Rasga-Ossos (Resenha) – livro de Sabrina Dalbelo, por Evelyn Postali

"há pontos de luzno céu dos seus olhosa iluminação reflete nos meusinsólitosquando te vejoinsisto em acender fogueirasà luz das estrelasno desertofurtivo olharcomo paciência de pérolavindo à tona do fundodo mundo" Publicado pela Penalux, em novembro de 2020.Composto em Sabon LT Std, impresso em papel pólen soft 80 g/m².Edição de França & Gorj.Editoração eletrônica de Karina... Continuar Lendo →

As portas do inferno se abrem à meia-noite (Sabrina Dalbelo)

Uma criança sem religião definida reza para um santo sem rosto, sem nome, sem caráter de pai. A realização de um pedido tem força de milagre e a criança sem bíblia sabe agradecer. A cruz de alguém que deu a vida por todos está por toda parte. Mas a guia de contas coloridas não passa... Continuar Lendo →

Para Drummond – Sabrina Dalbelo (desafio)

O padre Ulisses amaldiçoou o açougueiro Lucas que esfaqueou o eletricista Mauro que eletrocutou o jardineiro Martin que afogou o padeiro León que assou o paraquedista Beto que asfixiou o professor Cristian que atirou no técnico de informática Diones que explodiu o bombeiro Matias que tacou fogo no empacotador Lourenço que desnucou o auxiliar de... Continuar Lendo →

a maior metáfora fui eu (Sabrina Dalbelo)

Ao vivo e, ao evocar os meus demônios, eu ofertarei meus medos, meus filhos e meu saco de moedas. Não posso te prometer um final luxuoso, nem aplausos, mas te darei meu nome e tudo o que dele fizeram. Não tenho lembranças nem crenças. As verdades, as abandonei todas. Trilhei um caminho torto e indigno... Continuar Lendo →

Cravos vermelhos – Sabrina Dalbelo

Eu a conheci quando tínhamos apenas nove anos. Éramos crianças inocentes e não tínhamos a menor noção do que o destino nos reservava. Ela tinha um cheiro de cravo. Eu amo cravo até hoje por isso. Ela e seu cabelo vermelho, radiante, de andar apressado e pouco assunto. Ela queria mais era brincar, pular e... Continuar Lendo →

O Bom Rei nos ensinou tudo – Sabrina Dalbelo

No meu mundo temos ofícios, responsabilidades e afazeres. Todos somos treinados para cumprir as ordens reais. O Rei é bom e lhe obedecemos com alegria e esperança. Ele nos ensina tudo! Quando realizamos nosso trabalho de forma satisfatória, nosso supremo nos concede o luxo da comida, da moradia, da confraternização e o da própria luz.... Continuar Lendo →

Da água que rega o corpo – Sabrina Dalbelo

Envolto a um coração amargurado em que não brota nada, como solo árido, constante e frívolo, o corpo vagueia como zumbi sem destino. Coração seco não dá pernas firmes para o sujeito. Coração duro abatuma sentimento. Vê-se um corpo sem semente, em que não brota nada. Lá no solo do sertão, dizem, não brota nada... Continuar Lendo →

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