Prólogo a um epílogo – Ana Maria Monteiro

 

Nadam nos teus olhos peixes azuis
E há neles um profundo imenso.

Olhos oceânicos em pequenos globos
onde os peixes azuis deslizam
no impulso de movimentos imperceptíveis.
Mergulho nesse olhar,
fico una a ele
diluída eu em tudo e tudo em mim.
Continue lendo “Prólogo a um epílogo – Ana Maria Monteiro”

Anúncios

Da água que rega o corpo – Sabrina Dalbelo

Envolto a um coração amargurado em que não brota nada, como solo árido, constante e frívolo, o corpo vagueia como zumbi sem destino. Coração seco não dá pernas firmes para o sujeito. Coração duro abatuma sentimento. Vê-se um corpo sem semente, em que não brota nada.

Lá no solo do sertão, dizem, não brota nada também. Mas não é por falta de sentimento, é porque a água se esqueceu de escorrer por lá. Não é culpa do corpo que não tenha água, só é culpa do corpo a falta de sentimento. Continue lendo “Da água que rega o corpo – Sabrina Dalbelo”

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑