A Arca das Palavras – Evelyn Postali

Terra, Continente do Norte, 2-988. Registro midiático 10950. O objeto foi deixado a mim por alguém conhecido de minha mãe, com indicação expressa: abri-la em meu trigésimo aniversário. Se eu não a estivesse tocando, não acreditaria. Uma arca, assim como todas as arcas da história da humanidade o foram: de madeira envelhecida e cheiro de... Continuar Lendo →

Algarve – Evelyn Postali

(Para Ana Maria Monteiro, minha amiga secreta. Dezembro, 2018) De mansas correntes, e azuis e verdes inesquecíveis, se fazia a paisagem. Ana admirava tudo, parada na beira da praia. Com o olhar fixo no balanço das ondas, voltava a ter quinze anos e o mundo podia ser carregado nos braços outra vez. A água límpida... Continuar Lendo →

A Árvore Que Emoldurava A Lua – Evelyn Postali

Felixiana morava numa casinha no pé do morro da Benedita, beijando o céu, perto do córrego do Boca. Um lugar nada propício para alguém que viajava o mundo nas páginas dos livros juntados no lixão. Livros jogados fora, cujas imagens encantavam e conseguiam movimentar aquela vida mínima quando a roubavam da cama feita de estacas... Continuar Lendo →

Back to home – Evelyn Postali

  Bichinhos de pelúcia. Caixinha de música. Livrinho de histórias. Ela cresce até fazer-se carne e osso, até ganhar altura, até marejar os olhos pela primeira vez. É um choro de vida de contagem regressiva, ali: começo, meio e fim. Dela, não se pode escapar, nem fingir estar em outro lugar, apesar de querer. É... Continuar Lendo →

Promessa – Evelyn Postali

  ooh I need the darkness, the sweetness, the sadness, the weakness, ooh I need this. Need a lullabye, a kiss goodnight, angel, sweet love of my life ooh I need this¹ Irmãos caríssimos, reunimo-nos com alegria para participarmos nesta celebração... Sorrisos em faces serenas. Sorrisos e alegria. Lágrimas caindo dos olhos dos mais emotivos.... Continuar Lendo →

Paredes Silenciosas – Evelyn Postali

“Todas as coisas têm fim. O mal do homem é pensar que pode ser eterno. Só eternizamos momentos.”   Alexandre Melo retornou da DH transtornado. Precisavam esperar pelo escrivão e o mandado. Patrícia Fraga viu o parceiro reclamar o tempo todo. Ela sabia com exatidão o que se passava na cabeça dele. Encontraram a casa... Continuar Lendo →

Café – Evelyn Postali

Você nunca sabe o que esperar das pessoas. Aquele, por exemplo, vem de vez em quando, pede um café cortado, não diz bom dia, nem obrigado. Entra mudo, sai calado. Aquelas duas, na mesa do canto, vêm ao cinema, param para o lanche e discutem o filme até a exaustão. Nesse universo da cafeteria, aparece... Continuar Lendo →

Incondicional – Evelyn Postali

  Eu subo na bancada da janela lateral e espio pela fresta da cortina. O gramado é viçoso e a saída lateral do carro do meu patrão está fechada. A vizinha estende a roupa e vejo as crianças passarem com as bicicletas. Se não estivesse preso aqui já estaria lá fora, querendo seguir com elas.... Continuar Lendo →

Devia jogar squash, Sônia – Evelyn Postali

A primeira impressão nunca é a que fica, mas isso não poderia se tratar de Osvaldo. Cinco anos antes, quando chegou, a concorrência impusera um ritmo intenso em nossas ações. Era preciso correr atrás das matérias. Nada nos era dado de mãos beijadas.   — Osvaldo dos Santos Telles — apresentou-se, depositando a valise sobre... Continuar Lendo →

Cama de Rosas – Evelyn Postali

  Quase amanhecia quando estacionou o carro em frente à garagem da residência. Não se preocupou em guardá-lo. E estava cansada demais para esperar. Cruzou o jardim, passando em frente ao canteiro de rosas. A estação mostrava a exuberância nas cores e formas. Ao entrar, encontrou a casa iluminada. Aquilo lhe pareceu incomum; não havia... Continuar Lendo →

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