paraeu, a pé, hesito em correr o risco— o dinheiro, o cartão, o toque,... Continuar Lendo →

a maior metáfora fui eu (Sabrina Dalbelo)

Ao vivo e, ao evocar os meus demônios, eu ofertarei meus medos, meus filhos e meu saco de moedas. Não posso te prometer um final luxuoso, nem aplausos, mas te darei meu nome e tudo o que dele fizeram. Não tenho lembranças nem crenças. As verdades, as abandonei todas. Trilhei um caminho torto e indigno... Continuar Lendo →

Desejo – Fernanda Caleffi Barbetta

Postou-se ao meu lado,a respiração acelerada, ansiosa.Desejava que eu lhe notassea presença,que eu erguesse a cabeçae lhe encarasse os olhos,lhe fitasse os lábios.Mas retive minha atençãoaos seus sapatos,que, pouco a pouco,se afastaram,deixando para trása respiração acelerada, ansiosa,que talvez fosse minha desde o início.Ignorando o desejo,que talvez fosse somente meu,de que me notasse eme encarasse os... Continuar Lendo →

Múltipla Bia (Elisa Ribeiro)

Fui convidada a fazerum texto para uma amiga,achei melhor escreverem forma de poesia, o nome dela é Bianca,mais conhecida por Bia, mas não sou eu, reles poeta, que falo sozinha por ela, ela mesma é quem se narra, nem precisei descobri-la. Formada em pedagogiano momento é professora,mas em sua biografiarevela sem deixar dúvida,entre tantas outras... Continuar Lendo →

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