Resenha: Todo mundo adora Saturno, de Fal Azevedo – por Amana

A prosa da Fal eu já conhecia desde antes do Orkut. Da época dos blogs, não sei se alguém se lembra. Os blogs já vinham desde antes, mas a febre mesmo foi entre 2000 e 2001. O meu primeiro se chamou "Roteiro Adaptado". Por quê? A minha filosofia era a seguinte: a vida era isso,... Continuar Lendo →

Anatomia de uma loucura – Sandra Godinho

  Juliana não podia entender o mal que tinha me causado com aquele beijo. Eu era um psicólogo que, assim como os padres, tinha de manter uma certa postura e, assim como os padres, tinha um dever a cumprir nessa sociedade condenada à danação. Demônios todo mundo tinha e eu, assim como todo mundo, tinha... Continuar Lendo →

Feliciano Teixeira (Renata Rothstein)

Detestável amigo, Há tanto tempo não te vejo, primeiramente quero falar do prazer imenso que é, não ter notícias tuas. É péssimo. Trata-se a carta que não segue de um relato sobre fatos que jamais existiram, mas que por isso mesmo não considero descartáveis, ao contrário dos fatos e circunstâncias acontecidos que, estes sim, merecem... Continuar Lendo →

aos 7, 14, 21… (Fheluany Nogueira)

Mário não estava em casa. Coisa que a incomodou. Ao mesmo tempo, sentiu alívio, coisa que a incomodou mais ainda. Aí ouviu a mensagem na secretária eletrônica:  meu bem, continuo às voltas com “você sabe quem”. Agora o publicitário dela quer que eu fique para tirar mais fotos — e ensine a modelo a segurar... Continuar Lendo →

A PÓS ─ Claudia Roberta Angst

Às vezes, tudo o que você quer é um abraço. Um aconchego morno, um acalmar de sentidos, um toque pacificador. Não mais, não menos. Apenas isso: terminar nos braços da morte. Sim, estou falando dela, da famigerada e derradeira passagem nesta vida. Da indesejada das gentes, como diria o poeta. Conheci Marina Morena ainda na adolescência. Rindo... Continuar Lendo →

Ciúme – Elisa Ribeiro

Quando era Maria Helena a primeira a despertar, abria só o olho direito, o outro, mantinha fechado. Virava-se, então, para o lado esquerdo da cama, aquele onde o marido não estava, e aproveitava para pensar um pouco na vida, sossegada. Paulo achava um milagre gostar tanto da mulher. Após tantos anos, ainda admirá-la apaixonado. Enquanto... Continuar Lendo →

Entre Abutres – Catarina Cunha

O que a faz chorar mora na eternidade das horas. Que entre pela porta agora, para que a tua essência abutre desabe pela sala e aquele livro que você lhe deu, e não leu, repouse estático sobre os pedaços de ti. Que, antes de questionar qualquer “que”, vislumbre uma fêmea complicando a existência dos olhares... Continuar Lendo →

Segredos na casa da árvore – Priscila Pereira

Era a primeira vez que Getúlio almoçava fora de casa. Era aniversário da Laurinha. Ele não sabia que a menina o considerava um de seus amigos, nunca haviam conversado. Na verdade, não conversava com ninguém. Sempre ficava na última carteira, fazia os deveres, prestava atenção nas aulas e aprendia tudo o que podia. Os colegas... Continuar Lendo →

Alguém de Omelas (Amana)

Aos nove anos mamãe me contou sobre a criança. Sobre a necessidade dessa criança estar presa em um quarto, longe de todos, sem ninguém. De precisar ser substituída quando já não tivesse mais forças para aguentar. Fiquei pensando na época: quando seria essa substituição? Não precisei perguntar, mamãe leu meus pensamentos e esclareceu: “quando ela... Continuar Lendo →

Tarot na Web – Anorkinda Neide

Ela temia esquinas e lugares escuros, principalmente porque fugia de si mesma.E como havia desafios internos a enfrentar! Enfrentar? Eu disse enfrentar?Não, ela preferia fugir. Que a tempestade passe… “O dia amanheceu claro num céu azul de brigadeiro…”– Hummm.. esta expressão me deu uma fome de doce!A moça abandonou o diário e foi à cozinha... Continuar Lendo →

O Pêndulo – Evelyn Postali

Para Lucas, cujo nome nunca ninguém lembrava, não tinha dia de folga. Dia e trabalho eram sinônimos. Todos os dias da semana, todos os meses do ano. Sem férias, nem folgas. Ele vivia todas as horas do dia. Cada minuto, cada segundo de cada dia. Tarefa, não faltava. Era seu pão, sua água. Ele aceitava.... Continuar Lendo →

Trinta minutos – Elisa Ribeiro (desafio)

Levantou-se assim que a mãe sentou de volta com mais meia dúzia de pães de queijo, uma montanha de ovos mexidos e a terceira chávena de café com leite.  Iria esperá-los lá fora, no alpendre, estava satisfeita. O pai fez que sim com a cabeça, a boca cheia de presunto com bacon. Odiava aquela parte... Continuar Lendo →

Epifania – Fheluany Nogueira – (desafio)

Um estranho (apenas de cuecas), no seu sofá da sala, bebendo sua cerveja, assistindo futebol pela sua tevê?!! Com esforço e olhos esbugalhados, ele conseguiu perguntar: — Cadê minha mulher? — Está na cozinha preparando um tira gosto — (Mostrava uma naturalidade desconcertante). Foi conferir: a mulher de roupão, cortava queijo em cubos e dispunha-os... Continuar Lendo →

À ESPERA DELE – desafio – Claudia Angst

Esperava por ele, ansiosa, quase febril. Desejava apenas se acomodar entre os dias. Vigiava as horas fazendo atrito entre os ponteiros. Voltas e voltas de interrogações. Mas sabia que ele viria conforme o prometido.Ela sempre sorria assim que ele se anunciava, logo ao amanhecer ou nos momentos mais tardios. Ele vinha, chegava e se instalava.... Continuar Lendo →

O quadro – Elisa Ribeiro (desafio)

Instalou-se bem cedo em um banco no meio da praça: cavalete, pincéis, tela e tintas. Luz e ângulo perfeitos, pôs-se a pintar: o céu, os passantes, os automóveis, os edifícios. Logo, alguns suspenderam a pressa da segunda-feira lenta para assistir-lhe o manejo dos pincéis, a forma como misturava as cores sobre a tela transformando em... Continuar Lendo →

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