Fada Madrinha (Fheluany Nogueira)

Fada Madrinha

 

— Nara, Nara Lúcia! Não acredito! Há quanto tempo… — uma voz máscula se aproximava. Olhando com mais atenção ela percebeu que já conhecia aquele homem, os traços eram familiares, o andar, os cabelos, os olhos.

— Raul! O que faz aqui? — o rosto da mulher se alargou em um sorriso ao reconhecer o amigo de infância.  Viu-se transportada para um passado distante. As lembranças que tinha eram de jovens felizes.

— Eu trabalho… E pelo que vejo, é você mesma que estou procurando… Diga-me que quebrou esta perna ontem na festa de Santo Antônio — indicando a perna com tala, puxou a cadeira e pedindo licença, sentou-se.

— Poxa! Um acidente ao fugir das bombinhas… Sou azarada, minha fada madrinha me abandonou. — falou, de manso e conformada.

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