Os frágeis fios da confiança (Anorkinda Neide)

Alina sempre passeava pelos bosques de cristal à tarde, logo depois que o sol atingia o meio do céu. Na verdade, ela precisava buscar um pouco da água límpida da Fonte Matriz para as purificações do fim do dia, mas ela considerava aquela tarefa um passeio, um deleite, até para não zangar-se de ser sempre ela a fazer isso e não alguma de suas cinco irmãs mais velhas.

A mocinha apegou-se àqueles caminhos repletos de vida e de detalhes. As cores mudavam a cada vez que ela por ali passava, seja devido à umidade do ar, ora mais baixa, ora mais alta, seja pela quantidade de nuvens no céu a filtrar a luz solar que se permitia esgueirar por entre as copas das árvores ou mesmo devido ao humor de Alina, havia momentos em que tudo era mais colorido e brilhante, dias felizes ou o bosque recebia tons pasteis insípidos quando a menina chateava-se.

Alina havia completado na véspera quatorze anos de idade e por isso tudo estava radiantemente belo e feliz a sua volta. Ela tinha certeza de que o bosque comemorava com ela daquela paz e alegria de se tornar mocinha e parar de ser tratada como bebê pelas irmãs e pelos vizinhos da aldeia. A moça estava cheia de expectativas para sua vida adulta que ainda demoraria a chegar, mas estava a cada dia mais próxima, ela já podia vislumbrar no horizonte.

Diferente de todos os outros dias em que Alina esteve na Fonte, desta vez as águas estavam cobertas por uma fina névoa úmida e refrescante. A menina achou muito interessante esta novidade e abaixou-se para recolher a água em seu vasilhame de louça jateada. De repente, ela ouviu algo como o barulho de cascos a caminho da fonte, ela procurou mas não se via nada, julgou ser devido à neblina misteriosa. Alina levantou-se e o que viu a deixou maravilhada e por pouco não desfaleceu de emoção.

Jamais ela tinha visto um ser tão lindo e tão puro. Sim, aquele animal era puro! Emanava dele essa sensação… Era branco, muito branco e de pelo liso, tão liso que brilhava! De sua cabeça saía um chifre, mas um chifre jamais visto por Alina, ela nem saberia dizer se era realmente um chifre… Era espiral e brilhava muito! Parecia iluminado!

A menina viu outros iguais a ele um pouco mais afastados, todos bebendo água da Fonte Matriz. Mas Alina só tinha olhos para aquele mais próximo, estava extasiada! O animal levantou levemente a cabeça e encontrou o olhar da moça… Uma sintonia muito forte ligou aquelas duas criaturas naquele momento mágico e único e dos desdobramentos desta união nenhum deles poderia imaginar até onde os levariam…

……..

A moça largou seu jarro d’água e colocou os pés na água, a fim de atravessar aquele córrego e aproximar-se das criaturas que misteriosamente apareceram ali, acreditava ela que era a primeira vez que estes animais vinham a esta Fonte. Mas, ao fazê-lo, todos os unicórnios correram para longe, sem estardalhaço, pareciam tão silenciosos, apenas o barulho dos cascos batendo sutilmente no chão, na verdade, quase não o tocavam…

Antes de correr, aquele que mais próximo estava de Alina, balançou a cabeça verticalmente, olhando para a moça e ela sentiu que ele queria lhe falar e sentiu nele uma profunda tristeza. Por que um ser tão lindo estaria triste?

A partir deste dia, buscar água na Fonte Matriz tornou-se uma tarefa ainda mais significante para a menina-moça. Trazia-lhe ansiedade, magia, contentamento e também aflição… Alina nunca mais viu os outros animais, apenas aquele a quem se conectou, descobriu que podiam se comunicar telepaticamente, ela sentia as emoções do novo amigo e algumas palavras lhe vinham à mente. Assim, ela descobriu que ele vinha vê-la escondido dos demais, pois era proibido que qualquer um deles se aproximasse de seres humanos. O nome daquela criatura pura e perfeita era Mênfis  e ele ao mesmo tempo em que queria estar perto de Alina, também se afastava e não confiava nela, pois fora ensinado a não confiar em humanos, principalmente em moças jovens e virgens…

Sim, Alina era virgem ou não conseguiria vê-lo.

……….

– Alfonsim, você está me entendendo, rapaz?

– É claro, pai! Já ouvi esta história mil vezes nos últimos meses…

– Olha o respeito, menino! Isto não é uma história é a tradição e você sabe qual é a sua parte nela. Você tem seguido Alina quando ela sai a passear sozinha?

– Sim, tenho.

– E não a viu conversar com ninguém? Falar sozinha? Nada fora do normal, Alfonsim?

– Não, meu pai.

– Ela não contou a você nada de extraordinário?

– Temos conversado muito pouco… Alina está mudada…

– Claro, garoto. Ela agora é uma moça. Você tem que se acostumar com isso.

O menino suspirou. E Alberico, seu pai, bem lembrou de quando era rapaz e como era difícil acompanhar as mulheres… E ainda é.

– Bem, comecem a passear juntos pelos bosques, a qualquer momento, ela os encontrará e nós precisamos saber e nos preparar. Está certo, meu filho?

– Sim, papai.

O rapazinho saiu de casa cabisbaixo, chutando algumas pedrinhas do chão e com as mãos nos bolsos, pensando no quê fazer. Só uma coisa ele sabia bem… E era o que não queria fazer.

Alfonsim foi conversar mais uma vez com a irmã mais velha de Alina.

…………

Mais uma tarde tem início naqueles bosques cristalinos e os dois amigos, procuram se encontrar, para olharem um para o outro, embevecidos, encantados… Alina não sabe porque sente-se tão intrigada e fascinada por Mênfis, ela gostaria de perguntar para alguém sobre estas criaturas mágicas, mas ela pressente que não deve falar a ninguém, nem mesmo sua irmã, que a criou como uma mãe. Se nada foi dito a ela sobre a existência deles, é porque algum motivo havia e Alina desconfiava de que o motivo não poderia ser bom.

A moça tomou, num rompante, uma decisão! Queria se aproximar de seu novo amigo de qualquer maneira, precisava conquistá-lo!

Assim que ele virou-se para ir embora e a névoa começou a se dissipar sobre a Fonte, Alina caminhou silenciosamente em sua direção e sem que ele percebesse, andou atrás de seus passos. Em um instante, ela percebeu que o ambiente mudava, não havia mais a névoa e o bosque estava completamente diferente! Ela percebia mas não retirava o seu olhar de Mênfis, estava concentrada em segui-lo sem ser notada.

Mas, a dupla chegou a uma clareira onde mais unicórnios se reuniam e seu amigo virou-se para ela, como a dizer, ‘Eu sei que você veio, Alina…’ . Ele parecia inseguro ao voltar-se para outra criatura que como ele possuía um brilhante chifre em espiral na cabeça, mas era maior e mais robusto. Este aproximou-se de Alina e com olhos zangados, queria entender o que se passava.

A menina começou a falar, rezando para que a entendessem, que ela os amava muito, eles eram maravilhosos, que ela jamais lhes faria mal. Mênfis permitiu que ela o acariciasse pela primeira vez e Alina o abraçou, chorando, sentindo uma emoção muito pura e bonita.

Passaram a andar com Alina por aquelas terras, muito parecidas com o bosque de cristal mas em tudo diferente, as espécies de plantas eram outras, as cores, muito verdes, de vários tons e o solo macio como algodão. Chegaram a um espaço parecido com uma gruta mas formado pela vegetação, onde vários unicórnios descansavam… Alina espantou-se! Nenhum deles possuía o lindo chifre brilhante na cabeça! Pareciam doentes, embora ainda lindos, tinham um olhar sem a mesma vitalidade dos outros unicórnios.

Ela sentou-se próxima a um deles e recebeu a mensagem que ele lhe passava… Humanos haviam retirado seus chifres, em emboscadas. E sem eles, a criatura perdia seu poder de manifestar a pureza, de assegurar a limpeza energética das dimensões sutis.

Alina sentiu vontade de chorar e olhando para todos os unicórnios ali reunidos, doentes e sãos e finalmente para seu amigo Mênfis, a menina entendeu porque eles não confiavam nela. Ela falou por alguns minutos, explicando que ela própria de nada sabia, sequer imaginava que eles existiam, muito menos que alguém pudesse fazer tanta maldade para seres tão maravilhosos!

Mênesis, o líder daquela família de unicórnios, fez-se entender pela menina, manifestando que queria muito acreditar nela, ela parecia pura e amável, mas todas as outras meninas também pareceram assim a seus amigos unicórnios e todas os entregaram nas mãos de homens inescrupulosos.

Alina não podia acreditar nisso, era muita maldade e ela não queria perder sua inocência e a fé em seus amigos, vizinhos e parentes da Aldeia. Mas, ela não tinha como defendê-los, não conhecia os fatos e não imaginava o porquê destes abusos crueis. Ela partiria e prometeu que ninguém nunca mais faria algum mal a eles, ela não permitiria!

……..

Alma estava tecendo com fios de algodão anil quando Alfonsim surgiu detrás da amoreira, como sempre fazia quando precisava desabafar suas preocupações. A irmã mais velha de Alina vinha sendo uma mãe para ele também, desde que ela o chamou em segredo e lhe pediu que a ajudasse nos seus planos para o futuro de sua irmãzinha… Alma pretendia que Alina, diferentemente da todas as outras mulheres da Aldeia, tivesse um destino diferente.

– Olá, meu querido. Como vai?

– Mais ou menos, Alma, mais ou menos…

O rapaz sentou-se em um toco de árvore à sombra da parreira que também abrigava a amiga, ali as irmãs costumavam reunir-se em seus trabalhos domésticos. E neste horário as outras moças estavam todas na Praça da Aldeia, organizando as Festas de Outono.

– Meu pai está pressionando.

Alma levantou uma sobrancelha, um pouco preocupada:

– Alina lhe contou alguma coisa?

– Nada. Mas ela está estranha. Eu acho que ela já o encontrou…

– Ela teria  contado a um de nós! Alina nada sabe sobre os unicórnios.

– Mas eu acho que ela viu e ficou quieta…

– Precisamos descobrir, Alfonsim. Antes que alguém o faça!

………..

Alina vinha apressada pelos caminhos que iam do bosque até a Aldeia, ela queria explicações e achava que nada poderia ajudá-la. A menina tinha certeza de que ninguém na Aldeia sabia da existência dos unicórnios, ou teriam lhe contado. Sua cabeça fervia e seu coração estava aos pulos depois de tanta emoção e descobertas.

– Hey! Lina! Por que tanta pressa?

– Ai, Fonsi… Não tô legal.

Alina fez um gesto de ‘sai pra lá’ para o rapaz e pretendia seguir seu caminho.

– O que foi que eu fiz?

A cara aparvalhada de Alfonsim, misto de susto com pedido de piedade, sempre derretia sua amiga de infância e desta vez não foi diferente… Ela jogou-se em seus braços, num abraço bem apertado e disse:

– Eu vi coisas maravilhosas e também fiquei sabendo de coisas horríveis!

A vontade era de chorar, mas a moça estava decidida a permanecer forte. O pensamento em Mênfis a encorajava.

– O que houve? Conte, Lina. Confie em mim!

Ao ouvir isto, Alina lembrou-se de tudo o que presenciou sobre traição e confiança na Terra dos Unicórnios e não conseguiu se decidir se contava ou não para Fonsi, seu meu melhor amigo de toda a vida, a experiência que acabara de viver.

O rapazinho percebeu a confusão no espírito de Alina e tentou acalmá-la.

– Tudo bem. Vamos fazer um lanche lá no nosso recanto secreto, Lina? Eu colhi aquelas cerejas que você adora. Vamos?

Os amigos foram de mãos dadas até o Pomar Perene que ficava nos limites da Aldeia. Depois de refestelados de frutas com mel, recostaram-se nas raízes da árvore que lhes servia de abrigo e ficaram em silêncio por longos minutos.

– Você sabe que pode confiar em mim, Alina. Nós vamos nos casar um dia, sabia?

– Não, Fonsi! Nós somos amigos!

– Sim! E você queria casar com quem? Com um inimigo?

Alfonsim riu-se, mas mais por nervosismo do que por troça.

A menina não queria pensar nisso, mas ficou alguns segundos absorta e por fim decidiu:

– Você sabe sobre os unicórnios?

– Claro.

– E por que nunca me disse? Como posso confiar em você?

– Sua irmã pediu a mim e a todos que nunca lhe contássemos nada!

– Alma?! Por quê?

– Para que não aconteçam mais emboscadas.

Alina não pôde mais se conter e caiu num choro aliviado. De repente, ela descobriu que podia voltar a confiar em seus amigos. Aqueles momentos de desconfiança foram curtos mas ela não gostou de experimentá-los.

……………..

Chegou o dia da Festa de Outono, um belo domingo, quando os ventos já começavam a soprar preparando a terra para o inverno. Alina precisava contar a Mênfis sobre o plano de sua querida irmã que fôra de nunca lhe contar sobre os unicórnios para que a maldade daquela tradição horrorosa de lhes retirarem os chifres pudesse parar, de uma vez para sempre.

Naquela Aldeia, desde que os unicórnios foram vistos pela primeira vez, iniciou-se a ganância pelos chifres espiralados, que acreditava-se, traziam prosperidade ao povo dali. Deles era feito um pó que era espargido sobre as casas, num ritual inventado por um líder supersticioso.

Todas as meninas eram preparadas para que assim que avistassem um unicórnio avisassem o líder da Aldeia para que os homens pudessem dar caça ao animal quando este aproximava-se da mocinha em quem confiava cegamente. Muitas delas não queriam que maltratassem criatura tão inocente, mas como eles não eram mortos, consolavam-se. Alma e suas irmãs foram as moças que mais brigaram em defesa de seus amigos mágicos, mas nada puderam fazer. Quando Alina ficou orfã de mãe e de pai, sua irmã mais velha pôde sonhar em livrar os unicórnios daquele mal para que eles pudessem utilizar-se da Fonte Matriz sem preocupações.

Mas, Mênfis não apareceu na Fonte naquela tarde e Alina o esperou por horas… Isso despertou a desconfiança de Alberico, ele estava muito intrigado com a demora da menina em avistar unicórnios e questionava-se se foi eficiente entregar a tarefa de vigiá-la a seu filho Alfonsim, este andava apresentando um comportamento deveras rebelde.

Quando Alberico chegou a Fonte e viu a moça olhando para o nada, à espera, julgou que ela avistava unicórnios e gritou:

– Alina! Então você está aí, menina! O que está fazendo que não chamou os homens da cidade para capturá-lo?

A garota levantou-se de um salto e respondeu, petulante:

– Jamais vocês chegarão perto de meus amigos.

– Amigos?! Seus amigos somos nós da Aldeia, não pense bobagens, menina. Estas criaturas logo irão embora como sempre fazem e nós precisamos do pó da prosperidade.

– Não precisamos, não. Nada de bom pode vir causando o sofrimento de outros seres.

– Ora bolas! Sofrimento de animais! Essa é boa!

– Sim, eles sofrem, eu vi, eu sei.

O homem perdeu a paciência e começou a atravessar o córrego, acreditando que as criaturas estavam na outra margem. Porém, ele sentiu uma energia acertar-lhe o corpo e Alberico caiu de costas na água. Alina viu a névoa gelada se formando e Mênesis apareceu. Olhando nos olhos dele, a menina percebeu o que se passava, todos os unicórnios estavam reunidos ali, emanando alguma magia que Alina entendeu ser a formação de uma espécie de escudo protetor. Eles não mais usariam a Fonte Matriz para beber de sua água, viajariam para outro lugar, mais seguro, aquele momento era uma despedida e também agradecimento a Alina e sua família que os protegeram da forma que podiam.

Mênfis aproximou-se de sua amiga, ela o abraçou sabendo que sua amizade jamais morreria. Nos olhos dele havia a promessa de voltar para vê-la, sempre. Até que ela se casasse…

…………………

Passados alguns anos, Alina e Alfonsim passaram a levar sua primeira filhinha a passear pelo Bosque cristalino, eles traziam ao passeio também outras crianças da Aldeia, sentavam-se todos às margens da Fonte Matriz, onde Lina contava histórias sobre os unicórnios enquanto Fonsi imitava os animais, ora galopando em torno das crianças ora fingindo que possuía um chifre espiralado na cabeça. Era puro divertimento para as crianças mas os adultos sabiam que estavam tecendo assim, uma amizade, ainda que imaginária com as mais belas e dóceis criaturas da Natureza Mágica. E isso significava preservação.

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3 comentários em “Os frágeis fios da confiança (Anorkinda Neide)

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  1. Sabe, aqui temos uma história doce, que fala de pureza, mais ainda… de purificação, é uma fantasia ainda a ser trabalhada, meu eu leitor conseguiu sim pegar o mote da história, entretanto falta aquele desenvolvimento mais claro, menos rodeios, idas e vindas onde a história não encontra seu ápice, ela tenta engrenar e emocionar mas por uma simples falta de esmero acaba não encontrando o meu eu leitor em um momento mais harmonioso, sabe…

    Quanto ao início, não é ruim, mas falta uma descrição maior da fonte, do ambiente, da paz do local, bem como da Alina e do próprio unicórnio, altura se era a mesma de um cavalo, a que raça ele se assemelhava, e se houvessem filhotes? Não seria legal? Ah, achei que faltou algo mais nesse sentido e pode dar mais vida ao conto…

    Sobre o desenvolvimento, penso que a história pode se amarrar mais a do vilarejo, as pessoas podem não ver os unicórnios, mas quem sabe os rastos deles, estas serem as pistas que fizeram com que os gananciosos suspeitassem de sua existência, os sons dos animais se movendo pelo bosque, algo mais místico e misterioso… Se contar como o velho supersticioso sentiu que eles estavam lá, ou que sua mãe o contou uma história? Há várias possibilidades né?

    Parabéns e continue sempre escrevendo, pois tens alma de escritora e isso ninguém nem nenhum problema pode te tirar!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Olá, Anorkinda! Uma das ambições que eu tenho nesta vida é a de escrever um conto de fantasia. O máximo que cheguei perto deste gênero foram contos insólitos ou de realismo fantástico. Vc passeia por este estilo com muita desenvoltura, e personificando uma pureza (ao escrever) tão juvenil e translúcida como se vc fosse a própria Alina. O conto é interessante e a gente (eu, pelo menos) torce o tempo inteiro para que ninguém maltrate os unicórnios. Gostei do final feliz, e acho que para o fim que se propôs, o seu conto foi muito eficiente. Um grande abraço.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Conto com ares infantis, cheio de fenômenos sobrenaturais, mágicos. Fantasia? Simbolismo? O unicórnio é o amigo-secreto que todos gostaríamos de ter: doce, manso, puro.

    A narrativa é madura, consciente, vagando por sensações e condições impostas pela vida, cuja inquietude é construída num clima que traz um indisfarçável sentimento do transitório, do escorrer do tempo, com uma sensibilidade com a qual se enroupa um trabalho cheio de sutilezas e de lirismo. A imagem da pureza (Alina e unicórnio) é explorada de forma cativante, emotiva, desde o título. A graduação dos fatos serve para provocar sentimentos crescentes, sem se prender a detalhes descritivos ou narrativas de cenas impactantes e, sim, à dinâmica extensiva do texto, em geral, com imagens invocadas, sob o olhar sensível e empático da autora, hein Anorkinda? O final feliz traz uma mensagem de esperança. Parabéns pela premissa e pela técnica! Beijos! 😍😍

    Curtido por 1 pessoa

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