A Joia de Kaumã – Evelyn Postali

O cinturão preso ao corpo reluzia ao menor sinal de invasão ou perigo. Fora lhe dado por uma das grandes feiticeiras das Terras Escuras, além das Montanhas de Ébano, depois das florestas, cujas árvores frondosas e retorcidas criavam um barreira de espinheiros sombrios e venenosos.Guerreiro algum que atreveu-se a impor sua espada contra aquele território... Continuar Lendo →

#Jorge – Evelyn Postali

Depois de #longajornadanoiteadentro, vou #embuscadotempoperdido uma vez procrastinada a segunda-feira. Eu brinco comigo mesmo arrumando os livros na bancada frontal. — Bom dia, Jorge! Deu folga para o barbeador? Meu patrão, não é dos piores. Também não é de ficar #esperandoGodot. Quer as prateleiras todas organizadas, já que os sonhos depositados no seu insuportável e... Continuar Lendo →

Pecado (Amana)

Um olhar indiferente sem querer que fosse assim. Puro fingimento. E naquele olhar disfarçar a urgência, o desejo, a promessa de um pecado a fazer do amor uma ferida na alma, cada vez mais profunda. A pulsação acelerada, sem a necessidade do toque, era a sensação a cada encontro. E era como se todos próximos... Continuar Lendo →

Finalmente, protagonista! – Amana

Quando Beto avisou que tinha comprado as passagens, uma para mim e outra para ele, por um momento, um segundo, fiquei feliz como criança. Poderia ir com o rapaz para a Bahia? Sim, poderia. Não sou jovem? Sou. Não tenho o mundo todo pela frente? Claro, a casa dos trinta estava longe de acabar. Mas... Continuar Lendo →

Infecção A Cura – Paula Giannini

Infecção A Cura Avast, Norton, Windows, malware, antivírus. Defender. A palavra funcionava nas duas línguas. Defender. E vírus também. Blindou o celular. Serviço completo. Agora era passar álcool em gel, colocar capa no aparelho. E em si. Capa, máscara, luvas, tudo o que tinha direito. Desinfetar. Limpar. Higienizar. Sanitizar. Era assim que se dizia no... Continuar Lendo →

Epifania – Fheluany Nogueira – (desafio)

Um estranho (apenas de cuecas), no seu sofá da sala, bebendo sua cerveja, assistindo futebol pela sua tevê?!! Com esforço e olhos esbugalhados, ele conseguiu perguntar: — Cadê minha mulher? — Está na cozinha preparando um tira gosto — (Mostrava uma naturalidade desconcertante). Foi conferir: a mulher de roupão, cortava queijo em cubos e dispunha-os... Continuar Lendo →

À ESPERA DELE – desafio – Claudia Angst

Esperava por ele, ansiosa, quase febril. Desejava apenas se acomodar entre os dias. Vigiava as horas fazendo atrito entre os ponteiros. Voltas e voltas de interrogações. Mas sabia que ele viria conforme o prometido.Ela sempre sorria assim que ele se anunciava, logo ao amanhecer ou nos momentos mais tardios. Ele vinha, chegava e se instalava.... Continuar Lendo →

O quadro – Elisa Ribeiro (desafio)

Instalou-se bem cedo em um banco no meio da praça: cavalete, pincéis, tela e tintas. Luz e ângulo perfeitos, pôs-se a pintar: o céu, os passantes, os automóveis, os edifícios. Logo, alguns suspenderam a pressa da segunda-feira lenta para assistir-lhe o manejo dos pincéis, a forma como misturava as cores sobre a tela transformando em... Continuar Lendo →

Luana chorou – (desafio) – Anorkinda

Luana estava exausta. - O que foi, baby? Luana ficou em silêncio. - Conte o que aconteceu. Luana deixou uma lágrima escorrer. - Você não vai querer que eu imagine, né? Posso passar a noite toda levantando suposições. Luana escondeu o rosto entre as mãos e chorou de soluçar. - Ahh… Meu bem! Venha cá,... Continuar Lendo →

Pas de quatre – Elisa Ribeiro (desafio)

Tomava café e fumava na janela de seu apartamento no oitavo quando a avistou no térreo do prédio em frente. Dançava, um vestido branco transparente e esvoaçante usando nada por baixo, imaginou, já sentindo os nervos involuntariamente se tensionarem. Nunca a notara antes, seria neta da velha horrenda que ali morava? Portava algo entre os... Continuar Lendo →

Marília viveu – (desafio) – Anorkinda

-Ela viveu perseguindo sonhos. -Mas, por quê? -Era seu destino. "Marília soube o que era viver plenamente. Não foram aventuras cinematográficas nem holofotes de redes sociais, a vida plena de Marília se resumiu em viver. Ela sonhou em ser bailarina e foi. Desejou apresentar-se no Municipal e conseguiu chegar lá. Ela quis passar uns tempos... Continuar Lendo →

PINK – Juliana Calafange

Lembro sempre de você, estrelinha Pink! Seus olhos amendoados, o sorriso farto e sincero, rasgando a boca, mostrando os dentes sem vergonha nenhuma. Nos conhecemos no mais improvável dos momentos – um fim de festa – eu com frio e você com sono. Eu com raiva, cansaço, impaciência e você com amor. Demorei um pouco,... Continuar Lendo →

Da água que rega o corpo – Sabrina Dalbelo

Envolto a um coração amargurado em que não brota nada, como solo árido, constante e frívolo, o corpo vagueia como zumbi sem destino. Coração seco não dá pernas firmes para o sujeito. Coração duro abatuma sentimento. Vê-se um corpo sem semente, em que não brota nada. Lá no solo do sertão, dizem, não brota nada... Continuar Lendo →

Gestação – Ana Maria Monteiro

Estarmos juntos era-nos tão natural quanto o existirmos. Nem imaginávamos que pudesse ser diferente. Tudo era perfeito. E o nosso conhecimento mútuo, de tão intrínseco, dispensava o diálogo – compreendíamo-nos por osmose, ambos solutos e solventes. Brincávamos muito. Éramos felizes, até por nem sabermos o que isso fosse. Naquele dia… Não, não naquele dia; não... Continuar Lendo →

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑