Devia jogar squash, Sônia – Evelyn Postali

A primeira impressão nunca é a que fica, mas isso não poderia se tratar de Osvaldo. Cinco anos antes, quando chegou, a concorrência impusera um ritmo intenso em nossas ações. Era preciso correr atrás das matérias. Nada nos era dado de mãos beijadas.

 

— Osvaldo dos Santos Telles — apresentou-se, depositando a valise sobre a mesa vazia ao meu lado.

— Sônia Vitali. Seja bem-vindo. — Estendi a mão e ele apenas balançou a cabeça, vistoriando o espaço com os olhos, girando sobre seu eixo como um daqueles galos fincados em uma vara para indicar a direção do vento.

— Nada mal para um cargo de chefia. Muito em breve serei aquele que ocupará a cadeira principal. — Apontou para a sala de Macedo.

— Disputaremos a vaga, então — eu disse, já indignada com a falta de educação e também convencida de poder baixar a crista daquele exemplar macho de ego exposto em último grau.

 

Foi assim que tudo começou e tudo piorou. Cinco anos de agonia, esquivando-me dos truques de Osvaldo, das armadilhas em que metia o grupo daquele escritório. Alguém devia pará-lo, mas não surgia oportunidade derradeira. Continue lendo “Devia jogar squash, Sônia – Evelyn Postali”

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