Paladar do Amor (Fheluany Nogueira)

 

Paladar do Amor

 

Um homem quer uma mulher. O homem é forte. É forçoso que a mulher ceda? A vida é um jogo.  Quem dá as cartas?

Déa olhou para a janela. Gosto de maio, doce gosto, gosto e torpor. Maria, noivas, mães… Tudo vige e freme, maio é denso, determinado, personalista, faz acreditar na natureza, no imponderável… Havia um magnetismo nos seus gestos que a tornava uma espécie de líder natural. Na família, todos faziam o possível para estarem ao seu lado, sentiam uma necessidade irresistível de lhe realizar os desejos. Era algo que transcendia o normal, o lógico, e se manifestava, principalmente, quando o misterioso perfume da peônia rescendia sensual e inesquecível.  Taurina, obstinada, com garra e força de vontade para alcançar os objetivos, desejos e sonhos, capaz de guardar qualquer segredo e passar as melhores orientações. Suas respostas eram repletas de sinceridade. No caso da amizade, ela era incrível para se ter ao lado.

Um batido quente-lento na porta. Déa foi abri-la com o peito fremente. Fui eu mesmo que inventei a batida ou foi o vento?

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