A Lição – Sandra Godinho

(* Conto escrito por Sandra Godinho, baseado num post do Facebook)

– Benção, vó!

– Deus te abençoe, Miguel. Agora vá caçar o que fazer.

Assim era minha avó: curta e pragmática. Não se deitava em afagos ou cortesias. Não perdia tempo com o que não fosse necessário. Também não perdia ocasião de ensinar.  Com ela aprendi que paciência é uma virtude para poucos. Um ensinamento que durou cinquenta anos até ser aprendido e nasceu graças ao sentimento forte, intenso e dedicado que ela nutria por sua vizinha. Deixe-me explicar.

Eram vizinhas de porta, de sorrisos e afagos. Minha vó dividia com ela seus cachorros e a vizinha dividia com minha avó suas flores: margaridas, rosas, samambaias. Dividiam as bonecas e os cuidados quando uma ou outra caía doente. Minha vó frequentemente, sofrendo sufocada por crises de asma e bronquite. Quando gozavam de boa saúde, dançavam juntas em quadrilhas e bailes. Dividiram tudo até a adolescência, quando não puderam mais. Não sei se por ciúmes ou por competição. Vá entender a cabeça das mulheres!

– Vou comer o pão de queijo da travessa, vó!

– Não acabe com tudo como fez da última vez, Miguel. Estou esperando visitas.

Tantas lembranças só atrapalham. Retomando… Minha avó teve dois namorados, mas a vizinha acabou lhe tomando os dois. Pior, acabou se casando com o segundo e fez questão de fazer a festa do casamento em frente à casa de minha avó, como um troféu, como uma vitória, como uma bofetada na cara. Foi então que o sentimento forte, intenso e dedicado por ela se intensificou. A vovó passou a chamá-la de A Vaca. Chamamento que não cessou nem mesmo quando minha avó se casou. Certo dia, meu avô se injuriou, disse que isso não estava certo. A vovó concordou de cara, o que nos surpreendeu. Disse que era um apelido muito machista e que para tudo havia limites. Foi então que renomeou seu desafeto por A Boi e uma batalha silenciosa entre as duas nasceu bem debaixo do nosso nariz.

Vovó pagava moleques do bairro para tocar a campainha da Boi. Vários dias, várias horas, várias vezes. A mulher quase enlouqueceu. A gente ouvia o palavrório e o xingamento da casa ao lado sem saber direito o que se passava. Não desconfiei de nada, nem mesmo quando a vovó ria sem parar e sem razão aparente. Achei que era felicidade por ter o neto perto, mas criança nunca entendeu o mundo dos adultos em sua plenitude. Nunca atinei a razão da energia ser cortada justamente quando a vovó usava seu inalador, nem compreendi o sumiço dos cinco cachorros que a vovó teve ao longo dos anos. Somente à medida que eu crescia é que fui conhecendo a amplitude de seu sentimento, melhor dizendo, ressentimento. O que quer que fosse, era intenso.

As galinhas que a Boi criava volta e meia apareciam mortas e em circunstâncias misteriosas. Certa vez, me lembro bem, vovó pulou o muro que separava as duas casas e envenenou todas as plantas da Boi com soda cáustica e querosene. Não sobrou nem um pé de boldo, exatamente para a infeliz não ter como aliviar seu estômago dos seus maus-tratos. Um selvageria, você pode chamar. Eu digo que a selvageria veio depois, quando a Boi caiu sozinha em casa e se machucou feio. Ficou gritando um bom tempo para alguém chamar a ambulância. Minha avó ouviu. E não só não chamou a ambulância como gravou os gritos de dor da coitada para ouvir depois. Ela tem essa gravação até hoje. É ou não é uma selvageria? Nova lição nasceu disso: mulheres são implacáveis na batalha, não tem misericórdia alguma por seus inimigos. A luta entre elas escalonava em grau, crueldade e consequências, como não devia ser.

A polícia foi chamada a intervir. Veio tantas vezes na rua que eu logo conheci os nomes dos policiais. Chamava-os pelo nome, tamanha a familiaridade. Acabaram se inteirando da situação e dos fatos e hoje nem aparecem mais quando elas os chamam. Acham melhor não se meter e esperam que elas descubram um jeito de conviver. Fácil falar. Eles não conhecem nem A Boi e nem minha vó. Elas têm uma capacidade de foco incrível. E determinação. São capazes de ir até as últimas consequências. Acabaram relegadas a si mesmas e ao destino.

Numa reviravolta shakespeariana meu pai se enamorou da filha da Boi. Os outros vizinhos não viram nisso surpresa alguma porque, a despeito da insanidade das mães, seus filhos sempre tiveram mais ou menos a mesma idade, frequentavam a mesma escola, iam mais ou menos nos mesmos lugares, cresceram juntos nas brincadeiras e nas desavenças das duas velhas. Os vizinhos acharam inclusive que a ocasião seria um bom motivo para a rusga ser desfeita, especialmente depois que os amantes marcaram a data do casamento. Não é preciso dizer que todos se enganaram: nem a Boi e nem minha vó compareceram à cerimônia.

Uma afronta, um disparate. Uma traição, disseram as duas injuriadas a seus rebentos. Ao menos nisso elas concordavam. Passaram anos sem falar com os recém-casados, até que um dia as velhotas resolveram que o casal podia voltar ao convívio familiar e os acolheram. Pequenino, achei que o amor maternal das duas velhas falava mais alto, mas me enganei novamente. Queriam apenas um acesso à casa da inimiga.

– Está na hora de você casar novamente, Miguel!

– Não precisa se preocupar comigo, vó. Não tenho solidão.

– Você precisa de alguém que te faça pão de queijo. Só assim para você deixar minha travessa em paz. Eu te falei que eu espero visita?

– Falou, vó!

– Então você está caducando!

De caduca minha vó não tinha absolutamente nada. Era consciente de cada ideia semeada em sua mente, ainda que fosse disparatada. Consciente de cada palavra saída de sua boca, ainda que tivesse uma segunda intenção. Consciente de cada passo dado, ainda que ele implicasse numa derrocada moral. A vó fez amizade com a mulher do dono do comércio da esquina e tanto lhe atazanou a cabeça que conseguiu que ela convencesse o marido a não vender mais nada para a Boi. Assim fez com a mulher do padeiro, do açougueiro e do farmacêutico. A Boi tinha de dar uma volta imensa para ir em outro mercadinho, padaria, açougue, farmácia e o que mais fosse para comprar suas coisas. Os anos não esmoreceram a luta. Nem a raiva.

Só a fizeram mais surda. Ao menos era o que a vó me dizia. Juntou um dinheiro da aposentadoria do marido e o fez instalar um sistema de som moderno e potente por toda a casa para tocar bem alto. Quero ouvir direito, ela dizia. Pela nora (aceita de malgrado, diga-se de passagem), descobriu o tipo de música que a Boi detestava e tratou de comprar CDs de música eletrônica, clássica e sertaneja que passou a ouvir sem parar. Vários dias, várias horas, várias vezes. E eu achando que seu gosto era eclético… Então ela soube que a Boi guardava uma arma em casa. Tentou de tudo para descobrir a combinação do cofre onde o vovô guardava a espingarda para caçar no interior. Não deu sossego ao coitado. E nem ao resto da família, que passou a viver em polvorosa, só aguardando a gota d´água que faria estourar um tiroteio, um miolo e derramar sangue.

Balear inimizades era algo que ela faria sem pestanejar. Por essa e não por outra, o vô acabou se desfazendo da arma. Então a velhota descobriu (também pela nora) que a Boi acreditava em macumba. Azar dela. Minha vó não acredita em nada além de tormento, destruição e o Sílvio Santos (apesar dela nunca ter ganho um baú da felicidade). Vivia ranzinza, maquinando desgraças. Pior, acabou me intimando a auxiliá-la, me fazendo procurar no google fotos de despachos e imprimir os que eu achasse mais trabalhosos para ela reproduzir em detalhe e maldade. Minhas mãos ficaram sujas também. Mas eu não podia fazer nada se os laços em nossa família eram mais fortes.

Tão fortes que a Boi acabou encontrando uma bacia com farofa e galinha bem no portão da sua casa. E saquinhos de pano com ervas pendurados nas árvores em seu quintal. E um saco de veludo aromatizado com um papel com seu nome dentro bem embaixo de sua cama. A Boi jurou que foi escrito em sangue. Eu não acredito que fosse sangue, mas sinceramente, não sei o que pensar a esse ponto. Foi a filha da Boi que contou que sua mãe tinha chamado um benzedor para rezar toda a casa e tinha cobrado absurdos trezentos reais para o serviço. O primeiro de muitos. O caso deu o que falar e chegou ao ápice quando meu pai, para não desfazer o casamento, foi obrigado a confessar que tinha sido ele a entrar na casa da Boi e colocar o artefato de macumba lá. Melhor o marido que seu filho, sempre sujeito a chuva e trovoadas, tapas e bofetões. Foi outra lição que aprendi com minha vó: fazer-se um inimigo de uma pessoa criativa e com muito tempo livre era uma ideia equivocada.

Então, quando já cinquentão, minha mulher me viu abrindo a porta de casa antes de eu estourar a paciência, tive um vislumbre, um dejá vu, uma réstia de passado vindo me cobrar os malfeitos praticados contra minha outra vó, a Boi:

– Já vai sair, Miguel?

– Vou a mercearia comprar cigarros. Antes que diga qualquer coisa, querida, eu não demoro.

– Aproveita e compra um pouco de chumbinho.

– Chumbinho?

– Está surdo?

– Não, meu amor!

– Então você está reclamando?

– Claro que não, querida. É que eu pensei…

– Você não pensa, Miguel. Não sabe nada do que acontece aqui em casa. Vá e não demore.

Foi nesse exato momento que resolvi nunca mais voltar. Era homem, mas não era bobo. Eu nunca tinha visto um só rato perambular pela casa.

24 comentários em “A Lição – Sandra Godinho

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  1. Querida Sandra,

    Tudo bem?

    Gostei muito do conto. Embora a premissa trate de um tema que não deva ser nada engraçado quando ocorre na vida real, o texto produzido é extremamente engraçado e divertido.

    Achei bem interessante a maneira como a autora vai “apertando o parafuso” aos poucos e a maldade de cada um dos lados vai se tornando pior e as artimanhas mais cruéis com o passar dos dias, dos anos. Dessa forma, a narrativa fala de como uma disputa vai minando lentamente o convívio não só entre as duas partes envolvidas, as personagens foco da narrativa, mas, também, a boa relação com todos os outros que as cercam.

    Um texto muito imagético e que renderia um belo curta metragem, com as duas velhinhas infernais se maltratando.

    Parabéns.

    Beijos

    Paula Giannini

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    1. Paula, você é adorável nas suas críticas. O texto foi baseado numa história real, que foi retrabalhada na prosa para mostrar como as relações humanas são difíceis e como podem degringolar de uma hora para outra, condenando famílias e relações familiares. Uma estória de Romeu e Julieta com uma pitada de humor. 🙂

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  2. Olá, Sandra!

    Então, tenho alguns pontos a ressaltar. Bem, em primeiro lugar, eu conheço alguém que ganhou no Baú da Felicidade (foi o meu pai, em 2005 🙂 ), em segundo, digo que o conto é bem humorado, tem uma narrativa clara na formulação de quadros para assimilação do todo, e posso dizer que compreendi o cerne. Achei simplesmente encantador as passagens de que a luz era cortada quando a velha ia tomar inalação. Entretanto, confesso que encontrei alguma dificuldade em algumas passagens.
    Sugiro a inserção de algum reforço em todas as partes que fala do filho da avó que é o pai do narrador — “Numa reviravolta shakespeariana meu pai se enamorou da filha da Boi.” … ” O caso deu o que falar e chegou ao ápice quando meu pai, para não desfazer o casamento, foi obrigado a confessar que tinha sido ele a entrar na casa da Boi e colocar o artefato de macumba lá. Melhor o marido que seu filho, sempre sujeito a chuva e trovoadas, tapas e bofetões.” — Difícil, ao menos para mim, compreender essas passagens”.
    Algumas descrições de situações me pareceram repetitivas, uma vez que já havia ficado claro que ambas se odiavam.
    No fim, tem algo que não me soou muito legal (estou sendo muito ranzinza?) —- Foi nesse exato momento que resolvi nunca mais voltar. Era homem, mas não era bobo.” — Sei lá, mas ficou parecendo que todo homem é bobo.
    Bem, gostei do conto, entendi que se fala de disputa e de amizade também, além de ser divertido. Mas sinto que poderia ser mais claro.

    Boa noite!
    Nota: 8,5

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    1. Olá Maria Santino. Agradeço por suas ressalvas. O intuito era deixar para o final mesmo a revelação sobre ele ser filho de quem era e sobre ele ser neto da Boi também. Implicando dizer que os homens da casa viviam acuados (não bobos) no meio de mulheres tão determinadas, fortes e viscerais. repare que nenhum dos homens as enfrentam, nem mesmo no final. O que faz com que o personagem tenha receio de se casar novamente. O que quero dizer é que foi intencional, para deixar o leitor ir refletindo sobre tudo. 🙂

      Curtido por 2 pessoas

  3. Criatura! kkkkk Coitada da Boi! Mas que vó mais avessa! Eu ri muito imaginando tudo isso, mas também fiquei triste, porque ainda existem pessoas que fazem de tudo para criar confusões, para deixar os outros incomodados. Triste a vida de Miguel. E ainda bem que ele foi antes que sobrasse qualquer chumbinho para ele. Parabéns pelo texto.
    Grande e carinhoso abraço!

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    1. Olá, Evelyn! Fico satisfeita que você tenha gostado. Realmente é triste saber que algumas pessoas ainda vivem assim, mas as relações humanas são sempre complicadas. Aquilo que começou pequeno pode atingir proporções que nos assustam, mas o viés humorado serve de equilíbrio a tanta confusão e maldade. Obrigada!

      Curtido por 1 pessoa

  4. Oi Sandra. Você usou o verbo nascer de uma forma muito interessante… o nascimento de uma inimizade! O conto é muito bom, mas eu, assim como a Maria Santino, achei algumas coisas estranhas… logo de cara eu percebi que o narrador era neto da boi, porque você colocou assim: “Numa reviravolta shakespeariana meu pai se enamorou da filha da Boi.” Então não entendia surpresa do final… achei muito estranho um neto contar essa estória de uma forma tão parcial, já que era neto das duas. Só esse problema no enredo que tirou um pouco do brilho do seu conto. Gostei da crueza com que você narrou os fatos. Deu pra sentir todo o ódio, beirando quase o amor!Parabéns e boa sorte!!

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    1. Fico feliz que tenha entendido o enfoque da inimizade entre os Capuletos e os Montéquios no meu conto. Por via das dúvidas, eu reforcei no final, afirmando explicitamente que o personagem era neto da Boi também, apesar de ele não ter com ela a mesma cumplicidade que tinha com a outra. Acontece casos assim, na minha família mesmo. Foi uma inimizade visceral contada com uma pitada de humor. Fico feliz que tenha achado interessante! Um abraço.

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  5. Impressiona no texto como a autora conseguiu apresentar um drama entrecortado de pânico e espanto de forma tão divertida. Cada fragmento pode ser plenamente sentido e assimilado. Para se chegar ao desfecho, a trama é minuciosamente elaborada para prender o leitor. Os personagens ganharam vida em um ambiente especial onde “nasceu” a suspeita, a desconfiança… Parabéns e obrigada pela leitura prazerosa. Abraços.

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  6. Olá! Um mar de sentimentos aflora no leitor quando lemos este conto. Não sabemos se rimos ou choramos, por tantas desventuras e ódio entre essas duas ex-amigas. É triste como uma amizade pode-se transformar em uma inimizade tão cruel. Já presenciei de perto algo semelhante, e não é, de jeito nenhum, engraçado. Mas esse conto sim, misturou muito bem o humor e o drama.
    Parabéns pelo conto. 🙂

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  7. Olá Sandra. Lendo este conto pensei o tempo todo no desafio comédia. Tragicomédia no caso, mas muito boa. A minha ingenuidade leva-me a ter dificuldade em acreditar que uma inimizade possa chegar tão longe – mas acho que isso é mesmo falha minha. Estas duas comadres são do piorio. E não é por uma ser chamada de avó e outra de boi que isso representa uma diferença qualitativa entre elas, são mesmo más. Mas divertem. E, como mais vale tarde que nunca, bem fez o Miguel em sair para não voltar. Parabéns pelo belo conto.

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    1. Olá, Ana! Tive o mesmo pensamento: servirá como aquecimento para o desafio de criar textos cômicos? Algo que não é fácil, diga-se de passagem. O intuito foi divertir, apenas isso. Obrigada pelo seu comentário. Um abraço!

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  8. Olá!
    Engraçado mesmo, o texto é muito bom e a leitura flui muito gostosa.
    As coisas são um tanto exageradas, inclusive o abandono do neto/marido no final, mas em comédia há que ser assim mesmo.
    Parabéns pelo texto.
    Abraço

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  9. Oi, Sandra.

    Seu conto me despertou alguns sentimentos, ele é cômico, algumas passagens são bem divertidas se você ignorar a profundidade delas, eu não ignorei. Fiquei mais presa ao drama desses sentimentos tão ruins, e pensei o quanto essas mulheres sofriam. Imagine só, o combustível para a vida delas era o rancor. Quase ficaram muito próximas de cruzar a linha que poderia ser fatal, fiquei realmente apreensiva quanto a isso, se essa disputa daria em morte. Isso porquê é muito real, me remete a algumas situações que já presenciei, e sei como é danoso.

    Fiquei com pena do Miguel, como você disse, os homens dessa família parecem que foram ” castrados” rsrs não se metem, não interven. Realmente deve ser no mínimo aterrorizante conviver no meio delas.

    Algumas passagens ficaram confusas sim, mas em uma segunda leitura fica bem claro. O final demostra bem o quão ruim essas situações foram pra ele.

    Gostei bastante, parabéns!

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  10. Método TFI – Trama – Fluidez – Impacto

    Trama: Muito gostosa, sobre uma história de amor e ódio entre duas vizinhas, que coincidentemente, também vêm a ser as duas avós, materna e paterna, do narrador – Miguel. A história deixa bem afirmado que o menino tem uma proximidade muito maior com a avó paterna, pois as situações acontecem e são observadas muito mais de dentro da casa da mãe do pai do que da mãe da mãe, que é chamada de “A Boi” pelo próprio neto. Gostei deste recurso para delimitar o espaço de cada avó, ainda que, em alguns momentos eu tenha me perdido, sem saber de qual das avós o menino falava. O conto todo é muito divertido, os personagens super bem construídos, com personalidades marcantes e extremamente cativantes. A gente tem aquela vontade de ter conhecido a avó paterna e ter visto as pequenas batalhas entre as duas mulheres.

    Fluidez: Correu como uma coelho a favor do vento. Uma delícia de ler e vontade de repetir para poder ler outra vez. Fora me atrapalhar um pouco com o “quem é quem”, não encontrei entraves gramaticais ou partes cansativas.

    Impacto: Super positivo. O tipo de conto que a gente quer encontrar em um livro. Gostoso e inesquecível. Está no meu top dez e eu ainda nem li os outros. rs. Beijão, flor.

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  11. Oi Sandra,

    Gostei dessa inimizade figadal entre as vizinhas. Você deve ter se divertido bastante inventando as maldades entre elas.
    Como já foi comentado, acho que talvez fosse interessante diminuir a ambiguidade que as vezes ocorre entre o filho e o neto narrador. Fiquei especialmente confusa no desfecho, quando o neto narrador, que, principalmente pela linguagem, me parecia um adolescente, surge com 50 anos e casado.
    Anotei duas coisinhas para a revisão: “um selvageria” e “implicasse numa” ao invés de “implicasse uma”.
    Parabéns pelo trabalho! Um abraço.

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  12. Sandra, que texto delicioso, fiquei presa do até o fim. Adorei como vc. desenhou as “amigas”, ri muito. Interessante é que não houve troca de farpas, confrontos direto, tudo foi às escondidas, recados mandados, por baixo dos panos, e acho que essa foi o tcham da história, tipo A Guerra dos Roses. Apesar de todas as maldades, senti empatia pelas protagonistas, o foco e a determinação delas, e a forma como a vingança virou o propósito de vida. Muito bom, parabéns! abçs.

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  13. O tipo de conto que prende mesmo a atenção pela curiosidade despertada. O pobre do Miguel no meio do tiroteio, mas tendendo para o lado da avó paterna. Uma daquelas brigas que não se sabe mais porque nasceu, mas cresceu e se multiplicou em loucuras.
    Tive a mesma dificuldade da Maria Santino com as passagens do pai do Miguel, misturei tudo – pai, marido, neto… eita.
    Umas coisinhas escaparam na hora da revisão:
    Um selvageria > Uma selvageria
    mulheres são implacáveis na batalha, não tem misericórdia > … não têm misericórdia
    Parabéns!

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  14. “Com ela aprendi que paciência é uma virtude para poucos.” – Claro que com essa frase nos preparamos para encontrar uma vovozinha exemplo de empatia e bondade. O texto vai crescendo junto com a maldade das vizinhas e a covardia dos homens da família. Um humor sádico de primeira!
    Sugestão:
    Ali no “meião” achei as ideias repetitivas. Nada que uma pequena enxugada com uma toalhinha felpuda não resolva.

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  15. Olá Sandra!

    Um texto muito divertido o teu.
    O nascer de um neto se deu no meio de uma guerra absolutamente declarada.
    De início a gente não imaginava as várias passadas cômicas que o texto traz. Bem sacado.
    Eu concordo com as meninas quanto à questão de ideias repetitivas no meio do texto. Quando a narração é muito parecida, o leitor tem vontade de pular linhas, de ir além, na procura de novas informações. Mas isso é fácil arrumar.

    Para mim, e isso é super opinião pessoal, eu adorei a frase que deu início à guerra: “A vovó passou a chamá-la de A Vaca”. Essa frase introduziu a tragicomédia no conto. Daqui em diante, a luta das vovós do narrador aparece de verdade. E é por isso que me decepcionei quando ela trocou o apelido para algo que não me disse nada, “a Boi”. Como disse, é opinião pessoal.

    Parabéns Sandra!

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  16. Oi, Sandra!
    Boa noite 🙂
    Estou aqui, retardatária no comentário dos contos, e confesso: morri de rir com a história da Boi, e da (ex) Vaca.
    Tem todo jeito de ter sido ligeiramente baseado numa história real rsrs, e embora a última “maldade” da Vó seja assustadora, achei muito engraçada e inteligente a saída de Miguel, por via das dúvidas…vai quê rsrs
    Parabéns, exclente conto!

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  17. Olá Sandra.
    “Foi então que renomeou seu desafeto por A Boi ” Kakakakakakakaaaka, achei hilário! Demorou para Miguel se mandar. Bando de mulheres doidas!
    Ao contrário de algumas colegas, eu não vi dificuldades em entender.
    Parabéns

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