Era Uma Vez Um Macaco Chinês – Iolandinha Pinheiro

” E durante muitos anos crimes insolúveis, todos igualmente macabros, aterrorizaram a China” – Diário de Pequim – 13 de outubro de 2000.

” As investigações nunca foram concluídas” – Depoimento colhido do Chefe de Polícia Pong Shu – Diário de Pequim – 15 de outubro de 2000.

A pequena estatueta ficava numa daquelas lojas que proliferam em galerias e estreitos bequinhos do centro comercial mais antigo da cidade, iguais a outros milhares de becos, de modo que nunca sabemos se estamos na esquina certa ou se deveríamos ter entrado duas ruas atrás, e, na maior parte das vezes, nunca conseguimos voltar ao lugar certo.

A diferença daquele beco para os outros, era que antes de chegar à loja, havia uma casa de sopas, com o caldo sempre a borbulhar nos grandes tachos, produzindo uma fumaça branca e olorosa.

A família de Ling entrou, quase por acaso, no pequeno antiquário, fugindo dos roteiros estabelecidos pelas excursões. Havia leques abertos enfeitando a vitrine. As prateleiras de madeira eram trabalhadas e lotadas de caixas de papelão de todas as cores, formatos e tamanhos, que o balconista ia abrindo com grande entusiasmo mostrando seu conteúdo exótico e levantando nuvens de poeira pelo ar.

Enquanto todos examinavam os bibelôs das caixas, Ling ficava vagueando os olhinhos puxados pelas prateleiras dos fundos, procurando o seu “escolhido”.

Não demorou muito até que notasse o brilho verde de um vistoso macaquinho de jade, com cativantes olhos de berilo, tão brilhantes que faiscavam entre as sombras das prateleiras escondidas da loja.

Tomada de um incontrolável impulso, Ling levou rapidamente o pequeno objeto para o bolso quadriculado de seu avental de verão, e foi para frente do antiquário, perto de seus pais e tios. Ao fim de uma hora, todos já haviam feito suas compras, inclusive Ling, que levava uma caixinha azul com uma bonequinha de porcelana.

Quando saíram, a menina soltou um suspiro de alívio, sabendo-se a salvo de ser pega por sua pequena pilhagem. Passearam mais durante o resto do dia, até que foram ao terminal rodoviário de Pequim e viajaram cheios de assunto até a cidade onde moravam.

Chegando em casa Ling colocou o bonequinho no armário ao lado da janela de seu quarto.

Como não podia explicar aos pais a existência dele, ela o pôs em uma caixa onde guardava o chapéu coco que usara na escola municipal, no ano anterior.

Era realmente um macaquinho muito gracioso. O corpo de jade perfeitamente liso, cujo fulgor era arrematado elegantemente por translúcidos e cândidos olhos de berilo. Encantada, a menina o embrulhou em um lenço de seda pura e o guardou.

No dia seguinte, abriu novamente a caixa entre sobressaltos. Lá estava ele, reluzente e repousado sobre a seda macia.

Ir para a escola seria um problema. Deixando-o, havia o risco de que o encontrassem. Levando-o, de que se quebrasse, ou que se perdesse. Na dúvida, era melhor que o deixasse onde estava, e passar toda a manhã angustiada e oprimida por pensamentos de culpa.

Chegando à casa, a menina subiu de par em par os degraus que a separavam da porta do quarto e, antes de descalçar as botas, pegou a caixa do chapéu e tateou o seu interior em busca do embrulho de seda. Foi quando sentiu uma fisgada no dedo anelar da mão esquerda. O sangue, uma gota só, saía por um pequeno orifício na pele, como se tivesse sido feito pela ponta aguda de um alfinete.

Cuidadosamente, a menina retirou a estatueta do tecido e a inspecionou, procurando o que havia causado o ferimento. Foi quando descobriu uma coisa que não observara antes: o macaco tinha unhas! Longas, finas e recurvadas de modo que as mãos ficassem côncavas em relação ao resto do corpo. Era só isso. Teria cuidado para não se ferir novamente. Colocou-o sobre a sua cama, e ficou olhando para os olhos da estatueta, que pareciam vivos de tão brilhantes.

No dia seguinte, Ling já estava na escola quando lembrou de um fato aterrador. Aquele era dia de limpeza da casa, dia em que a diarista iria abrir todos os armários e mexer em todos os livros, roupas e caixas… Na caixa do seu chapéu! E ia encontrar o objeto roubado… Estava perdida!

As horas daquela manhã transcorreram muito lentamente, e a cada segundo marcado pelo relógio da sala de aula, ela imaginava o momento em que a faxineira se deparasse com aquele objeto tão bem embrulhado e o mostrasse para a sua mãe.

Foi para casa cheia de ansiedade. A porta estava destrancada e ela foi entrando pela sala, sem que ninguém a detivesse.

Achou estranho não encontrar ninguém, então foi subindo até o seu quarto, que também estava vazio. Abriu o armário e retirou a caixa. Dentro dela apenas o lenço de seda. O MACACO HAVIA SUMIDO.

Fora descoberta! Passou por cada cômodo da casa sem encontrar qualquer pessoa. Já estava meio desesperada quando ouviu risos na parte lateral da casa. A mulher e sua mãe estavam pendurando lençóis brancos no varal. Conversavam animadamente e quando Ling chegou, apenas sorriram e a cumprimentaram.

Mais tarde, após as tarefas da escola, os pais de Ling a chamaram para passear.

Quando estava separando as roupas que ia vestir, a mão da menina tocou em uma superfície fria, como uma pedra, e ela sentiu um objeto rijo entre as suas meias. Era o seu macaco. O macaquinho da loja. Afinal, a moça devia tê-lo derrubado durante a limpeza, e não se deu conta, pois, a estatueta caíra, afortunadamente, sobre as meias, não provocando ruído. Eis a explicação.

A menina já estava se sentindo bem mais feliz quando, olhando com maior cuidado para a pequena escultura, viu, aterrorizada, que a face do animalzinho havia sofrido uma modificação. A boca estava uma tanto aberta, mostrando dentes pontiagudos que se projetavam para fora, e sua expressão era um esgar de fúria, como se o animal a ameaçasse.

Ling jogou o macaquinho no chão. Estava arrependida de tê-lo pego na loja. Estava sendo castigada pelo seu ato criminoso. Tinha que se livrar do brinquedo.

Lembrou-se de que iria passear, e resolveu colocá-lo na bolsa. Pegou o macaco no chão sentindo agonia em ter que tocá-lo

Naquela noite haveria festejos religiosos. Ling e seus pais foram a uma praça para assistir ao desfile anual do horóscopo chinês, tradição em sua terra. A menina ficou sentada sobre uma mureta de pedra, vendo passar as alegorias e os assustadores personagens com suas máscaras brancas.

A noite estava pesada. As luzes da rua, a despeito do seu brilho, misturada às cores das alegorias, criavam figuras assustadoras, que pareciam investir contra a multidão.

No momento em que entrava na avenida o nono signo, o MACACO, Ling achou que seria o momento ideal para livrar-se do inoportuno ocupante de sua bolsa. Abaixou-se então e colocou a estatueta na calçada, olhou para seus pais, que observavam o desfile, e sugeriu que fossem todos ao outro lado da praça para comer macarrão e espetinhos de porco.

Enquanto andavam, olhou uma última vez para trás, e pode ver o macaquinho verde com os olhos brilhando como se a encarassem.
O resto do passeio foi tranquilo e Ling foi dormir muitíssimo aliviada por ter apagado o macaquinho possuído de sua vida… Estava livre!

A noite estava muito quente, e a menina não teve um sono tranquilo. Um pesadelo a fez acordar assustada e com muita sede e banhada de suor. Resolveu descer até a cozinha para beber água, e para não acordar seus pais, pegou uma pequena lanterna e foi descendo a escada escura.

No último degrau seu pé direito esbarrou em um objeto aguçado como uma faca. Ela soltou um grito de dor e acendeu a luz da sala. Não podia acreditar no que via. O macaco estava ali, olhando para ela! As garras afiadas, os dentes ameaçadores. E agora havia uma pelagem espetada, esculpida sobre a superfície do corpo de jade, outrora lisa.

Ele havia voltado. Agora Ling estava realmente apavorada. Começou a gritar bem alto até seus pais acordarem. Chorando, a menina contou para eles toda a história. Quando pediram para que lhes entregasse o objeto, ela foi pegá-lo e viu que ele não estava mais lá.

Naquela madrugada, ela dormiu na cama dos pais. Como não houvesse macaco nenhum para mostrar, não deram muito crédito a sua história, mas permitiram que ela ficasse com eles, diante de seu estado de espírito.

Nem mesmo a menina acreditava que aquelas coisas pudessem estar acontecendo consigo. Começou então a imaginar que, se sentido culpada teria criado estes mecanismos para punir a si mesma, que a visão que tivera na escada era um pesadelo, apenas, e que talvez estivesse ficando louca, vendo coisas.

Qualquer explicação seria melhor do que ter um bonequinho tétrico crescendo e se metamorfoseando horrivelmente, que estava atrás dela para se vingar por ter sido furtado da loja. Infelizmente não era só imaginação.

No dia seguinte, Ling estava no banho quando ouviu a porta abrir e sentiu um vento frio nas costas. Alguém havia entrando… Ela desligou o chuveiro e estendeu a mão para pegar a toalha. Foi quando o viu. Ele estava sobre a pedra de granito da pia, de costas para ela, como se fitasse o espelho. Havia crescido. Os pêlos esculpidos no jade pareciam mais eriçados, as unhas estavam mais longas.

Dos cabelos molhados dela caíram alguns pingos, fazendo um ruído mínimo, quase imperceptível. Como se pudesse ouvir o som dos pingos sobre a pedra, o pequeno macaco voltou-se para ela, torcendo a cabeça totalmente para trás. Então a fitou com seus olhos de berilo, piscando um de cada vez.

E tudo ficou escuro.

Ling já não sabia mais o que era fantasia ou realidade. Acordava muitas vezes sem saber há quanto tempo estava dormindo, e a cada vez parecia estar cercada de pessoas estranhas que se movimentavam pelo quarto. Não sabia onde estava, nem o que acontecera com seus pais. Isso tudo era um terrível pesadelo, e ela queria acordar.

Em um momento de lucidez, conseguiu falar com uma mulher que estava sentada próxima a sua cama. Vendo-a acordada, a mulher chamou outras pessoas, que correram até o quarto e a seguraram.

– Afinal, o que está acontecendo aqui?
– Então, você não sabe menina?
– Onde estão meus pais?
-Mortos, eles estão mortos…
– Mortos? Como?
– Você os matou, não lembra? A facadas e dentadas…

Não era possível! Finalmente soube onde estava. Um hospital psiquiátrico para onde havia sido levada após um surto. Fora encontrada desmaiada e coberta de sangue, ao lado dos cadáveres de seus pais.
Agora estava só e era odiada pelos parentes que lhe restavam.
Pediu para falar com o médico. Levaram-na até ele. Contou a história do macaco, esperando que acreditasse nela.

– Ling, já conversamos sobre isso. Este macaco não existe. Você o criou para justificar o crime que cometeu.
– Como assim lhe contei, é a primeira vez que venho aqui!
– Você não lembra? Conversamos nesta mesma sala todos os dias. E você sempre conta essa história do macaco.

Ling estava desesperada. Parou de comer. Parou de dormir com medo de não se lembrar das coisas que fazia. A sua saúde física começou a causar preocupação.

O médico que sempre a atendia pediu que a levassem até seu consultório novamente.
– O que posso fazer por você, menina? Não pode se entregar assim!
– Acredite no que eu digo, dê-me uma chance para provar que não matei meus pais. Leve-me até a loja onde encontrei o macaquinho, por favor.
O homem imaginou que talvez fosse importante para ela, defrontar-se com a realidade, e prometeu levá-la até o antiquário, para que esclarecessem a história do macaco.

Passaram as três semanas seguintes em Pequim, ela, o médico e duas enfermeiras. Aceitou dormir amarrada na cama do hotel, pois seus acompanhantes achavam que ela podia tornar-se perigosa.

A loja ficava num beco igual a milhares de outros. Parecia nunca ter existido.

Uma tarde, entretanto, ao sair para mais uma busca, Ling viu de longe os leques coloridos na vitrine. Era ali! Perto a casa de sopas com sua fumaça se espalhando para fora da porta. Ling sentiu um enorme alívio. Finalmente iria acabar aquele tormento.

Quando os quatro entraram na loja, lá estava o mesmo vendedor, mostrando suas inúmeras caixinhas coloridas para outra família. Uma família animada como fora a dela.

Ela olhou para o homem que pareceu reconhecê-la.
– Por favor, me ajude. Estou aqui por causa de uma estatueta de jade que levei da sua loja da última vez que estive aqui. Eu a queria devolver, mas não sei onde está. Ela matou meus pais e nunca mais a vi.
– Como disse? Uma estatueta matou seus pais? Desculpe, mas é uma história difícil de acreditar.
– Espere! O senhor deve lembrar dela. Era a estátua de um macaco verde com olhos brilhantes.
-Desculpe, garota, nunca vendi macacos aqui.

Ling sentiu o chão se abrir sob os seus pés. Então o tempo todo fora um espírito maligno que tomara a forma de enfeite para destruir sua vida!
Cansada, ela se encostou ao balcão e começou a chorar copiosamente.
Com pena, o vendedor a chamou para as prateleiras dos fundos da loja e pediu que ela escolhesse qualquer artigo que quisesse, já que não pudera ajudar.

Entre as prateleiras mais altas havia uma bonequinha de porcelana, como a outra que comprara no ano anterior. Quando se virou para agradecer viu que o homem a encarava. Seus olhos eram de berilo brilhante e seus dentes pontiagudos estavam arreganhados como os de um animal prestes a atacar. Ele a fitou e piscou um olho de cada vez, e depois tudo ficou escuro novamente.

A polícia chegou vinte minutos depois. Quatro funcionários do hospital psiquiátrico e o dono da loja estavam mortos, banhados de sangue pelas múltiplas facadas e pelas mordidas.

No meio da confusão em que estava a loja, o mais jovem dos policiais avistou uma linda estatueta de jade. Um macaco verde com olhos de berilo. Colocou discretamente no bolso e resolveu dá-lo de presente à sua filhinha, a pequena Mei…

30 comentários em “Era Uma Vez Um Macaco Chinês – Iolandinha Pinheiro

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  1. Caramba, Iolandinha, fiquei com medo mesmo. A narrativa prendeu mais minha atenção do que eu esperava. Perfeita dose de suspense e de terror. Aff, assim vou ter pesadelos. Ótimo conto de terror!

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    1. Esse foi o primeiro conto de terror que eu escrevi, Claudia. Nasceu de uma historinha que eu estava inventando para o Gabriel. Eu contava histórias para ele todos os dias antes de dormir. Mas daí começou a ficar sinistro e eu transformei num conto de terror, só fui publicá-lo quando entrei no Recanto das Letras. Que bom que vc gostou, querida. Muito obrigada pelo comentário. Beijão!

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  2. Oi Iolandinha, esse conto é muito legal! Eu gostei demais das descrições, você arrasou! Está muito rico, muito bem ambientado, com a estória marcante e interessante é um clima de suspense que vai aumentando gradualmente até atingir o terror! Muito bom! Gostei muito! Parabéns!!

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    1. Oi, Priscila, este foi o primeiro conto de terror que escrevi na vida e terminei. Adorei vc ter gostado, menina. Gosto de escrever coisas assim, que vão envolvendo e assustando o leitor aos poucos. Eu gosto muito deste conto, Priscila, obrigada pelo comentário tão agradável. Beijos e abraços.

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  3. Gostei muito do conto, Iolandinha! Tem uma tensão crescente e o drama do “pesadelo” vivido pela menina grita nas palavras. Parabéns!

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  4. Um texto de terror e suspense, que se desenvolve apresentando dados concretos, que conduzem o leitor para a compreensão de significados mais abstratos: o mal que se repete sem que nada ou ninguém consiga intervir para evitá-lo. O texto está bem organizado, apresenta harmonia e coerência, na ambientação (As descrições ricas fizeram-me viajar para a China, em meio às ruelas que vendem bugigangas e comidas temperadas.), com a construção dos personagens ( A dúvida entre doença mental, imaginação e realidade que envolve a menina Ling.) e as ações. A ideia do macaquinho de jade, um objeto mágico ou amaldiçoado , foi engenhosa para absorver a atenção.

    Parabéns por mais esse conto primoroso. Beijos.

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    1. Se não me engano foi no concurso em que este texto foi publicado que nós duas nos conhecemos, não foi? De lá para cá a minha admiração por vc só aumenta, na mesma medida que a nossa amizade. Sempre é muito bom ter vc por perto, e seus comentários me mostram o quanto uma pessoa pode ter domínio sobre o idioma e sensibilidade para enxergar até além da compreensão do próprio autor. Muito obrigada por mais este presente.

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  5. Adoooro terror! Você escreveu um conto bem clássico, o horror vai surgindo aos poucos e a protagonista vai perdendo a noção da própria sanidade até o final que, bem… vai começar tudo de novo rsrs. Uma leitura que valeu a pena. Abraços!

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    1. Querida, Virgínia! Acho que vc não lembra de mim, mas eu te conheci por causa do DTRL, eu também adoro terror, menina! Obrigada pelo comentário carinhoso. Um abraço para ti.

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  6. Querida! você escreve de forma magnífica esses contos de terror! de onde você tira essas idéias? eu fiquei agarrada no texto sem conseguir parar de ler! Maravilha!

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    1. Eu sempre curti terror, Ju, e quando assisto um filme, vejo uma cena real ou leio um livro, já me vem uma ideia de escrever algo que descamba para o terror. A Psiquiatria deve ter alguma explicação para isso, kkk Florzinha, grata pelo agradável comentário, um beijão

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  7. Olá, Iolandinha!
    Taí um talento que não tenho, mas que muito admiro. Os contos de terror. Não são para qualquer um pois requer habilidade na construção dos personagens, do contexto, do clímax e do desfecho que não deve ser subestimado em relação aos outros itens, sob risco de perder a magia ou o impacto que nesse gênero se faz mais necessário. A história é envolvente e bem construída. Invejinha branca de você! Parabéns, mestre do terror!

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    1. Este foi o meu primeiro conto de terror, mas eu gosto muito dele, Sandra. Achei que consegui manter um bom suspense do começo ao fim, e, realmente, escrever terror exige um “timing” para deixar o leitor com vontade de decifrar o mistério criado. No caso deste conto, o mistério fica em aberto e o leitor pode optar pela loucura ou pelo sobrenatural. Adorei seu comentário, querida, especialmente vindo de uma autora premiada e tarimbada com uma técnica irrepreensível. Valeu, beijos

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  8. Querida Iolanda,

    Tudo bem?

    “Era uma vez um gato (macaco) chinês. Quer que eu te conte outra vez?”

    A história sem fim, como esse tipo de brincadeira infantil é chamada, ficou tanto em minha cabeça que até comentei com você que havia lido o conto do gato. O fato é que, conscientemente ou não (acredito que sim), seu conto se utiliza desse artifício de “história-sem-fim”, já que através do olhar de jade do macaco, sempre haverá o próximo amaldiçoado, não é? Agora será a vez da pobre filha do policial e assim sucessivamente.

    Interessante notar que os amaldiçoados, na verdade, parecem receber “aquilo que mereceram”, pois, todos roubam o macaquinho da loja. Maldição mesmo.

    No início, pensei que a menina terminaria nas prateleiras, aprisionada no corpinho do macaco, talvez eu tenha pensado nisso devido a um filme (um curta de animação) à que assisti e do qual não sei o nome (procurei em vão) e que me faz lembrar seu conto. No filme, o macaquinho atrai um menino para a loja e troca de lugar com ele, deixando-o (ou ao menos sua alma) aprisionado na prateleira.

    Parabéns por mais um ótimo trabalho. 😉

    Beijos
    Paula Giannini
    (11)982497839 (liga sempre que quiser) rsrsrs

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    1. Olá, boneca linda! Pois é, o conto é meio que uma fórmula em que as desgraças se repetem para pessoas amaldiçoadas, foi o primeiro que eu fiz, foi meio que uma tentativa de fazer algo do gênero. Fiz e larguei de mão, dez anos depois surgiu um concurso de terror e o povo acabou com o pobre do texto dizendo que era um clichê, obviamente mandei todos para a China. Depois eu comecei a colocar algumas coisas menos previsíveis nos meus textos, mas terror é assim mesmo, cheio de fórmulas.

      A sua ideia de a menina ir para a prateleira seria muito boa, mas aí todo mundo ia sacar que existia um lance sobrenatural na área e eu queria era justamente que ficassem em dúvida até o fim (a menina estava doida ou o macaco existia mesmo), sou má. Já andei espiando seu conto, é que este fim de semana foi todo de festas, jantares, almoços e tal e eu não tive tempo nem de esfregar os olhos, rs! Vou ligar de novo qualquer dia, beijos e obrigada

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      1. Oi, Iolanda,
        Você mandou todos para a China. hahahah Foi com o macaco?
        Vou ver se descubro esse curta de que falei. Você já assistiu?
        Liga simmmmm.
        Beijos
        Paula Giannini
        (11)982497839 (hahahah)

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  9. Oi, Iolandinha!
    Então, o que dizer, além de que esse conto é magistral,? Que maldição a menina recebeu, hein? Bom, eu, amante do gênero que sou, nem cogito a possibilidade de problema mental, ou algo do tipo, eu com certeza vou concluir que o macaco estava possuído, e dali a maldição não só foi transmitida à meninazinha, mas continuou, através de outro hospedeiro/vitima.
    Você é Mestra mesmo no suspense/terror, fico admirada com a qualidade dos seus contos – todos, mas os de terror me deixam arrepiada, com medo de verdade.
    Bjokas, linda, muito om poder voltar a ler vocês!!
    #feliz

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    1. Oi, Renata. Eu gosto muito deste conto, apesar de ter sido o primeiro e não ter nenhuma sofisticação na escrita. Mas gosto dos impactos que ele cria, como quando a menina descobre que conversava com o médico todos os dias e contava sempre a mesma história. Obrigada pela carinhosa leitura, e espero que agora volte com novos contos e interações conosco. O As Contistas não pode parar, né? Beijão

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      1. Sim, ele é ótimo, li e pensei nele até como um filme…tem todo o clima. E voltando, acho que agora vou conseguir voltar ao ritmo que eu gosto e preciso, conseguir ler, escrever, participar. As Contistas, sempre ❤

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  10. Conto de suspense/ terror ainda mais na CHINA??? Amor pouco é bobagem! Simplesmente perfeito! Fiquei até com vontade de comprar uma miniatura de macaco para colocar em minha estante para poder lembrar-me deste conto toda vez que a ver.
    Iolanda, sempre um prazer te (re)ler!
    Abs ❤

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    1. Vanessinha, foi com este conto que nos conhecemos, minha primeira participaçao do DTRL! De lá para cá só amizade e sucesso! Pois é, sem saber acabei te agradando por ambientar o conto na China, amiga! Se encontrar um estatueta de macaquinho eu vou querer comprar também, difícil vai ser dormir com esta ameaça em casa, kkkk

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  11. Iolandinha King agora Made In China. Texto sobre maldições, horripilante. Engraçado que tenho a impressão que já li esse seu conto, não sei se foi no EC, mas tenho a sensação de já o conhecer, vixi, será que essa macaco já não me assombrou? Narrativas de suspense e terror tem esse poder, parece que ficam grudadas na gente, só esperando uma distração pra fazerem buuuuú! Bjs sua linda!

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    1. Olá, Dona Rose! Eu acho que vc leu este conto quando eu te mandei vários contos de terror para vc se inspirar e escrever o seu conto para o EC, será que ele foi junto? De qualquer maneira vc leu de novo e curtiu, obrigada! Esse foi o primeiro conto de terror que escrevi até o fim, ainda está muito primário, mas eu gosto da história

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  12. Oi Iolanda! Eu achei muito bom o conto. Ótimo entretenimento para quem curte historinhas de terror… Muito sinistro esse macaquinho de jade com olhinhos de berilo e a ambientação na China deu um charme a mais à história. Felizmente os assassinatos não foram descritos em detalhes. O terror explorado é o psicológica, na mente da personagem, do jeito que eu gosto. Sempre uma felicidade ler suas histórias, amiga. Beijos.

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    1. Este foi o conto de estreia no DTRL, o povo lá caiu de pau, esculachou o pobre.Mas eu gostava e ainda gosto muito dele. Obrigada pela leitura e comentário, amada. Beijos

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  13. Que tenebroso, mulher!! Taí uma coisa que me mete medo: esses objetos que encantam a ponto de nos fazer levá-los para casa. Me arrepiei! Muito tenso! Você é boa em criar terror nos outros. E, como sempre, muito bem escrito, né? Você está sempre se superando e surpreendendo os leitores. Parabéns!
    Um grande e carinhoso abraço!

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    1. Escrevi isso quando o Gabriel ainda era pequeno, uns cinco seis anos, talvez. Obrigada pelo carinho com que olha para o que eu escrevo, tenho relido muita coisa e acho que preciso me reinventar, investir mais na técnica. Vc é sempre muito generosa, minha querida, Beijos

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