Regulamento Concurso Rapidinhas

Concurso de Microcontos Rapidinhas - As Contistas REGULAMENTO Participantes é aberto a todos os interessadosintegrantes do coletivo As Contistas estão impedidas de participar. Micronarrativas escritas em língua portuguesa.o tema é livre.todos os microcontos deverão conter a palavra-chave que será divulgada apenas no dia 1 de maio.máximo de 300 caracteres com espaços.os textos não precisam ser... Continuar Lendo →

Post Destacado

A ladra em mim – (Fheluany Nogueira)

Meus olhos descreveram círculos e varreram as paredes, até que pousaram no Jesus da folhinha a me vigiar o dia todo, intemporal, indesgastável. Eu não tinha o corpo fixado na eternidade como ele; eu envelhecia. Na comparação, esqueci que a folhinha era para ser usada como calendário, ver as datas. Esta finalidade havia se perdido...... Continuar Lendo →

O Velho – Fernanda Caleffi Barbetta

(Fabíola vai até a cozinha, onde a mãe lava a louça) Fabíola – O que o Tião queria a essa hora?Mãe – Tião?Fabíola – É. Ele não tava na sala com o pai?Mãe – Era o velho. (Fabíola senta-se à mesa) Fabíola – Que velho?Mãe – Parece que encontraram um corpo.Fabíola – Corpo, que corpo?Mãe... Continuar Lendo →

Aceitação – Giselle Fiorini Bohn

–  Eu vou te contar uma estória. Não existe? Não sabia. Bom, então tudo bem, vai ser uma história com h. Ah, não é verdade, não, é só uma historinha mesmo.  Era uma vez uma mulher, que sempre chorava. Chorava porque amava um homem, e amava tanto, e precisava tanto dele. E chorava e sofria,... Continuar Lendo →

Petit – Iolandinha Pinheiro

Uma homenagem ao meu bebê, que DEUS levou tão cedo para o céu dos cachorrinhos. Vou te amar eternamente, meu Petit. Perdoa a mamãe por não ter conseguido te salvar. Petit morreu em 04 de setembro de 2017, mas não tem um só dia em minha vida que eu deixe de pensar nele. PETIT Foi... Continuar Lendo →

Meninas e lobos – Elisa Ribeiro

Quatro da manhã em ponto, o instante em que os espíritos voltavam aos corpos, riu de sua própria desgraça.  O cheiro nauseante a despertara, os olhos muito abertos, não voltaria a dormir, nem adiantava continuar deitada. O cheiro era uma alucinação olfativa, pesadelo recursivo, sem imagens, já estava acostumada. Sempre vinha acompanhado do ranger fantasmático... Continuar Lendo →

Delírio – Evelyn Postali

“Que pode uma criatura senão Entre criaturas amar” Amar o ser deitado ao lado E, no silêncio da madrugada, A rua inteira acordar? Voltando para casa do turno da noite, Mauro pensava em Jussara e no filho pequeno. Àquelas horas, estavam dormindo na casa mais humilde da rua, um puxado de uma água, do lado... Continuar Lendo →

Lições que o tempo passou a limpo (Claudia Angst)

Minha filha,             Escrevo essa carta antes que eu me esqueça de tudo que achei mais importante para te dizer. Não estou aqui para dar lições de moral, longe de mim perder tempo com ditados e explicações que encontrarão seu destino em uma lixeira qualquer. Apenas, desejo, não como último desejo (esse eu guardo para... Continuar Lendo →

Aninha e a fadinha – (Maria Santino)

No grande pátio da escola as crianças esperavam pela chegada dos pais, correndo de lá para cá em uma algazarra feliz que enchia o lugar de alegria. As férias de verão haviam chegado e aquele era o último dia de aula. Aninha não brincava com os outros, pois, naquele momento, algo roubava toda sua atenção.... Continuar Lendo →

Névoa – Iolandinha Pinheiro

Névoa "Chamamos de agente teratogênico tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais (restrição de crescimento, por exemplo), ou ainda distúrbios neuro-comportamentais, como retardo mental" __________________________________________________________ Emília acordou cedo naquele dia, mas não foi trabalhar. Olhou para... Continuar Lendo →

Torrente Alimentada – Fheluany Nogueira

A chama salta e começa o doce-fogo. Inútil ter pressa. Outros rostos mal delineados em minha volta, Também euforia, passivos expectadores. Não pôde nunca se explicar como tão pequeno recipiente possa iluminar com tanta intensidade baça. Pego a garrafa que lança chamas em todas direções. Elas vão formando uma torrente sempre alimentada. As águas de... Continuar Lendo →

Satélite – Giselle Fiorini Bohn

- Eu gostaria que a senhora falasse sobre o aspecto premonitório da literatura. Esse é um assunto interessantíssimo. Tantas coisas foram previstas pela ficção. Posso, como exemplo, citar Sinclair Lewis em 1935 descrevendo a ascensão de um populista idêntico a Trump, ou, aqui mais perto de nós, o Brasil distópico das obras de Inácio de... Continuar Lendo →

Probleminha – Amana

Um gosto um tanto mórbido pela Matemática. Vivia entre números, racionais e irracionais. Apoteose? Não, sambar mesmo era na hipotenusa. A máscara da Bháskara sempre lhe coubera bem. Os ângulos? Para os agudos nada, para os rasos, quase tudo. Quase, dependia do grau de interesse. A menina nutria um amor tangente (ou pungente?) pelo professor... Continuar Lendo →

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